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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Bono fala sobre "Invisible", a nova canção do U2

Bono falou com o USA Today, e reflexivo, comentou sobre a nova canção do U2, "Invisible": "Ela se inicia com: 'It's like the room just cleared of smoke/I didn't even want the heart you broke/It's yours to keep/You just might need one. 'I finally found my real name/I won't be me when you see me again/No, I won't be my father's son.'
Bono faz uma pausa: "Isso é uma coisa pesada, eu percebo, como um pai para mim mesmo — para não tirar o seu nome de família, sabe? Sou conhecido como Bono. E agora percebo que toda a angústia e a raiva que eu tinha naquela época, durante a juventude, deve ter realmente machucado meu pai. Eu pensei que minha família era o problema, mas eu era o problema. Uma coisa típica."
"Invisible" foi a primeira canção (e talvez única) finalizada do próximo disco do U2, e Bono comenta: "Nesta banda, uma canção não está terminada até que esteja sendo vendida on-line, ou nas lojas. E mesmo assim, The Edge ainda pode estar tentando remixá-la."
Recentemente, o U2 voltou aos palcos em uma performance beneficente no Montage Hotel em Beverly Hills, na ajuda dos necessitados do Haiti. E Bono falou sobre a sensação de voltar a tocar em um lugar pequeno: "Nós tocamos neste pequeno salão — nós tínhamos tocado em um pequeno salão já fazia muito tempo. Eu percebi que há algo de muito puro quando se utiliza só guitarra, baixo, bateria e voz. O jeito da música é processado no momento, e quando você ouve é: 'Uau!'"
E assim Bono dá uma pista sobre o que pode acontecer na nova turnê do U2: "Eu gostaria de voltar a tocar em arenas indoor. Algumas das melhores noites da minha vida foram no Madison Square Garden. Locais deste tamanho existem em muitas cidades. Eu acho que seria legal."
E ele finaliza: "Eu sempre sei que estamos chegando perto do tempo de fazer a turnê, quando minha esposa me pergunta quando vamos excursionar de novo."

'There Is No Them, Only Us': o teaser de "Invisible", a nova canção do U2

"Invisible" é a nova canção do U2 que estará no próximo álbum da banda, mas não será o primeiro single do novo trabalho. Bono confirmou isto em um novo artigo no USA Today sobre parceria da (RED) com a banda e o Bank of America para usar a canção em um comercial do SuperBowl neste domingo.
Bono diz que eles escolheram "Invisible" porque "é a primeira canção que nós finalizamos", e a banda tem uma música diferente em mente como o primeiro single: "Nós temos uma outra canção que estamos animados para usar no lançamento do álbum. Esta é apenas uma espécie de prévia. Para lembrar as pessoas que existimos."
O lançamento do novo disco continua uma incógnita, já que Bono diz que a banda vai continuar trabalhando no álbum "por alguns meses. Queremos que seja lançado neste verão, mas não queremos decepcionar ninguém."
Bono também revela que o U2 pode "experimentar" com novos produtores nesta fase final do álbum, embora DangerMouse será produtor na "maior parte" do álbum.
Enquanto isso, faltando apenas dois dias para a estreia da nova canção, o U2 compartilhou um breve vídeo teaser de 18 segundos no YouTube que apresenta o público cantando no video, uma possível parte da letra da nova música!

A linha "there is no them, only us" também é encontrada na canção "Rise Above 1" , da trilha sonora de Homem-Aranha, e Bono também utilizou isto em diversas versões ao vivo de "One", e ao mesmo tempo usou em vários discursos ao longo dos anos.

Um dos trechos da letra de "Invisible":

'It's like the room just cleared of smoke/I didn't even want the heart you broke/It's yours to keep/You just might need one'.

'I finally found my real name/I won't be me when you see me again/No, I won't be my father's son.'

Agradecimento: @U2

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Bono fala sobre a letra de "If God Will Send His Angels"

Bono: "Ouça a canção "If God Will Send His Angels". É sobre um cara que bate em sua namorada. Ela procura razões e o questiona: "Olhe ao seu redor.""
Bono diz que a música é como uma ficção científica gospel.
O personagem da música repreende sua namorada pela sua crença e pela sua fé, coisas que ele próprio perdeu.
A acusação aos líderes religiosos está na linha "o cego conduzindo a loira", sendo a loira a namorada.
A insatisfação de uma religião manipulada está na linha: "Eles colocaram Jesus no show business, agora é difícil chegar na porta."

"Discothèque" - Teoria 3: Procura do Amor e Deus

"Discothèque" seria sobre a procura de amor e Deus em todos os lugares errados.
Uma pessoa sai, à procura de amor nas discotecas, mas o único amor encontrado é algo menos do que o que se busca. A maioria dos versos fariam uma alusão à isto, assim como o fato de que uma pessoa é encontrada, mesmo que ela não seja o verdadeiro amor, a luxúria pode ser o suficiente. O desejo do coração e da carne.
As pessoas pensam que a vida deve ser preenchida com muitos destes prazeres de uma forma que eles somem algo como a felicidade, mas entretanto perdem o fato de que essas coisas não são de Deus e não podem substituí-lo. Na verdade, o deixam mais longe de Deus.
Seria sobre essa procura por Deus, ou algo que faça algum sentido em suas vidas, mas são atraídos por coisas pequenas, mais imediatas, que satisfazem apenas por um instante, e que de alguma forma os deixa incompletos.
O último verso especialmente resume tudo (Mas você aceita o que pode conseguir / porque é tudo o que você pode encontrar / oh você sabe que há algo mais / mas hoje à noite, hoje à noite, hoje à noite).
O trecho chave na canção: "você quer o céu em seu coração / mas você pega o que você pode obter / porque é tudo o que você pode encontrar". Você está procurando o absoluto e eterno, mas você está preso ao imediato e transitório.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

A bateria de "Pride (In The Name Of Love)" aconteceu pela falta de conhecimento de Larry Mullen

"Pride (In The Name Of Love)" do U2, possui um dos mais eletrizantes 'snare fills' da história do rock, e o responsável por isso, Larry Mullen, fala sobre como isto aconteceu por causa da sua falta de conhecimento: "Quando fomos para a gravação de "Pride", para o álbum 'The Unforgettable Fire', Danny Lanois foi capaz de falar para mim que eu tinha algumas idéias interessantes, mas havia uma ligeira falta de foco. Minha técnica de kick drum era completamente subdesenvolvida e eu nunca tive a chance de praticar e aprender como a maioria das pessoas fariam.
Nas bandas de marchinhas que toquei, eu só usei um snare (caixa), e quando comecei em um kit, eu nunca aprendi como usar corretamente todos os elementos juntos.
Então eu fui e ouvi uma demo básica de "Pride" e tentei tocar uma batida apenas usando o bumbo e caixa. Mas eu não poderia obter o kick para fazer o que eu queria, então eu peguei um tom baixo e fiz o que eu tinha feito no passado, quando se eu não pudesse fisicamente fazer o que era necessário, eu encontrava outra maneira de contornar isso.
Eu não podia fazer o que a maioria das pessoas considerariam uma batida normal para a música, então eu escolhi alternativas. Aqueles snare rolls eram originalmente muito simples, até que Bono me disse que não soava bem.
Então eu passei horas tentando as coisas, até que eu vim com os build-ups (acúmulos) e os acentos que se ouve na versão final.
Se eu tivesse o conhecimento, eu teria feito algo completamente diferente, mas eu não acho que teria sido tão interessante. Você desiste de algo para obter alguma outra coisa, e minha carreira de baterista sempre foi baseada em uma completa falta de conhecimento!"

À espera de "Invisible"

Os fãs do U2 estão fazendo contagem regressiva para o lançamento de "Invisible", primeira canção do novo disco da banda que será lançado neste primeiro semestre de 2014.
Bono disse em entrevista que a canção será uma "pré estréia do novo álbum do U2".
O U2 cedeu "Invisible" à (RED) para download gratuito no iTunes no dia 02 de fevereiro, por um período de apenas 24 horas. Bono agradeceu publicamente o restante da banda, por concordarem em ceder a canção para esta ação.
Na arte de divulgação da canção, aparece, com leves modificações, o dispositivo personalizado 'ring mic', um microfone inspirado no microfone clássico do locutor de boxe, criado para os encores da turnê 360°. Ele trazia um SM98 com um transmissor situado dentro de uma moldura no estilo de um volante. Ele descia até o palco em um cabo de aço, permitindo que Bono girasse em torno dele e até subisse em cima, para um efeito aleatório durante o encore.
Bono provavelmente reutilizou o microfone na gravação do video de "Invisible".
"Invisible" foi produzida por Danger Mouse e mixada por Tom Elmhirst, e será lançada em uma parceria com a (RED) e Bank of America no combate contra a Aids. É um hino sobre deixar sua cidade natal.
Um comercial de 60 segundos durante o primeiro e segundo quartos do SuperBowl, mostrará o U2 tocando a música, retirado de um video que será lançado em breve, gravado secretamente no The Barker Hangar, no aeroporto de Santa Mônica, com direção de Mark Romanek.
Mark já dirigiu um video promocional para o U2 em setembro de 2004, de "Vertigo", a versão para o comercial da Apple, para divulgação do IPOD do U2, que foi editado também como spots para TV.

Assim como aconteceu com "Invisible", este video de "Vertigo" foi gravado também com o máximo de sigilo, em Londres.
Diretor premiado, Mark Romanek é diretor de videos e de filmes teatrais. Dirigiu o videoclipe "Can't Stop" do Red Hot Chili Peppers que foi segundo a MTV alemã, o segundo melhor clipe de todos os tempos, ficando atrás apenas de Michael Jackson. E ele dirigiu o segundo clipe mais caro de todos os tempos, "Bedtime Story", da Madonna.
A página oficial do U2 no Facebook atualizou sua capa, com uma foto que provavelmente é um elemento retirado deste video de "Invisible".

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Camundongos no palco de show do U2 na turnê 'Boy'

O U2 começava a atrair a atenção na América.
Devido à forte promoção local na estação de rádio KROQ, o show no Wolf and Rissmiller's Country Club em Los Angeles, teve ingressos esgotados e o U2 tocou para uma platéia de 600 pessoas.
No show no San Jose State Student Union Ballroom na California, uma super lotação: o local comportava 1000 pessoas, mas 2000 pessoas se espremeram para ver a apresentação do U2 naquela noite.
Em abril de 1981, o show na International House - University of Chicago, teve ingressos à US$1 com cerveja grátis, o que resultou em uma multidão considerável de alunos presentes.
No Toad's Place em New Haven em maio, o U2 tocou para uma platéia bem entusiasmada, e resolveram estrear ao vivo uma nova canção, "Fire", que havia sido gravada um mês antes no Compass Rose Studios em Nassau, Bahamas, durante uma pausa na agenda de shows da banda.
O show no Palladium em Nova York é memorável. A canção "I Will Follow" foi tocada duas vezes naquela noite, e durante a primeira performance, um membro da platéia joga no palco uma caixa com camundongos, para desgosto de Bono.
Alguns deles morreram do coração devido ao choque ao atingirem o chão.
"11 O'Clock Tick Tock" foi tocada também duas vezes, e na segunda execução, Busta Jones (um baixista que já trabalhou com o Talking Heads) foi trazido ao palco para uma participação e tocou um longo solo na performance.
Em junho, o U2 participou de 4 concertos em festivais na Europa, que é a parte da turnê de 'Boy' conhecida como 'European Summer Festivals'.

Os instrumentos e equipamentos que Edge utilizou nas gravações das canções de 'All That You Can't Leave Behind' do U2

The Edge em entrevista, deu detalhes sobre os instrumentos e equipamentos que ele utilizou nas gravações das músicas de 'All That You Can't Leave Behind' do U2:
""Kite" originalmente não tinha um solo. Tinhamos a melodia quase terminada, mas não estávamos muito felizes com ela, precisava de um toque. Então, nós editamos em uma seção, eu pluguei minha Gretsch Country Gentleman 64 em um pedal bacana de guitarra, no Ampeg Scrambler, e em um aplificador Vox AC30, e eu vim com um solo para ela. Isso realmente fez a música ter vida. Isso é um ponto de um caso onde a decisão de fazer um solo veio da sensação de que algo estava faltando na música.
Eu tinha um arranjo de cordas para ela, trabalhado no sequenciador, e eu toquei para os rapazes. Eles realmente gostaram, e eles começaram a tocar através disto. Aquilo se tornou a base do backing track.
"In A Little While" começou como apenas um número da banda, mas quando terminamos, sentimos que a música era um pouco tradicional, que não tinha encontrado a sua própria singularidade. Nós colocamos um loop de bateria em cima da bateria de Larry e depois a canção realmente veio junto. À partir de nosso ponto de vista, fundir esses elementos é um desafio incrível. Agora, em vez de construir a partir de ferramentas eletrônicas, estamos construindo à partir de material orgânico, e depois adicionando elementos mais modernos em cima dela.
Para "Elevation", eu usei uma Gibson SG através de um velho pedal fuzz de Daniel em um amplificador Bassman. Em 10 minutos, eu tinha o riff da canção.
O som distorcido que entra durante o riff principal, é o Hiwatt (clássicos amplificadores de rock'n roll britânico que são produzidos nos mais altos padrões de construção).
O wah-wah no final da canção, somos nós filtrando o tom após o fato, com um Electrix Filter Factory. Um pedal wah é ótimo para certos sons, mas muitas vezes filtros dedicados tem um pouco mais para eles.
Eu usei um pedal japonês realmente obscuro chamado Sobart para as seções pesadas de "New York". Esse pedal é muito extremo. Você pisa nele e tudo pode dar errado.
Em "When I Look At The World", eu usei um Electro-Harmonix Micro Synthesizer para aquele louco som distorcido.
Para os tons limpos de "Stuck In A Moment" e "In A Little While", eu tenho uma maravilhosa Strat anos 50, plugada diretamente em um amp Bassman. Neste disco, muitas vezes eu me encontrei simplesmente apreciando a tonalidade mais pura do instrumento.
Em "Walk On", usei principalmente uma Les Paul branca que eu tive por um longo tempo, através do amp Vox AC30. O solo na música é minha velha Gibson Explorer através do AC30.
É a mesma guitarra que utilizei no primeiro disco e nas três primeiras turnês do U2.
Na época de 'The Unforgettable Fire', comecei a estender a minha coleção para incluir mais Teles e Strats, e a Explorer tornou-se menos favorável. Mas fui atraído de volta para a Explorer. Se você ouvir as guitarras com eco no final de "Beautiful Day", o tom soa como as canções do primeiro disco do U2. Adam ficou muito contente quando ela foi novamente utilizada, pois ela tem um tom singular.
O pedal Whammy tem um efeito muito dramático, extremo. Há coisas muitos sutis e bonitas para se fazer com ele. Utilizei para "Peace On Earth", para aquela parte bizarra, atmosférica, quase que uma sonoridade chinesa. É uma quinta abaixo e uma quarta acima.
Usei o Whammy também em "When I Look At The World", no solo do meio, com eco nos refrões."

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

A oração de Dallas Schoo, antes de cada show do U2

Antes de cada apresentação do U2, o técnico de guitarra de Edge, Dallas Schoo, reza uma oração sobre todos os passos na vida dele até aquele momento, levando para o palco, toda noite quando o show começa, uma oração que todos terão um bom show, que os fãs irão ouvir muitas coisas boas vindas das mãos de Edge, e ele dedica cada um dos shows para Geneva, sua mãe, que faleceu durante a gravação de 'How To Dismantle An Atomic Bomb' do U2.
O maior pesadelo de Dallas, ele mesmo conta: "Seria se eu perdesse o sinal da guitarra de Edge no sistema, porque existem muitos lugares para começar a resolução de problemas. Edge confia tanto em peças vintage, que você não pode simplesmente colocar outra qualquer lá em cima, outro amplificador lá em cima. Ele tem um plano para trabalhar com cada um dos sons que ele cria."
Dallas finaliza, dizendo: "Em uma turnê com o U2 este é o trabalho: cuidar de Edge e suas guitarras. Estar lá em cima durante toda a noite, com eles 4, ajudando a obter os sons de guitarra de Edge, é algo que eu realmente amo fazer."

"Discothèque" - Teoria 2: Crise de Identidade

"Discothèque" seria sobre uma crise de identidade cultural.
A cultura pop é um composto de tendências culturais do passado. Moda, música, cinema e arte voltando para estilos dos anos 80, dos anos 70 e um pouco nos anos 60 - tudo de uma vez. Você vê a noite retrô no clube de dança, com pessoas vestindo camisetas com listras bebê e camisas de neon (anos 80). As mulheres vestindo calças boca de sino com os saltos plataforma grossos (anos 70), e os homens vestindo ternos de lazer com enormes colares borboleta (final dos anos 60, início dos anos 70).
Bono diz que você sabe que está mascando chiclete. Chiclete, é apreciado de novo e de novo, assim como esses modismos do passado. O problema é que tende a perder o seu sabor, e as pessoas simplesmente não conseguem obter o suficiente.
Lovie dovie é um termo pop dos anos 70.
As roupas e as danças do videoclipe da canção reforçam esta ideia, com os integrantes do U2 vestidos com trajes de discoteca da época.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Adquirindo os telões para a turnê ZOOTV

Um elemento essencial para o empreendimento total da turnê ZOOTV era a compra de um Videowall, um telão de TV gigante. A má notícia era que isto custaria entre quatro e cinco milhões de dólares. A boa notícia era que o Videowall era construído pela Philips, a companhia que era dona da Polygram, a companhia que havia acabado de comprar a Island, a gravadora com a qual o U2 tinha contrato!
Paul McGuinness já vinha a espera que a banda se reunisse com Alain Levy, o cabeça da Polygram. A banda criou um plano de convidar Levy para aparecer e amaciá-lo. Eles convidaram ele para um jantar na casa do Adam e passar a noite na casa de Bono, para acertá-lo com a noção de que seria maravilhoso para todo o mundo se a Philips desse ao U2 o material de vídeo para a ZOOTV de graça, como uma demonstração de sinergia corporativa. Aqui está o hardware da Philips, o álbum da Polygram e a música do U2.
Ao jantar, Levy, um francês, não pareceu antipático ou excessivamente social. Ele certamente era esperto. Bono se deu conta que se eles tentassem jogar com o cara, eles iriam apenas insultá-lo. Afinal, a Philips/Polygram tinha acabado de pagar 300 milhões de dólares pela Island, essencialmente para ficar com o U2. Eles deveriam gostar da banda. Então, durante o jantar, Bono se atirou e perguntou: O que você acha de pedir a Philips para nos dar os monitores de vídeo? Levy olhou friamente para Bono e disse: "Você nem espera pela sobremesa para me perguntar isto?"
Bono ficou surpreso. Levy continuou friamente: "Eu não sou estúpido. Eu sei porque vocês me convidaram para vir aqui. Eu vou ver o que posso fazer. Vamos ver."
Para o desapontamento (e ressentimento) do U2 a Philips rejeitou a proposta de Levy. O U2 teve que providenciar o dinheiro para os seus Videoscreens como todo o mundo. Levy conseguiu que a Polygram disponibilizasse meio milhão de dólares ou um pouco mais para apoiar a turnê, como um gesto de boa-vontade.
Paul McGuinness em entrevista recente, comentou sobre isso: "Eu acreditei, ingenuamente, que seria uma espécie natural do patrocínio de empresas e que iria pagar alguma coisa para ter essa tecnologia em exibição. Tivemos que comprar um monte de equipamento da Philips, que era extremamente irritante. Inexplicável, realmente.
Anos mais tarde, Jan Timmer, que era o chefe da Philips, veio a um show do U2 na Holanda e viu toda essa tecnologia fabricada pela Philips, e Bono disse-lhe: 'Jan , como é que você ainda não tem umas TV's?' e Jan disse uma coisa muito estranha: 'Bono, deixe-me te explicar: Às vezes em uma grande corporação como a Philips, até mesmo o chefe não pode conseguir o que quer', que era uma coisa patética a dizer."
Quando os grandes monitores de TV chegaram, eles foram depositados no Factory, o prédio onde o U2 ensaiava, e Bono caminhava entre eles explicando o funcionamento como um garoto contemplando um novo trem que ganhou de Natal.

Agradecimento: 

U2 Ultraviolet Brasil (tradução do livro U2 At The End Of The World, de Bill Flanagan) 

U2BR (tradução da entrevista de Paul McGuinness para a Billboard)

sábado, 25 de janeiro de 2014

O envolvimento do técnico de guitarra de Edge nas gravações de 'How To Dismantle An Atomic Bomb' do U2

Além de ser técnico de guitarra de Edge, Dallas Schoo é o responsável por procurar e comprar guitarras e baixos Vintage para Edge e Adam.
Durante a gravação do álbum 'How To Dismantle An Atomic Bomb', Edge, Bono ou o produtor do disco diziam para Dallas: "Você tem alguma ideia para sons de guitarra, que reflita o espírito do álbum?"
Dallas comenta: "Fiquei lisonjeado! Às vezes poderia ser uma merda, mas às vezes eles trabalhavam naquilo!"
Anteriormente em estúdio, Edge já havia pedido para Dallas realizar alguns overdubs de guitarra. Mas durante os dois anos de gravação de 'How To Dismantle An Atomic Bomb', o U2 quis Dallas mais envolvido na gravação, e ele morou este tempo em Dublin. Todos os dias ele estava no estúdio com a banda e com os outros técnicos de instrumentos, criando sons de guitarra para o álbum e decidindo a melhor maneira de apresentar estes sons.
Para a turnê do álbum, Vertigo, Dallas carregava um total de 46 guitarras para as apresentações, com 35 preparadas para cada show. Edge utilizava entre 15 à 18 guitarras diferentes em cada uma das noites.
Para cada uma delas há uma reserva, em caso de problemas, e tudo isso tem que estar pronto para ser colocado no show.
Dallas revela qual é o melhor momento para ele, em uma apresentação do U2: "Para mim é no final quando Edge me entrega a última guitarra e me dá uma piscada ou um aceno de cabeça positivo. Isso significa que ele eu tivemos sucesso em duas horas e meia, com todas as nossas trocas de violões e guitarra. A outra coisa é tentar conhecer alguns fãs durante todo o dia, para falar com eles, porque eles querem conversar sobre Edge ou guitarras ou sistemas. Eu realmente gosto disso. Não há muito tempo para isso na turnê, com tantas guitarras para trabalhar e tudo mais."

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

A parceria entre Bono e Bank of America para levantar US$ 10 milhões para a luta contra a Aids

Bono, líder do U2, e o Bank of America anunciaram, em Davos, uma parceria para arrecadar pelo menos US$ 10 milhões para o Fundo Global de luta contra a Aids. O artista é fundador da (RED), organização voltada para intermediar doações do setor privado para o combate à doença. Desde a criação da (RED), em 2006, até agora, a entidade afirma ter conseguido US$ 240 milhões para o Fundo Global, impactando 40 milhões de pessoas. O acordo foi anunciado nesta quinta-feira, como parte das atividades do Fórum Econômico Mundial.
Além da doação em dinheiro, a parceria entre a banda de rock e o banco planeja mais uma ação para financiar a luta contra a Aids. Durante o Superbowl (final do campeonato de futebol americano), no dia 2 de fevereiro, evento conhecido por lançamentos mundiais de campanhas de publicidade, o Bank of America patrocinará um comercial convidando fãs da banda a baixarem uma nova música do U2 de graça. A cada download, a instituição bancária doará US$ 1.
Como destacou o jornal britânico “Financial Times”, a estratégia é uma forma de ajudar o setor bancário a melhorar a imagem junto ao público, após a crise global de 2008. De acordo com a pesquisa Eldeman Trust Barometer, a ser apresentada durante o Fóru, pesquisa recente sobre a confiança do consumidor em diversos setores, publicada pelo “FT” no início da semana, apenas 51% das pessoas confia nos bancos - índice menor que o de outros setores.
O músico irlandês faz parte de uma delegação do país. Ao lado do Taoiseach (chefe de governo) Enda Kenny, e do ministro das Finanças, Michael Noonan, Bono participará ainda esta noite de um jantar com cerca de 25 executivos. O encontro, promovido pela IDA Ireland, agência estatal responsável por incentivar o investimento na Irlanda, é importante para vender o país, que foi o primeiro da zona do euro a sair do programa de resgate do Fundo Monetário Internacional, ao pagar a última parcela da ajuda em dezembro.
- Vender a Irlanda é um trabalho de equipe. Ter estrelas internacionais como Bono por perto para promover a Irlanda como um local para investir nos ajuda muito - afirmou Barry O’Leary, diretor-executivo da IDA.
Bono fala no evento principal em Davos nesta sexta-feira, a partir das 10h15m (horário de Brasília), em debate com o tema "As metas pós-2015: Inspirando uma nova geração a agir".


Do site: O Globo

As ideias de palco do U2 para a turnê ZOOTV

Enquanto o lançamento de 'Achtung Baby' e os ensaios para a turnê Zoo TV tour tornaram-se iminentes, as ideias do U2 se expandiam rapidamente.
Eles fizeram um plano para construir um boneco gigante do Baby Zoo com um pênis que funcionaria para fazer xixi na audiência. McGuinness sugeriu que seria uma indulgência cara.
Edge começou a pensar, então, que talvez o que eles deveriam fazer era criar fotos falsas do, digamos, bebê gigante no topo da Tower Records e tentar convencer a imprensa que aquilo realmente aconteceu: falsos eventos para a mídia! Isto, também, foi vetado.
Planos para o palco começaram a tornar-se mais austeros e inquietantes. A banda falava em andaimes negros, como poços de petróleo ou torres de TV, apontando para o céu com monitores de vídeo espalhando imagens por todos os lados. Haveria uma segunda divisão, acima da banda, para onde o Bono poderia subir. Haveriam duas asas nos cantos frontais do palco nas quais Bono e Edge poderiam aventurar-se. A pergunta principal de Larry para cada nova proposta era: "quando isto irá custar?"
A imaginação de Bono não se deixava incomodar com tais preocupações fiscais. Ele tinha uma inspiração: o que achariam de um segundo palco enfiado no meio da audiência e ligado ao palco principal por uma rampa? Então, depois de atingirem a galera com toda esta parafernália high-tech, a banda poderia encaminhar-se para o B stage e relaxar com violões. Como o Elvis no especial de retorno em 68 que, depois de destruir o recinto com rock & roll, ele foi, sentou-se rodeado pela audiência e dedilhou as velhas canções com a banda.
Os designers não sabiam bem como fariam isto, mas eles disseram que iriam tentar. Eventualmente, eles surgiram com o desenho da longa rampa que partia do palco, do lado do Edge, e terminava numa pequena plataforma. Era como um grande pulso no fim de um longo e magro braço.

NOTA: Com isso, o U2 praticamente inventou a ideia do B Stage, que tornou-se comum após isso, na maioria dos grandes palcos de shows!

Do livro 'U2 At The End Of The World', de Bill Flanagan

Tradução: Forum UV Brasil (Ultraviolet Brasil)

"Discothèque" - Teoria 1: Drogas

Há muitas opiniões e hipóteses diferentes sobre a letra de "Discothèque" do U2, sendo que umas teorias são bem malucas e engraçadas.
Sexo, Amor, Deus, Drogas, Suicídio. O U2 muitas vezes faz isso propositalmente, escrevendo letras para que as pessoas que ouvem, tenham sua própria interpretação sobre elas.
"Discothèque" pode ser sobre o uso de drogas, e o desespero de um viciado.
Bono já havia escrito antes sobre o uso de heroína (como "Bad" e "Running To Stand Still").
Em "Discothèque", a letra fala "chewing bubblegum" (mascar chiclete), que seria uma referência ao uso de Ecstasy.
Geralmente os usuários bebem muita água e usam chicletes (You know you're chewing bubble gum), um recurso para estimular a salivação e aliviar a tensão no maxilar, enrijecido pela anfetamina incorporada à droga.
"You can reach, but you can't grab it" (Você pode alcançar, mas não pode pegar), seria o usuário sem conseguir obter a droga que ele tanto anseia.
"You can push, but you can't direct it" (Você pode empurrar, mas não pode direcionar), seriam os efeitos que a droga pode ter. "You get confused, but you know it" (Você fica confuso, mas você sabe).
A parte "You know what that is but you still want some. You just can't get enough of that lovey-dovey stuff" (Você sabe o que é isso, mas ainda quer um pouco mais. Você não consegue enjoar daquela coisa amável) na letra, seria uma referência ao perigo da droga e a total dependência dela, e também uma alusão ao outro nome pelo qual a droga era conhecida nas discotecas nos anos 70: "Droga do Amor", pois diziam que ela deixava as pessoas mais tranquilas e gentis. A mesma referência pode estar em "Yeah, you hurt for it, work for it, love" (sim, você se machuca por isso, trabalha por isso, amor).
Em "looking for the one", a procura por aquele que pode saciar o desejo do uso das drogas.
O videoclipe da música tem uma atmosfera visual muito surreal, que parece o sentimento vivido por uma pessoa que usa uma droga alucinógena.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

U2.COM divulga lançamento oficial da nova música "Invisible" e trecho do video da canção para o dia do Superbowl

Do site U2.COM

Invisible - Free For (RED)

O U2 cedeu uma nova canção, "Invisible", à (RED) para download gratuito no iTunes na próxima semana, por um período de apenas 24 horas.
A canção foi produzida por Danger Mouse e mixada por Tom Elmhirst, e será lançada em uma parceria com a (RED) e Bank of America no combate contra a Aids.
Toda vez que a faixa for baixada, em qualquer lugar do mundo, uma doação de $1 será feita à (RED) pelo Bank of America, até atingir um total de US$ 2 milhões.
Todos os fundos irão para o Fundo Global de Combate à Aids, Tuberculose e Malária.
"Invisible" estará disponível no iTunes por 24 horas à partir de 02 de fevereiro, no evento 'SuperBowl Sunday'. Um comercial durante o SuperBowl mostrará o U2 tocando a música, retirado de um video que será lançado em breve, com direção de Mark Romanek.

NOTA: Tom Elmhirst, que esteve envolvido na produção do disco de Adele vencedor do Grammy, já havia mixado "Ordinary Love".
Ele é um produtor britânico e engenheiro de mixagem. Iniciou sua carreira nos anos 90, quando o áudio digital já estava se tornando mainstream. Mas ele deixa claro sua preferência para trabalho em placas analógicas, especialmente a Neve VR (introduzida em 1988) e combinando isso com tecnologia de ponta.

Se depender de Dallas Schoo, a canção "God Part II" volta à ser tocada ao vivo pelo U2

"Ultraviolet (Light My Way)", do disco 'Achtung Baby', figurou em muitos setlists da turnê ZOOTV nos anos de 1992/1993, mas não apareceu em nenhuma apresentação nas três turnês seguintes do U2: PopMart, Elevation e Vertigo.
Isso fez com que Dallas Schoo, técnico de guitarra, dissesse para The Edge que ele gostaria de ver o U2 tocando a canção novamente. E esta "pressão" de Dallas surgiu efeito, e "Ultraviolet (Light My Way)" voltou à ser tocada ao vivo na turnê 360°.
Mas tem outra canção do U2, que já não é tocada ao vivo há 24 anos, e que Dallas também incentiva Edge há um bom tempo, para voltar à um setlist de shows da banda: a canção "God Part II".
Ela foi tocada ao vivo pela última vez em show da turnê Lovetown em janeiro de 1990 na Holanda.

Com o lançamento do novo álbum do U2 previsto para o primeiro semestre deste ano, e com uma nova turnê já sendo planejada, será que Dallas conseguirá novamente que seu desejo se realize?

A versão predileta de Brian Eno da canção "Always Forever Now" não é a que foi incluida em 'Original Soundtracks 1'

Em 1993, o U2 e o produtor Brian Eno estavam perto de finalizar o novo disco da banda, 'Zooropa'.
O trabalho tinha progredido mais rapidamente do que a maioria dos projetos do U2, mas perto do fim, Brian disse que a banda "atingiu uma parede de pedra."
Eno sugeriu que o U2 fizesse algumas sessões de improvisação. Ligar o gravador e tocar. A banda se abriu um pouco mais, e aquilo provou ser uma boa maneira de música originária.
As gravações foram tão frutíferas, que Eno propôs mais. Em 1995, a banda voltou ao estúdio, sem uma agenda ou um projeto específico em mente.
À partir das sessões de 25 horas de experimentação gravadas surgiu o álbum 'Original Soundtracks 1', gravado em dois meses, e que reflete os instintos pop do U2 e a predileção de Eno para música ambiente etérea, que se move lentamente e não exige atenção consciente.
Sob o nome de Passengers, o álbum foi lançado com canções encomendadas para filmes e documentários (como 'Miss Sarajevo') ou sugeridas para filmes existentes.
Brian Eno disse: "Novas filmagens de 1953. Animações de estudantes no Royal College of Art. Filmes do Oriente. Tudo. A idéia era ter bastante diferentes tipos de coisas para se adequar a qualquer situação musical."
Quando terminavam as sessões noturnas, Eno ia para a mesa de edição, pegar as partes mais importantes e depois mixá-las. Sua missão era capturar o desenvolvimento de certos episódios ou idéias, e manter as peças em um tamanho gerenciável.
Mas se sentindo limitado pela tecnologia daquela época, Brian Eno não ficou contente com todos os cortes que fez para o álbum, e comentou sobre um deles: "Assim como "Always Forever Now". A versão Full-Length dela que é realmente fabulosa. O que eu gostaria mesmo é que houvesse gravações ou filmes ou qualquer outra coisa que pudesse oferecer escolhas. O ouvinte poderia ter a versão de rádio, uma versão um pouco mais expadinda 'standard' , e uma versão bem longa, para as pessoas que querem todos os detalhes e toda a varredura da coisa."

Esta versão Full-Length de "Always Forever Now" que é a preferida de Brian Eno, pode ser a versão que foi utilizada na trilha sonora do filme 'Heat'.
Ela é 30 segundos mais longa do que a versão do 'Original Soundtracks 1'. Há novos ruídos de vocais ao fundo, mas não foi acrescentada nenhuma letra adicional na música.

Edge não segura o riso ao errar o riff de "Get On Your Boots"

Show do U2 em Berlim no ano de 2009, pela turnê 360°. A performance é da canção "Get On Your Boots".
Aos 1 minuto e 23 segundos do video, Edge erra seu riff de guitarra, e não segura a risada com isso!
Como ele usa um microfone, o som de sua risada vaza com nitidez!
O video teve o áudio remasterizado, reupado e enviado para postagem, pelo fã e colaborador Márcio Fernando:

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Paul McGuinness: "O U2 está fazendo o melhor trabalho deles, é realmente incrível"

Empresário do U2 por 35 anos, Paul McGuinness recentemente anunciou sua aposentadoria, e a banda anunciou Guy Oseary como seu substituto.
A Billboard publicou uma longa entrevista com Paul McGuinness, que foi traduzida em sua íntegra pelo site U2BR (www.u2br.com).

As passagens mais interessantes, retiradas da tradução do site U2 Brasil:

"O acordo com a Live Nation não é realmente um acordo sobre a gestão de vários direitos, no que diz respeito às nossas gravações e nossas publicações, a banda mantém a propriedade de todos os padrões e direitos autorais desde o início, e que atualmente estão licenciados a Universal Music Publishing e aos selos da Universal, Interscope na América do Norte e Island no Reino Unido e resto do mundo. A Live Nation não participa desses direitos. Os direitos dos quais a Live Nation tem algo a ver são com o marketing, shows e internet. Essa é uma relação muito satisfatória e integrada.
Tenho 62 anos, e não me vejo na próxima turnê. Como já devem ter notado, estive em cada concerto do U2, e eu não queria continuar fazendo isso com meus 60 anos. Os direitos da música do U2, seus direitos autorais, foram, com dificuldade e com alguns custos, totalmente recuperados. Eu tinha uma pequena participação acionária nisso, mas as pessoas certas para vender era para a banda. Isso é o que aconteceu nessa transação: o U2 adquiriu os direitos restantes, e agora detém 100% de seus direitos autorais, a Live Nation foi muito útil apoiando a transação. Eles financiaram a transação.
A banda emitiu um comunicado que foi um grande apoio e têm estado completamente favoráveis ao longo desta transação. Somos os melhores amigos. Estou muito contente de que elegeram Guy Oseary para tomar as rédeas. Nos conhecemos há muito tempo. Ele é um cara inteligente, e desejo-lhes tudo de melhor. Vou estar, se quiserem, observando por trás, sempre disponível para ajudar se necessário, mas é mais um papel secundário.
O U2 está fazendo o melhor trabalho deles. Eu ouvi a maior parte do novo álbum, e é realmente incrível. Eles são ambiciosos quando se fala em criatividade - eles realmente querem um disco que tenha êxito e tenha hits. Eles sabem melhor que ninguém que qualquer turnê que eles façam será bem sucedida, tendo eles um grande álbum ou não, mas eles não querem ser esse tipo de artista. Então encontrar uma nova audiência sempre foi muito importante para o U2, com todos os seus discos. Nesse ponto, eles estão tão criativos como sempre foram. Diferente de outros artistas nesse meio, eles não entraram em contratos ruins - eles estão no comando de seu próprio destino.
Eles amam estar no palco. Você ficaria impressionado com a nova turnê, na qual eles estão trabalhado no design e conceito através do projeto do novo álbum. Eles irão chocar todo mundo novamente. Eles estão pegando fogo."

A versão de James Blunt para "In A Little While" do U2

O fã e colaborador Bernardo Cardoso, da página U2 Frases do Facebook, enviou o link abaixo com uma versão de "In A Little While" do U2, por James Blunt.
Esta versão foi realizada ao vivo na BBC Radio 1 quando James tocou no Unleashed Music Festival Newquay, Cornwall, no dia 5 de agosto de 2005.
Na entrevista da rádio, Blunt disse que ele e a banda só aprenderam a canção na mesma manhã que ela foi tocada ao vivo.
Mais tarde, esta versão acabou sendo lançada como lado b para o re-lançamento de "High".

"Sim Bono, mas você não precisa dizer isso para todos que estão aqui, nós estamos consertando, nos dê um segundo"

Dallas Schoo, o técnico de guitarra de The Edge, conta sobre uma lembrança dele de um show do U2, e sobre como é trabalhar com a banda: "Em algumas turnês, quando eu tive um problema com o departamento de Edge durante algum show, Bono de repente começa a dizer no microfone: "Dallas, você pode resolver o problema de Edge?"
Assim, Edge e eu olhamos um para o outro como se disséssemos: "Sim Bono, mas você não precisa dizer isso para todos que estão aqui, nós estamos consertando, nos dê um segundo." Mas esse é o jeito de Bono e eu tenho que lidar com isso às vezes.
Trabalhar com o U2 é cem vezes mais intenso do que trabalhar com qualquer outra banda, mais responsabilidade, muitas guitarras e bajulação total. A confiança de Edge em mim e sua relação comigo, é muito maior do que qualquer outra banda com que eu já trabalhei.
Ninguém se importa tanto com as guitarras, com a afinação das guitarras, em levá-las ao palco e deixá-las para o músico, mas com Edge é tudo isso e também sobre a criação de sons com ele e minha documentação de toda a sua criatividade, e rapidamente.
Trata-se de conhecer, à partir da vasta biblioteca de músicas do U2, a guitarra que Edge precisa para quais canções, qual som que ele precisa para criar em certo ponto do show, qual guitarra entregar para ele quando ele olha para mim do palco."

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Paul McGuinness revela: Steve Lillywhite finalizou o disco 'The Joshua Tree' do U2 e suas decisões não foram bem-vindas por Brian Eno e Daniel Lanois

Empresário do U2 por 35 anos, Paul McGuinness recentemente anunciou sua aposentadoria, e a banda anunciou Guy Oseary como seu substituto.
A Billboard publicou uma longa entrevista com Paul McGuinness, que foi traduzida em sua íntegra pelo site U2BR (www.u2br.com).

As passagens mais interessantes, retiradas da tradução do site U2 Brasil:

"The Joshua Tree tinha dois singles No. 1 nos EUA , "With Or Without You" e "I Still Haven't Found What I’m Looking For". Lembro-me de tocar esse álbum no início de 1987, a um grupo de licenciados da Island, que eu tinha conseguido reunir em Cannes no MIDEM - na verdade, no Carlton Hotel, quando o café da manhã estava ocorrendo. Eu tinha alugado uma suíte modesta e estava jogando esse CD para as pessoas, que iam ter que vendê-lo ao redor do mundo.
Eles estavam ouvindo pela primeira vez e seus olhos se iluminando. Eu podia vê-los pensando: 'Ah, sim, isso é bom. Nós vamos nos dar bem com isso aqui.'
Se você tocar a música para as pessoas que têm que vendê-lo e promovê-lo para as estações de rádio, vendê-lo para as lojas, você tem uma resposta muito visceral, e lembro-me de sentir isso no quarto naquele momento. Foi muito emocionante, e eu sabia - na verdade, eu provavelmente já sabia - que ele ia ser enorme.
Foi um CD incrível, e os produtores Brian Eno e Danny Lanois, que trabalhar com eles tornou-se prática quase padrão. Steve Lillywhite viria a terminar o disco e tomar decisões nem sempre bem-vindas por Brian e Danny. Mas Steve tem sido uma parte tão importante de tantos discos do U2 que nunca deve ser esquecido.
A turnê do 'The Joshua Tree' - começou com os dois singles de sucesso, capa da revista Time, No. 1 em todo o mundo - fomos para a turnê muito bem em todo o mundo. Decidimos tentar e fazer um filme que levaria a banda para um lugar ainda maior. Isso foi 'Rattle And Hum' [em 1988] com o [produtor] Jimmy Iovine. Não era realmente a primeira vez que tinhamos trabalhado com Jimmy, ele já tinha feito a mixagem de 'Under A Blood Red Sky'. Jimmy estava desapontado por não ter trabalhado na produção de 'The Unforgettable Fire', por isso, quando decidimos fazer um filme, foi a sensação de que essa era a maneira de realmente levar a banda para o mundo todo. Os exemplos que fomos buscando foram Elvis e os Beatles e assim por diante, que tinha conseguido grandes coisas com filmes ou algumas grandes coisas, no caso de Elvis.
O filme, e o álbum duplo que foi com ele, parece que se juntaram a turnê. Fizemos o filme às nossas próprias custas e conseguimos vendê-lo para a Paramount, que queria dar-lhe distribuição muito ampla. Foi inaugurado em 1200 cinemas nos EUA, que na época era um número enorme. O plano para o filme era promover o filme tendo um álbum No. 1 um pouco antes, e então o filme seria enorme, pensávamos.
Infelizmente, não funcionou dessa maneira, na verdade o filme funcionou para os fãs do U2, que amava ele, mas ele não trouxe um público mais amplo nos cinemas. Tivemos um fim de semana de abertura muito estranho. Ele tinha uma enorme sexta-feira à noite, um modesto sábado à noite e uma terrível noite de domingo. Lembro-me de dirigir em torno de L.A. com um pouco de emoção, com os executivos da Paramount, Barry London e Sid Ganis, que haviam trabalhado no projeto. Sexta à noite foi muito emocionante, e sábado à noite estava começando a me preocupar, e domingo à noite, sabíamos que, essencialmente, o público do filme foi muito limitado."

Bono comenta sobre "Beautiful Day"

Bono fala da letra da canção "Beautiful Day" do U2: "Essa letra foi escrita de forma muito fácil, todas as letras do álbum foram escritas muito rapidamente e com muita facilidade.
É uma idéia interessante, eu acho, a de que você pode perder tudo, perder um relacionamento, perder seus bens, perder absolutamente tudo, e nunca se sentir melhor. É apenas um pensamento agradável para plantar nas ondas de rádio que, por vezes, quando as pessoas estão bem no fundo, é quando elas percebem quem realmente são e do que elas são capazes.
Eu amo a idéia de que você pode começar de novo, que você não tem que seguir o caminho preparado para você, ou que você pode ter, no passado, preparado para si mesmo, que você pode virar à direita ou à esquerda ou seguir em frente. Provavelmente a única coisa que você não pode fazer é ficar parado, realmente."

Um coração que dói, é um coração que bate: a letra de "One Step Closer"

"One Step Closer" é uma canção emocional, e é mais uma que lida com a morte de Bob Hewson, pai de Bono.
Noel Gallagher, ex guitarrista e letrista do Oasis, é mencionado, pois foi ele quem deu à Bono a idéia para a letra.
Edge explicou: "eles estavam falando sobre como era estranho saber que seu pai está morrendo, e Bono estava dizendo que ele não tinha certeza se seu pai tinha fé, se ele sabia onde para onde estava indo, e Noel respondeu: "Bem, ele está um passo mais perto de saber, não é?"
A letra certamente mostra como Bono sentiu-se no momento da morte de seu pai : não é o mesmo sentimento de solidão, de não saber o que fazer, como na letra de "Sometimes You Can’t Make It On Your Own". Bono expressa sua dificuldade de pensar no futuro, quando ele sabe que vai perder seu pai, como se desconectasse da realidade por causa de sua dor e tristeza: "Estou do outro lado da estrada da esperança", "Eu não posso ver o futuro", enquanto que o mundo não pára de girar ("eu estou em uma ilha em um cruzamento movimentado ").
A última parte, "um coração que dói é um coração que bate" refere-se ao fato de que a dor é uma forma de perceber que se está vivo, mesmo que às vezes pareça insuportável.
Mas as letras também podem ser lidas à partir do ponto de vista de uma pessoa que está para morrer, e que já está indo para longe do mundo e suas atividades ("Eu estou em uma ilha em um cruzamento movimentado"), e assim está "um passo mais perto de saber".
É a razão pela qual a pessoa "não pode ver o futuro". "Eu não posso ir para a frente e não posso voltar atrás".
A última frase, "você pode ouvir o baterista diminuindo o ritmo?", é uma alusão ao fim de uma batida do coração, da morte se aproximando.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Paul McGuinness: o importante para o U2 era ser uma grande banda ao vivo, para não precisar depender do sucesso dos discos

Empresário do U2 por 35 anos, Paul McGuinness recentemente anunciou sua aposentadoria, e a banda anunciou Guy Oseary como seu substituto.
A Billboard publicou uma longa entrevista com Paul McGuinness, que foi traduzida em sua íntegra pelo site U2BR (www.u2br.com).

As passagens mais interessantes, retiradas da tradução do site U2 Brasil:

"Eles eram muito inteligentes, isso era a primeira coisa que ficou clara. Eles eram ambiciosos, interessados no que estava acontecendo com outras bandas e se preocupavam muito com a performance ao vivo. Bono particularmente procurava descer do palco, procurando contato com o público. Mesmo novo, ele era muito carismático.
Era muito difícil conseguir um contrato de gravação. Eu os achava tão bons, que me surpreendeu o fato de todas gravadoras de Londres deixarem eles de lado. Nós tivemos algum sucesso conseguindo a atenção de um funcionário da A&R, mas nós não tivemos sorte, ou os shows não foram bons ou a A&R nem foi vê-los. Levou um tempo surpreendente para conseguir um contrato e no final o contrato que conseguimos com a Island Records foi o único oferecido.
Nós sempre soubemos que tínhamos duas carreiras paralelas: uma ao vivo e uma gravando. Nós sentimos instintivamente nos primeiros anos que era importante ser uma grande banda ao vivo, para que não precissássemos depender do sucesso dos CD's. O primeiro álbum ('Boy', 1980) foi, como você disse, criticamente bem recebido, mas não teve nenhum hit. Os hits desse álbum vieram muito depois. O segundo álbum ('October', 1981) foi gravado com um pouco de pressa e olhando para trás, foi bem fraco. O terceiro álbum ('War', 1983) conseguiu o primeiro lugar em vendas no Reino Unido, e nesse período, o álbum ao vivo que lançamos em Red Rocks (No Colorado, 'Under a Blood Red Sky') e o filme que acompanhava ('Live At Red Rocks') realmente serviu para banda ser conhecida em vários países. 'The Unforgettable Fire' em 1985 foi o número 1 na maioria dos países europeus e foi bem aceito nos Estados Unidos.
Foi quando começamos a tocar em arenas nos Estados Unidos. Nós construímos um histórico forte de performances na América. Eu acreditava que isso era muito importante, e no começo dos anos 80 nós gastávamos 3 meses nos Estados Unidos, todo ano.
Uma das mais importantes conexões que nós já fizemos foi com o Frank Barsalona e Barbara Skydel no Premier Talent, que realmente acreditou na banda. Eles podiam ver que banda era muito forte ao vivo. Eu aprendi muito só conversando com o Frank. Eu gostava de sentar em seu escritório até tarde quando todo mundo já tinha ido para casa, e Barbara era a nossa agente responsável. Eles foram duas grandes forças para o sucesso da banda.
Na Europa e outros territórios fora da América do Norte nós tivemos um agente igualmente brilhante, o Ian Flooks e sua companhia 'Wasted Talent' – uma grande agência na Europa quando nós começamos. Eles escolheram o U2 bem no começo, e nós fizemos todas as datas que fizemos na Europa ou por causa deles, ou por outro agente na Irlanda chamado Dave Kavanagh. E nós trabalhamos com promoters como Leon Ramakers e Thomas Johanssen na Europa desde o primeiro dia, assim como Michael Coppel na Austrália.
Trabalhar com agentes foi fundamental para o começo do sucesso do U2. A banda queria ser boa ao vivo, e eles estavam preparados para por muito tempo e esforço na turnê, e eu também. Nós não estávamos preparados para ser como as típicas bandas inglesas punks. Eu comparecia bem em todos os shows que eles faziam.
Muitos shows que se destacaram foram no Madison Square Garden. É um lugar muito especial para todos nós, e Nova Iorque sempre foi muito importante comercialmente porque sempre foi uma potência comercial. Nós costumávamos tocar várias noites no Ritz (agora Webster Hall), e o dinheiro que fizemos subsidiaria todo o resto da turnê.
Nova Iorque tinha rádios bem fracas no começo dos anos 80. Elas eram WNEW e WPLJ, e nenhuma delas tocava U2. Nós erámos apoiados pela estação de Long Island chamada WLIR. Realmente, nós arrasamos em Nova Iorque pela performance.
Em Los Angeles era mais fácil, porque a KROQ escolheu o U2 logo no começo, então o primeiro show que aconteceu em Los Angeles foi no Country Club, com 1.200 lugares. Esgotou-se porque nós tínhamos aquela rádio como suporte. Robert Hilburn tinha escrito sobre o U2 no L.A. Times antes mesmo de estarmos lá. Então toda vez que conhecia alguém em L.A. a pessoa falava: 'Oh, sim, eu me lembro de ver eles no Whiskey ou no The Troubadour', Eu dizia: 'Então, na verdade, você não viu. Nós nunca tocamos em nenhum desses lugares'. A primeira vez foi no The Coutry Club e a segunda vez foi no Santa Monica Civic, e essa foi a rota da primeira turnê. Los Angeles foi sempre muito forte comercialmente para nós, e assim também era Chicago, de novo, porque nós tínhamos bons promoters. E não consigo lembrar onde nós tocamos primeiro, mas eu tenho certeza que foi por causa da Arny, da Jam Productions, e do Jerry do Mickelson.
Boston era um lugar bem natural para nós porque era uma cidade irlandesa, e de novo lá tinha um grande promoter. O primeiro show que nós tocamos em Boston foi pela Don Law (agora Live Nation) no The Paradise. Lá tinha uma ótima rádio, a WBCN.
Quando eu comecei a trabalhar na América, foi quando o U2 estava gravando seu primeiro álbum. Eu fui a Nova Iorque e tentei marcar um encontro com Frank Barsalona mas meu pai tinha acabado de falecer na Irlanda. Eu liguei para o escritório de Frank e disse, 'O encontro que tínhamos marcado, eu não vou conseguir ir porque meu pai morreu, mas eu volto na semana que vem.'. Então ele tinha que me ver como – o cara que perdeu o pai – e nós nos tornamos muito próximos depois disso. Eu adquiri uma ótima educação com ele. Ele redigia monólogos, e eu estava muito feliz em sentar e ouvir."

Enxugando a bomba atômica

Assim que o U2 escolheu o título de seu álbum de 2004, 'How To Dismantle An Atomic Bomb', a banda convocou uma reunião para resolverem um problema: o tempo corrido do álbum.
Em clima de celebração, Edge pede uma cerveja gelada. Adam prefere um café e um copo de água. Larry se contenta com alguns petiscos, enquanto Bono toma um drink.
Depois de inúmeras tentativas, o U2 teria que encontrar um fluxo satisfatório para o disco, e achavam que haviam muitas músicas naquele tracklisting provisório de 13 faixas. Então, havia chegado o momento de decidir quais as músicas que deveriam ser sacrificadas.
Bono disse: "Nós não estamos plenamente de acordo sobre o que fazer aqui. Muito de uma coisa boa é uma coisa ruim", por isso medidas drásticas precisavam ser tomadas.
Larry Mullen começou: "Eu tenho uma teoria". Depois de apenas cinco minutos, a banda tinha tinha uma decisão unânime: a faixa "Mercy", com uma duração de 6 minutos e meio, deveria sair. Estava fora.
Portanto, uma canção que qualquer banda que se preze, ficaria orgulhosa de chamar de um single, estava se tornando o que Bono imediatamente definiu como "o melhor B Side que você já ouviu."
O que aconteceu mais tarde, foi que nem como B Side "Mercy" foi utilizada, e nunca foi editada oficialmente pelo U2.
Ainda restavam 12 canções no tracklisting do disco, e mais uma canção teria que ser cortada.
A candidata, que era uma faixa mais experimental, intitulada "Fast Cars", acaba sendo eliminada, e o álbum se torna magro e ágil, com 11 faixas.

A palavra final para "With Or Without You" foi de The Edge

The Edge fala sobre seu instinto para terminar a versão de estúdio de "With Or Without You" do U2: "Eu acho que eu, instintivamente, sou um minimalista. Eu não gosto de ser ineficiente se eu puder evitar. Como no final da gravação de "With Or Without You".
O meu instinto foi usar algo bem simples. Todo o mundo dizia: 'Não, você não pode fazer isto.' Eu ganhei a discussão e eu ainda acho que isto foi um pouco de bravura, porque o final de "With Or Without You" poderia ter sido muito maior, ter um clímax muito maior, mas há um poder naquele final que eu acho que é ainda mais potente porque ele está contido."

domingo, 19 de janeiro de 2014

Dallas Schoo, técnico de guitarra de The Edge, em uma noite de show do U2

A nova matéria para o Fã Clube UltraViolet Brasil (www.ultraviolet-u2.com) já se encontra disponível para leitura!

O link se encontra abaixo:

O LINK DA MATÉRIA NO SITE DA ULTRAVIOLET

Dallas Schoo é o técnico de guitarra de Edge e trabalha com o U2 já há 27 anos, desde a turnê do álbum 'The Joshua Tree'.
Além do U2, ele já trabalhou como técnico com o Pearl Jam, Lynyrd Skynyrd, Emmylou Harris, Bruce Springsteen, Paul McCartney e James Taylor.
Em algumas noites em shows do U2, são utilizadas 18 guitarras diferentes para um setlist de aproximadamente 23 músicas. A responsabilidade de Dallas é tê-las todas afinadas em seus tons, limpas, e prontas para serem usadas no palco.
É um desafio, pois fazendo as contas, cada instrumento é utilizado por um tempo super limitado no dia do show, uns 4 minutos as vezes, que é a duração de uma música onde é usada, e a preparação para deixar a guitarra pronta para isso requer de 20 à 30 minutos.
Um dos momentos mais desafiadores acontece quando Bono chama uma audível (que é uma canção que ele deseja de última hora que seja tocada pelo U2, mas ela não foi selecionada para o setlist de músicas naquela noite de show) e Dallas não sabe se Adam Clayton e Stuart Morgan (que é técnico de baixo de Adam) tem o mesmo entendimento que ele sobre o tom daquela música, e também Dallas não sabe qual é o baixo que Adam escolheu para tocar a música.
Dallas comenta: "Stuart e eu conversamos muito para acertarmos tudo, mas se eu entrego para Edge uma guitarra e ele está afinada em um tom diferente, pode ser constrangedor."
Nos shows, Dallas usa um microfone para se comunicar com o 'Monitor World', que é onde Edge vai falando para ele as pistas: menos guitarra, mais bateria, o que ele desejar.
Assim, Dallas passa por voz a instrução para este 'Monitor World', e mantém o mix em seu ouvido. As vezes, ele consegue dar a instrução ao monitor, antes de Edge lhe dizer o que fazer.
Durante um show do U2, Dallas sobe e desce cinco degraus de sua posição, para a posição de palco, e entra 47 vezes na apresentação, isso só para a troca de guitarras. Se ocorre problemas técnicos com o sistema Wireless, troca de cabos, troca de guitarras com defeito ou cordas quebradas, este número aumenta.
Dallas conhece muitos técnicos de guitarra do mundo, e quando alguns deles vão assistir uma apresentação do U2, Dallas os convida para ver exatamente o que ele faz no departamento de The Edge, e nem acreditam que aquilo tudo é necessário, pois muita coisa acontece ali.
Ele mesmo explica: "Trabalhar com guitarras Vintage, por exemplo, são difíceis de afinar e elas reagem ao clima e podem desafinar facilmente, e isso acontece quando você está com ela nas mãos já para ser usada na próxima música! Você tem que manter a calma, porque você ainda está dando sons para Edge no palco, com os pés. E precisa afinar uma guitarra. Então ele pode gritar do outro lado com algumas instruções para a mixagem que deseja, e isso me leva para um pouco mais do 'Mundo de Edge' sob o palco."

sábado, 18 de janeiro de 2014

The Edge responde sobre as críticas negativas ao U2 em shows da turnê Popmart

The Edge foi perguntado sobre as críticas negativas que shows do U2 na turnê Popmart receberam da imprensa, e ele respondeu: "Esses reviews vieram principalmente de jornais da Inglaterra, mas nós respondemos com o show no Estádio de Wembley.
O fracasso em Las Vegas foi nossa culpa, sem desculpas, nós não ensaiamos como precisávamos. Nós escolhemos Las Vegas por causa da posição, mas você não pode fazer uma estreia em uma cidade grande. Um show de rock não é como um filme, onde você pode até mesmo fazer correções após exibições em festivais, antes de ser lançado em todas as salas.
De qualquer forma, no geral, a turnê foi muito boa. Isso é rock n 'roll. E nós não reclamamos."

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Conheça Angel Deradoorian, a responsável pelos backing vocais em "Ordinary Love" do U2

Nas informações técnicas da canção "Ordinary Love" do U2, vencedora do prêmio Melhor Canção Original no Globo de Ouro 2014; Angel Deradoorian é creditada como a responsável pelos backing vocais adicionais na música.

Angel, que faz música à partir do Brooklyn, é mais conhecida por seu trabalho com a banda indie Dirty Projectors.
Além de tocar flauta, guitarra, baixo, ela tem o seu projeto solo, que leva apenas o seu sobrenome, e já colaborou com algumas bandas como Animal Collective, Ra Ra Riot e Vampire Weekend.

A versão de "All I Want Is You" pela banda britânica Starsailor

Starsailor é uma banda de rock alternativo da Inglaterra formada em 2000, com sonoridade na mesma linha de bandas britânicas como Travis ou Coldplay.
A banda tirou o seu nome de um álbum de 1970, de Tim Buckley.
Em 19 de setembro de 2008, o Starsailor tocou na segunda edição do "Stars Of Europe", um concerto em Bruxelas em apoio à UNICEF, onde fizeram uma versão com orquestra de "All I Want Is You" do U2:

Falha feia de Fanning? DJ toca canção de uma outra banda, como sendo a nova música do U2

Ontem, diversos sites e fóruns de fãs do U2, anunciaram que o DJ irlandês amigo de longa data do U2, Dave Fanning, havia transmitido na rádio a nova e inédita nova canção do U2, "Invisible", anunciada pela banda para ser lançada em breve, junto com um video, como parte de uma parceria com a RED.
Como Fanning, já há diversos anos, sempre tem exclusividade em sua rádio para estrear em primeira mão novas canções do U2, os fãs acreditaram mesmo que isto havia acontecido então com "Invisible".
Em seu programa de noite, Fanning apresentou uma canção que ele descreveu como "lançamento, pela primeira vez será tocada, a nova do U2". Depois que a música anunciada foi tocada, novamente ele confirmou, dizendo "é chamada de "Invisible", que é a nova canção do U2."
Mas obviamente, a música tocada por Fanning não era a canção nova do U2, e sim uma canção chamada "Bad Machine" de uma banda chamada Dark Stares. Essa música teve seu upload para o YouTube ontem com o título: "U2 - New Single 'Invisible' (New Album 2014)."
O upload foi feito para uma conta chamada "U2 New Album", que parece ter sido criada ontem. A conta tem três áudios, todos listados como canções do U2, mas que são, na verdade, a mesma faixa, "Bad Machine", a canção do tal Dark Stares.
Abaixo das descrições do vídeo, existem links para a música ser comprada no iTunes.
Alguém, algum integrante desta banda, ou um fã deles, intencionalmente fez isso para se aproveitar do sucesso do U2 e da rapidez com que um novo material do U2 se espalha pela internet, para assim mostrar forçadamente as canções desta banda para os fãs do U2.
O mistério mesmo, que é um fato muito, muito estranho, é como a música foi parar no programa de rádio de Dave Fanning, com ele mesmo anunciado como uma nova música do U2. Talvez Fanning já tenha mesmo a música em suas mãos, já gravou a introdução para apresentá-la no dia do lançamento oficial, mas que com certeza irá aparecer primeiro no site oficial do U2, para os assinantes, e não em qualquer rádio (a não ser que ela vaze antes na internet, como aconteceu com "Discothèque" e "Electrical Storm" anteriormente).
Esta transmissão foi apenas um acidente ou um grande e constrangedor erro da rádio? Ou foi algo proposital, que envolve a divulgação da ainda inédita canção do U2, e que os fãs só saberão em breve?


Agradecimento: @U2

Boy Tour: os próximos Beatles

Em dezembro de 1980, o U2 toca pela primeira vez em Belfast, na Irlanda do Norte.
Em fevereiro de 1981, no Lyceum Ballroom, Pete Wylie do Wah! se junta ao U2 para um cover de Bob Dylan da canção "All Along The Watchtower". Esta foi a primeira vez que o U2 fez um cover da música, o que se tornou muito frequente em 1989 na turnê Lovetown.
Antes de um show na Holanda, Bono e Edge sairam para um bar em Amsterdam, e Bono no local tocou algumas canções em um piano.
Em março de 1981, o U2 fez dois shows na mesma noite no Bayou Club em Washington. Ambas as apresentações tiveram um selist de 13 canções.
Três dias depois, a banda repetiu a dose com dois shows na mesma noite em Boston, Massachusetts. Um set com 15 canções, e outro com 14.
Clube Barrymore's, na Bank Street, em Ottawa, Ontario, Canada. O anúncio do show citava uma banda da Inglaterra, com ingressos à 5 dólares.
A banda inglesa era na verdade, da Irlanda.
Gord Rhodes, dono do clube entre 1978-1991, disse que no inverno de 1981 , um agente em Nova York ligou para dizer que eu tinha uma nova banda para oferecer à ele: quatro rapazes com um álbum lançado, mas com um burburinho crescente.
"Quem é U2? Nunca ouvi falar deles", disse Rhodes. "Eles são novos e eles irão se tornar grandes", respondeu o agente. Bem, todos os agentes dizem isso.
Rhodes concordou em dar uma chance a esta nova banda e lhe dar a oportunidade de trabalhar com uma agência de prestígio, que representava Bruce Springsteen e Billy Joel.
Ele ofereceu ao U2 US$ 500 dos EUA ou 75 por cento das vendas de ingressos, e ficou surpreso quando eles chegaram a um acordo. Então, duas semanas antes do show da Barrymore, um artigo da Rolling Stone anunciava o U2 como "os próximos Beatles."
"Bem, eu acho que as pessoas leram, e elas simplesmente enlouqueceram", disse Rhodes sobre a vendas de ingressos.
O agente ligou para saber se Rhodes aumentaria a taxa, dada a crescente procura, e ele fez. Subiu para US $750. Ele diz que U2 saiu de seu clube extasiado e feliz, com US $1.500 de venda de bilhetes, depois de cerca de 400 pessoas comprarem ingressos para vê-los.
Rhodes ficou impressionado com a resposta do público e da "voz incrível" do vocalista, mas Bono era tão novo para estar em um palco, que Rhodes não viu muito do seu carisma, o mesmo que hoje vende todos os lugares de um estádio em segundos. O cantor era "apenas um garoto", lembra Rhodes, e a foto autografada que a banda lhe deu, não era tão diferente da cara da doce criança na capa de 'Boy', primeiro álbum do U2.
"No final do show quando eles estavam sendo pagos, Bono disse: 'Você fez um ótimo trabalho promovendo este show. Eu vou voltar e tocar novamente para você'", lembra Rhodes.
Infelizmente para Rhodes, esta promessa nunca foi cumprida.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

U2 é indicado ao Oscar 2014 na categoria Canção Original com "Ordinary Love"

Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood anunciou na manhã desta quinta-feira (16) os indicados ao Oscar 2014. A cerimônia de entrega acontece no dia 2 de março, em Los Angeles.
E após vencer o Globo De Ouro 2014 na categoria Melhor Canção Original com "Ordinary Love", do filme 'Mandela - Long Walk To Freedom'; o U2 volta a concorrer no Oscar nesta mesma categoria, e pela mesma canção.
E assim como aconteceu no Globo De Ouro, a banda entra como favorita, e pode levar seu primeiro prêmio Oscar nestas mais de 3 décadas de estrada.
O U2 já concorreu nesta categoria com "The Hands That Built America", do filme 'Gangues De Nova York'; e teve "Winter", do filme 'Entre Irmãos', pré selecionada para concorrer, mas que acabou ficando fora da premiação.

Music Written for Motion Pictures (Original Song)

Bruce Broughton and Dennis Spiegel - Alone Yet Not Alone (from Alone Yet Not Alone)
Kristen Anderson-Lopez and Robert Lopez - Let It Go (from Frozen)
Karen O and Spike Jonze - The Moon Song (from Her)
U2 - Ordinary Love (from Mandela: Long Walk To Freedom)
Pharrell Williams - Happy (from Despicable Me)

The Prodigy declinou duas ofertas do U2 na fase 'POP'

O U2, com o disco 'POP', apostou numa sonoridade mais eletrônica, fazendo bastante o uso de sintetizadores, admitindo sua admiração naquele momento por grupos de música eletrônica, como Chemical Brothers e Prodigy.
Naquele ano de 1997, o Prodigy rejeitou duas ofertas do U2, e o que pareceu foi que a coisa foi pessoal.
Primeiro, o grupo declinou o convite de ser uma das bandas de abertura da primeira perna da turnê Popmart, e depois recusaram uma oferta para remixarem faixas do U2 para um dos singles do disco.
The Edge foi questionado sobre isso em uma entrevista e explicou: "Não, não foi nada pessoal. Eles realmente não aceitaram os convites, mas foi porque eles não tinham ainda finalizado a gravação do seu álbum."
O álbum que Edge se refere é o bem aclamado 'The Fat of the Land', que vendeu mais de 10 milhões de cópias no mundo todo, e que foi lançado em julho de 1997, 4 meses após o U2 lançar 'POP'.

O grunhido de uma cadeira de balanço em "Lemon"

Na introdução da canção "Numb", um pouco antes da entrada do vocal de Edge, prestando bem atenção, dá pra ouvir Bono dizendo "I really feel tired" (Eu realmente me sinto cansado).
Ele canta esta linha em sua voz de falsete que ele chamou de 'Fat Lady', assim como acontece na canção "Lemon".
E por falar em "Lemon", uma outra curiosidade: também prestando muita atenção, pode ser ouvido um grunhido de uma cadeira de balanço que foi sampleado e colocado em looping durante a música inteira.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Apresentação do U2 no México pela ZOOTV pegou fogo

1992, México: é a segunda noite de apresentações do U2 no país, pela turnê ZOOTV.
O U2 surge com tudo já, abrindo com "Zoo Station". Bill Flanagan e B.P. Fallon estão ao lado do palco quando observam o que parece ser um grande e novo efeito especial na platéia: duas linhas de uma chama vermelha convergindo para a escuridão no fundo da sala.
B.P. aponta freneticamente e puxa com força um dos braços de Bill. Percebe-se então que aquilo não é um efeito especial. Aquilo é um incêndio. Os assentos estão muito perto uns dos outros e eles não são retardantes de fogo. O banner WELCOME U2 que alguém fez com lençóis de cama, muito menos. O lençol estava pendurado sobre a chama do isqueiro que um garoto estava segurando desatentamente sob ele, e pegou fogo, partindo-se em fragmentos incendiados que voavam pela multidão e caiam sobre os assentos, que também começaram à pegar fogo.
Bono, Edge e Adam não perceberam e continuaram tocando. Somente Larry, tocando sua bateria, olhava com uma concentração horrorizada para o fogo se espalhando e as pessoas entrando em pânico no fundo da arena.
Jerry Mele, o chefe da segurança do U2, passou correndo direto para a direção do fogo. Ele voou pela arena cheia de gente, pelo meio dos garotos prensados uns nos outros dançando as músicas da banda e desapareceu sob os lugares desocupados no fundo da arquibancada.
Edge acaba percebendo o corre corre e observa atentamente.
Pessoas no fundo da arena se empurraram e correram para as saídas. Jerry também correu, pelas escadas externas, ordenando a multidão apavorada em filas organizadas com uma mão, enquanto que com a outra e um dos pés, batia com algo, um casaco ou toalha, nas chamas.
Ajudantes locais e seguranças seguiam suas ordens, fazendo o mesmo. Todo os focos de fogo foram apagados antes que a música do U2 terminasse.
Quando ele teve certeza que estava tudo seguro, Jerry direcionou os fãs abalados de volta para os seus assentos escuros.
Larry viu tudo. Quando ele teve uma pausa, comentou: "Eu pensei: é agora. Eu achei que o lugar todo ia ser consumido em chamas."

Do livro: 'U2 At The End Of The World', de Bill Flanagan

Agradecimento: Forum Ultraviolet Brasil

A história por trás da contratação de Dallas Schoo pelo U2

Dallas Schoo, o técnico de guitarra de The Edge no U2, nunca havia visto a banda até começar à trabalhar com eles. Foi na segunda etapa da The Joshua Tree Tour nos EUA, supostamente em um estádio em Kansas City.
Na época, Dallas estava em turnê em Los Angeles com a banda Mister Mister, e ele tinha acabado de sair da estrada com uma turnê do YES .
Dallas estava em um estúdio de gravação no The Village em Nova York, quando Daniel Lanois, que estava lá trabalhando no disco de Robbie Robertson, desceu da sala de gravação com a guitarra de Robbie e perguntou se Dallas poderia repará-la. Quando ele à devolveu, Lanois tocou e gostou, e mencionou que ele tinha um amigo que estava à procura de um novo técnico de guitarra. Descobriu-se que o companheiro era The Edge, que ligou para Dallas da Irlanda e disse que ele gostaria de conhecê-lo e que ele estava procurando alguém para trabalhar na turnê de The Joshua Tree.
Depois de falar com The Edge, a banda pediu para ele pegar um vôo para Dublin para encontrá-los no estúdio The Factory.
Dallas nem sequer tinha pensado em dizer ao grupo que ele estava trabalhando e não poderia aceitar o convite, e já estava sendo entrevistado por todos os quatro membros do U2 e o empresário Paul McGuinness.
Ele nunca tinha sido interrogado antes por todos os integrantes de uma banda. Lhe fizeram perguntas por horas e então ele os viu ensaiar e adorou.
Ali, Dallas viu que eles eram realmente bons, e ele não tinha qualquer um dos álbuns do U2.
Ele pegou um avião de volta para os EUA na manhã seguinte, mas Dennis Sheehan telefonou no The Blooms Hotel avisando que Edge queria que ele ficasse. Foi uma decisão difícil para Dallas, então ele telefonou para Bill Graham, um promotor da área de São Francisco, amigo dele e manager da banda que Dallas estava em turnê, Lynyrd Skynyrd.
Dallas contou para Bill e diversos amigos, através de ligações do hotel. Todos eles disseram: "largue tudo e aceite. Não importa o que está fazendo, não importa: se os caras do U2 estão pedindo para ficar, você tem que ficar."
E foi assim que Dallas começou a trabalhar com o U2, com quem está até os dias atuais!

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Uma música sobre a ambição de um bêbado

Algumas épocas podem ser muito intensas em Dublin. Todos estão vendo cada movimento seu.
A coisa mais estúpida está sendo relatada, inexata. Tornou-se difícil para qualquer um do U2 sair e relaxar.
É uma das razões por decidirmos ficar em Los Angeles durante o inverno de 1986. Havia uma sensação de liberdade que não havia em Dublin. Quando eles começaram a procurar um lugar para ficar, os agentes imobiliários mostraram a ele uma dúzia de lugares extravagantes. “Você não quer ver esse lugar”, disseram para The Edge. “É mais como um complexo militar. Não há ar condicionado. Não há carpetes”. The Edge lhes disse que queria aquela.
Era um lugar enorme. Eles podiam fazer qualquer coisa que quisessem lá, porque seria demolida num futuro não muito distante. Então eles quebraram as regras e seguiram rumo a completa experiência LA. “Nós começamos a viver à noite muito mais”, Bono diz. “Nós começamos a gastar nosso tempo no centro, longe da altitude em todos os sentidos, viajando por essas surpreendentes estradas.”
O centro de LA é uma cena extraordinária: pessoas pisando sobre os corpos no caminho para os bancos na parte da manhã. Havia rumores de que Bobby Fischer – o gigante do xadrez – vivia no centro, em uma caixa. À noite, o local era cheio de articulações de bebida ilegal e outros clubes nefastos de vários tons e listras. Havia uma pequena comunidade de almas perdidas que habitavam esta zona do crepúsculo, e o U2 abraçou-a.
“Era realmente importante pra mim”, Bono diz. “Coisas que as outras pessoas estavam passando aos 18 ou 19, eu estava passando em seguida. Você sabe, começando a ser carregado e um pouco mexido. Não importando onde você acorda. Ali foi realmente boa nesse ponto. Ela estava chegando, mas ela reconheceu que isto era uma fase pela qual eu precisar passar.
“Eu tive um tempo maravilhoso lá. Um grafiteiro famoso apareceu, e ele fez a casa em graffiti. Ann-Louise foi mais para tentar fazer algum sentido no projeto, no que pensamos que viria a ser. Então para divertir eu me pintei com pintura de guerra e saí de cueca, coloquei Ann Louise na garupa da minha bicicleta e pedalei ao redor de Beverly Hills. E eles têm treinadores que vão pra lá para ver as casas das estrelas, e quando eles chegaram ao nosso lugar, você apenas podia ver todos esses rostos espantados. Foi ótimo. Aquele relaxamento que descobrimos musicalmente e pessoalmente foi tão importante para as gravações que se seguiram”.
No encarte de letras de 'Achtung Baby', "Trying To Throw Your Arms Around The World" é seguida por agradecimentos para The Flaming Colossus. “Essa música explica o sentimento de que você deseja ser tão criativo e tão completo e absoluto em sua música quanto possível”, Joe O’Herlihy diz, “mas ao mesmo tempo você está tentando trazer a bordo.
"Trying To Throw Your Arms Around The World" reflete o que está tentando oferecer todos os lados.”
"The Fly" revive, apresentando-se desta vez a partir de uma perspectiva mais simpática, como um cara que vai para a cidade e encontra-se em casa cambaleando na madrugada como uma alma perdida. “Sunrise like a nose bleed/Your head hurts and you can’t breathe/You been tryin’ to throw your arms around the world/How far are you gonna go/Before you lose your way back home/You’ve been tryin’ to throw your arms around the world”.
“É uma música sobre a ambição de um bêbado”, Bono diz. “Como em ‘Eu estarei em casa em breve’. Há apenas o calor dessa imagem”. E uma grande perspicácia. “Nothing much to say I guess/Just the same as all the rest/Been tryin’ to throw your arms around the world”.
Bono conhecia o personagem que ele estava escrevendo muito bem.

Agradecimento: ROSA - U2 MOFO

Blog U2 Sombras e Árvores Altas

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