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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Novos detalhes do esquema de corrupção na venda de ingressos para os shows do U2 no Estádio do Morumbi pela 'The Joshua Tree Tour 2017'


O São Paulo Futebol Clube deve levar o suposto caso de corrupção envolvendo o ex-gerente de marketing, Alan Cimerman, para a polícia nesta sexta-feira (18). Demitido por justa causa, o ex-funcionário do clube é acusado de interferência no processo de venda de ingressos de camarotes para os 4 shows do U2, pela 'The Joshua Tree Tour 2017'.
Cimerman, que nega ter cometido crimes ou irregularidades, foi desligado do clube na última semana. O criminalista Roberto Podval é o responsável jurídico por defender os interesses do clube no caso em que alega de ter sido vítima de um esquema de venda ilegal de ingressos e camarotes nas apresentações.
Em conversa com o UOL Esporte, Podval contou detalhes da denúncia que pretende entregar em uma delegacia de polícia ainda não definida. A agremiação se sente vítima de estelionato, apropriação indébita e falsificação de documentos.
"Temos provas de que ele (Cimerman) vendeu o que não tinha, recebeu quantias consideráveis pelo que não tinha e não entregou o que não tinha", disse Podval. Ele se refere a ingressos e camarotes para o show que na prática não estavam à venda.
De acordo com o advogado, Cimerman vendia camarotes que não estavam disponibilizados para comercialização para um "laranja" que pagava preços inferiores aos praticados. Depois, eles eram revendidos por quantias bem superiores. Ainda pela versão de Podval, os compradores eram orientados a depositar o dinheiro da compra em conta de pessoas físicas, sendo ao menos uma delas de parente do ex-gerente de marketing.
"Mas os ingressos não existiam. Algumas pessoas reclamaram que pagaram e não receberam nada. Então, ele falsificou o recibo de uma empresa que estava negociando para ter os direitos da venda e entregou isso para os compradores. Alguns procuraram a empresa e ouviram que o recibo era falso", disse Podval.
A versão é rechaçada por Daniel Bialski, advogado do ex-gerente de marketing. "Ilações foram e são feitas de forma múltipla. Porém, nada disso tem pertinência. E ele [Cimerman] tem documentos suficientes para mostrar a lisura da atuação dele", disse Bialski.
Por outro lado, o defensor do clube explica como Cimerman teria conseguido negociar ingressos inexistentes e ainda por um preço muito baixo. "É que ele vendia e fiscalizava ao mesmo tempo. Ele aprovava as vendas", afirmou Podval.
O advogado conta que as suspeitas começaram quando Márcio Aith, diretor executivo de comunicação e marketing do clube, estranhou uma venda de um grande número de camarotes por preço muito baixo. A partir daí, começou uma investigação.
O clube ainda não sabe quanto dinheiro teria sido movimentado pelo suposto esquema. Há também a suspeita de participação de outras pessoas. "Agora a polícia vai investigar. Vamos pedir a quebra de sigilos bancários para saber se alguém mais está envolvido. Quem recebeu esse dinheiro em sua conta vai ter que explicar o porquê recebeu", declarou Podval.
Para o Conselho de Administração do clube, o clube fez um mau negócio ao assinar contrato de aluguel para quatro shows por pouco mais da metade do valor habitual em troca de uma participação na venda de bebidas.
Normalmente, o clube cobra R$ 1,2 milhão por dia pelo aluguel de sua casa para eventos. Mas, no caso das apresentações do U2, o preço da diária foi de R$ 650 mil mais uma porcentagem na venda de bebidas.

Pete Maher conta como foi trabalhar com o U2 na masterização das canções de 'From The Ground Up – Edge Picks'


O inglês Pete Maher, engenheiro de masterização, foi o responsável pela masterização das canções dos álbuns ao vivo 'U22' e 'From The Ground Up – Edge Picks', que são gravações da turnê 360°.

Peter comentou no ano de 2012: "Lembro-me de alguns anos atrás, ouvir que o U2 procurava um novo engenheiro de masterização e pensei "uau, eu adoraria trabalhar com eles". Graças ao seu produtor Flood, aconteceu.
O álbum 'From The Ground Up – Edge Picks' foi a sequência do álbum 'U22'. Foi gravado ao vivo na 360° com cada música sendo escolhida a dedo e selecionadas por The Edge. Há algumas pérolas neste álbum e é o meu favorito entre os dois lançamentos. Os sons crossfades do público de Chicago foram novamente colocados juntos, assim como em 'U22', e minha abordagem foi de mantê-lo amarrado, caloroso e barulhento! A faixa abaixo realça isto.



Trabalhar com o U2 é semelhante ao trabalho com um selo independente. Eles são apaixonados e respeitosos e no controle de tudo o que fazem. Eles continuam a escavar novos terrenos com cada lançamento e por esta razão, eles são verdadeiramente únicos. Para completar, eles são a única banda na história a ainda estarem juntos depois de 35 anos com a mesma formação original e com o mesmo manager. Nem mesmo os Stones podem se gabar disso!
Eu trabalho principalmente com o produtor deles, Declan Gaffney, mas a banda dá a aprovação final. Edge odeia compressão, mas adora o volume, que é o que diz tudo, realmente!"

A batalha entre a ex-estilista e ex-assessora de imagem Lola Cashman e o U2


Na época da Vertigo Tour, Bono deu seu testemunho em tribunal como parte da briga judicial sobre algumas peças de memorabilia do U2. A ex-estilista e ex-assessora de imagem da banda, Lola Cashman, que trabalhou com o grupo em 1987 e 1988, apelou na justiça para manter os itens que ela afirmou ter ganho do grupo.

Assim que terminou a turnê de 'The Joshua Tree', ela mandou todos os itens para seu apartamento.
O relacionamento entre U2 e Lola só piorou desde que ela saiu da equipe em 1988, acusada de exigir pagamentos inadequados. Lola publicou, em abril de 2004, uma biografia não autorizada da banda, intitulada 'Inside the Zoo with U2', em que retrata um Bono complexado por seu peso e estatura.
Em uma sala da Corte de Dublin, cheia de fãs, jornalistas e advogados, Bono testemunhou que ele ficou "triste e enojado" quando Lola tentou leiloar os objetos.
Durante a audiência, Bono negou que a banda tenha movido a ação porque se sentiu incomodada com o livro de Cashman.
Ela foi obrigada pelo tribunal a devolver vários objetos, entre eles uma calça preta, um par de brincos e um chapéu Stetson, usado por Bono na turnê de 'The Joshua Tree' e que é visto na capa do disco 'Rattle And Hum'. Os itens foram reavidos por Cashman em 2005, mas Bono e a banda queriam que ela parasse de vender os itens, que eles afirmavam pertencer ao U2.
O tribunal de Dublin ordenou que Cashman devolvesse os itens no prazo de sete dias.
"O peso das evidências foi inteiramente contrário a Cashman no caso", disse ao tribunal o juiz Matthew Deery, depois de ouvir dois dias de depoimentos.
Segundo Deery, os documentos apresentados pelo U2 durante o julgamento demonstraram que a banda é "extremamente bem-sucedida" e que "seria estranho o grupo mover uma ação judicial desta natureza se o assunto não fosse de grande importância para eles".
Lola, que assegurou que as peças foram um presente da banda, apresentou um recurso contra a resolução judicial.
Bono negou a afirmação de Lola de que ele teria lhe dado o Stetson, insistindo que ele era como um símbolo do U2 no final dos anos 80 - e que se desfazer dele "seria como The Edge se desfazer de sua guitarra. Isso não aconteceria". Vários outros funcionários da equipe do U2 testemunharam que a banda nunca se desfazia de itens de seu guarda-roupa. "Nunca nem passou pela minha cabeça pedir qualquer coisa. Seria totalmente inapropriado", disse uma ex-assistente de vestuário, Judy Reith. Mas Lola, testemunhando depois que Bono saiu do tribunal, insistiu que ele havia lhe dado o chapéu e os brincos depois de um show no Arizona em dezembro de 1987. "Bono estava correndo nos bastidores com roupas íntimas e com o chapéu na cabeça", disse Lola, descrevendo o momento em que ele teria lhe dado o chapéu.
Bono assegurou em um tribunal de Dublin que a ideia de usar o chapéu foi sua e que surgiu antes da chegada da estilista, contratada em 1987 através de uma agência para cobrir a licença-maternidade da assessora de imagem da banda.
"A estética do chapéu queria representar a iconografia americana. A ideia era que me apresentar para o mundo de uma maneira irônica", declarou o vocalista em referência a essa imagem, uma das mais famosas da história do rock.
Bono também lembrou que naquela época, o U2 começava a conseguir reconhecimento internacional e que o "forte" da banda não era exatamente "o bom gosto estético".
Os objetos em disputa, entre os quais estavam também brincos metálicos e uma manta verde, que estavam avaliados em cerca de 5.000 euros, foram postos à venda, sem sucesso, pela assessora de imagem em um leilão da casa Christie's de Londres em 2002. Mas, naquela ocasião, os advogados do U2 impediram a venda ao indicar aos organizadores que os objetos não pertenciam a Lola.
"Não me lembro exatamente de quando (Cashman) começou a trabalhar. Tinha muito bom olho e muito mais experiência do que qualquer um de nós", acrescentou Bono, que agradeceu à estilista por sua contribuição à turnê 'The Joshua Tree'.
"No entanto - continuou o artista - ficou claro quase desde o princípio que não lidava bem as com as relações pessoais e chegou a incomodar muita gente".
O vocalista disse que ela se aproveitou de forma não-profissional do tempo que passou ao lado do grupo.
Como já havia feito no julgamento anterior, Bono insistiu na importância que o grupo dá a qualquer objeto de U2, que são guardados carinhosamente por motivos sentimentais ou para que sejam doados a algum museu.
O cantor compareceu ao tribunal de Dublin representando a firma comercial U2, juntamente com Paul McGuinness e Larry Mullen.
"Tentamos evitar essa situação bizarra por muito tempo. Ela gosta disso, a gente não. Do ponto de vista do U2, pode-se dizer que sequer existe um caso jurídico. Os itens são nossos e os queremos de volta. Queremos que ela pare de vendê-los. Este caso é fútil e constrangedor", declarou o vocalista.
Entre as peças em disputa também estavam 200 fotos Polaroid tiradas por Cashman, além de enfeites de Natal. A Justiça irlandesa também ordenou a devolução destas cerca de 200 fotografias feitas por Cashman durante aquela turnê com "rolos de filme comprados pela banda", quando a estilista tinha "acesso ilimitado a cenas íntimas".

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Colocando uma pipa como visual para "Kite" na 'Vertigo Tour' em 2006


Do Diário de Willie Williams:

Novembro de 2006

"Eu estava me torturando no café da manhã, me perguntando se o visual para a performance de "Kite" na 'Vertigo Tour' poderia ser uma ... pipa. Tendo discutido isso com a banda, há um movimento para ver se podemos fechar o show com "Kite", o que mudaria completamente a coisa toda.
Algumas partes do show precisam de um momento grandioso (como em "The Fly"), e algumas partes do show podem se beneficiar de um momento minimalista, mais pessoal.
Eu tinha essa imagem em minha mente da canção terminando com Bono no Palco B voando uma pipa, um momento que poderia ser evocativo. Como Bono disse mais tarde, se você é homem e voa uma pipa, você é um pai ou um filho. Achei que valia a pena tentar, imaginando que poderíamos garantir que a pipa pudesse voar se estivesse conectada a um balão de hélio. O balão de hélio poderia estar em uma linha bem lá no alto, portanto, não apareceria e talvez houvesse uma situação confiável.
Eu não comprava uma pipa desde 1968, então encontrei-me entrando num novo mundo. As pipas do século 21 parecem se dividir em duas categorias que podem ser descritas como 'pre-school cute' contra 'hi-tech ultra-macho death-machine'. Tendo pesquisado no Google todos modelos e preços, encontrei um lugar que parecia promissor, então peguei uma van e fui até o local. A loja - 'BrizKites' - tinha uma variedade incrível de modelos diferentes, incluindo algumas pipas em forma de pássaro e uma pipa em formato antigo que eu gostava, então peguei alguma diferentes e voltei para o estádio.
Choveu o dia todo. Mas em pausas do aguaceiro, a equipe se divertiu em me ver no palco com o nosso gerente de palco, colocando as pipas no ar. Parecia que poderia funcionar, então eu estava satisfeito."

Alerta: Bióloga perde mais de R$ 1 mil após comprar ingressos falsos para show do U2 em São Paulo pela 'The Joshua Tree Tour 2017'


Uma bióloga do Espírito Santo perdeu R$ 1,1 mil após comprar um par de ingressos falsos para o show do U2, que será realizado em outubro, em São Paulo, pela 'The Joshua Tree Tour 2017'. A vítima disse à polícia que comprou os ingressos de uma pessoa com quem teve contato por meio de uma rede social.
Como os ingressos para o espetáculo se esgotaram rapidamente, a bióloga decidiu adquirir as entradas por outros meios e resolveu confiar em um anúncio encontrado na rede social. Ela fechou negócio com o suposto vendedor e adquiriu dois ingresso, pelo valor de R$ 550 cada um.
A pessoa que anunciou a venda dos bilhetes disse à vítima que estava em São Paulo. A bióloga então decidiu pedir ajuda a um amigo que mora na capital paulista e mandou o dinheiro para ele, que foi pessoalmente fazer a compra.
Dias depois, o amigo viajou para Vitória e entregou o par de ingressos para a vítima. No entanto, a mulher descobriu ter sido vítima de um golpe após encontrar, na mesma página onde havia achado o anúncio, publicações de outras pessoas reclamando que haviam sido enganadas.
A bióloga procurou a Delegacia de Defraudações e Falsificações (Defa) e registrou um boletim de ocorrência. Segundo a polícia, o ingresso falso, muito parecido com o original, tem detalhes que denunciam.
O selo holográfico traz as palavras "original" e "genuine" de forma diferente do verdadeiro. Além disso, as palavras "Live Nation" são separadas no original e, ao fim do CNPJ da organizadora, não existe o sinal de barra. Por fim, no bilhete falso, o selo holográfico cobre parte do código de barras.
De acordo com a titular da Defa, delegada Rhaiana Bremenkamp, qualquer pessoa que comprou ingressos de terceiros pode verificar a validade deles.
"É sempre importante você tentar comprar com o organizador do evento, porque é o único modo que garante a idoneidade daquele ingresso. Se você resolver arriscar, você tem que primeiro descobrir de quem você está comprando, principalmente se for em rede social. Verifique se aquele perfil tem cara de falso, se é um perfil muito recente, se tem poucos amigos, poucas publicações. Descubra quem é a pessoa, peça o nome e o CPF, porque, com o CPF, você consegue entrar em contato com a organizadora e saber se essa pessoa realmente comprou esse ingresso", orientou Rhaiana Bremenkamp.
Ainda segundo a delegada, a denúncia da bióloga foi formalizada e será encaminhada para São Paulo. "A gente já ouviu a vítima, reunimos todas as informações que eram necessárias e estamos encaminhando para a polícia de lá, que está dando continuidade no procedimento", frisou.

Do site: Folha Vitoria

Shows do U2 no Estádio do Morumbi pela 'The Joshua Tree Tour 2017' ajudaram a descobrir grande esquema de corrupção


Era para ser motivo de celebração: depois de um ano sem shows, o Estádio do Morumbi fechou quatro datas em outubro para receber o U2 na 'The Joshua Tree Tour 2017'. Três dos shows já estão com ingressos esgotados. Tida como uma das áreas mais eficientes desde o início do ano passado, o marketing do São Paulo Futebol Clube voltou a sofrer um baque causado por acusações de corrupção, que rendeu uma demissão e virou alvo de investigação por parte do Conselho de Administração do clube, órgão que ajuda o presidente Leco nas grandes decisões.
Alan Cimerman foi demitido na última quinta-feira do cargo de gerente de marketing. O ex-gerente, por meio de seu advogado, nega as denúncias, mas o episódio foi levado até a polícia. Embora não exista uma justificativa oficial, se apurou que o executivo acabou desligado também por causa do valor fechado com os organizadores pelo aluguel do estádio para os shows: R$ 1,9 milhão. O clube tem evitado expor o caso, mas comemora que tenha conseguido identificar o problema.
O antigo gerente, que era alvo de críticas de conselheiros pelos processos carregados por sua ex-empresa por acusações de calotes na organização de eventos para a Copa do Mundo, preferiu não falar muito sobre o ocorrido.
O clube terá direito a R$ 650 mil na primeira noite de apresentação e mais R$ 650 mil na segunda. A partir da terceira, o aluguel cai para R$ 300 mil, mesmo valor da quarta e última noite. "Essa quantia é ridícula. Alguns anos atrás, o preço por dia era de R$ 1,5 milhão", afirma um dirigente influente.
As polêmicas ligadas aos shows do U2 no Estádio do Morumbi não terminam por aí. Nas últimas semanas, os conselheiros do clube requisitaram ingressos gratuitos, como ocorre em todos os shows – em geral, há uma carga de duas mil entradas para tais solicitações. Foi quando surgiu a notícia de que não haveria cortesias desta vez, causando a fúria dos cartolas.
Iniciou-se então um levantamento para entender o por quê. Então, a própria diretoria descobriu que gente do clube havia bloqueado mais de 15 camarotes. E agora existe uma investigação para confirmar se empresas e pessoas físicas estavam adquirindo espaços nos camarotes pagando por ingressos que não entravam nos cofres do clube.
Normalmente, os proprietários dos camarotes têm direito a ingressos de pista e cadeiras nas apresentações musicais realizadas no estádio. Desta vez, porém, apenas os bilhetes para pistas foram repassados e Cimerman, segundo as acusações, alegava que os demais estavam retidos a pedido da produção do show. O ex-gerente, ainda pelos depoimentos colhidos, repassava para uma empresa que vendia os ingressos e recebia dinheiro.
"A gente imagina que o clube poderia ser lesado em aproximadamente R$ 8 milhões", afirma um membro da diretoria do presidente. "Felizmente, descobrimos essa situação com alguma antecedência. Mas temos notícia de que alguns camarotes já haviam sido comercializados".
Esse foi o resultado das investigações iniciadas após o Conselho de Administração (CA) do clube levantar dúvidas sobre o modelo de negócio feito para os shows do U2. Os membros do órgão questionaram primeiro as razões para o aluguel do estádio ter sido menor do que costumava ser praticado e ouviram de Cimerman que a diferença seria recuperada com um lucro variável na venda de água durante as apresentações. A justificativa não convenceu o CA, que começou a ouvir relatos de pessoas comercialmente envolvidas com a organização do show.
"Fui chamado pela diretoria e pelo Conselho de Administração para falar. Sempre tive direito a 600 cadeiras em shows, mas no do U2, misteriosamente, fiquei apenas com a pista. Fui muito prejudicado. Tem ainda uma série de outras coisas, mas tudo está sendo muito bem investigado", disse Marcelo Izar Neves, dono do camarote Espaço Unyco, ao UOL Esporte.
Quando há shows no local, o São Paulo comercializa seus camarotes a interessados e cada um é vendido por aproximadamente R$ 200 mil. Alan Cimerman, segundo a investigação feita pelo clube, vendeu todos a uma mesma empresa que, por sua vez, começou a revender a terceiros. Nessa comercialização, o clube pode ter tido prejuízo de R$ 1,4 milhão.
"Não é verdade, são fatos e condutas que não ocorreram. Há contratos de cessão de espaços e, ainda, os ingressos também seriam todos comprados do clube. O Alan tem documentos, e-mails e gravações evidenciando que não houve qualquer fraude, sendo que toda negociação foi transparente e correta. As locações de espaço faziam parte das funções dele, assim como encaminhar a compra de ingressos. O clube assinou todos os contratos de cessão de espaço. Tudo era transparente e os contratos elaborados pelo departamento jurídico do São Paulo", disse o advogado de Cimerman.

Dos sites: Yahoo - UOL

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

A História Não Contada: produzindo discos do U2 no Brasil na década de 80


Produção Cultural no Brasil IV

Os depoimentos reunidos nestes livros são esclarecedores e tocantes. São testemunhos de como se realiza a arte e a cultura no Brasil, não apenas nos anos mais recentes, mas ao longo das últimas décadas. A escolha dos entrevistados reflete esse interesse comparativo e reflete a disposição de ouvir diferentes gerações, profissionais de múltiplas procedências, com variada formação, variadas trajetórias e experiências complementares.

Luiz Calanca - Proprietário da loja de discos Baratos Afins (Galeria Do Rock - São Paulo)

"O Arnaldo Baptista (dos Mutantes) é que acabou me infiltrando nessa coisa de produzir discos. Na época, tinha a censura federal, tinha que expor o disco ao departamento de censura, tinha que ter aquele cadastro de gravação. Era preciso ter uma empresa, não era qualquer um que ia lá e fazia o disco. Tinha que ter toda uma documentação para aquilo. A gente superou tudo isso para poder fazer o disco, aí não tinha mais sentido parar. Eu queria ser diferente das outras lojas, porque quando eu comecei na Galeria, logo veio a concorrência. E aí eu ficava incomodado com aquilo. Eu não queria ser mais um. Então pensei em fazer edições de coisas raras.
O Joy Division tinha uma música chamada "Love Will Tear Us Apart", que era a mais famosa, o hit. Todo mundo só queria aquela música, mas a gente queria lançar um álbum e não um single ou coisa assim. Então eu peguei o 'Closer', que na minha opinião é o disco mais legal deles, adicionei a "Love Will Tear Us Apart" e tirei trezentas cópias. Cheguei a vender bem, até. Então o pessoal do selo Stiletto pediu para que eu fizesse do Bauhaus também. Era assim: se desse certo, eles lançavam, se não desse, eles ignoravam, mas os caras eram meio picaretas, então me afastei. Eu me envolvi num outro caso assim com o U2. Fiz um disco pirata deles chamado 'Two Sides Live', mas nós tínhamos autorização do manager da banda. Na época, a polícia queria me extorquir e eu fiquei birrento, não queria dar dinheiro para a polícia. Eles diziam que nós éramos piratas, e eu dizia que não, que estávamos legais. Eu também era barômetro do Aluísio Motta, que era diretor da Warner. Barômetro não, quase um assessor. Eu ficava indicando que discos venderiam mais, se era legal lançar ou não. Indiquei 13 títulos e ele acabou estourando com um do U2 chamado 'The Unforgettable Fire'. Até aí eu já tinha ido umas dez vezes para o fórum, para aquelas audiências, aquelas diligências acompanhando os advogados. Todo dia eu ia com uma camisa do U2 nova e o juiz me discriminava. Eu queria mostrar que a banda estava lançando disco e ganhando dinheiro por causa da gente, do disco que a gente tinha lançado, mas ninguém queria saber disso. Até que o Aluísio me mandou uma carta agradecendo, dizendo que graças a mim tinha achado um novo nicho de mercado, tinha vendido oitenta mil cópias do 'The Unforgettable Fire'. Eu mostrei a carta ao meu advogado, que anexou nos autos do processo e fez o juiz encerrar o caso. Eu acabei virando amigo do Aluísio, até auxiliando em alguns títulos da Warner depois. Só que eu nunca ganhei nada com isso."

Então em março deste ano, foi postado no Facebook da loja de discos:

"O superintendente da Warner Music de Londres, Philip Burrows, em visita à Baratos Afins, estava acompanhado de ( da esquerda para a direita) Gian Ucello, da Warner Brasil, Oksi Odedina e Nau Gadhvi. Philip veio conhecer nossa loja e depois de saber toda história, comprou o álbum do U2, 'Two Sides Live', um bootleg da banda lançado no final dos anos 80 pelo nosso selo. A conversa foi sobre projetos da companhia, mas ainda é segredo."

Nas gravações do videoclipe de "City Of Blinding Lights"


Do diário de Willie Williams:

Vancouver - Abril de 2005

"Os diretores do vídeo são Alex e Martin, o duo francês que gravou o brilhante vídeo de "Vertigo" com a banda tocando nos anéis ondulantes. O vídeo teve uma pequena influência no palco da turnê.
Eles estão aqui para filmar um vídeo promocional para "City Of Blinding Lights" e a ideia geral era registrar vários takes da banda tocando a música em um ambiente pseudo-ao vivo. Nós conseguimos isso através de cerca de meia dúzia de tomadas em quatro ou cinco horas. Entre um e outro tinha que reconfigurar iluminação, cenário, etc. É um processo maçante, mas eu podia ver que o que estava entrando na lente da câmera, e o que eu estava vendo era muito bom de fato, por isso não havia do que me queixar.
Durante estes takes o local estava vazio, mas obviamente para alguns registros seria necessário, pelo menos, a aparição de um público, por isso foi convocada uma pequena multidão de pessoas locais para dar uma atmosfera. Um anúncio na Internet e na rádio local facilmente reuniu 4.000 pessoas que precisávamos e quando eles entraram para um take teve aquela energia de boas vindas. Eles podem ter sido "extras" nos olhos dos cineastas, mas na mente do público isto era claramente um show. Eles fizeram muito bem, conseguindo projetar uma emoção claramente genuína, mesmo quando eu assistia "City Of Blinding Lights" sendo tocada ali pela décima vez.
Por volta da meia-noite, Alex e Martin tinham tudo o que precisavam, então o U2 tocou outras quatro ou cinco canções como uma recompensa simbólica para a paciência do público. Foi caótico, mas acabou por ser divertido."

The Irish Sun crava a data de lançamento do single de "You’re The Best Thing About Me" e do álbum 'Songs Of Experience'


O The Irish Sun revela que 'Songs Of Experience', o próximo disco do U2, estará sendo lançado no Dia Mundial Da AIDS, 1° de Dezembro, em conjunto com o Projeto RED, uma iniciativa criada por Bono para angariar fundos para combater a doença.
Mas os fãs não terão que esperar tanto tempo para ouvir uma música nova, com o primeiro single "You’re The Best Thing About Me" estreando no rádio na sexta-feira, 8 de Setembro, dias após a banda retomar a 'The Joshua Tree Tour 2017' nos EUA.
O amigo de longa data da banda, o DJ da 2FM, Dave Fanning, apoia este lançamento no Natal. Ele ouviu o disco novo na casa de Bono em Killiney no início deste ano, e diz que a espera vale muito a pena. Dave disse ao The Irish Sun: "Novas coisas do U2 sempre me empolgam porque é ótimo ouvir coisas novas de uma banda que você ama. Será definitivamente lançado este ano. Eu ouvi o disco na casa de Bono e não é diferente de 'Songs Of Innocence' ou 'The Joshua Tree'. O que é ótimo é que novas músicas significam algo para o U2. Eles levam o seu novo material a sério, de uma forma que os Rolling Stones não."
E Dave diz que o novo álbum virá de um novo lugar na vida da banda. O último disco lidou com a criação de Bono na Cedarwood Road em Dublin, mas Dave diz que 'Songs Of Experience' foi escrito a partir de uma perspectiva de um Bono mais velho.
Ele disse: "As músicas que ouvi foram mais pessoais de Bono, cantando sobre anos depois que ele deixou a Cedarwood Road. Refletindo sobre a sua vida. Gosto da maneira como Bono coloca as coisas com clareza e com o coração. Isso é muito, muito pessoal."
Adam Clayton anteriormente descreveu 'Songs Of Experience' como mostrando o U2 "onde ele tinha estado e onde estão agora". Ele acrescentou: "O disco 'Songs Of Experience' vai pegar tudo o que aprendemos nos últimos 40 anos e consolidá-los em uma peça que dispensaremos em algum momento."
E Dave, que tradicionalmente recebe a primeira cópia do material do U2 para seu programa, tem apoiado ""You’re The Best Thing About Me" para ser o primeiro single.
Ele disse: "É uma grande melodia e muito mais leve do que qualquer coisa em 'Songs Of Innocence'. É o single perfeito."
O U2 gravou imagens para um videoclipe da música em um show em Amsterdã em julho passado. Um remix da faixa pelo norueguês DJ Kygo foi tocada no Festival Cloud Nine da Noruega no ano passado.
A banda deixou Steve Lillywhite encarregado de produzir o single que será lançado no mês que vem.
O U2 está tomando todo o cuidado para que o álbum não vaze antes de seu lançamento em dezembro. O pessoal da gravadora já foi avisado para se prepararem para um novo álbum do U2 que sai no quarto trimestre de 2017.
E o plano da banda é promover o lançamento do disco, tocando de quatro a oito músicas para jornalistas que cobrirão seus próximos show na 'The Joshua Tree Tour 2017'.

Um review das músicas ouvidas pela equipe do The Irish Sun:

"You’re The Best Thing About Me"

Soa como se The Edge tivesse sido substituído pelo gênio do Chic, Nile Rogers. Uma melodia pulsante para o final do verão.

"The Little Things That Give You Away"

Milhares de pessoas deixaram o Croke Park quando o U2 tocou esta faixa desconhecida no encore. Deveriam ter ficado para esta melodia conduzida pelo piano. A guitarra do Edge faz desta um clássico do U2.

"Much More Better"

Bono volta para sua bicicleta. Faixa acústica profundamente pessoal sobre a recuperação de Bono de seu acidente de bicicleta no Central Park em Nova York em 2014.

"The Showman"

Soa como os Beatles na fase de 'Rubber Soul' em uma canção em que Bono enfatiza sobre outros cantores. A letra: "The showman give you front row to his heart / The shaman prays that his heartache will chart / Making a spectacle of falling apart is the heart of the show."

"Summer Of Love"

O U2 sempre teve músicas de verdade. Bono descreveu isso como "dolorosamente bela e vazia". Verdade.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Quando os EUA usaram o rock 'n roll para 'torturar musicalmente' líder panamenho Noriega, havia uma canção do U2


No Natal de 1989, o general panamenho Manuel Noriega tornou-se um alvo famoso da técnica chamada "tortura musical" - técnica que, ainda que alguns de seus praticantes argumentem que não deva ser considerada tortura, costuma funcionar como tal.
O líder militar havia se escondido na embaixada do Vaticano na Cidade do Panamá depois de o presidente americano George Bush ter invadido o país centro-americano.
Noriega era acusado pelos EUA de tráfico de drogas e de manipulação das eleições de 1989. A embaixada estava cercada por tropas americanas, mas ele se recusava a se entregar.
O exército dos EUA decidiu então usar a guerra psicológica - erguendo uma parede de som e colocando-a para funcionar sem parar do lado de fora. Uma frota de Humvees (veículos militares) com alto-falantes começou a tocar rock.
A playlist das tropas foi escolhida pela Rede do Comando do Sul, a rádio militar dos EUA na América Central. Ela incluiu hits escolhidos a dedo por seu conteúdo irônico, incluindo "I Fought The Law", do The Clash, "Panama", do Van Halen, "All I Want Is You", do U2, e "If I Had A Rocket Launcher", de Bruce Cockburn.
Guns N' Roses e The Doors também estavam na lista. A lista completa foi guardada posteriormente no Arquivo de Segurança Nacional da Universidade George Washington, enquanto partes dela estão disponíveis no YouTube.
Talvez inevitavelmente, a Santa Sé fez na época uma queixa a Bush e a guerra musical foi interrompida após três dias.
Em 3 de janeiro de 1990, o general, que se diz amante de ópera, concordou em render-se.

Do site: BBC Brasil

"Estou chateado com a repercussão. Sou fã de carteirinha do U2 e a última coisa que queria fazer era magoá-los"


Janeiro de 1998, a primeira vez do U2 no Brasil. Paul McGuinness, o empresário, estava muito irritado com todos os problemas acontecendo em relação à apresentação no Rio de Janeiro. "É necessário ter um grande senso de humor frente a esses problemas", afirmou ele.
Uma das maiores irritações do empresário foi com a Skol, um dos cinco patrocinadores da turnê no país. Ele ficou irritado ao assistir ao comercial da empresa sobre os shows no Brasil.
Nele, um grupo formado por artistas parecidos com os integrantes do U2 tocam uma canção que lembra "With Or Without You". "Foi uma coisa muito cínica", acrescentou o empresário, que disse que não havia definido se iria processar a empresa.
"Certamente, eu preciso de todo meu senso de humor para assistir o anúncio da Skol na televisão. Espero que este anúncio seja visto pelos fãs como uma sátira. Foi uma atitude cínica desta cerveja e não fomos consultados".
Fábio Fernandes, presidente da F/Nazca, empresa que realizou o comercial, disse que a Skol naquele momento havia retirado a peça de veiculação.
"Estou chateado com a repercussão. Sou fã de carteirinha do U2 e a última coisa que queria fazer era magoá-los", disse Fernandes.
Ele afirmou que havia recebido autorização da TNA. "Resolvemos contratar os artistas depois de não termos recebido as imagens autorizadas para os anúncios."
Foi primeira vez que o U2 aceitou uma cerveja como patrocinador. Sem a Skol, seria impossível trazer a PopMart à América do Sul. "Acho que todos na banda estão sentindo um desconforto, mas foi a única maneira de vir aqui", disse McGuinness.

Larry Mullen tocou com o tornozelo quebrado na gravação da primeira demo do U2


Larry Mullen revelou em entrevista para a Modern Drummer na década de 80:

"Dois dias antes do nosso último show no colégio, tive uma briga com alguém. Ele me deu um chute no braço e quebrou minha mão, então eu toquei meu primeiro show com minha mão engessada. E antes da minha primeira gravação de uma demo, caí da moto e quebrei meu tornozelo, por isso não consegui abrir e fechar o meu Hi-Hat. Mas depois disso não quebrei mais nada.
Eu faço karatê. Ajuda a ganhar músculos, especialmente no estômago e nas costas. Eu gosto como um esporte, embora eu não seja interessado, obviamente, na violência dele. Eu não faço isso quando estamos em turnê. Preciso ter cuidado.
Eu tenho tendinite. Torci os ligamentos e tendões na área do polegar. Tom, meu técnico de bateria, acha que pode ser de algumas baquetas que eu tinha. A distribuição de peso não estava boa, e o choque nas batidas não era absorvido pelas baquetas. Eu uso algumas novas baquetas da pro-Mark, e elas são obras-primas.
Elas são projetadas especificamente para mim, não estão à venda. Eles são construídas com peso extra nas pontas. Quando eu bato com elas, elas absorvem o choque e permanecem solidamente em minhas mãos. No momento, eles são feitos de Hickory, mas a Pro-Mark está experimentando com diferentes tipos de madeira para nós, incluindo algumas madeiras japonesas.
Nosso setup da bateria é basicamente o mesmo no estúdio e na turnê, e nós não fazemos qualquer ajuste especial para a gravação do álbum.
Um tempo atrás, nós tocávamos com algumas bandas de grande nome, e eu via o baterista lá fora ajustando o seu som - você sabe, obtendo todas as "notas corretas". Eu me senti um pouco intimidado por isso, então eu tentei fazê-lo. Eu consegui este tipo de um torque e minha bateria soou tão ruim, então eu voltei a ajustar de ouvido. Não há mais ninguém que consiga o som como você. Tom é um roadie com muito conhecimento, e mesmo ele não pode fazer isto direito. Se fosse sintonizado com uma nota, haveria uma maneira, mas é para um som.
Eu não gosto muito de baterias eletrônicas, embora eu não queira me limitar e dizer que nunca as usarei. Para shows de arenas, começamos a usar um Simmons SDS7 ativado pela bateria acústica, apenas para o reforço do som."

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Compositor de "Everlasting Love" diz que passou a gostar da versão do U2 para a canção


Buzz Cason é um cantor americano, compositor e produtor. Ele foi o membro fundador da banda The Casuals. O seu grande hit como compositor, foi "Everlasting Love", escrita juntamente com Mac Gayden e gravada pela primeira vez em 1967 por Robert Knight.
Em 1989, o U2 lançou sua versão da música no lado b do single de "All I Want Is You", do disco 'Rattle And Hum'. Após isso, a canção ainda foi incluída na coletânea 'The Best Of U2 1980-1990/The B-Sides' e fez parte da trilha sonora do filme 'Forças Da Natureza', com Sandra Bullock.
Buzz disse que a versão do U2 não era boa, que ele não entendeu o motivo da banda ter gravado a canção. Questionado sobre isso em uma entrevista, Buzz disse:

"Bem, eles me perguntaram, quando eu estava em Birmingham no backstage de um show deles, o que eu achei da gravação e eu lhes disse a verdade. Mais tarde eu aprendi a gostar porque eles estavam apenas tentando fazer uma versão folk/rock. Bono também inventou suas próprias palavras para a letra.
O que aconteceu foi que ela passou a ser um hit (maior do que um A Side deles) em L.A. e Nova York, e a Island Records acabou tirando ela fora dos playlists. Então, quando eu estava nos bastidores eles disseram: "nós vamos compensar você." Eu pensei que eles estavam apenas tentando suavizar as coisas, mas eles realmente acabaram lançando ela em uma coletânea deles. Tudo bem, Bono, tudo bem, basta enviar os cheques!"

The Edge fala sobre ter assistido um show da banda que tem sua canção na abertura dos shows da 'The Joshua Tree Tour 2017'


A canção "The Whole Of The Moon", do The Waterboys, foi utilizada para abrir shows do U2 na 'The Joshua Tree Tour 2017'.
The Waterboys é uma banda do Reino Unido, fundada pelo vocalista e guitarrista escocês Mike Scott, que fez sucesso na década de 80.
A canção "The Whole Of The Moon" é de 1985, tirada do álbum 'This Is The Sea', e é um clássico do repertório do grupo.



The Edge em entrevista disse: "Eu já assisti bandas em locais pequenos e eles não podiam se comunicar e eu assisti shows em estádios onde todo mundo estava completamente juntos, por isso não é realmente sobre o tamanho do local. É em grande parte sobre as músicas.
Eu vi os Waterboys no Top Hat, em Dun Laoghaire, em torno da época de "The Whole Of The Moon", uma dessas noites incríveis - a intenção, a vontade, o desejo de se comunicar, para atravessar uma multidão. Mike Scott era um grande talento. Não se trata de performance interna, não se trata de tentar manter a calma. Tudo o que me deixou com um instinto sobre o que é exigido para fazer um grande show, onde nunca há um momento maçante na noite.
Muito disso é teatro puro. O Springsteen tem teatro. Jimi Hendrix tinha teatro. The Clash tinha teatro. Mas se isso é tudo o que é, então ele perde. Você tem que ter um aspecto de espontaneidade onde você realmente não sabe o que vai acontecer. Um perigo. Uma interação entre o artista e o público."

As canções que foram trabalhadas e que poderiam ter sido utilizadas na abertura de shows da turnê 360°


Do diário de Willie Williams:

2010 - Ensaios em Turim

Temos de atualizar o show. Certamente, precisamos de uma nova abertura.
Para o restante, eu tenho vontade de colocar "Mercy", para o valor da novidade de tocar algo inédito, ou então "Trying To Throw Your Arms Around The World" que será uma vitória se pudermos fazer os elementos de produção acontecerem. Talvez inspirado pela abertura desta nova fase da turnê na Itália, Bono sugeriu "Miss Sarajevo". Olhando através do setlist, então ele colocou o dedo em "Ultraviolet (Light My Way)" e perguntou se havia outra música que poderia colocar lá que ainda funcionaria com o microfone pendurado e a jaqueta laser. Depois de um minuto ou dois, ele sugeriu "Hold Me Thrill Me Kiss Me Kill Me", que não vê a luz do dia desde a Popmart. Em muitos aspectos, "Ultraviolet (Light My Way)" foi a grande surpresa da turnê no ano passado - uma faixa pouco conhecida no álbum, que voltou e roubou o show (como "Bad" nos dias de hoje). Para nos dar uma noção de como poderia ser, nós assistimos a performance de "Ultraviolet (Light My Way)" do DVD Rosebowl, enquanto escutamos também "Hold Me Thrill Me Kiss Me Kill Me". Foi muito mais promissor do que eu pensava. Eu amo essa música também - uma coisa grande, glam, bombástica. Costumava soar muito bem na turnê Popmart.
Passei a manhã trabalhando em sequências sonoras com o Declan. Nós ainda estamos trabalhando em seqüências de abertura e no passado descobrimos que é útil ter três ou quatro opções para olharmos. Houve uma sugestão na noite passada que "Hold Me Thrill Me Kiss Me Kill Me" pudesse ser uma concorrente para uma nova abertura radical para o show, então Declan pegou a gravação original multi-track da faixa. Há muitos sons loucos de violinos escondidos na gravação que me lembrou de uma composição de George Crumb chamada "Black Angels", escrito (eu acho) em resposta à guerra do Vietnã. Eu tenho uma gravação disto sendo tocada pelo Kronos Quartet, então peguei isso e entreguei pro Declan.



A combinação de ambas, destes instrumentos loucos de corda foi absolutamente surpreendente, particularmente quando tocado sobre o sistema de som gigante da 360° ​​e configurou uma atmosfera maravilhosamente desenfreada para "Hold Me Thrill Me Kiss Me Kill Me".
Isso nos deu nossa terceira opção, sendo as outras duas "Beautiful Day" vindo direto de "One Day Like This" do Elbow e uma abertura com "Moment Of Surrender" vindo através de "Soon", a faixa anteriormente conhecida como "Kingdom Of Your Love" que abriu os shows no primeiro ano da turnê.

sábado, 12 de agosto de 2017

A Entrevista: Larry Mullen na Modern Drummer em 1985 - Parte III


Larry Mullen em 1985 em entrevista para a Modern Drummer:

"Entrei no estúdio de gravação com toda a inocência. Você sabe: primeiro álbum, "eu posso fazer o que eu quero". À medida que você obtém um, você começa a relaxar. Você não quer ser muito experimental, você quer "manter o backbeat" ou seja o que for. No meio disso, adquiri um estilo. Eu gosto de 'October' e 'War', mas eu construí minhas próprias pequenas paredes nesses álbuns. Era uma coisa de segurança, porque não tinha certeza da minha posição de baterista. Mas agora estou saindo disso, e espero ficar com a coisa experimental. Sou livre, e a banda também é muito livre.
Windmill Lane não é como outros estúdios de gravação. Não há sinais de dólar por toda parte. Há apenas uma boa vibração no lugar. Há estúdios em Nova York ou Londres que são melhores do ponto de vista técnico, mas isso é secundário. E agora que vimos outros estúdios, levamos algumas ideias de volta ao Windmill Lane. Nós não temos medo de fazer algumas mudanças.
Haviam pessoas pagando dinheiro para entrar e ver uma banda, mas eles não estavam vendo uma banda. Eles estavam vendo três membros e um baterista nas sombras. Quando tocávamos em teatros, as luzes estavam colocadas muito baixas e me queimavam. Eu disse: "esqueça isso. Eu não preciso de holofotes apontados para mim".
O que temos é um ego de banda, não é uma coisa individual, e nunca foi. Se alguém em nossa banda recebe mais entrevistas e fotos no jornal, não é uma questão de seu ego ser maior. É que ele é o melhor nesse trabalho. Todos fazemos o que podemos. Eu sei que, em muitas bandas, há muitas reclamações acontecendo. Eu conversei com alguns músicos de rock e ouvi-los discutir com colegas da banda é algo triste. Nós somos realmente bons amigos. No que diz respeito a entrevistas, eu vou ficar no fundo, mas na medida em que a música for a causa, eu pretendo ter um maior interesse. É muito fácil se tornar apenas o baterista. Eu estava caindo naquela armadilha. O resto dos caras estavam se movendo, e eu estava meio que ficando para trás. Quero seguir em frente. Não é como se me pagassem um salário. Eu sou um membro da banda, eu tenho que carregar meu próprio peso. Se eu não fizer isso, o resto dos caras começam a gritar, e isso é justo o suficiente.
Eu quero ser uma força contínua no U2. Por isso, graças a Deus, finalmente tenho um lugar para mim, que nunca tive antes. Assim que esta turnê terminar, vou para casa onde terei tempo para mim. Eu vou conseguir um sistema de gravação de quatro faixas, trazer instrumentos, e tocar para o conteúdo do meu coração. Quero aprender a tocar guitarra. Eu quero fazer composições. Eu vou aprender coisas - aprender a tocar com outras pessoas - não necessariamente outras bandas, mas apenas pessoas que conhecem a música. Estou aberto a qualquer coisa. Eu realmente quero trabalhar com outros músicos, porque eu nunca fiz isso antes. Eu adoraria entrar em um estúdio, resolver as coisas de uma nova maneira, e ser um baterista de sessão. Eu acharia incrivelmente desafiador.
Eu prefiro ir como um convidado e trabalhar com as pessoas sobre a escrita das músicas. Eu não quero trabalhar com pessoas que chegam e dizem: "toque isso". Se eles só querem dizer o que fazer, eles podem muito bem usar uma bateria eletrônica. Outra coisa que eu gostaria de fazer um dia é construir o meu próprio estúdio para as minhas especificações. Eu teria uma sala grande. Tudo seria grande e ambiente - madeira e concreto. Embora eu não seja um grande fã do Led Zeppelin, sou um fã do John Bonham, e sei que todos os discos do Zeppelin foram feitos em salas grandes. Muitos dos primeiros discos Stones - sons excelentes, ótimos sons do ambiente."

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Bono aparece em vídeo para 'An Inconvenient Sequel: Truth To Power', próximo documentário de Al Gore


Paul McCartney, Bono, Pharrell Williams e muitos outros músicos falam sobre como é necessário que a sociedade preste atenção nos efeitos do aquecimento global em um vídeo lançado, intitulado 'Why Are You Inconvenient?' (Por Que Você É Inconveniente?) que antecipa o lançamento de 'An Inconvenient Sequel: Truth to Power', próximo filme de Al Gore. O documentário chega aos cinemas brasileiros em 9 de novembro.
"Eu sou inconveniente pelo futuro do planeta", diz McCartney. "Os mais pobres estão furiosos porque eles são os primeiros atingidos pelas mudanças climáticas", continua Bono. "Nós temos apenas um planeta para viver – ainda não chegamos em Marte", comenta Williams. "Até chegarmos lá, eu vou ser inconveniente."
Sentimentos similares são transmitidos na fala de Adam Levine, do Maroon 5, Camila Cabello, Jennifer Hudson, Steve Aoki, Randy Jackson e Ryan Tedder, do OneRepublic, que também estão no vídeo. Tedder coescreveu a música "Truth to Power", que aparece em An Inconvenient Sequel e nos segundos finais de 'Why Are You Inconvenient?'.
'An Inconvenient Sequel: Truth to Power' chega mais de dez anos após 'Uma Verdade Inconveniente' (2006), o primeiro documentário de Gore sobre os perigos do aquecimento global. O filme ganhou dois Oscars – por Melhor Documentário e por Melhor Música Original – e rendeu um Nobel da Paz ao diretor.



Do site: Rolling Stone

O que teria realmente causado a mudança de local do show do U2 no Rio de Janeiro em 1998 pela Popmart Tour?


Faltando 17 dias para a primeira apresentação do U2 no Brasil pela turnê Popmart em janeiro de 1998, os organizadores Franco Bruni e Fran Tomasi, anunciaram que o show do grupo no Rio, marcado para 27 de Janeiro, havia sido transferido do Estádio do Maracanã para o Autódromo Municipal Nelson Piquet, em Jacarepaguá.

Segundo Bruni, o motivo da mudança foi técnico: o túnel de acesso à pista do Maracanã não dava passagem ao guindaste utilizado na montagem do palco. Era impossível rebaixar um dos túneis.
A indefinição de local estava ameaçando a realização do show do U2 no Rio de Janeiro. O diretor de produção da turnê PopMart, Jake Kennedy, soltou comunicado dizendo que a banda tocaria no Estádio do Maracanã no dia 27, contrariando as declarações do empresário carioca Franco Bruni.
"Nenhum engenheiro assume o risco do rebaixamento do túnel comigo. Agora, a produção do U2 que trabalhe direito. Se eles têm uma solução, porque não tinham há cinco meses, quando já sabiam dos problemas?", disse.
No comunicado enviado diretamente à imprensa brasileira, o empresário da banda, Paul McGuinness, afirmou: "Todos os problemas logísticos foram resolvidos".
Bruni, por sua vez, disse que o comunicado o pegou de surpresa e que era praticamente impossível, por problemas técnicos, que o show se realizasse no estádio.
"O comunicado não é real. Se alguma coisa for imposta, aí realmente tem muita coisa que vai pegar... Isso é um capricho da banda", afirmou Bruni.
No entanto, a Suderj (Superintendência de Desportos do Rio de Janeiro) não havia sido comunicada oficialmente de nada.
Segundo informações da produção brasileira, para que o guindaste entrasse no estádio era preciso de uma escavação de 85 metros de comprimento por 1 metro de profundidade.
Um complicador foi que as plantas do Estádio do Maracanã foram perdidas e não se sabia se havia tubulações ou encanamentos no local. Além dos riscos, a obra foi orçada em cerca de R$ 500 mil.
"Quando o Tom Armstrong veio vistoriar o Maracanã, ele me disse 'sem guindaste, não há show'. Agora eles estão mandando a solução de reduzir a tonelagem dos guindastes. Querem que desmontemos as máquinas do lado de fora para remontar lá dentro, mas não cogitaram essa hipótese antes", afirmou Bruni.
A assessoria de imprensa do U2 em Londres apenas confirmava o teor do comunicado.
A Suderj, que era administradora do estádio, quando foi comunicada, apresentou outra versão. O presidente da Suderj, Raul Raposo, disse que recebeu fax de Bruni pedindo desconto de R$ 40 mil para alugar o estádio.
No fax, segundo Raposo, Bruni justificava o pedido afirmando que as vendas estavam ruins e só 7% dos 120 mil ingressos tinham sido vendidos.
Segundo os próprios produtores, até aquela data do anúncio da troca, haviam sido vendidos 20 mil ingressos.
Os produtores já haviam pago à Suderj R$ 125 mil pela reserva do estádio. Segundo Raposo, a quantia seria abatida do total do aluguel do estádio (aproximadamente R$ 280 mil, que seriam pagos naquele mês). Com a transferência do show, os R$ 125 mil não foram devolvidos aos organizadores.
Na entrevista realizada, os produtores negaram qualquer problema com o aluguel e atribuíram a mudança ao guindaste.
Mais uma coisa estranha: Franco Bruni disse ter sido informado pelo presidente da Suderj de que o Maracanã não estaria disponível no dia 27, data prevista para o show.
Bruni disse ter sido informado por Raposo de que, entre os dias 21 e 31 de janeiro, seriam realizados no estádio sete jogos do Torneio Rio-São Paulo de futebol.
Raposo não quis falar com os jornalistas, mas informou, por meio de sua assessoria de imprensa, ter decidido ceder o estádio para o torneio após ter recebido um fax dos produtores da turnê, no dia 7 de janeiro, informando que o show no Maracanã estava cancelado.
O show foi transferido, mas um fax enviado pelos produtores da banda insistia na apresentação no estádio. "Com o cancelamento, o Maracanã foi reservado para os jogos do torneio Rio-São Paulo. A insistência dos produtores mostra que Franco Bruni está desesperado e o quanto ele é antiprofissional", disse Raposo.
Raposo disse que o problema do guindaste poderia ter sido resolvido com a desmontagem da peça e que não havia recebido dos produtores a planta do palco, o laudo de segurança dos bombeiros e o alvará.
No meio disso tudo, o Corpo de Bombeiros informou que ainda não havia recebido o pedido de expedição de laudo técnico de segurança e cálculo de público para a realização do show do U2 no Rio.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o laudo deveria ser pedido num prazo entre 15 e 30 dias antes, para que houvesse tempo de avaliação.

Kendrick Lamar confirma que o sampler utilizado em seu disco é de uma canção inédita do U2


Kendrick Lamar colaborou com o U2 na faixa "XXX", presente em seu mais recente álbum 'Damn', em uma parceria que surpreendeu os fãs de ambos.
Lamar disse que "XXX" foi o resultado de uma ideia que ele tinha trabalhado antes com Bono e que não tinha sido terminada, e que foi então revisada para o seu álbum.
"Nós tínhamos gravações diferentes, que deveríamos estar fazendo juntos. Ele me enviou a parte que ele tinha, eu coloquei algumas ideias para ele, e nós não sabíamos onde estava indo", disse Lamar para a Rolling Stone.
"Eu tinha um álbum que seria lançado, então eu só perguntei a ele, tipo: 'Ei cara, você me faria essa honra de me deixar usar neste disco, usar essa ideia que eu quero juntar porque eu estou ouvindo um certo tipo de 808, uma certa bateria para ela'. E ele estava aberto à isso."
"Há um monte de grandes gravações e grandes parcerias que o mundo provavelmente nunca vai ouvir, porque simplesmente parece não soar legal, não importa o quão grande o nome que esteja envolvido", acrescentou.
Lamar elogiou Bono, dizendo que ele é inspirador "na música e na vida."
"Mas Bono tem tanta sabedoria e tanto conhecimento, na música e na vida. Sentado ao telefone com ele, eu poderia falar com ele por horas. As coisas que ele está fazendo em todo o mundo, de apenas ajudar as pessoas, é inspirador", disse ele.

As linhas que Bono cantou na canção "XXX" de Kendrick Lamar, que foi listada como sendo uma colaboração com o U2, na verdade foi um sampler usado por Lamar, porque as letras foram tiradas realmente de uma canção do U2, uma música que já foi ouvida em sessões de audições do próximo disco do U2, 'Songs Of Experience'. Relatos dizem que as letras estão um pouco mais lentas na versão de Kendrick Lamar do que na versão original do U2. Esta canção do U2 pode ter o título de "American Soul".

As duas versões da canção que Bono afirmou ter trabalhado com T-Bone Burnett


Bono trabalhou com T-Bone Burnett em duas canções, "Purple Heart" (do álbum 'The Talking Animals' de 1987) e "Having a Wonderful Time, Wish You Were Her" (do álbum 'Behind The Trap Door' de 1984). Os dois tinham sido apresentados em 1984, quando Ellen Darst estava trabalhando na gerência de T-Bone Burnett, e também na gerência em Nova York da Principle Management, que cuidava da carreira do U2.
No final da década em uma entrevista para a revista Propaganda, Bono revelou que ele e Burnett estavam trabalhando em uma terceira música juntos:

Propaganda: você escreveu uma música com T-Bone alguns anos atrás. "Having a Wonderful Time, Wish You Were Her"

Bono: Eu realmente gosto dessa música, mas eu não escrevi muito dela. T-Bone foi muito generoso me dando 50% da música. Eu escrevi outras com T-Bone como "Purple Heart" em seu último álbum, eu acho que nós começamos uma outra. Ele está trabalhando nela para seu próximo LP - é aquela para responder a todas as perguntas já feitas. Chama-se "I Can Explain Everything".

Essa entrevista para o Propaganda foi feita no final de 1988. O álbum 'The Criminal Under My Own Hat' de T-Bone Burnett foi lançado no verão de 1992. A canção "I Can Explain Everything" não aparece uma vez, mas sim duas vezes no álbum em duas versões muito diferentes.





O assunto é familiar para os fãs do U2. Políticos, pregadores. É uma ideia que se seguiu até a ZooTV com o personagem de Bono, Mirrorball Man.
O álbum não credita Bono nas letras. É possível que as contribuições de Bono sobre a música não tenha sido usada. Também vimos no passado que, por vezes, o U2 optou por não ser creditado em projetos paralelos, mesmo tendo contribuído. Mas a entrevista na revista Propaganda afirma claramente que Bono estava trabalhando na música com T-Bone Burnett.

Do site U2 Songs (antigo U2 Wanderer)

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Ex-empresário diz que o U2 cogitou cancelar o show no Rio de Janeiro em 1998 pela turnê Popmart


No dia 27 de Janeiro de 1998, o U2 fez seu primeiro show no Brasil, com o empresário da banda, Paul McGuinness, irritado com o produtor e uma das empresas patrocinadoras da turnê no país.
Em reportagem divulgada pela agência RMP naquele ano, o empresário do U2 disse que sempre quis se apresentar no "lendário" Estádio do Maracanã. "E é isso que faremos... é o gramado consagrado de Pelé", acrescentou.
Paul McGuinness não poupou críticas ao produtor dos shows da banda no país, Franco Bruni.
"O ponto negativo desta turnê na América Latina está sendo o conflito com os promotores do evento no país. Eles produziram muitos problemas", disse McGuinness, no Autódromo Nélson Piquet na época. "A mudança do show do Maracanã para cá ainda não foi explicada."
McGuinness disse que também não gostou da maneira como o show foi transferido. "Fizeram a mudança antes de falar com a banda. Nós só ficamos sabendo após o anúncio oficial para a imprensa."
Bruni, por sua vez, voltou a bater pé na sua opção. "Se não for no Autódromo, não vai ser em lugar nenhum", disse. "Na nossa interpretação, o que a banda fez foi uma declaração tentando ser simpática ao Rio", completou o secretário municipal de Esportes e Lazer, José Moraes, com quem a produção do show se reuniu e com quem ela assinou o contrato de aluguel do Autódromo.
Na ocasião, Bruni disse que o show seria transferido para o Autódromo porque o guindaste que faria a montagem do telão não passaria pelo túnel do Estádio do Maracanã.
Paul McGuinness disse: "Nesse ponto, não sei no que acreditar. Mas vários shows foram feitos lá e acho que o nosso também poderia ser feito."
Segundo ele, o show no Rio foi mantido por causa do público.
"O cancelamento foi estudado, mas sabíamos que já haviam sido vendidos muitos ingressos e mantivemos o show em respeito ao público", acrescentou.
O produtor da turnê no país, o empresário Franco Bruni, falou rapidamente com os jornalistas sobre as críticas de McGuinness.
"O contrato foi feito com a TNA, empresa produtora da turnê mundial, e só devo resposta a eles."
Ao desmentir Franco Bruni, que alegou razões técnicas - falta de segurança para abrir um túnel sem o qual os guindastes para a montagem do palco não iriam entrar no Maracanã - para a mudança de local, o diretor de produção da PopMart, Jake Kennedy, informa na reportagem: "Houve alguns problemas logísticos no estádio, porém todos foram resolvidos. Estamos em dia com a programação e esperamos avidamente apresentar um grande espetáculo no Maracanã." Em entrevista, Franco Bruni havia revelado que, quando da opção pelo Autódromo, as negociações com a Suderj, órgão público que administra o Maracanã, pelo preço a ser pago pelo estádio ainda não tinham sido encerradas. Contactado pela Agência JB, o presidente da Suderj, Raul Raposo, informou que não tinha nada a dizer sobre o caso.
José Moraes negou a existência de uma disputa entre a secretaria municipal de Esportes e Lazer e a Suderj pelo show do U2. "Não tenho nada contra o Raposo. A nossa briga é para manter o show no Rio de Janeiro", afirmou. Segundo ele, o Autódromo tinha uma estrutura para megaeventos (o último tinha sido uma micareta que reuniu 400 mil pessoas) que poderia ser acionada imediatamente. "No Autódromo, tenho um heliponto que pode receber 15 helicópteros ao mesmo tempo. No Maracanã, o pouso é complicado. E, se chover, pára tudo em volta", disse.
Os shows no continente foram os únicos da turnê Popmart patrocinados. Avesso a patrocínio, o U2 aceitou ceder para tocar pela primeira vez na América Latina.
"Não ter patrocinador é um princípio difícil. Nós vivemos em um mundo muito comercial. Acho que todos se sentem desconfortáveis com patrocínio. Mas, nesse caso, é praticamente impossível vir para a América do Sul".

A Entrevista: Larry Mullen na Modern Drummer em 1985 - Parte II


Larry Mullen em 1985 em entrevista para a Modern Drummer:

"Essa música, "Drowning Man", simplesmente evoluiu espontaneamente. Foi gravada no Windmill Lane, o estúdio em Dublin que usamos. É um lugar incrível, com sua própria personalidade. Você pode obter um som de bateria imaculado no corredor, que são paredes de pedra sólidas com um teto muito alto. Eu coloquei meu kit lá fora, e eles colocaram os microfones por todo o caminho no alto da escadaria. Gravei muitas músicas lá.
Quando fizemos "Like A Song", Windmill Lane não tinha uma sala ambiente. Estávamos tendo problemas porque não conseguimos gravar no corredor tarde da noite. Então, nós simplesmente cercamos o kit com ferro ondulado e colocamos os microfones no topo, tentando obter um som ambiente, porque eu não gosto de usar o ambiente técnico em tudo. Não acho que seja muito natural. Mas a ideia de realmente construir para si mesmo, eu gosto disso.
Em 'The Unforgettable Fire', há muitos toques orientais, mesmo no design do álbum, com a rica cor púrpura e a caligrafia. Quando fomos para o Japão, evitamos todas as armadilhas "turísticas". A maioria das bandas permanecem nos hotéis do rock n roll. Nós ficamos em hotéis tradicionais japoneses e comemos em restaurantes tradicionais japoneses. Em todo lugar que fomos, ouvimos a música tradicional, e foi fantástico. Obviamente, fomos todos influenciados por isso.
Gravamos em um enorme salão de baile do castelo, com pinturas antigas por toda parte. Nós definimos o kit no meio da sala, com microfones por toda parte, apenas para quebrar todas as barreiras das coisas normais para fazer na gravação - encontrar o lugar "correto" para colocar o kit, obter o "som bom", e todo esse tipo de coisa. Em vez disso, fomos todos ao salão de baile juntos e tocamos. Não houve separação; muitas das faixas foram feitas ao vivo. E quando nós quisemos remixar algumas coisas - quando nós realmente colocamos as trilhas e tentamos separar as coisas - não podíamos; Tudo estava por toda a parte! Todas as guitarras nas faixas de bateria, e tudo isso, foi o que o tornou especial.
Eu estava muito envolvido - muito mais do que eu estava nos outros discos - na escrita, nos sons, e em ter certeza de que a bateria estava correta.
Danny Lanois, que trabalhou conosco durante uma semana como co-produtor, estava muito interessado em padrões de bateria. Nós passamos muito tempo ouvindo música e falando sobre bateria e como elas se encaixam na construção de nossas músicas. Danny e Brian não haviam trabalhado com uma banda como o U2, então eles estavam aprendendo algo novo também, e havia uma vibração real. Todos estavam lutando por algo novo. Foi ótimo. Eu realmente não entendo exatamente o que era, porque você sempre vê os produtores como pessoas sentadas atrás de uma mesa de mixagem, mas estavam na frente, eles estavam tocando conosco. Nós passamos as tardes apenas tocando: Edge na guitarra, Brian nos teclados, Danny na percussão, apenas se divertindo, sendo apenas musical. E essa foi a diferença. Eles também estavam sendo músicos. Não eram produtores. Eles se tornaram parte da banda, e espero que voltemos a trabalhar com eles. Eu realmente aguardo com expectativa. Aprendi muito com os dois.
Gosto de bateria simples e coisas simples. Eu acho que os bateristas estão no palco para manter a batida ao melhor de suas habilidades. E se eles querem ser chamativos, eles também podem ser chamativos, mas eu odeio bateristas "estrela". Eu odeio quando os bateristas saem e jogam suas baquetas todas as noites. Eu realmente odeio isso. Isso realmente me incomoda.
Eu toco bongos, e eu faço muita percussão estranha. Em "Gloria", há uma parte durante o intervalo perto do final quando eu estava fazendo apenas alguns overdubs de percussão simples. No corredor, havia uma mesa com um sino, um pires, e eu simplesmente fui até a mesa e bati o pires com minhas baquetas no tempo com a batida. Isso é o que eu gosto especialmente: percussão experimental, e não os efeitos de percussão realmente tradicionais.
Em "I Will Follow", tivemos os sons de garrafas sendo quebradas e uma baqueta encostando através dos raios de uma roda de bicicleta. Edge, nosso guitarrista, realmente fez isso.
A maioria das vezes não entramos no estúdio com idéias escritas. Adam e eu podemos sentar, e eu posso ter uma linha de bateria. Ele pode ter uma linha de baixo. Nós gravamos em uma fita, e damos isso para Bono e Edge. Então, todos nos juntamos e discutimos. É um processo democrático. Tudo é dividido em quatro partes, e é bastante exigente. Você deve se envolver desde o início, não há espaço para ser descontraído. Às vezes, pode ser chato para um baterista, porque eles definiram suas linhas de bateria e eles estão trabalhando em partes de guitarra, então você precisa se sentar e esperar que eles juntem."

Por trás das imagens projetadas na tela em "UltraViolet (Light My Way)" na 'The Joshua Tree Tour 2017' - Parte IV


Agradecimento ao site U2 Songs (Antigo U2 Wanderer)

Uma das peças visuais que acompanha a 'The Joshua Tree Tour 2017' do U2 é um conjunto de fotografias de mulheres que são projetadas na tela enquanto a banda toca "UltraViolet (Light My Way)". As mulheres vêm de uma vasta gama de idades e origens, mas a maioria são reconhecidas por terem desempenhando um papel nos direitos humanos ao longo dos tempos. Cada show até agora, tiveram uma pequena mudança nas fotos projetadas.
A peça abre com a palavra "History" na tela, que é lentamente substituída por "HerStory".
As imagens na tela estão sendo desenvolvidas em conjunto com a HerStory. (@ URherstory_uk/herstoryuk.org) O projeto HerStory é um projeto fundado e gerido por Alice Wroe, e o site HerStory explica que eles "usam arte feminista para engajar pessoas de todos os gêneros com a história das mulheres". O grupo organiza workshops em instituições culturais e educacionais em todo o Reino Unido, e vem consultando o U2 nas imagens usadas na tela durante "UltraViolet (Light My Way)".
A tela é dividida em cinco áreas quadradas. Um quadrado é geralmente usado para mostrar a performance da banda. Os outros quatro quadrados exibem imagens de mulheres, e datas. As imagens são coloridas em cores vivas, rosas, verdes, roxos, amarelos, vermelhos e azuis.
A banda utilizou em um show as imagens para a performance de "Mysterious Ways".
O fim do vídeo no telão mostra uma imagem em tela cheia, de um grupo de mulheres, segurando um banner dizendo "Mulheres do Mundo se Unem!" e em seguida muda para "A Pobreza é Sexista" e termina com "O Poder do Povo é muito mais Forte do que as Pessoas no Poder". Bono normalmente usa o final da canção como uma oportunidade para falar sobre a ONE. "Poverty is Sexist" é também uma das campanhas que estão sendo executadas pela One.org

Europa - Segunda Perna

Die Trümmerfrauen

No final da Segunda Guerra Mundial, a Alemanha estava em ruínas. As mulheres alemãs encontraram-se pressionadas no serviço para limpar os entulhos após a guerra devido à escassez dos homens devido à guerra. As mulheres foram chamadas para trabalhar limpando tijolos e entulho das ruas e limpando o caos pós-guerra. Essas mulheres são chamadas Die Trümmerfrauen que se traduz em "As Mulheres Destroços". Há monumentos em toda a Alemanha para estas mulheres que ajudaram a reconstruir o país no rescaldo da guerra.

Dunnes Stores Strikers

Em 1984 para tomar uma posição contra o apartheid na África do Sul, um número de trabalhadores na Irlanda na Henry Street Dunnes Store entraram em greve. E eles permaneceram em greve por quase três anos, até abril de 1987, recusando-se a lidar com bens que foram importados da África do Sul.

Betty Williams & Mairead Corrigan

Williams e Corrigan receberam o Prêmio Nobel da Paz de 1976 por seu trabalho para acabar com a violência na Irlanda. Eles co-fundaram a organização Women for Peace e ajudaram a lançar o Movimento para a Paz na Irlanda do Norte.

Women’s Land Army

Foi uma organização civil britânica criada durante a Primeira e Segunda Guerra Mundial para permitir que as mulheres trabalhassem na agricultura substituindo homens que estavam servindo no exército. As mulheres que trabalharam na agricultura durante a guerra foram chamadas Land Girls.

Sister Stanislaus Kennedy

É uma freira irlandesa, servindo com as Irmãs Religiosas da Caridade, que atende os pobres e desfavorecidos. Em 1985, fundou o Focus Ireland, e também criou o Immigrant Council Of Ireland. Ela nasceu em 1939.

Ciara Lawrence

É um ativista inglesa cujo trabalho com a caridade Mencap vê sua desigualdade de batalha para aqueles com deficiência de aprendizagem. Ela trabalhou em uma série de campanhas para a Mencap incluindo uma campanha anti-bullying de sucesso. Atuou também como representante na Plataforma Europeia para Auto Defensoria e sentou-se no Conselho de Inclusão Internacional.

Ada Lovelace

Foi uma matemática e escritora inglesa. Hoje é reconhecida principalmente por ter escrito o primeiro algoritmo para ser processado por uma máquina, a máquina analítica de Charles Babbage. Durante o período em que esteve envolvida com o projeto de Babbage, ela desenvolveu os algoritmos que permitiriam à máquina computar os valores de funções matemáticas, além de publicar uma coleção de notas sobre a máquina analítica. Por esse trabalho é considerada a primeira programadora de toda a história.

Prudence Mabele

Foi um ativista sul-africana que defendeu os direitos das crianças e mulheres que vivem com HIV e AIDS e defendeu a violência baseada no gênero. Mabele foi internacionalmente reconhecida por seu trabalho. Mabele nasceu em 1971 e morreu de pneumonia em 10 de julho de 2017.

Queen Mathilde

É a atual Rainha consorte da Bélgica, assumindo o cargo em julho de 2013. A Rainha participa no Fórum Econômico Mundial Anual em Davos e atua como membro do Young Global Leaders Group. Ela também atua com o presidente da Unicef da Bélgica. Nasceu em 1973.

Lucy Matthew

Foi fundamental na campanha Drop the Debt e mais tarde envolvida na DATA (Debt AIDS Trade Africa) com Bono. Ela acompanhou Bono em 2015 em uma visita a Ruanda, e foi listada na época como consultora sênior de Bono na One Foundation.

Mary McAleese

É uma advogada e jornalista, e foi eleita, no dia 30 de outubro de 1997, presidente da Irlanda, sucedendo a Mary Robinson. McAleese centrou-se em questões relativas à justiça e à igualdade social durante o seu tempo no cargo. Interessou-se em questões de direitos das crianças e pediu uma votação no Sim no referendo irlandês da igualdade matrimonial, descrevendo-a como uma questão de direitos humanos.

Nell McCafferty

É uma jornalista irlandesa, dramaturga e ativista de direitos civis. Durante sua carreira, escreveu para The Irish Times, Hot Press e The Village Voice. Foi membro fundadora do Movimento Irlandês de Libertação das Mulheres. McCafferty nasceu em 1944.

Catherine McGuinness

É uma juíza irlandesa aposentada. Ela foi a primeira juíza no Tribunal de Circunscrição na Irlanda, e também sentou-se na Suprema Corte e Supremo Tribunal. Durante o seu período, ela trabalhou como defensora dos direitos das crianças e do direito da criança. McGuinness nasceu em 1934.

Rita Levi-Montalcini

Foi uma médica neurologista italiana. Foi agraciada com o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina de 1986 pela descoberta de uma substância do corpo que estimula e influencia o crescimento de células nervosas, possibilitando ampliar os conhecimentos sobre o mal de Alzheimer e a doença de Huntington. Desde 24 de junho de 1974 era membro da Pontifícia Academia das Ciências.
Ela se tornou a primeira laureada com o Nobel a chegar aos 100 anos de idade, evento marcado por uma festa na prefeitura de Roma. Quando Rita morreu, era a mais velha laureada com o Nobel ainda viva.

Herta Müller

É uma novelista, escritora, poetisa e ensaísta alemã nascida na Romênia. Destaca-se pelos seus relatos acerca das duríssimas condições de vida na Romênia sob o regime político comunista de Nicolae Ceauşescu. Foi casada com o escritor Richard Wagner. A utilização da língua alemã por Herta Müller é um signo de resistência, mas também, uma fonte de preconceito, trauma e violência. A ficção de Müller é moldada pela violência contra a minoria de fala alemã na Romênia da ditadura comunista.
Foi galardoada com o Nobel de Literatura de 2009 por "com a densidade da sua poesia e a franqueza da sua prosa, retratar o universo dos desapossados".

Nadia Murad

É uma ativista de direitos humanos yazidi, indicada ao Prêmio Nobel da Paz e, desde setembro de 2016, a primeira Embaixadora da Boa Vontade para a Dignidade dos Sobreviventes de Tráfico Humano das Nações Unidas. Ela foi sequestrada pelo grupo terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante em agosto de 2014.
Ela foi mantida como escrava na cidade de Mossul, espancada, queimada com cigarros e estuprada quando tentava escapar. Em novembro de 2014, Nadia conseguiu escapar depois de seu captor deixar a casa aberta. Ela foi levada por um vizinho da família, que conseguiu contrabandeá-la para fora da área controlada pelo Estado Islâmico, o que lhe permitiu chegar a um campo de refugiados em Dohuk, no norte do Iraque, e, em seguida, para Estugarda, na Alemanha.

Kasha Nabagesera

É uma ativista de direitos LGBT de Uganda. Ela é a fundadora e diretora-executiva de uma organização de direitos LGBT chamada Freedom & Roam Uganda (FARUG) e, em 2011, ganhou o Prêmio Martin Ennals para Defensores de Direitos Humanos. Kasha fez uma campanha pública pelo fim da homofobia em Uganda, onde a homossexualidade é ilegal.

Giuseppina Nicolini

É a prefeita de Lampedusa, Itália, e recebeu um Prêmio da Paz pela Unesco por seu trabalho em salvar a vida dos refugiados e recebê-los na Itália com dignidade. Desde que se tornou prefeita em 2012, Nicolini comprometeu-se com a gestão de crises de refugiados.

Marie Popelin

Era um advogado belga, militante política e feminista. Defendeu o desenvolvimento da educação das mulheres e foi a primeira mulher belga a receber um doutorado em direito. Popelin viveu entre 1846 e 1913.

Adi Roche

É uma ativista, fazendo campanha pela paz, ajuda humanitária e educação. Ela é a fundadora e chefe da instituição de caridade Chernobyl Children International. Roche nasceu em 1955.

Marjane Satrapi

É uma romancista gráfica, ilustradora, cineasta e escritora franco-iraniana. Ficou conhecida como a primeira iraniana a escrever história em quadrinhos. A adaptação animada de sua série de quadrinhos Persépolis, que ela co-dirigiu junto a Vincent Paronnaud, foi indicada para o Oscar.

Faye Schulman

Polonesa. Durante a Segunda Guerra Mundial, ela atuou como fotógrafa e, ao contrário de sua família que foi morta quando os nazistas invadiram, ela foi poupada devido a seus talentos como fotógrafa. Os nazistas a recrutaram para trabalhar como fotógrafa, incluindo forçá-la a fotografar sua própria família em uma fossa. Ela trabalhou como membro da resistência como enfermeira de 1942 a 1944. Schulman nasceu em 1919.

Sophie Scholl

Era membro da Rosa Branca, movimento da resistência alemã antinazista. Foi condenada por traição e executada na guilhotina. É conhecida como uma das poucas alemãs que se opuseram ativamente ao Terceiro Reich durante a Segunda Guerra Mundial e é também vista como um mártir.

Mary Seacole

Foi uma enfermeira jamaicana destacada pela sua dedicação pessoal no decurso da Guerra da Crimeia. Estabeleceu o British Hotel, onde providenciou alojamento a militares doentes e convalescentes, e socorreu feridos no campo de batalha. A sua popularidade entre os combatentes levou a que fosse angariado dinheiro em sua causa quando esteve sujeita à miséria após a guerra.
Apesar dos seus feitos serem comparáveis aos de Florence Nightingale, só veio a ser reconhecida publicamente a partir de 1973 com a redescoberta da sua autobiografia, Wonderful Adventures of Mrs. Seacole in Many Lands, dentre as primeiras por uma mulher mulata. Foi postumamente agraciada com a Ordem de Mérito Jamaicana em 1991 e votada como a maior personalidade negra britânica em 2004.
A inauguração de uma estátua em sua honra, no Hospital de St Thomas, que inclui uma descrição sua como "pioneira" gerou algumas opiniões dissonantes. Também gerou controvérsia a proposta da sua exclusão do currículo escolar britânico.

Irena Sendler

Também conhecida como "O Anjo do Gueto de Varsóvia", foi uma ativista dos direitos humanos durante a Segunda Guerra Mundial, tendo contribuído para salvar mais de 2.500 vidas ao conseguir que várias famílias escondessem filhos de judeus no seio do seu lar e ao levar alimentos, roupas e medicamentos às pessoas barricadas no gueto, com risco da própria vida.
Ela foi capturada pela Gestapo, torturada e sentenciada à morte, mas ela conseguiu fugir da execução. Ela viveu de 1910 a 2008.

Sophia Duleep Singh

Singh era um proeminente sufragista no Reino Unido, lutando pela igualdade das mulheres. Sua madrinha era a Rainha Vitória. Ela liderou a Liga de Resistência a Impostos da Mulher e participou de outros grupos de sufrágio feminino. Singh viveu de 1876 a 1948.

Joke Smit

Smit era uma política holandesa e feminista. Publicou uma série de artigos em revistas literárias que levaram a uma nova onda de feminismo nos Países Baixos no final da década de 1960. Smit viveu entre 1933 e 1981.

Sookee

Nascida Nora Hantzsch, é uma rapper alemã. Sookee frequentemente luta contra o sexismo, a homofobia e a violência. Ela é pro igualdade em suas letras e espera um dia viver em um mundo onde a igualdade seja alcançada. Sookee nasceu em 1983.

Katie Taylor

É a maior estrela do boxe feminino. A irlandesa, principal esportista de seu país, ajudou a colocar a modalidade nos Jogos Olímpicos e hoje é praticamente imbatível. Ela tem atuado para promover a língua irlandesa. E ela é uma embaixadora da marca para uma companhia de seguros feminina.

Marleen Temmerman

A senadora socialista flamenga, também médica ginecologista respeitada na comunidade científica, surpreendeu a Bélgica com um apelo nacional: nada de sexo até que os líderes políticos cheguem a um acordo para formar, de uma vez por todas, o novo governo.

Nafissatou Thiam

É uma atleta belga, campeã olímpica e mundial do heptatlo.

Sandy Toksvig

É uma comediante dinamarquesa, escritora e ativista política. Ela é uma das fundadoras do Partido da Igualdade das Mulheres. Ela atualmente trabalha com uma série de programas de televisão britânicos. Toksvig nasceu em 1958.

Katherine Tynan

Era uma escritora irlandesa. Sua poesia foi publicada pela primeira vez em 1878, e ela era uma contemporânea de William Butler Yeats. Ela disse ter escrito mais de 100 romances em sua vida, bem como inúmeros poemas. Tynan viveu de 1859 a 1931.

Mabel Van Oranje

Também é conhecida como Princesa Mabel de Orange-Nassau e é membro da família real holandesa. Ela é uma ativista de direitos humanos e co-fundou a ramificação holandesa da War Child. Van Oranje nasceu em 1968.

Simone Veil

Foi uma política francesa, conhecida pelo fato de enquanto Ministra da Saúde ter defendido em 1974 um projeto de lei que despenalizou a interrupção voluntária da gravidez em França. Foi também a primeira mulher a presidir ao Parlamento Europeu (1979-1982). Foi membro do Conselho Constitucional de França.

Emma Watson

Atriz e ativista, que tem lutado nos últimos anos pela igualdade de direitos entre homens e mulheres. Foi nomeada Embaixadora da Boa Vontade pela ONU.







quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Coisas Do Brasil: 1998, e os ingressos falsificados para shows do U2 pela turnê Popmart eram xerox coloridas


No dia 31 de Janeiro de 1998, no Estádio do Morumbi em São Paulo, o U2 realizou o terceiro e último show da turnê Popmart no Brasil.
A organização informou que dez credenciais falsas foram apreendidas. O inspetor fiscal da prefeitura Nadim Joukadar, que fiscalizava junto com a Ecad as portarias do estádio, declarou que, em apenas uma delas, cerca de 20 ingressos falsificados por meio de xerox colorida haviam sido recolhidos.
A polícia registrou até às 23:00, 35 ocorrências, a maioria por posse de entorpecentes. Entre 22:30 e 23:00, a rampa de madeira que deu acesso do setor 5 ao gramado se rompeu, mas não causou vítimas. A PM isolou a área.
Segundo a Polícia Militar, a apresentação foi realizada com um público maior do que a lotação autorizada pelo Contru (Departamento de Controle de Uso de Imóveis), cerca de 95 mil pessoas. Mas segundo a organização, o total de público no show foi de 74.500 pessoas - exatamente a lotação autorizada. Esse total seria baseado na totalidade dos ingressos vendidos.
Esses dois órgãos que fariam a contagem de público por meio dos canhotos de ingressos. Assim, puderam obter o valor sobre o qual cobraram os 10% que o Ecad arrecadou sobre a bilheteria e os outros 10% que foram recolhidos pela prefeitura como ISS.
E é claro, sumiu dinheiro! A renda das três apresentações do U2 no Brasil, de acordo o balanço final da C&A, foi de R$ 7 milhões. Segundo o chefe de contabilidade da C&A, Carlos José Predolim, deste valor deveriam ser depositados em juízo, R$ 500 mil.
"Esse valor corresponde à parte da C&A, mas o empresário do grupo, Paul McGuinness, nos mostrou uma planilha em que consta que a renda total foi de R$ 9,8 milhões. Temos ainda direito a R$ 480 mil", disse José Diamantino, advogado do Ecad. O Ecad entrou na Justiça para receber 10% da renda bruta do evento.
Segundo Diamantino, o valor de R$ 9,8 milhões correspondeu à venda de 66.946 ingressos dos 118.888 do Rio e de 154.056 dos 182.000 de São Paulo.
"Franco Bruni, produtor do show, vai ter que prestar contas à Justiça sobre os R$ 2,8 milhões que faltam."
O Ecad informou semanas depois que a 19ª Vara Cível de São Paulo concedeu liminar para que 10% da receita bruta dos ingressos da bilheteria dos shows do U2 na cidade fosse revertida para o escritório.
O advogado do Ecad, Carlos Otávio Guzzo, que trabalhava para a matriz do escritório, no Rio, disse que o fato de o U2 ser uma banda estrangeira e só tocar suas próprias músicas não a eximia de pagar direitos autorais.
Segundo Guzzo, o U2 era filiado a uma empresa inglesa, a PRS, que tinhaconvênio com a brasileira UBC (União Brasileira de Compositores), responsável pela distribuição dos direitos autorais.
Do total arrecadado pelo Ecad, a legislação determinou que 75% iriam para os detentores dos direitos sobre as canções, 20% para o Ecad e 5% para as associações de compositores.
Para os shows do U2 em São Paulo, segundo a sucursal paulista do Ecad, foram designados entre 20 e 30 fiscais para trabalhar no Morumbi nas noites de show.

U2 entra com pedido de permissão para construção de um museu na Irlanda dedicado ao seu trabalho


Dublin está prestes a ganhar mais uma atração turística dedicada ao U2. Essa semana foi divulgado que a banda já entrou com o pedido de permissão para construção de um museu na capital irlandesa, dedicado ao seu trabalho.
A localização possivelmente será no estúdio de gravação na área de Docklands, em Dublin, onde a banda gravou muitos de seus sucessos.
Apesar do fato de que – além da Guinness – o U2 é, provavelmente, a "exportação" mais famosa da Irlanda, não há nenhum local físico dedicado exclusivamente aos registros da banda ou suas conquistas no país.
Embora ainda não exista nenhum local dedicado exclusivamente à história da banda, dentro do Little Museum of Dublin, bem no coração da cidade, desde 2013 existe uma área que conta um pouquinho da história do U2, com itens doados por fãs de todo o mundo.



Por Tarcisio Junior do site www.e-dublin.com.br

A Entrevista: Larry Mullen na Modern Drummer em 1985 - Parte I


Larry Mullen em 1985 em entrevista para a Modern Drummer:

"Não há comparação da Irlanda com a América ou mesmo com a Europa. É um país muito isolado, um mundo totalmente diferente. Coisas como aborto, contracepção e pornografia não existem. Você tem que lutar -muito duramente - se você quiser fazer algo diferente. Estar em uma banda é muito, muito difícil. Não há espaço para brincadeiras. Mas é um lugar interessante e bonito, também. Eu moro na Irlanda, eu não viveria em outro lugar. Não tem as pressões do rock'n'roll. Alguém diz: "Olha o baterista do U2". Outra pessoa responde: "E daí?" Na América ou em qualquer outro lugar, você sai do Hotel, e as pessoas querem tirar pedaços de você. Na Irlanda, as pessoas têm respeito e te deixam em paz.
Eu cresci em Dublin. Você sempre tem o mar. De onde eu vivi, é cerca de 500 metros abaixo da estrada. Dublin tem cerca de um milhão de pessoas, mas se você vai apenas uma milha fora da cidade, é muito pacífica, com árvores verdes, e todas as coisas que você imagina estão na Irlanda.
Quando eu estava crescendo, não havia uma estação de rádio rock'n'roll em Dublin. Havia uma estação que tocava ocasionalmente uma música dos Beatles, mas se você quisesse ouvir rock, você tinha que sintonizar uma estação de rádio pirata ou uma estação de rádio britânica como a Radio Luxembourg. Eu tinha o meu rádio de bolso debaixo da minha cama, tentando ouvir a Radio Luxembourg para que eu pudesse ouvir as paradas. Não foi até nos últimos cinco anos que novas bandas viriam para a Irlanda. Antes disso, muitas poucas vieram. Os Stones vieram cerca de dois anos atrás, que foi a primeira vez desde 76 ou 77. Agora o rock é grande na Irlanda. É só que muito poucos podem sobreviver tocando ou fazendo qualquer coisa original.
Eu honestamente não acho que uma banda como o U2 poderia ter vindo de qualquer outro lugar. Tivemos tempo para crescer ao nosso ritmo, protegidos e longe do circo da cultura rock'n'roll. Nunca nos envolvemos nisso. Vivemos na Irlanda, gravamos lá. É o lar, é a liberdade. Podemos ser nós mesmos, estar com nossas famílias, e fazer todas as coisas que os seres humanos estão destinados a fazer. Nossa música vem de estar perto de pessoas reais no mundo real.
O título de 'The Unforgettable Fire' vem de um livro que vimos de pinturas que foram feitas por sobreviventes de Hiroshima. E se você ouvir com muito cuidado as letras de Bono em "Bad" no álbum, ele toca no enorme problema de heroína em Dublin, e tudo o que o rodeia. Estamos muito cientes dessas coisas. Mas vá para Londres, e o que algumas pessoas são influenciadas é a "cena" - roupas, garotas dançarinas, quantas drogas você pode tomar. Nós deixamos isso para trás. Não é sobre o que é essa banda.
Todo o lance de sexo e drogas no rock é tão velho, tão chato e tão pretensioso. Suponho que algumas pessoas pensam que você tem que ir junto com essa imagem antiga para ser roqueiro legítimo, mas por que devemos fingir? É um grande jogo, e nós não jogamos. As pessoas podem fazer as suas próprias ideias sobre o U2.
Eu nunca pensei na minha maneira de tocar, como um estilo até que alguém disse: "Sabe, você tem um estilo realmente único." E eu disse, "Sério, o que é um estilo único?" É difícil para mim articular o que eu faço. Outras pessoas têm que me dizer o que pensam. Uma vez, houve dois bateristas de sessão profissional na TV irlandesa que pegaram as batidas de "Pride (In The Name Of Love)", e explicaram que elas estavam em grandes termos musicais, e explicaram como essa técnica foi usada. Quero dizer, eles podem estar certos, mas eu nunca pensei nisso desta forma! Só faço o que faço. Eu me desenvolvi em algo. Às vezes as pessoas me ligam, escrevem e dizem: "Achamos que você é fabuloso. Você pode nos dar dicas sobre como tocar? A única coisa que eu posso pensar é algo que eu aprendi a mim mesmo e que é, "bata com força". Basta colocar tudo nela, não segure nada.
Eu não faço um aquecimento para entrar no palco. Eu costumava fazer alguns exercícios físicos, mas agora eu só gosto de relaxar e ficar na calma com a banda. Nós quatro nos juntamos com mais ninguém no camarim por uns 15 ou 20 minutos antes de entrarmos no palco. Nós apenas conversamos sobre o show, de maneira agradável e pacífica.
Eu não sei sobre esta coisa de chamar o rock'n'roll de uma nova religião, embora talvez seja que para algumas pessoas. Mas eu acho que a música é uma coisa muito espiritual, sempre foi assim. Você acha que os músicos são muito mais espiritualmente conscientes do que muitas outras pessoas. Espero que as pessoas possam ver o lado espiritual do U2. Espero que as pessoas vejam a nossa música como uma coisa positiva. Mas não estamos na pregação. Não posso colocar meus padrões em outra pessoa. As pessoas vêm aos shows por diferentes razões. Algumas pessoas vêm para ouvir a música para suas mentes, alguns vêm para ouvir a música para seus corações, e alguns vêm para ouvir a música para os seus pés, e isso é bom."

Blog U2 Sombras e Árvores Altas

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