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domingo, 31 de maio de 2015

Duas canções de 'All That You Can't Leave Behind' estreiam na turnê iNNOCENCE + eXPERIENCE


O U2 realizou ontem a terceira de 5 apresentações da turnê iNNOCENCE + eXPERIENCE em Inglewood, Califórnia.

Mais cedo, relatos informaram que a banda havia ensaiado "Elevation", "Stuck In A Moment You Can't Get Out Of" e "An Cat Dubh/Into The Heart". Fãs informaram que ouviram também vindo de dentro da arena, "Hawkmoon 269".
Destas ensaiadas, o setlist trouxe pela primeira vez na turnê, "Elevation" e "Stuck In A Moment You Can't Get Out Of" (que haviam sido tocadas no show promocional da KROQ).

sábado, 30 de maio de 2015

Segredos Revelados: o efeito utilizado na canção "Mothers Of The Disappeared''


O músico Márcio Fernando (da página U2 SONGS do Facebook), é colaborador e seguidor aqui do blog!

Hoje ele nos conta sobre o efeito utilizado na canção "Mothers Of The Disappeared'':



"Mothers Of The Disappeared", do disco 'The Joshua Tree' de 1987, foi primeiramente dedicada às mães de El Salvador, pois foi escrita por Bono quando ele fez uma viagem à Nicaragua e El Salvador no meio da guerra civil nos anos 80.
A canção foi criada e mixada na casa recém-comprada na época por The Edge, em Melbeach, que o U2 utilizou como um estúdio de gravação.
Bono escreveu a canção em uma guitarra espanhola, e o baterista Larry Mullen Jr. criou um loop de bateria que foi utilizado pelo produtor Brian Eno.
Ouvimos na canção um efeito no loop de bateria, que se parece com um sintetizador.
Adam Clayton chama este efeito de estranho, assustador e misterioso.

Márcio Fernando nos explica:

"O aparelho usado em "Mothers Of The Disappeared'' é um rack de efeitos da marca LEXICON, o nome do rack é PCM 70.

Enquanto Larry Mullen no estúdio fazia essa bateria, Brian Eno fazia ao vivo as modulações nos botões do próprio rack Lexicon PCM 70.
Esse processador de efeitos era muito usado nos estúdios nos anos 80.
O nome do efeito que Brian usou para modificar o som da bateria foi "Resonant Delays".
Toda a música foi tocada por Larry ao vivo enquanto Eno fazia ali suas variações de regulagem do PCM 70. Muito legal isso."

Um vídeo demonstrativo do PCM 70:

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Em performance ao vivo de 'The Ocean", Bono recita trecho do poema 'Do Not Stand At My Grave And Weep'


Ontem no The Roxy em Los Angeles, o U2 fez uma antológica apresentação temática revivendo aqueles primeiros shows em que a banda tocava em clubes pequenos, com apenas algumas centenas de fãs apaixonados, com parte do setlist vintage capturando um tempo quando a banda tocava canções como "The Ocean". Ela, do disco de estreia 'Boy', abriu o show de ontem e não era tocada desde a turnê Vertigo em 2005.
No final, Bono recitou parte do poema "Do Not Stand At My Grave And Weep".

Este poema foi escrito por Mary Elizabeth Frye, em 1932. Ela não era poeta, era florista. O que acaba resultando na mesma arte de cultivar beleza. Ela vivia em Ohio, Estados Unidos, e se compadeceu da dor de uma jovem judia cuja mãe estava muito doente, na Alemanha. A jovem, Margaret, havia sido advertida a não voltar à Alemanha naqueles tempos duros de antissemitismo. Quando sua mãe morreu, a jovem disse a Elizabeth: “Nunca tive a chance de chorar no túmulo da minha mãe.” Elizabeth pegou então o papel que tinha em mãos, escreveu este poema e a entregou.

Don’t Stand At My Grave And Weep

“Do not stand at my grave and weep,
I am not there, I do not sleep.
I am in a thousand winds that blow,
I am the softly falling snow.
I am the gentle showers of rain,
I am the fields of ripening grain.
I am in the morning hush,
I am in the graceful rush
Of beautiful birds in circling flight,
I am the starshine of the night.
I am in the flowers that bloom,
I am in a quiet room.
I am in the birds that sing,
I am in each lovely thing.
Do not stand at my grave bereft
I am not there. I have not left.”

Não Chore À Beira do Meu Túmulo

“Não chore à beira do meu túmulo,
eu não estou lá… eu não dormi.
Estou em mil ventos que sopram,
E a neve macia que cai.
Nos chuviscos suaves,
Nos campos de colheita de grãos.
Eu estou no silêncio da manhã.
Na algazarra graciosa,
De pássaros a esvoaçar em círculos.
No brilho das estrelas à noite,
Nas flores que desabrocham.
Em uma sala silenciosa.
No cantar dos pássaros,
Em cada coisa que lhe encantar.
Não chore à beira do meu túmulo desolado,
Eu não estou lá – eu não parti.”

Agradecimento: Nardele, do blog www.agoramesmo.wordpress.com

A paródia em resposta à "I Will Follow" do U2


Steven Hyden, do site Grantland, em uma matéria chamada 'The Pride Of U2', conta:

"Desde o seu início, o U2 tem irritado algumas pessoas. Antes mesmo da fama, uma certa arrogância desenfreada da banda e as aspirações de banda de rock de arena provocaram uma reação negativa.
Lá em 1981, não muito tempo depois que ele viu o U2 tocar na First Avenue em Minneapolis, Paul Westerberg do Replacements escreveu uma paródia em resposta à "I Will Follow", chamada de “Kids Don’t Follow”, no EP Stink do grupo.
Ouvintes invejosos como o perdedor Westerberg da Replacements viam "I Will Follow" como uma chamada para a conformidade.
“Kids Don’t Follow” foi um dos primeiros tiros disparados contra o caminho do U2 em seu destino de manifestação cultural.
O U2 cresceu, assim como seu exército de inimigos."



The Replacements foi uma banda de rock alternativo fundada no ano de 1979 em Minneapolis. Sua música foi inspirada no punk rock e embora nunca popular, conseguiu causar grande impacto no cenário alternativo.

The North Side Of Dublin: U2 Live At The Roxy



O álbum 'Songs Of Innocence' é inspirado nos primeiros dias do U2 em Dublin. E ontem no The Roxy em Los Angeles, o U2 fez uma antológica apresentação temática revivendo aqueles primeiros shows em que a banda tocava em clubes pequenos, com apenas algumas centenas de fãs apaixonados, com parte do setlist vintage capturando um tempo quando a banda tocava canções como "The Ocean" e "11 O Clock Tick Tock" na estrada, através da Irlanda e Reino Unido.


O U2 se apresentaria em dezembro de 2014 no concerto anual "Acoustic Christmas" da KROQ-FM, mas Bono sofreu o acidente de bicicleta e a banda cancelou todos os compromissos que tinham com a turnê promocional de divulgação do álbum.
Assim, semanas atrás o U2 remarcou o compromisso com a KROQ, para uma pequena apresentação para uma pequena platéia no The Roxy, composta por fãs que foram sorteados em promoções da rádio.

A banda não fazia um show deste tipo, desde a turnê promocional de lançamento de 'All That You Can't Leave Behind' em 2000, quando fizeram apresentações memoráveis no Irving Plaza, Manray Club e Astoria Theatre.

O que se viu foi uma apresentação nostálgica com 1 hora de duração e 12 canções, com material que o U2 costumava tocar há 35 anos atrás, quando estes concertos em clubes pequenos eram os únicos que a banda conseguia agendar.

O U2 abriu o show com "The Ocean", do disco de estreia 'Boy', que não era tocada desde a turnê Vertigo em 2005. Bono teve uma pequena ajuda para a letra:

No final de "The Ocean", Bono recitou parte do poema "Do Not Stand At My Grave And Weep" de Mary Elizabeth Frye.
Em seguida, outra canção que não era tocada há muito tempo, desde 2001 na turnê Elevation: o A-Side "11 O Clock Tick Tock".

Para completar, a terceira canção da noite foi "I Will Follow". Assim, o U2 repetiu a sequência de três canções que tocava na turnê de 'Boy' em 1980 (que é exatamente a sequência inicial do vinil duplo para assinantes do site oficial, 'Another Time Another Place'; das apresentações no clube Marquee em Londres naquela época).

Mais duas canções do disco de estreia do U2 entraram no setlist: "The Electric Co." e "Out Of Control".

Após "Beautiful Day" (com um trecho de "I Remember You" dos Ramones), a canção "Elevation" teve sua primeira performance desde a turnê 360°, e foi tocada sem efeitos, loops. Somente os 4 músicos ao vivo.
Outra canção que voltou a ser tocada foi "Stuck In A Moment You Can't Get Out Of", com um novo arranjo, sem guitarra. Edge tocou piano na performance.

O novo arranjo acústico de "Sunday Bloody Sunday" foi deixado de lado, e a banda apresentou a canção em seu forma clássica: elétrica, com a bateria crua de Larry soando parecida à da versão original de 'War', de 1983.
Uma curiosidade: na turnê iNNOCENCE + eXPERIENCE, devido ao novo arranjo, Bono não vem cantando o último verso da música. Ontem, com o U2 optando pela versão "early years" dela, Bono teve que cantar o último verso, e desacostumado, não se lembrou da letra, se perdendo nas palavras!

No encore, se fosse antigamente quando tocavam em clubes como este, "11 O'Clock Tick Tock" e "I Will Follow" teriam sido tocadas novamente, mas agora eles possuem muito mais músicas no repertório.
O U2 abriu com "Vertigo", e a canção não estava impressa no setlist. Bono se jogou em cima da platéia.

A apresentação terminou com duas canções de 'Songs Of Innocence': o novo single "Song For Someone", e "California (There Is No End To Love)". Nessa, Bono falou da primeira viagem do U2 para Los Angeles e uma visita à praia de Zuma em busca da casa de Brian Wilson. Ele observou que havia um álbum de Beach Boys no primeiro ensaio do U2 em 1976.
Este realmente foi um show do U2 que não se vê mais nos dias de hoje, infelizmente!

NOTA: o show foi transmitido na íntegra em áudio para os fãs do mundo inteiro, pela já conhecida Sil Rigote da equipe do site U2 Brasil.

Fica aqui registrado um muito, muito obrigado à Sil!

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Bono relembra Dennis Sheehan


O U2 deu sequência à turnê iNNOCENCE+ eXPERIENCE na noite de ontem, com um show emocional em homenagem à memória do "membro da família Dennis Sheehan", como disse Bono durante a apresentação.

Sheehan faleceu de parada cardíaca em seu quarto no Hotel Sunset Marquis em Los Angeles. Ele trabalhava com o grupo desde 1982, como gerente de turnês.

Antes de "Iris (Hold Me Close)", Bono disse:

"Dennis amava Los Angeles. Longe de sua casa, ele chamava o Sunset Marquis de sua casa. Ele veio para esta cidade como um jovem nos anos 70, trabalhando para o Led Zeppelin. Então, de muitas maneiras, ele sempre pensou que talvez o U2 pudesse ser o próximo Led Zeppelin, o que naturalmente é impossível. Tentamos uma vez no seu último aniversário. Nós aparecemos em seu aniversário vestidos como o Led Zeppelin. E eu vou dizer, The Edge ficou muito bem com uma guitarra de dois braços — ou como seja que chamam esta guitarra. E uma garrafa de Dom Perignon pendurada nas mãos de Larry Mullen parecia um pouco com Bonzo. Adam, era qualquer coisa, porque ele tinha um tipo de olhar professoral de John Paul Jones. O maior problema era que eu não conseguia preencher as calças de Robert Plant. Mas quem poderia? Enfim, um monte de músicas do U2 ao longo dos anos foram escritas para preencher um vazio, uma ausência, um buraco em um coração deixado por um ente querido. E a próxima é uma dessas. É para minha mãe Iris, que me ensinou que através da ferida... existe uma abertura para algo fantástico. Esta é a Iris, linda Iris, o começo do fim da inocência para mim."

O U2 fechou o show com "40", em homenagem à Dennis, e o telão trouxe vídeos caseiros e imagens dele.
Em sua introdução, Bono revelou:

"Nós fizemos um disco ao vivo lá atrás... chamado 'Under A Blood Red Sky'. Nós costumávamos terminar o show com "40". E o que aconteceu naquela noite em Red Rocks, é que ninguém estava cantando o refrão. Então nós estávamos nos bastidores tentando descobrir o que estava acontecendo e tentando fazer acontecer. Ouvimos esta voz solitária, uma voz única, cantando 'quanto tempo cantaremos esta canção' (how long to sing this song) — uma voz clara, um belo tremolo. E era a voz de Dennis Sheehan, tentando fazer todos cantarem, e eles fizeram. Então dedicamos esta canção... na verdade, dedicamos esta noite... na verdade, dedicamos nossa turnê toda à memória muito vívida de Dennis Sheehan: St Dennis de Dublin, como ele é conhecido por aqui."

U2 pede ajuda ao pastor e escritor Rick Warren antes de subirem ao palco após a morte do gerente de turnê da banda


"Nós perdemos um membro da família, ainda estamos tentando lidar com isso. Ele não era apenas uma lenda no ramo da música, ele era uma lenda na nossa banda. Ele é insubstituível. A nossa profunda simpatia está com sua família maravilhosa."
Estas foram as palavras ditas por Bono no site oficial do U2, após a confirmação da morte do manager de turnê da banda, Dennis Sheehan, que trabalhava com o grupo desde 1982.
Sheehan faleceu de parada cardíaca em seu quarto no Hotel Sunset Marquis em Los Angeles.
Em sua página oficial do Facebook, o pastor e escritor Rick Warren (Igreja Saddleback, na Califórnia/EUA) confirmou que esteve com os integrantes da banda, compartilhando uma palavra de conforto aos músicos e amigos do empresário, antes da banda subir ao palco para o show de ontem à noite em Los Angeles.
Lembrando que em fevereiro deste ano, o U2 havia perdido Jack Heaslip, seu pastor na estrada há muitos anos.
Warren foi chamado para ajudar a banda e a equipe a superarem um pouco o ocorrido, e obterem uma ajuda espiritual para realizarem o show.

"O incrível Dennis Sheehan morreu subitamente na noite passada aqui em Los Angeles. Dennis era um homem calmo e amável cristão. A equipe está de coração partido, por isso Adam, Larry, Edge e Bono me pediram para compartilhar algumas escrituras, palavras de conforto, e orar com eles logo antes que entrassem no palco esta noite. Depois de compartilhar a história da morte do meu filho, eu perguntei: "Então, como você sai e faz um show quando seu coração está doendo?' Bono disse: 'Nós escolhemos a alegria!". Ore por Pam [esposa do empresário] que perdeu o amor de sua vida", publicou Warren.

Agradecimento: www.guiame.com.br

Experiência: A entrevista com Adam Clayton em Vancouver


Steven Hyden, do site Grantland, entrevistou Adam Clayton nos bastidores da Rogers Arena em Vancouver, horas antes da segunda apresentação do U2 no local pela turnê iNNOCENCE + eXPERIENCE.
Ele fala sobre o público na nova turnê, sobre o lançamento de 'Songs Of Innocence', sobre a volta ao passado nas letras do disco, sobre a nova maneira que os álbuns são lançados e as canções são obtidas, sobre o porque do U2 querer lançar discos e como pode ser o futuro da banda.

O U2 é uma raridade em que sua marca é forte o suficiente para vender ingressos, onde quer que eles toquem. Gary Bongiovanni da Pollstar me disse: "são uma atração global. Eles podem tocar na Estônia ou leste da Austrália, não importa."
Esperando por mim dentro da sala de recepção está Adam Clayton. Ele me cumprimenta calorosamente, oferecendo-me um assento no sofá enquanto puxa uma cadeira de escritório para si mesmo.
"Olhando para o público, eles pareciam um público muito revitalizado do U2", disse Adam sobre a noite de abertura da turnê. "Eles pareciam mais jovens ou os mesmos que a última vez que saímos em turnê. A maneira que o álbum foi lançado para as pessoas, acho que muitas delas ouviram as músicas. Acho que é um grande álbum. Acho que todo mundo realmente se esforçou para fazer um grande disco. Eu acho que o Bono foi para um lugar que foi doloroso e difícil e ele foi lá e ele tem coisas realmente boas que estão nestas canções."
"Acho que é sempre um pouco perigoso quando artistas voltam tão longe, porque sempre estávamos cientes de que tínhamos que evitar sermos nostálgicos. Tínhamos que ter um motivo para voltar. A razão da volta para o anos de formação da banda foi que tínhamos que entender como chegamos onde estamos agora. Lembro-me o tipo de fé cega e a ignorância que tivemos onde estávamos e o que era a nossa visão. Eu acho que as canções representam uma ingenuidade e uma fragilidade, mas também uma força e uma veracidade que às vezes você não se dá o crédito."

A estratégia de lançamento de 'Songs Of Innocence' resultou de um melancólico desejo de reviver um mundo desaparecido.
De certa forma, o U2 tentou recriar condições de mercado que beneficiaram discos como 'The Joshua Tree' de 1987, 'Achtung Baby' de 1991, e 'All That You Can't Leave Behind' de 2000, que estabeleceu canções nas paradas de rádio populares e continuou a manter uma presença na cultura por meses, até anos depois.
O objetivo de U2 foi tentar transformar de forma igual, 'Songs Of Innocence' em um evento.
Adam Clayton disse: "Eu me sinto parte de um mundo diferente, onde costumávamos ver os álbuns serem lançados, estávamos acostumados a ver faixas indo para as rádios e aqueles álbuns se tornariam cada vez mais populares. Este novo jeito, eu realmente não entendo. Estamos fazendo parte de uma geração que já não obtém música da maneira que nós gostamos de ouvir. Isso significa que todos os outros que obtém a sua música de uma forma diferente não estão experimentando a intensidade de uma experiência? Eu realmente não sei a resposta para essa questão.
Acho que, infelizmente, o que vemos acontecer é, álbuns como coleções de música tinham um significado cultural que contava uma história e conectava com as pessoas, e agora tem esse papel de enchimento de mídias sociais. Música não tem mais aquele lugar social ou político na comunidade. Passou a ser uma novidade e uma trilha sonora porque acho que não há mais qualquer lealdade verdadeira investida. É uma relação diferente."

O que motiva o U2 à continuar fazendo gravações?
"Bem, em parte, a resposta é, é a única coisa que faço. Eu amo música. Eu amo ouvir música. Eu amo fazer música. Isso não vai mudar. Se não fosse com o U2, não sei o quanto motivado eu estaria, mas eu ainda encontro um zumbido no modo que Larry toca bateria, no modo que Edge escreve canções, como Bono canta elas. É gratificante e estimulante pra mim. Talvez um dia não será. Por enquanto é estimulante, as ambições para a música podem mudar, mas a apreciação verdadeira não."

O que quer dizer "as ambições para a música podem mudar"?
"Você pode fazer música por razões diferentes. Até agora, inclusive este álbum, queríamos fazer música em que poderíamos nos comunicar com mais pessoas, que pode ser tocada no rádio. Estávamos conscientes de que queríamos ser relevantes desta vez. Isso não é algo que sempre queremos. Temos um público muito fiel, poderoso e inteligente. Talvez façamos música só para eles no futuro. Podemos não querer nos conectarmos com outras pessoas."

Histórias de Inocência: "As risadas que isso causou definitivamente representa o que o U2 é"


"Nós perdemos um membro da família, ainda estamos tentando lidar com isso. Ele não era apenas uma lenda no ramo da música, ele era uma lenda na nossa banda. Ele é insubstituível."
Estas foram as palavras ditas por Bono no site oficial do U2, após a confirmação da morte do manager de turnê da banda, Dennis Sheehan, que trabalhava com o grupo desde 1982.
Sheehan faleceu de parada cardíaca em seu quarto no Hotel Sunset Marquis em Los Angeles.
O U2 deu sequência à turnê na noite de ontem, com um show emocional em homenagem à memória do "membro da família", como disse Bono durante a apresentação.

No ano de 1984, Dennis Sheehan contou na U2 Magazine, uma história envolvendo Bono e Adam que aconteceu em 1983 durante a turnê de 'War':

"Como sempre acontece quando nós vamos à qualquer lugar, temos que ter os vistos e fotografias tiradas por eles. Mas Bono e Adam não tinham fotos, então, sem problemas, levei eles na loja de conveniência Woolworth's na Grafton Street.
Entramos no Woolworth's e subimos até aquelas duas máquinas de fotografias. Bono na colorida e Adam na em preto e branco.
Então, Bono ficou lá esperando sua foto sair, e nós conversando e olhando as mercadorias à venda e veio um rapaz, com cerca de 15 anos de idade. A foto de Bono então saiu e ficou no lado de fora da máquina, e esse rapaz meio que olhou bem para ela e disse: "Ei, senhor, realmente se parece com o cantor do U2". Bono se virou e disse: "Sim, parece mesmo, não é?" E o rapaz se virou e foi embora...
As risadas que isso causou definitivamente representa o que o U2 é."

Em homenagem à Dennis Sheehan, U2 fecha show da turnê iNNOCENCE + eXPERIENCE com a canção "40"


Com o coração machucado, o U2 fez ontem a segunda de 5 apresentações da turnê iNNOCENCE + eXPERIENCE em Inglewood, Califórnia. A apresentação emocional foi dedicada à memória de Dennis Sheehan
O gerente de turnês da banda por 33 anos, faleceu em um quarto de hotel em Los Angeles, e a banda estreou nesta turnê a canção "40", que fechou a apresentação, mostrando imagens e vídeos de Sheehan no telão.
Antes de "Iris (Hold Me Close)", Bono contou um pouco da história da vida de Sheehan, e disse: 'Na última noite perdemos um membro de nossa família."
O público manteve a tradição de cantar o longo refrão: "how long to sing this song?", e Edge e Adam trocaram de instrumentos.
Bono contou que o responsável pelo público cantar o refrão "how long to sing this song" no lendário show em Red Rocks, foi Sheehan, conduzindo a platéia com sua voz.


No final de "Raised By Wolves", onde Bono vem recitando um trecho do Salmo 23 da Bíblia, ele disse: "Eu ando pelo vale da sombra da morte. Me conforte."
Bono rasgou páginas de livros de C.S. Lewis e jogou para a platéia.
Chris Martin, o vocalista do Coldplay, esteve presente no The Forum acompanhando o show, assim como Guggi e Simon Carmody, os amigos de infância de Bono.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Nota triste: U2 perde Dennis Sheehan, o gerente de turnê da banda por 33 anos

-"Nós perdemos um membro da família, ainda estamos tentando lidar com isso. Ele não era apenas uma lenda no ramo da música, ele era uma lenda na nossa banda. Ele é insubstituível." Bono


6 horas após se apresentarem em Los Angeles pela turnê iNNOCENCE + eXPERIENCE, o U2 recebeu uma triste notícia.
O manager de turnê da banda, Dennis Sheehan, que trabalhava com o grupo desde 1982, morreu em seu quarto de hotel na cidade.
Sheehan foi encontrado inconsciente em seu quarto no Hotel Sunset Marquis, e os paramédicos foram chamados por volta das 05:30 da manhã para responder a uma parada cardíaca relatada.
Chegando lá, após os primeiros atendimentos da equipe, Sheehan foi declarado morto. Ele tinha por volta de 69 anos de idade.

Fontes próximas da banda dizem que eles ainda estão pensando o que fazer: "todo mundo que trabalha com a banda está de coração partido, isso veio como um choque enorme, mas a nossa visão é que Dennis gostaria que o show continuasse, mas isto pode mudar."
Dennis Sheehan dizia em seu perfil no Twitter que ele amava "a viagem, comida, música, companhia e conversa".
Ele se juntou ao U2 um pouco antes da banda lançar o disco 'War', e depois de 33 anos trabalhando com a banda, já eram mais que amigos.
Falando sobre sua estreita relação com o grupo, Sheehan disse em uma entrevista: "O U2 estava à procura de um gerente de turnê, tinham dois álbuns e estavam prestes a lançar o terceiro. Eu me juntei a eles e não olhamos para trás desde então."
"Era 1982, uma turnê européia, a primeira vez que conheci a banda foi quando eles chegaram em Londres. Depois de duas semanas na estrada, eles se aproximaram de mim e disse: "Podemos mantê-lo?""

"Há algo de extremamente especial no U2. Seja em suas vidas sociais, que eles são muito reservados sobre, ou em sua vida de negócios, que são igualmente reservados. Eles buscam o melhor, e por sua vez, as pessoas que trabalham para eles dão o seu melhor."
Em 2008, Sheehan foi premiado com o Lifetime Achievement Award Parnelli – que é apelidado de "Oscar da Indústria de Eventos ao Vivo".
Eles dizem que é o "reconhecimento pioneiro, profissionais influentes e suas contribuições, honrando tanto à indivíduos quanto à empresas."



Do site: The Mirror

Bono e Bono Cover no palco de show da turnê iNNOCENCE + eXPERIENCE em Los Angeles


O U2 fez ontem a primeira de 5 apresentações da turnê iNNOCENCE + eXPERIENCE em Inglewood, Califórnia. Assim, algumas celebridades acompanharam a performance da banda, que subiu ao palco com atraso.
Estavam presentes Kate Hudson, Colin Farrell, Cindy Crawford, Sean Penn.
No segundo show em Vancouver, a banda tocou na primeira parte do show, no palco "I", a canção "California (There Is No End To Love)". Ela retornou neste show em Los Angeles, mas tocada desta vez na segunda parte do show, no palco "E", na sequência de "Mysterious Ways".
Larry Mullen deixa cair a baqueta no primeiro verso da música, toca apenas com uma à espera de alguém da equipe entrar no palco e repor outra pra ele!

Durante "Sweetest Thing", a banda trouxe ao palco um cover de Bono que estava presente na platéia, Joseph Hier, da banda tributo Hollywood U2.

Ele cantou trechos da letra enquanto o Bono original estava tocando piano.

terça-feira, 26 de maio de 2015

A canção de Patti Smith que o U2 utiliza para subir ao palco na turnê iNNOCENCE + eXPERIENCE


Nos dois shows do U2 pela turnê iNNOCENCE + eXPERIENCE realizados no US Airways Center em Phoenix, Arizona, a versão de "Beat On The Brat" com samplers de "Discotheque" e "Even Better Than The Real Thing" não foi utilizada para a banda entrar no palco.
Ela foi substituída pela canção "People Have The Power" de Patti Smith.

Em 1986, Patti Smith estava escrevendo música na cozinha com o hoje falecido marido, o guitarrista Fred “Sonic” Smith, que era um excelente compositor e extremamente politizado, assim como ela. Patti descascava batatas quando Fred disse: “Tricia, ‘people have the power’, anote”.
A intenção da música era lembrar o ouvinte do seu poder individual, mas também do poder coletivo do povo. A letra diz: “I believe everything we dream can come to pass through our union/ We can turn the world around/ We can turn the earth’s revolution” (“Eu acredito que tudo o que sonhamos pode acontecer com a nossa união/ Nós podemos rodar o mundo/ Nós podemos criar a revolução na Terra”).

A canção de protesto foi lançada em 1988 em seu álbum 'Dream Of Life'.


Bono, durante a turnê Vertigo em 2005, inseriu um trecho da canção em performances de "Bad" e "Beautiful Day".

Raised By Wolves - Tradução

"A Irlanda na década de 70 foi uma das piores. Em qualquer outra sexta-feira, às 5.30 da tarde em 1974, eu estava indo na Talbot Street em uma loja de discos. Em 17 de maio eu montei em minha bicicleta para a escola e naquele dia, eu evitei um dos momentos mais sangrentos na história que divide uma ilha.
3 carros bombas estavam sincronizados para detonarem ao mesmo tempo, destruindo o centro da cidade de Dublin ...
O meu velho amigo Andy Rowen ficou preso com seu pai na van, e seu pai saiu e correu para ajudar a salvar as vítimas espalhadas como lixo nas ruas ... A cena nunca saiu da cabeça dele, tomava muitos analgésicos para lidar com aquilo.."



Face down on a broken street
There’s a man in the corner
In a pool of misery
I’m in white van
As a red sea covers the ground

Metal crash
I can’t tell what it is
But I take a look
And now I’m sorry I did
5:30 on a Friday night
33 good people cut down

I don’t believe anymore
I don’t believe anymore

Face down on a pillow of shame
There are some girls with a needle
Tryin’ to spell my name
My body’s not a canvas
My body’s now a toilet wall

I don’t believe anymore
I don’t believe anymore

Raised by wolves
Stronger than fear
Raised by wolves
We were raised by wolves
Raised by wolves
Stronger than fear
If I open my eyes
You disappear

(Running wild)

Boy sees his father
Crushed under the weight
Of a cross in a passion
Where the passion is hate
Blue mink Ford
I’m gonna detonate in your den
Blood in the house
Blood in the street
The worst things in the world
Are justified by belief
Registration 1385-WZ

I don’t believe anymore
I don’t believe anymore

Raised by wolves
Stronger than fear
Raised by wolves
We were raised by wolves
Raised by wolves
Stronger than fear
If I open my eyes
You disappear

(Running wild)

Com o rosto no chão em uma rua destruída
Há um homem na esquina
Em uma piscina de sofrimento
Estou em uma van branca
Com um mar vermelho de sangue cobrindo o chão

Estrondo de metal
Eu não posso dizer o que é
Mas eu dou uma olhada
E agora eu me arrependo do que eu fiz
05:30 numa sexta à noite
33 pessoas do bem dilaceradas

Eu não acredito mais
Eu não acredito mais

Rosto para baixo em um travesseiro sentindo vergonha
Há algumas garotas com uma agulha
Tentando escrever o meu nome
Meu corpo não é uma tela
Meu corpo agora é uma parede de um vaso sanitário

Eu não acredito mais
Eu não acredito mais

Criado por lobos
Mais forte que o medo
Criado por lobos
Nós fomos criados por lobos
Criado por lobos
Mais forte que o medo
Se eu abrir os meus olhos
Você vai desaparecer

(Correndo selvagemente)

O garoto vê o pai dele
Esmagado debaixo do peso
De uma cruz de uma paixão
Onde a paixão é o ódio
Ford Escort azul
Vou detonar e será sua cova
Sangue na casa
Sangue na rua
As piores coisas do mundo
São justificadas pela crença
Placa 1385-WZ

Eu não acredito mais
Eu não acredito mais

Criado por lobos
Mais forte que o medo
Criado por lobos
Nós fomos criados por lobos
Criado por lobos
Mais forte que o medo
Se eu abrir os meus olhos
Você vai desaparecer

(Correndo selvagemente)

As imagens e animações exibidas no telão da turnê iNNOCENCE + eXPERIENCE - Parte 01


Em sua nova turnê iNNOCENCE + eXPERIENCE, o U2 possui um telão dupla face que fica de lado. O telão acompanha a passarela que liga a parte “I” do palco até a parte “E”, e assim ambos os lados da arena assistem as mesmas imagens e animações projetadas nas telas.

Confira agora a 1° parte de performances do U2 nesta turnê, que mostram as imagens e animações que são exibidas nas telas durante os shows:

"Until The End Of The World" - O duelo entre Bono e The Edge agora acontece na passarela interna do telão, e antes disso uma imagem enorme de Bono é projetada contra o Edge:


"Even Better Than The Real Thing"


"Stephen Hawking Intro/Miracle Drug"


"Bullet The Blue Sky" - O telão traz imagens do mercado de ações e trabalhadores de Wall Street, aparentemente sugerindo que o dano feito uma vez por caças americanos agora está sendo feito por homens em ternos em instituições financeiras gigantes.


"Iris (Hold Me Close)" - Com imagens no telão de um vídeo Super 8 colorido da mãe de Bono, no casamento de sua irmã, com um vestido verde limão, da letra de "Lemon". She wore lemon / But never in the daylight / She's gonna make you cry / She's gonna make you whisper and moan / A man makes a picture / A moving picture / Through the light projected / He can see himself up close."
E também em um vídeo preto e branco jogando rounders (um tipo de beisebol) na praia de Rush.

Termina com uma animação da lâmpada iluminando o quarto de Bono na casa de número 10 da Cedarwood Road.


"Raised By Wolves" - A introdução traz um carro bomba Ford Escort estacionado, que explode e dá início a história contada por Bono na letra.
Fotos das vítimas dos atentados em Dublin e Monaghan aparecem no final.


"Song For Someone" - Um vídeo mostra o filho de Bono, Elijah, interpretando o seu pai aos 18 anos de idade (ano de 1978) no quarto da casa de número 10 da Cedarwood Road. Vemos outros dois cômodos: a sala e a cozinha, recriando o ambiente após a morte de Iris.
Na parede vemos fotos do The Clash e Kraftwerk, este com a capa do álbum The Man-Machine, lançado em 78.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

U2 revela que "Pride (In The Name Of Love)" não seria tocada na turnê iNNOCENCE + eXPERIENCE


Matéria do site Los Angeles Times, em uma entrevista em uma suíte na cobertura do hotel um dia após o show do U2 no SAP Center:

A produção da nova turnê do U2, chamada de iNNOCENCE + eXPERIENCE, compartilha uma intimidade pessoal junto com 'Songs of Innocence', o álbum autobiográfico da banda lançado no ano passado.
Eles tiveram a ideia de colocar uma única lâmpada iluminando os integrantes na abertura. Isso evoca Bono em sua adolescência no quarto da casa na Cedarwood Road, onde ele aprendeu sobre música.
Um tempo depois daquela lâmpada balançando de forma solitária no palco, em um design que leva aos primeiros dias do U2, o concerto se expande para incorporar dois estágios adicionais e um telão do tamanho de um outdoor, com luzes e artes visuais; o sistema de som, com alto-falantes posicionados no teto. Tudo isso é mais um avanço tecnológico da banda.
"O que estamos tentando na comunicação é uma espécie de derramamento emocional, de vidas que vivi no passado e olhando para a frente no futuro", disse Bono. "Queremos conectar as pessoas à performance da banda".

A turnê também dá ao U2 a oportunidade para se reposicionarem ao público depois de seu acordo com a Apple, que colocou 'Songs Of Innocence' nas bibliotecas do iTunes de um número estimado de meio bilhão de pessoas e levou a uma reação entre os usuários que viram a façanha como uma invasão de sua privacidade digital. Bono fez um pedido de desculpas depois.
Mas o pedido de desculpas não conseguiu combater uma crescente percepção de que o U2, com uma roupagem punk quando lançaram seu primeiro álbum em 1980, tinham se tornado muito grandes, muito arrogantes, muito seguros de sua própria importância. Esta turnê, em contraste com a enorme turnê anterior em estádios, visa corrigir essa impressão ou, pelo menos, para enfatizar, um lado diferente do grupo, mais pessoal.
Bono desafia a noção de que a nova turnê represente uma tentativa de controlar os danos.
"Há um ponto para a intimidade. Nós temos uma história que queremos contar, que é: o que faz de uma pessoa, um artista? Por que quer estar em uma banda?"
No concerto, o U2 atua no meio de um vídeo que reflete alguns dos incidentes formativos da adolescência do Bono, incluindo a violência política que assolou a Irlanda na década de 1970 e a morte de sua mãe quando o cantor tinha 14 anos. O show também contém referências sonora e visuais, da música que influenciou o U2: Kraftwerk, Ramones, Johnny Cash.

A banda reconhece que os concertos oferecem a oportunidade de apresentar seu novo álbum. "Independentemente de como este disco foi lançado, nós estaríamos em turnê dele. Nós estaríamos tocando as músicas", disse Larry Mullen. "Isso é o que fazemos."
'Songs Of Innocence' não foi um lançamento de impacto como o U2 está acostumado a fazer. A música parecia escorregar para fora da conversação cultural com uma velocidade ainda mais notável dado o recrutamento do grupo de jovens escritores de música-produtores como Ryan Tedder e Paul Epworth, que já trabalharam com Beyoncé e Adele.
Parte do problema foi o acidente de Bono, que obrigou a banda a cancelar todos os planos para promover o álbum, incluindo uma temporada de uma semana no The Tonight Show com Jimmy Fallon, e uma aparição altamente publicitada no concerto acústico de natal da rádio KROQ-FM.
Quase nove meses depois que o álbum foi lançado, no entanto, também parece claro que 'Songs of Innocence' foi mal servido por sua chegada vindo do nada. Grande parte do material do álbum que está sendo usado na turnê — como a sonhadora "Every Breaking Wave" e "Song For Someone", se revelam mais lentas. Elas precisam de um certo tempo, que muitos usuários do iTunes não estavam dispostos a dedicar para o álbum.
The Edge disse: "Nós construímos nossas músicas, então elas não se desgastam rapidamente, e muitas vezes, isso significa que elas demoram um pouco mais para se conectar. A turnê é um jeito de entramos debaixo da pele das canções".
A banda está tentando descobrir agora o que eles têm, disse Bono, acrescentando que "cantar uma música diante de uma multidão de pessoas permite que você rapidamente saiba se realmente funcionam ou não. E temos um monte de músicas que funcionam. Então as novas canções precisam funcionar."

No show, enquanto Bono estava incentivando doações para a sua organização de prevenção e tratamento da AIDS, a (RED), Bono descreveu Bill Gates como "a mais profunda influência na minha vida como ativista". E para "The Sweetest Thing" o vocalista convidou uma mulher para o palco para gravar a performance da banda para o serviço de transmissão ao-vivo Meerkat. Infelizmente, isso não deu muito certo, pois a conexão não funcionou, e as telas não exibiram a imagem.
"Um conversa sobre algo embaraçoso", Bono disse no dia seguinte com uma risada. "Estamos no vale do silício e não conseguem nem Wi-Fi no prédio."
Perguntado por que vale a pena perseguir um esforço tão esquisito — especialmente tendo em conta o risco de dificuldade técnica — The Edge disse que ajuda a preservar um pouco da imprevisibilidade em um show que, mesmo sendo pessoal em seu conceito, ainda envolve caminhões de equipamentos caros e uma equipe que percorre a estrada e trabalha para mantê-lo funcionando. O mesmo vale, ele disse, pra variar o repertório de noite para noite e para trazer um garoto com uns 10 anos de idade ao palco, como Bono fez um concerto, para ajudar a cantar "City Of Blinding Lights."

No SAP Center, o U2 chegou ao próximo nível durante uma versão de arrepiar de "Pride (In The Name Of Love)". Por um lado, a melodia é infalível para agradar ao público, com uma letra que oferece a marca da assinatura do U2 da intensa consciência social.
Ainda que Bono insista com a canção, ele disse que a banda não tinha planejado originalmente tocá-la nesta turnê, e só funcionou tão bem assim assim porque veio no final de uma longa seqüência multimídia em que o grupo parece fazer conexões entre a luta de décadas da Irlanda e os mais recentes problemas em Baltimore e Ferguson. Obscura, mas estranhamente esperançosa, esta parte da performance foi uma resposta para a nostalgia que pode ter sobrecarregado o retorno consciente do U2 para sua juventude.
"A palavra 'rhema' nas Escrituras, significa 'a palavra de vida'. Eu amo a ideia de que uma canção está viva e pode ser feita presente outra vez", disse Bono.
Talvez seja uma outra maneira de dizer que uma velha canção pode permanecer útil?
"Exatamente", responde The Edge. "Quando falamos de permanecer relevantes, que é o que estamos tentando manter — é que esta música ainda é útil. E que nós, como uma banda, ainda somos úteis."

The Miracle (Of Joey Ramone) - Tradução

"Em algum ponto em 1977, o U2 começou a fazer música juntos, nós estávamos adorando a cena punk rock...
Lembro-me dos nossos primeiros shows. Eu cantava como uma menina... me sentia desconfortável , até que os Ramones aconteceu para mim como deve ter acontecido com todos. Porque Joey Ramone cantava como uma garota, ele amava todos as grandes sirenes...
Os 4 membros do U2 foram ver os Ramones tocando no State Cinema em Dublin. Tornou-se uma das grandes noites de nossas vidas..."

The Miracle (Of Joey Ramone)

I was chasing down the days of fear
Chasing down a dream before it disappeared
I was aching to be somewhere near
Your voice was all I heard]

I was shaking from a storm in me
Haunted by the spectres that we had to see
Yeah, I wanted to be the melody
Above the noise, above the hurt

I was young, not dumb
Just wishing to be blinded
By you, brand new
And we were pilgrims on our way

I woke up at the moment
When the miracle occurred
Heard a song that made some sense
Out of the world
Everything I ever lost
Now has been returned
In the most beautiful sound I’d ever heard

We got language so we can’t communicate
Religion so I can love and hate
Music so I can exaggerate my pain
And give it a name

I was young, not dumb
Just wishing to be blinded
By you, brand new
And we were pilgrims on our way

I woke up at the moment
When the miracle occurred
Heard a song that made some sense
Out of the world
Everything I ever lost
Now has been returned
In the most beautiful sound I’d ever heard

We can hear you, hear you
We can hear you
We can hear you, hear you

I woke up at the moment
When the miracle occurred
I get so many things I don’t deserve
Everything I ever lost
All the stolen voices
Will someday be returned
The most beautiful sound I’d ever heard

Your voices will be heard
Your voices will be heard

O Milagre (De Joey Ramone)

Eu estava perseguindo os dias de medo
Perseguindo um sonho antes dele desaparecer
Eu estava ansioso por estar em um lugar perto
Sua voz foi tudo o que ouvi

Eu estava tremendo por uma tempestade em mim
Assombrado pelos fantasmas que tínhamos que ver
Sim, eu queria ser a melodia
Acima do ruído, acima da dor

Eu era jovem, não mudo
Desejando apenas ser cegado
Por você, uma novidade
E nós éramos peregrinos em nosso caminho

Eu acordei no momento
Quando o milagre aconteceu
Ouvi uma música que fez todo sentido
Mundo afora
Tudo o que eu já havia perdido
Agora havia retornado
No mais belo som que eu já ouvi

Nós temos uma linguagem que não podemos nos comunicar
Religião, para que eu possa amar e odiar
Música, então eu posso intensificar a minha dor
E dar-lhe um nome

Eu era jovem, não mudo
Desejando apenas ser cegado
Por você, uma novidade
E nós éramos peregrinos em nosso caminho

Eu acordei no momento
Quando o milagre aconteceu
Ouvi uma música que fez todo sentido
Mundo afora
Tudo o que eu já havia perdido
Agora havia retornado
No mais belo som que eu já ouvi

Nós podemos ouvi-lo, ouvi-lo
Nós podemos ouvi-lo
Nós podemos ouvi-lo, ouvi-lo

Eu acordei no momento
Quando o milagre aconteceu
Eu recebo tantas coisas que eu não mereço
Tudo o que eu já havia perdido
Todas as vozes roubadas
Algum dia retornarão
O mais belo som que eu já ouvi

Suas vozes serão ouvidas
Suas vozes serão ouvidas

Video: o teste do aplicativo 'Punkerator' para o telão do videoclipe de "Invisible"


O videoclipe de "Invisible" do U2 foi encomendado por Jefferson Hack (diretor criativo do U2 e fundador da revista Dazed & Confused) em colaboração com a MLF e Juliette Larthe e Mark Logue de PRETTYBIRD, o projeto usou 3D interativo de arquitetura de luz e vídeo, para traduzir diretamente da banda e o movimento do público (1000 pessoas presentes) em imagens panorâmicas.

Os responsáveis pelos efeitos produzidos no telão atrás da banda, explicam:

"Queríamos criar algo visceral; algo que parecia ser perfeitamente ligado ao desempenho do U2. Cada movimento que fizeram e o som que veio dos instrumentos foi ligado no nosso app 'The Punkerator' e canalizado para o equipamento de iluminação e LEDs. Foi em tempo real.
É um app realmente flexível realtime personalizado feito em OpenFrameworks que nos permite fazer o palco interativo, então nós podemos amplificar performances - neste caso do U2. Nos 
permite levar dados ao vivo de artistas que correm, saltam, traduzindo esses movimentos em massa de sistemas de partículas de som reativa. Foi desenhado para conduzir o equipamento de iluminação com um pixelmap em tempo real e é 'tudo em sliders' que significa que há muita versatilidade e tem muita diversão!"

Confira um vídeo para o teste da tecnologia utilizada no videoclipe de "Invisible":

domingo, 24 de maio de 2015

Video: Anthony Mason entrevista o U2 para o CBS Sunday Morning


Se passaram quatro anos desde que "a maior banda do planeta" terminou uma turnê pelo mundo.
Agora, o novo show do U2, a turnê iNNOCENCE + eXPERIENCE, deixa os grandes estádios ao ar livre, e vai para arenas fechadas. Anthony Mason se reuniu com os membros da banda em Vancouver para discutir os novos planos do grupo.

A matéria foi ar hoje no CBS Sunday Morning, e você confere abaixo, com legendas em português graças ao site U2 BR.

Ative a legenda no player!



Extra para a Web:


Extra para a Web 2: 

Song For Someone - Tradução

"Minha mãe morreu justo quando eu estava descobrindo as meninas. Uma das meninas que eu estava descobrindo era Ali Stewart... ela chegou na Mount Temple no mesmo mês."

You got a face not spoiled by beauty
I have some scars from where I’ve been
You’ve got eyes that can see right through me
You’re not afraid of anything you’ve seen
I was told that I would feel nothing the first time
I don’t know how these cuts heal
But in you I found a rhyme

If there is a light
You can’t always see
And there is a world
We can’t always be
If there is a dark
That we shouldn’t doubt
And there is a light
Don’t let it go out

And this is a song
A song for someone
This is a song
A song for someone

You let me into a conversation
A conversation only we could make
You break and enter my imagination
Whatever’s in there
It’s yours to take
I was told I’d feel nothing the first time
You were slow to heal
But this could be the night

If there is a light
You can’t always see
And there is a world
We can’t always be
If there is a dark
Within and without
And there is a light
Don’t let it go out

And this is a song
A song for someone
This is a song
A song for someone

And I’m a long way
From your hill of Calvary
And I’m a long way
From where I was and where I need to be
If there is a light
You can’t always see
There is a world
We can’t always be
If there is a kiss
I stole from your mouth
And there is a light
Don’t let it go out

Você tem um rosto que não foi mimado por sua beleza
Eu tenho algumas cicatrizes de onde eu estive
Você tem olhos que podem ver através de mim
Você não tem medo de nada que você já tenha visto
Me disseram que eu não sentiria nada pela primeira vez
Eu não sei como curar esta ferida
Mas em você eu encontrei uma rima

Se há uma luz
Você não pode vê-la sempre
E há um mundo
Não podemos estar nele sempre
Se há uma escuridão
Que nós não devemos duvidar
E há uma luz
Não deixe ela apagar

E esta é uma canção
Uma canção para alguém
Esta é uma canção
Uma canção para alguém

Você me coloca em uma conversa
Uma conversa que só nós poderíamos ter
Você faz uma pausa e entra em minha imaginação
Tudo o que está lá dentro
É seu para você pegar
Me disseram que eu não sentiria nada pela primeira vez
Você estava lenta para curar
Mas isto poderia ser a noite

Se há uma luz
Você não pode ver sempre
E há um mundo
Não podemos estar nele sempre
Se há uma escuridão
Que nós não devemos duvidar
E há uma luz
Não deixe ela apagar

E esta é uma canção
Uma canção para alguém
Esta é uma canção
Uma canção para alguém

E eu tenho um longo caminho
Para a sua Colina do Calvário
E tenho um longo caminho
De onde eu estava e onde eu preciso estar
Se há uma luz
Você não pode ver sempre
E há um mundo
Não podemos estar nele sempre
Se há um beijo
Eu roubei da sua boca
E há uma luz
Não a deixe ir embora

A segunda noite de shows do U2 em Phoenix pela turnê iNNOCENCE+ eXPERIENCE


O U2 realizou ontem a noite em Phoenix, Arizona, o segundo de dois shows pela turnê iNNOCENCE+ eXPERIENCE.
Durante o show de Bono fez várias alusões ao sucesso da votação na Irlanda em favor da legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Durante "Pride (In The Name Of Love)", ele fez um discurso:

"Este é um momento de agradecer as pessoas que nos trazem a paz. É um momento para agradecer as pessoas que trouxeram paz ao nosso país. Hoje temos paz na Irlanda! E de fato, neste mesmo dia temos uma verdadeira igualdade na Irlanda.
Porque milhões votaram ontem para dizer: 'o amor é a lei suprema na terra! Amor!
A maior taxa de participação na história do estado.
Porque se Deus nos ama, não importa quem nós amamos, de onde viemos."

Bono então mudou a letra da canção para "Livre finalmente, eles tiraram sua vida, mas eles não podem tirar seu orgulho gay".
A introdução de "Beautiful Day" começou com uma declaração de que "sim, é um belo dia!" e a canção terminou com um trecho da letra de "One": "o amor é um templo, o amor a lei maior".
A canção tocada no final do concerto para o público deixar a arena foi "Same Love" de Macklemore & Ryan Lewis.

No início do show, Larry se confundiu e iniciou a bateria de "Vertigo", enquanto o resto da banda iniciava a canção correta, que era "Out Of Control". Ele contornou bem, como vemos no vídeo abaixo.

Os shows anteriores tiveram uma chuva de recortes em cima do público. Páginas rasgadas com Salmos de Eugene Peterson, e páginas dos livros 'Alice No País Das Maravilhas' e 'O Inferno', a primeira parte da 'Divina Comédia' de Dante Alighieri, entre outros de literatura.
Antes deste show começar, vários livros foram colocados nos cantos do palco "e". No final de "Raised By Wolves", Bono começou a rasgar as páginas destes livros e jogou para o público. Isto inspirou um trecho de "out damned spots!" de Macbeth durante o final de "Until The End Of The World".

"Miracle Drug" voltou ao setlist, junto com "One", "Angel Of Harlem", "When Love Comes To Town".


ÁUDIO:

sábado, 23 de maio de 2015

Site oficial do U2 disponibiliza pra assinantes o download da canção que abre o disco 'U2 Another Time, Another Place: Live At The Marquee London 1980'


O novo brinde do site U2.COM para os assinantes é um vinil duplo chamado 'U2 Another Time, Another Place: Live At The Marquee London 1980', que começará a ser distribuído em breve.
Para quem já renovou ou assinou para receber o vinil, o site disponibiliza para download em MP3 a canção que abre o disco: a faixa "The Ocean".

CLIQUE AQUI

"In God's Country" faz sua estreia na turnê iNNOCENCE+ eXPERIENCE


O U2 deu sequência na noite de ontem na turnê iNNOCENCE+ eXPERIENCE, com um show em Phoenix, Arizona.
Antes do início do espetáculo, a primeira mudança em relação às noites anteriores da turnê: a versão de "Beat On The Brat" com samplers de "Discotheque" e "Even Better Than The Real Thing", não foi utilizada para a banda entrar no palco. Ela foi substituída pela canção "People Have The Power" de Patti Smith.

Então a banda apresentou uma abertura alternativa para o show. Com as luzes acesas, Edge, Larry e Adam chegam no palco principal para os acordes de abertura de "The Miracle (Of Joey Ramone)". Chegando do outro lado da arena, no palco "e", Bono caminha para se juntar ao resto dos integrantes - e quando a banda encontra-se o show já está em andamento.
O público até o momento foi o que mais cantou as canções junto com o U2, que mais agitou. O público com maior energia que o U2 se apresentou na iNNOCENCE+ eXPERIENCE. E Bono com a voz muito boa.
A novidade da noite veio no set acústico, que teve uma duração mais longa devido a interação da banda com o público, sendo até agora o mais descontraído de todas as apresentações.
Bono chamou um fã para tocar violão junto com a banda, e pela primeira vez desde a turnê Elevation em 2001, tocaram uma versão acústica mais lenta improvisada de "In God's Country", do disco 'The Joshua Tree' (disco que teve 4 canções tocadas na noite). A canção não estava planejada e não foi impressa no setlist. E devido a isso, Bono se perdeu um pouco na letra.


A letra da canção foi inspirada no deserto do Arizona, onde a banda esteve durante 'The Joshua Tree'. O deserto do Arizona é muita vezes chamado de "Terra de Deus". A maior cidade do Arizona é Phoenix.
Bono também trouxe ao palco três irmãs para dançarem durante "Mysterious Ways" e "Desire".



O novo empresário do U2, Guy Oseary, esteve presente no concerto, e muito empolgado, tocou bateria imaginária durante parte de "Bullet The Blue Sky", e dançou durante "Pride (In The Name Of Love)"

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Adam Clayton, cada vez mais brasileiro


Adam Clayton vem utilizando frequentemente o Instagram do U2, e agora postou uma foto de seus "companheiros antes da hora de dormir".
Vemos seus óculos de leitura, 5 livros e seu relógio de pulso.

Agora casado com uma brasileira, Mariana Teixeira de Carvalho, um dos livros lidos por Adam é 'Móvel Moderno no Brasil', de Maria Cecilia Loschiavo dos Santos!

A história do design do mobiliário brasileiro é apresentada no livro por eixos cronológicos e temáticos, que se combinam de modo variado, realçando o design, a identidade e a vitalidade do móvel no período analisado. O livro analisa obras pioneiras das décadas de 1920 e 1930, que ensaiavam os conceitos modernos no Brasil, como os móveis criados pelo escritor Mário de Andrade e pelo pintor Lasar Segall, além do arquiteto Gregori Warchavchik, autor das primeiras casas modernistas do Brasil, do multi-artista John Graz e da experiência inovadora da Cama Patente.

Outro livro que Adam está lendo é uma edição em inglês de Budapeste, de Chico Buarque!

Em Budapeste o narrador José Costa é um ghost-writer, pessoa especialista em escrever cartas, artigos, discursos ou livros para terceiros, sob a condição de permanecer anônimo. Costa escreve os textos na Cunha & Costa Agência Cultural, firma em que é sócio com o seu amigo de faculdade Álvaro Cunha, este especializado em promover o trabalho de José Costa.
Na volta de um congresso de autores anônimos, Costa é obrigado a fazer uma escala imprevista na cidade título do romance, o que desencadeia uma série de eventos que constituem o centro da trama: casado com a apresentadora de telejornais Vanda, Costa conhece Kriska na Hungria, que o apelida de Zsoze Kósta e com quem aprende húngaro - segundo o narrador, "a única língua do mundo que, segundo as más línguas, o diabo respeita". Entre as diversas idas e vindas entre Budapeste e o Rio de Janeiro, a trama se alterna entre o seu enfeitiçamento pela língua húngara e o seu fascínio em ver seus escritos publicados por outros, bem como o seu envolvimento amoroso com Vanda e Kriska.

California (There Is No End To Love) - Tradução

Em "California (There Is No End to Love)", faixa de 'Songs Of Innocence', Bono discorre sobre a primeira viagem do U2 para a Califórnia, no início dos anos 80.
"As primeiras viagens são emocionantes... geograficamente, espiritualmente, sexualmente...A primeira vez que você vê uma orquídea ou uma auto-estrada ou uma banda de rock n' roll em pleno vôo, fica tatuado sob sua pele."

Barbara, Barbara, Santa Barbara

California
Then we fell into the shining sea
The weight that drags your heart down
Well, that’s what took me
Where I need to be
Which is here, out on Zuma
Watching you cry like a baby
California, at the dawn
You thought would never come
But it did like it always does

All I know
And all I need to know
Is there is no
Yeah, there is no end to love

I didn’t call you
Words can scare a thought away
Everyone’s a star in our town
It’s just your light gets dimmer
If you have to stay
In your bedroom, in a mirror
Watching yourself cry like a baby
California, blood orange sunset
Brings you to your knees
I’ve seen for myself
There’s no end to grief
That’s how I know

That’s how I know
And why I need to know
That there is no
Yeah, there is no end to love
All I know and all I need to know
Is there is no
Yeah, there is no end to love

Barbara, Barbara
There is no end to love

All I know and all I need to know
Is there is no
Yeah, there is no end to love
We come and go
But stolen days you don’t give back
Stolen days are just enough

Barbara, Barbara, Santa Barbara

Califórnia
Então caímos no mar brilhante
O peso que arrasta o seu coração para baixo
Bem, isso é o que me levou
Para onde eu preciso estar
Que é aqui fora, em Zuma
Vendo você chorar como um bebê
Califórnia, no alvorecer
Que você pensou que nunca chegaria
Mas ele veio, como sempre fez

Tudo o que sei
E tudo o que preciso saber
É que não há
Não há um fim para o amor

Eu não te liguei
Palavras podem afugentar um pensamento para longe
Todo mundo é uma estrela em nossa cidade
É apenas sua luz ficando mais fraca
Se você tiver que ficar
Em seu quarto, no espelho
Olhando à si mesmo chorar como um bebê
Califórnia, pôr do sol vermelho sangue
Te colocando de joelhos
Eu vi por mim mesmo
Não há fim para a dor
É assim que eu sei

E tudo o que eu sei
E tudo o que eu preciso saber
É que não há fim
Não há um fim para o amor
Tudo o que sei e tudo o que eu preciso saber
É que não há fim
Não há um fim para o amor

Barbara, Barbara
Não há um fim para o amor

Tudo o que sei e tudo o que eu preciso saber
É que não há fim
Sim, não há um fim para o amor
Podemos ir e vir
Mas dias roubados você não devolve
Dias roubados apenas são o suficiente

U2 participa do Red Nose Day da NBC com performance de "Song For Someone"


O U2 se juntou à outros vários artistas para o Red Nose Day da NBC. O evento realizado pela primeira vez nos Estados Unidos, após três décadas de angariação de fundos no Reino Unido, arrecada dinheiro para apoiar instituições de caridade ajudando crianças que vivem na pobreza na América e no resto do mundo.
Bono dedicou o último single da banda, "Song For Someone" durante o show em Vancouver, em 15 de maio.
O vídeo pro shot pré gravado do U2 foi apresentado por Elisabeth Moss, que disse que a performance foi realizada especialmente para o evento.
"Esta noite, uma canção para quem apoia o Red Nose Day em toda a América", disse Bono. O desempenho do U2 foi mostrado no Teleton em uma edição trazendo vídeos do sofrimento de crianças pelo mundo.

U2 presta homenagem ao aniversário de Anton Corbijn


O holandês Anton Corbijn é o fotógrafo principal do U2 desde 1982.
Em comemoração ao seu aniversário, a banda via Instagram postou uma foto montagem em sua homenagem. Com os dizeres "Feliz Aniversário Anton", eles pegaram a capa do disco 'The Joshua Tree' (cuja fotografia original foi tirada por Anton), e no lugar deles no deserto, colocaram uma montagem deles vestidos de músicos de rua, do dia em que tocaram no metrô de Nova York algumas canções para as gravações do programa 'The Tonight Show' com Jimmy Fallon.
Embaixo da foto, está escrito: "This is what we look like when you're not around" (É assim que nós nos parecemos quando você não está por perto).
Um trocadilho com "And I miss you when you're not around", da letra de "City Of Bliding Lights".

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Por dentro da 'Inocência': no backstage com Bono e The Edge - Parte 2


Em entrevista para a Rolling Stone, Bono e The Edge contam segredos da nova turnê do U2, iNNOCENCE + eXPERIENCE. Eles falam sobre iniciar o show com canções dos primeiros anos da banda, sobre a ideia de Bono em ainda fazer parte do show com canções acústicas, sobre Bono não poder tocar guitarra.

Os fãs de alguma maneira tem em suas mãos algumas listas com músicas que vocês estão ensaiando como "I Will Follow" e "Out Of Control". Presumo que vocês estão iniciando o show com os primeiros anos da banda.
The Edge: Esse é o pensamento. Isso funciona. É um ótimo lugar para começar, como em alguns dos nossos primeiros shows em clubes de Dublin. Um que tocamos era chamado de McGonagle, então dizemos que este é o momento McGonagle do show. Claro, não podia ser mais simples para encenar no palco. Então vamos aproveitar essas peças incríveis de hardware que construímos para o show. Fica muito legal e muito surreal e psicodélico, e então nós vamos levar isso para outro lugar novamente. Há quatro diferentes fases dentro do show, com sentimentos muito diferentes. Então estamos amarrando isso juntos. Fazer o arco emocional neste trabalho é o verdadeiro desafio.

Bono: Quando se olha para o hardware, o que é ótimo nisso é que não é tão intrusivo quando se apaga. Você pode ver através dele. Você pode ser perdoado por pensar: "Este é um longo caminho desde o punk rock". Mas o que foi o cerne do punk rock para nós era o desejo de se comunicar de forma igual com seu público, ou seja, não há nenhuma divisão entre você e as pessoas que vem falar com você. Na verdade, nós acabamos em nossa audiência em grande parte do tempo. Acabamos dormindo na casa das pessoas e eles nos nossos quartos. Há aquela democracia.
Iggy Pop foi sempre o intérprete para mim. Esse cara, no geral, não estava satisfeito estando apenas no palco. A quebra da quarta parede tem sido o tema de todos os shows ao vivo do U2. Isso volta lá para aquele público em Los Angeles com uma bandeira branca e, bastante estranhamente, terminando em uma briga, em nosso próprio público, com a bandeira da não-violência. Eu acabei perdendo minha cabeça. Foi patético. Mas no desenvolvimento do palco B, o palco satélite, nós fomos os primeiros a fazer isso, uma vez que os monitores in-ears foram inventados e se tornou possível. Então em vez de só olhar para o telão ajudando, nós novamente inovamos e transformamos em telas de vídeo com a Zoo TV e depois com a Popmart para o próximo nível. Todas essas inovações saíram de nossas mentes, voltando lá em 1979. "Não há nenhum deles, apenas nós." Fazer o assento de trás do lugar, o melhor lugar, é seu dever como um artista.

Sua incapacidade de tocar guitarra muda alguma coisa? É difícil de tocar "One" agora porque você sempre tocou nela?
Bono: Você sabe, eu sempre penso que levava ela para longe quando a tocava. Eu sei que estamos rindo que a banda parece não sentir muita falta da minha guitarra sendo tocada, mas eu não sinto tanta falta no palco. Sinto falta do palco. Sinto falta disso agora. Sinto falta do camarim. Sinto falta quando você quer escrever algo e você não pode ouvir o que está na sua cabeça. Também temos Terry World. Terry [Lawless] está lá, tocando teclados ou ele vai fazer alguma coisa para preencher, ou então, só vamos deixá-lo lá embaixo. Ontem ensaiamos uma versão de "Mysterious Ways" apenas com um violão. É uma grande diversão. Isso funciona.

Eu vi uma lista de 43 músicas que vocês ensaiaram. Quanto do show vai mudar de uma noite para outra em uma cidade?
The Edge: Temos que fazer um show, e ficarmos satisfeitos com ele... e então nós vamos descobrir.

O quanto diferente você acha que os shows serão em algumas semanas ou meses à partir de agora?
Bono: Eu estava pensando hoje na passagem de som que nós não temos muito de uma seção acústica. Eu adoraria uma segunda noite considerando fazer 30 minutos de canções acústicas, por que não? Então, nós podemos tocar. Quantas canções que você disse que ensaiamos?

Eu vi uma lista de 43.
Bono: Edge, você diria que isso é verdade?

The Edge: já passei por 60 músicas para a turnê. Eu não tenho tocado todas elas com a banda. Eu tenho 60. Eu contei. Sobre ele tocando guitarra, sinto falta. Eu particularmente sinto falta quando eu tenho que ir em um solo e não há nenhum Bono lá para me apoiar. Eu penso: "Oh droga. Isso é uma coisa muito diferente."

Bono: Se você ouvir um monte dos grupos na década de 70, Edge, muitos deles não tem uma guitarra de apoio. Mesmo o The Who. Se coloca mais ênfase no baixo, mas obrigado por dizer isso. Estamos muito agradecidos.

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