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quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Makes The Future The Past: pelas ruas de Chicago em 1981


Em 1981, o U2 estava realizando shows da turnê do disco 'Boy' pelos EUA, e em um dia de folga, saíram por Chicago tirando algumas fotos, que aparecem apenas Bono, Larry e Adam.
Em duas destas fotos, vemos atrás da banda o famoso Woods Theatre, inaugurado em 1918, e que acabou sendo demolido em 1990. O filme em cartaz naquele dia em 1981 era o terror 'The Howling'.



O Cinema Woods foi demolido em 1990.



VIDEO EM 360:
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Agradecimento: Márcio Fernando, músico e colaborador do blog

Histórias do motorista do ônibus da turnê ZOOTV do U2


Heavy Duty era o nome de um dos motoristas que dirigia o ônibus do U2 através de toda a América, na turnê ZOOTV. Ele também trabalhou em turnê com Paul McCartney, Paul Simon e Grateful Dead. Ele disse: "Eu já gostava do U2. Eu era fã deles desde os primeiros anos, eu comprava as importações dos seus discos antes de eles serem lançados nos Estados Unidos."
Sua canção favorita do U2 do momento naquele momento era "The Fly". Ele estima que seu ônibus de $500.000, com uma festa de até 12 membros da equipe a bordo, com duas salas de estar, banheiro, cozinha e todos os confortos modernos, viajou aproximadamente 40.000 milhas até ao final da parte Outside Broadcast da Zoo TV Tour. Ele assistiu o show cerca de 40 vezes e afirma que "ficava melhor à cada vez."
Ele não pôde assistir todos os shows, pois ele tinha que dormir e estar preparado para as viagens durante a noite, depois dos concertos. "O que eu gosto sobre este grupo é que eles têm tempo para conversar com você", diz ele. "Alguns outros artistas podem ser arrogantes e esnobes, talvez eles acham que a equipe está abaixo deles, mas é a equipe que faz o show bem todas as noites". Ele se lembra de uma noite em especial dos shows, em Los Angeles, onde estavam Jack Nicholson, Sean Connery, Mel Gibson, Billy Idol, Sean Penn, Winona Ryder e Julia Roberts: "Diabos, quase todos de Hollywood estavam lá, havia mais estrelas ali do que na premiação do Oscar."

Os integrantes do U2 também pediam autógrafos


O DJ / jornalista BP Fallon em 1993 perguntou para os integrantes do U2 qual o autógrafo mais precioso que eles tinham guardado.

LARRY: Uma foto autografada do time de futebol irlandês, tirada na Itália e que existem apenas duas, e eu tenho uma delas, e isso é um verdadeiro tesouro.

BONO: O primeiro autógrafo que peguei foi de Eugene Lambert (primo de BP Fallon) que tinha um teatro infantil de marionetes.

THE EDGE: Eu realmente nunca fui de pedir autógrafos. Eu tenho um de BB King que é um verdadeiro tesouro.

ADAM: Mohammad Ali. Meu avô estava construindo o Aeroporto de Dublin, Ali estava chegando e meu avô pensou "Oh, preciso conseguir para o Adam", e eu tinha 7 anos na época e realmente não significou muito para mim, mas agora só o fato dele ter tido esta atitude pensando em mim, significa muito para mim, porque eu sei como é difícil para alguém pedir um autógrafo. Ele foi uma grande figura para a mente dos negros americanos, as pessoas se identificam com ele. Tenho um de Johnny Cash, ele me deu um livro 'The Man In Black' e ele autografou.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Makes The Future The Past: no pequeno beco localizado na área Temple Bar


Em Dublin, no ano de 1980, o U2 realizou uma sessão de fotos em um local conhecido como Merchant's Arch, uma pequena passagem (um beco) localizado na área Temple Bar, margem sul do Rio Liffey. Ali existe uma loja de discos chamada Mojo's Records, onde normalmente eles vendiam cópias desta foto do U2 tirada no local.

O EXATO LOCAL ONDE A FOTO DO U2 FOI TIRADA:

A FRENTE DO LOCAL. A PASSAGEM ONDE O U2 FOI FOTOGRAFADO ESTÁ À DIREITA:


UM VIDEO EM 360°:
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Agradecimento: Márcio Fernando, músico e colaborador do blog

De volta ao Trinity College, Larry Mullen toca canção do U2 com banda de Dublin


O site @U2, com Fernanda Bottini, informa que Larry Mullen apareceu como convidado surpresa em um show da banda Usual Suspects em Dublin, no Trinity College, e tocou bateria em uma performance deles de "Vertigo" do U2.
Um integrante do Usual Suspects, Jim Chandler, brincou via twitter que eles fizeram parte da 'The Larry Mullen Band'! O U2 se apresentou algumas vezes no mesmo local, em seus primeiros dias no final da década de 70.

Um trecho da apresentação foi disponibilizado no Facebook de Trevor Cullen:



O diretor Phil Joanou fala sobre seus videoclipes preferidos que dirigiu para o U2


O diretor Phil Joanou foi entrevistado pelo site 'Money Into Light', e falou sobre as gravações do filme-concerto 'Rattle And Hum' do U2. Ele também revelou quais são os videoclipes prediletos que dirigiu da banda:

"Na verdade são dois. O primeiro é "One", de 'Achtung Baby'. Eles já tinham lançado uma versão muito oblíqua e artística, mas ainda não tinha emplacado na MTV, então me chamaram num sábado e eu voei para fora para se encontrar com eles em turnê. Nós tivemos a ideia (Bono cantando em um bar), e o vídeo foi ao ar sete dias depois. Ele foi número um e foi muito bem sucedido para eles. Fiquei muito feliz com a performance que Bono realizou, onde ele se sentou em uma mesa e olhou bem para a câmera e se entregou à música de uma forma muito direta. Ele não podia fazer nada do que ele fazia ao vivo. Ele estava parado, sentado. Eu lhe pedi para não cantar a linha logo após ' you say ' e que acabou sendo algo que todos pareceram gostar. Foi também um importante trabalho para mim porque foi a primeira coisa que fiz para eles depois de 'Rattle And Hum' e eu admito que eu estava me perguntando se algum dia eu trabalharia novamente em algo para eles. Mas me chamaram no álbum logo após o filme. Continuei com eles, e ainda dirigi mais 6 videoclipes para a banda ao longo dos anos.
O outro é "Sometimes You Can't Make It On Your Own", de 'How To Dismantle An Atomic Bomb' (2004). É sobre Bono e sua relação com seu pai. O pai do Bono estava morrendo quando ele escreveu isso e foi muito, muito pessoal para ele. É uma música verdadeiramente bonita e poderosa em todos os sentidos. É uma das minhas favoritas que o U2 já produziu. Quando Bonome pediu para registrar o vídeo, não imagina como foi importante para mim porque eu sabia que a música era muito importante para ele. Foi ideia do Bono em gravar na casa de ópera em Dublin, onde seu pai cantou uma vez. Eu tive a ideia de Bono andar pelas ruas da cidade com a imagem em preto e branco, chegando finalmente no teatro onde há a transição para o colorido. (Suponho que de alguma forma foi tipo de uma homenagem ao nosso trabalho anterior, 'Rattle And Hum'). O que foi muito incrível naquele dia foi Bono cantando a canção sem precisar de um playback por trás das câmeras. Ele tinha um monitor no ouvido com a canção sendo tocada só para ele (nós ali não conseguíamos ouvir a faixa) e, em seguida, ele estava cantando à capela e isso era tudo que ouvíamos. Só a voz dele, apenas o seu canto, que era tudo. Me dá calafrios até mesmo em pensar nisso – a incrível profundidade de emoção que ele trouxe para a performance. Era tão crua e real e tão pessoal. Sinceramente, nunca vi nada igual. Nós também filmamos ele cantando a música na casa que ele tinha crescido quando era um garoto. Outra pessoa é dona de lá agora, mas eles nos deram permissão para filmar lá, e em um ponto, ele está literalmente sentado no pequeno quarto onde ele dormiu durante toda a sua infância. Ele estava me contando histórias sobre sua família, seu irmão, seu pai e como ele perdeu a mãe dele. E então ele começa a cantar a música. Cara, era algo incrível. Enfim, eu amo essa música e eu amo como fizemos o vídeo. Em um nível pessoal, de todos os vídeos que já fiz para alguém, é o que sinto mais orgulho."

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Makes The Future The Past: lá atrás do Cotton Club na fase 'Achtung Baby'


O U2 realizou uma sessão de fotos em 1992 com Anton Corbijn, em uma escadaria na esquina da 12th com a St Clair PI, no Harlem, Nova York, atrás do famoso Cotton Club, uma casa noturna que esteve ativa durante a Lei Seca durante a década de 1920. A maioria dos shows que lá eram realizados se relacionavam a jazz.

Estas duas fotos, com três integrantes da banda e a com The Edge, apareceram no livro 'U2 & I - The Photos of Anton Corbijn'






UM VÍDEO 360° DO LOCAL:
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Agradecimento: Márcio Fernando, músico e colaborador do blog

Fotógrafo David Corio conta sobre seu trabalho com o U2


David Corio nasceu em Londres, Inglaterra, em 1960. Ele começou sua carreira profissional em 1978 tirando fotografias para a New Musical Express. Seu trabalho foi publicado no New York Times, The Times, Telegraph, The Face, Rolling Stone, Q e Mojo. Ele realizou sessões de fotos com o U2 ao longo da carreira da banda, e algumas são vistas no livro U2 BY U2.

O site U2PLACE realizou uma entrevista exclusiva com o fotógrafo:

O que inspirou você a seguir uma banda tão desconhecida como era o U2?

Eu fui comissionado pelo New Musical Express (NME) para ir para Cork, na Irlanda, onde o U2 estava tocando e saindo em turnê. Então, eu tive sorte de ter sido convidado para ir, e eu não tinha ouvido falar deles antes disso. Eu estive na estrada com eles viajando ao redor da Irlanda durante três dias em Cork, Tullamore e então uma noite ficamos na casa da mãe de Adam Clayton, perto de Dublin, dormindo no chão da sua sala.

Quais sentimentos e sensações você sentiu durante os shows e as sessões de fotos?

O primeiro show em Cork foi realmente emocionante e tinha algumas centenas de fãs entusiasmados, até esmagados na frente do palco, e mesmo naquela fase algumas canções pareciam grandes hinos. O segundo show foi muito diferente. Foi em um domingo em um pequeno clube chamado Garden Of Eden, e eles eram a banda de abertura para uma banda local que tocou todos os hits TOP 20 do dia. O público não estava interessado muito no U2 e apenas cerca de 10 pessoas foram para a frente do palco. Todo o resto do público ficou no bar e conversavam enquanto o U2 tocava. No backstage depois, Bono estava realmente chateado por eles não conseguirem convencer a multidão que eles eram bons, mas não pensaram que sua performance poderia não ser boa, por causa disso.

Na sua opinião eles mudaram durante os anos?

Eu acho que eles devem sim ter mudado. Fama e fortuna tem de ter um efeito sobre você, especialmente se você começa em uma família humilde. Embora eu tenha ouvido que Bono se lembra de todas as datas e locais de todos os shows que eles fizeram no início da carreira, eles são provavelmente mais memoráveis do que os grandes shows que fizeram em estádios. Eu continuo acompanhando para ver o que eles estão fazendo e ouvindo os seus novos lançamentos, mas não os sigo como eu fazia no início.

Tem alguma história mais engraçada de backstage para contar?

The Edge era o comediante do grupo e acho que o resto da banda tinha muito respeito com ele, assim como ele também é um grande músico. Fizemos uma sessão de fotos no telhado de um hotel numa manhã tipicamente irlandesa: fria, cinzenta e úmida. O resto da banda estava muito séria, mas talvez por causa de seu apelido, The Edge ficava em pé bem na borda do telhado inclinando e olhando para baixo, o que estava assustando os outros na banda. No backstage dos shows, era um momento de muita concentração antes de subirem ao palco, mas era descontraído e divertido, e bebiam umas cervejas depois, embora tenham ficado um pouco deprimidos depois do show em Tullamore.


Como eles funcionam na frente da câmera?

Bono e The Edge são os visuais com mais presença. Você pode ver isto na maioria das fotos do U2 tiradas por qualquer fotógrafo. É apenas uma personalidade natural. O cantor e o guitarrista geralmente são os mais fotografados na maioria das bandas, bem como eles tendem a estar na frente do palco. Larry Mullen é (ou era) muito tímido e quase escondido atrás dos outros quando eram fotografados.

Como o membros da banda cresceram durante os anos?

Acho que só de olhar para sua imagem, traz a consciência que eles cresceram muito, como a música deles tem crescido muito. Grandes locais de shows os colocou em grandes visuais de shows. Algumas bandas são sobrecarregadas pelos visuais de palco, mas acho que o U2 tem um bom trabalho de de cúpula e ainda conseguem ser o foco principal no palco, mesmo quando eles têm filmes mostrando o que acontece por trás dos shows.

Eles são pró-ativos durante as fotos?

Não quando eu estava fotografando eles. Tive de orientá-los um pouco como olhar para a câmera, mas é que ali era um ponto muito cedo na carreira deles, quando eles estavam menos preocupados com a imagem. Você pode ver isso só pela roupa que vestiam nas primeiras sessões. Como o grupo se tornou mais conhecido e começaram a criar mais do que uma imagem, eles se tornariam mais pró-ativos.

Eles são vaidosos? Quem é o mais egocêntrico?

Acho que a maioria dos músicos gostam de ser bem retratados, mas isso não significa que eles são necessariamente vaidosos. Acho que o Bono é provavelmente o mais egocêntrico do grupo – ele é o centro das atenções muito mais do que o resto da banda, e realiza a maior parte da conversa para a banda. Lembro que ele falava muito sobre David Bowie e a influência que ele foi para ele, isso na primeira vez que conversei com ele.


Quantas sessões de foto você fez para a banda?

A sessão no telhado do Cork Country Club Hotel e no backstage em dois shows em Cork e Tullamore, Irlanda, em 1980 e, em seguida, shows ao vivo e backstage em Londres no Acklam Hall em 1980, ao vivo no The Lyceum, Londres em 1980 e ao vivo no Hammersmith Odeon, Londres em 1983 e no Estádio dos Giants, na turnê Zoo em 1992.


O U2 toma qualquer decisão sobre a seleção de fotos?

Não para exposições ou quando eu tive que publicar elas em revistas, mas a banda escolheu a capa e todas as imagens para o livro 'U2 BY U2', e fiquei satisfeito que eles escolheram minha foto para a capa do livro a as capas de 'U218 Videos' e 'U218 Singles'.

Sabemos que você trabalhou também com a banda durante a turnê ZooTv. Quais são suas melhores lembranças da tour, de um ponto de vista gráfico?

Só fotografei um show ao vivo. Eles já estavam conscientes de sua imagem. Bono parecia muito bom com o cabelo mais comprido nas costas e vestido em couro preto brilhante.

O primeiro show da vida de cada integrante do U2


O DJ / jornalista BP Fallon em 1993 perguntou para os integrantes do U2 qual o primeiro show que eles haviam assistido na vida.

BONO: Havia uma banda de cabaré que tocava em nossa escola primária, o Ink Bottle em Glasnevin. Eu tinha 8 anos, e eu nunca superei o som de bateria. Quando fizemos nosso primeiro álbum, eu sonhava com o som de bateria. A bateria me trouxe para o rock ' n ' roll. Quer dizer, foi Larry que juntou o U2, ele era o único que poderia tocar o instrumento e foi suficiente para mim apenas ouvir sua bateria.

ADAM: Rory Gallagher no Carlton. Comprei o álbum 'Tattoo', gostava daquele e do 'Irish Tour 1974'. Eu fui a um show em 1974, eu tinha 14 anos.

LARRY: Um show de blues no Trinity College.

THE EDGE: Horslips em Skerries em 1975 ou 1976. Então eu vi o Thin Lizzy no Dalymount Park, The Jam e The Clash em teatros em torno da cidade, foi realmente um grande momento para concertos. Stiff Little Fingers, só grandes artistas, Elvis Costello, The Ramones...

sábado, 26 de novembro de 2016

Phil Joanou revela que peças de música que The Edge forneceu para o seu filme 'Um Tiro de Misericórdia', jamais foram lançadas em trabalhos do U2


O diretor Phil Joanou foi entrevistado pelo site 'Money Into Light', e deu mais detalhes sobre quando o U2 precisou recuar em fazer a trilha sonora de seu filme 'Um Tiro de Misericórdia' (State Of Grace - 1990):

"Levei o filme para Dublin e eu mostrei para eles lá. Fomos tomar uma cerveja depois, e eles disseram 'Estamos dentro. Queremos fazer a trilha sonora.' Eles realmente gostaram do filme e planejaram sobre ele por vários meses. Ia ser uma mistura de uma orquestração e um score de rock moderno. The Edge já tinha começado a trabalhar em algumas ideias e me enviou algumas faixas. Mas 'Achtung Baby' continuou avançando, e eles tinham ainda seis meses de gravações do álbum. Bono me ligou e disse 'Phil, sentimos muito, mas nós estamos aqui em Berlim e pensamos que iríamos conseguir, mas não. Nós vamos ter que voltar atrás.'. Mas na categoria 'tudo está bem quando acaba bem', isso me empurrou para os braços de Ennio Morricone. Foi totalmente incrível. Depois que a banda viu o filme, Bono e Edge me disseram 'Honestamente, não havia nenhuma maneira de nós termos escrito um score tão brilhante como o fez Ennio.' Para eles iria ser uma experiência. Com Ennio era como ter um pedaço da história do cinema na sala com você. O que ele forneceu para o filme é verdadeiramente especial."

Phil ainda fez uma revelação: aquelas peças de música que The Edge forneceu para o filme, jamais foram lançadas em trabalhos do U2.

"As peças de música que The Edge me enviou, foram realmente pequenos interlúdios musicais e ideias gerais. Nenhum deles eram peças finalizadas. The Edge gosta de improvisar muito e só toca musicalmente. Isso é em parte o motivo de seus álbuns demorarem para ser finalizados. Ele gosta de mexer e criar sons e texturas, e isso é o que ele me mandou, ao invés de peças inteiras que eu ouvia. Foi tudo muito preliminar, então aquilo eu nunca ouvi em uma forma real, em nada que eles tenham feito. Eu tenho certeza de que teria sido incrível."

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Makes The Future The Past: Basilique du Sacré Coeur de Montmartre, em Paris


Para a capa do disco 'War', de 1983, o U2 retratou o mesmo garoto Peter Rowen da capa de 'Boy', mas 3 anos mais velho, com as mãos atrás da cabeça e alguns ferimentos na boca.

Nas gravações do videoclipe de "Two Hearts Beat As One", uma rara foto de Peter foi tirada por Anton Corbijn, com ele refazendo a pose da capa de 'War'.

No videoclipe o U2 toca seus instrumentos na parte superior de um edifício branco, que é a Basilique du Sacré Coeur de Montmartre, em Paris. A Basílica aparece ao fundo na foto de Peter.

No videoclipe é vista atrás de Larry Mullen.
 

Confira fotos do exato local onde a banda realizou a performance.

Anton tirou uma foto com Peter Rowen, no mesmo local, e a foto de Bono que estampa a postagem também foi tirada nesta parte superior.

Em 1984, quando o U2 lançou o single de "Pride (In The Name Of Love)" já do álbum seguinte, 'The Unforgettable Fire', eles utilizaram em uma das versões, uma foto inédita das sessões com Anton Corbijn em 1983. A foto teve uma montagem:


O monumento que vemos à esquerda na foto do U2 é este:


Agradecimento: Márcio Fernando, músico e colaborador do blog

"Walk On" na interpretação de Steve Stockman


Steve Stockman, autor do livro 'Walk On: A Jornada Espiritual Do U2', em seu blog Soul Surmise:

Bono disse uma vez que, na década de 80, o U2 cantou sobre aquilo em que acreditavam, e na década de 90 que eles cantaram sobre o que não fizeram. Como o novo milênio surgiu para o U2 como um Beautiful Day (Belo Dia), eles foram para o que eles acreditavam. 'All That You Can’t Leave Behind' veio com cheio de espiritualidade.
A capa tem até uma pista sobre o estado da temperatura espiritual do U2, já que dispõe de um versículo enigmático da Bíblia, de Jeremias 33.3. A banda solicitou para Steve Averill mexer na foto tirada no saguão do Charles De Gaule Airport, e mudar o número do portão de embarque por trás dele, para poder ser lido J33-3. Bono chamou o versículo de "número de telefone de Deus", como se lê: "Ligue-me e eu vou responder-lhe e dizer-te coisas grandes e insondáveis que você não sabe."
A foto da capa mostra os membros da banda em um local de partida com suas bagagens ao lado deles e Bono verificando seu passaporte, que retrata a viagem. Simbolicamente, a música estava saindo para outras direções, e a tecnologia foi ficando para trás.
"Walk On" dá uma pista óbvia com um toque inteligente e uma frase familiar: "Você está arrumando uma mala para ir a um lugar onde nenhum de nós esteve. Um lugar em que tem que se crer para poder ser visto". A canção, dedicada para a ativista dos direitos humanos Aung San Suu Kyi, de Myanmar, que parecem viver em duas dimensões. Bono está sempre correndo e subindo e rastejando na direção que ele está procurando aqui na terra. Um mundo de liberdade e justiça tem que ser acreditado primeiro, antes que ele possa ser alcançado.
"Walk On" é uma música sobre tatear na escuridão com pouca esperança imediata de luz. Trata de sofrer com um coração partido e recuar, mas tentando se manter forte no meio. A perseverança de Bono que ele anseia para transmitir à Suu Kyi pode ter sua base na sua paixão pelas Escrituras. Quando o apóstolo Paulo diz que nada neste mundo pode nos separar do amor de Deus (Rom. 8:38, 39), é uma promessa deles poderem ver através de muitas noites escuras da alma.
Mas o título e a capa tem ainda uma outra dimensão, espiritual e celestial. Quando o U2 cantou "Walk On" no Telethon para os heróis dos acontecimentos trágicos em Nova York, Washington e Pensilvânia em 11 de setembro de 2001, Bono incluiu Aleluia em um clímax emocionalmente carregado, "I’ll see you when I get home" (Eu vou ver você quando eu chegar em casa), uma referência óbvia à eterna esperança mesmo no meio de luto.
As raízes cristãs evangélicas de que Bono, The Edge e Larry vieram, tem uma crença central que o céu só é alcançável por uma crença. Um novo milênio, Jubileu 2000 e a perda do cantor do INXS, Michael Hutchence, podem ter trazido alguns problemas espirituais para a vanguarda do pensamento da banda. Era hora de fazer um balanço e fazer algumas perguntas sérias. O que vai na mala, e o que tem de ser deixado para trás? Quais são as coisas importantes da vida? Quais são as coisas transitórias? O quanto pode durar a viagem? Qual é o momento? Estas questões espirituais são um tema constante da Bíblia.
Eclesiastes tem uma tese básica de "tudo sob o sol é transitório e não tem sentido" (Eccles 1:2). Apenas uma conexão com Deus traz sentido para os meandros da humanidade. Jesus exorta seus seguidores a esquecer os tesouros da terra, porque eles são roubados, enferrujam ou traças o comem. Tesouros no céu são duradouros. O apóstolo Paulo diz aos primeiros crentes para colocar a sua confiança não em coisas que não podem ser vistas, porque elas são temporárias, mas confiar em coisas que não podem ser vistas, porque elas são eternas.
No final da música, Bono lista coisas que podem ser deixadas para trás: o que você faz, o que você quebra, o que você rouba. Tudo o que pode e deve ser deixado para trás. São coisas artificiais, mas ele acrescenta à lista todas as coisas erradas ou erros que o Evangelho trata. Jesus veio e morreu e ressuscitou à vida para oferecer um novo começo, deixando as coisas lamentáveis e a culpa para trás e indo em direção à um recomeço.
A canção e o Evangelho têm a mesma conclusão que o amor é a única coisa que precisa e pode estar na sua bagagem. Jesus, quando lhe perguntaram qual era o mandamento mais importante, disse: "Amar o Senhor teu Deus com todo seu coração e com toda a tua alma e com todo o teu entendimento e com toda a sua força. O segundo é este: Amarás o teu próximo como a você mesmo." Se você está se dirigindo para a justiça na terra ou uma realização mais plena do Reino de Deus na próxima vida, todo o resto pode ser deixado para trás.

As fotografias favoritas dos integrantes do U2


O DJ / jornalista BP Fallon em 1993 perguntou para os integrantes do U2 qual a foto favorita que eles tinham tirado com alguém.

LARRY: Larry Mullen Jr e David Bowie.

ADAM: Sim, eu tenho uma foto minha com Pete Townsend, dele me dando um beijo. Foi na indução do The Who para o Hall of Fame, em Nova York, quando nós entregamos para eles um prêmio. Eu o conheci ao longo dos anos e ele tem sido um grande amigo.


EDGE: Eu tenho uma comigo, Bono e Keith Richards, que realmente está bem ali ao lado da minha mesa.

BONO: Há uma foto que Anton Corbijn tirou minha com meu pai. Meu pai acho que está com um chapéu de cowboy e uma camisa xadrez, e ele está sentado em uma caravana, no backstage de um dos nossos shows. Ele parece mais como uma estrela do rock n roll do que eu, e ele está segurando um violão, ele se parece com algum tipo de cantor country ocidental. É minha foto favorita. Eu também tenho uma foto minha com Bob Dylan, que me impediu de ser preso uma vez. Eu fui parado em Los Angeles e não tinha documento, eu estava revirando minha mala e o policial me perguntou "O que é isso?" e eu disse "Eu não tenho nenhum documento, só tenho uma foto minha com Bob Dylan" e eu então estava livre.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Makes The Future The Past: Bothar nA hAillite e as fotos promocionais para 'The Unforgettable Fire'


Fotos promocionais para o disco 'The Unforgettable Fire' do U2 de 1984, foram tiradas em Clare, Irlanda, por Anton Corbijn. O local escolhido é chamado de Bothar nA hAillite.




Algumas delas aparecem no encarte da edição de aniversário remasterizada do álbum.
Um registro raro mostra Anton fotografando Bono de perfil em Clare, sob os olhares de Edge.

O Condado de Clare é um condado da República da Irlanda, na província de Munster, no oeste do país. A capital é Ennis, e o condado é parte da bacia do rio Shannon.


Agradecimento: Márcio Fernando, músico e colaborador do blog

Blog U2 Sombras e Árvores Altas

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