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terça-feira, 22 de agosto de 2017

Pessoas e empresas que compraram ingressos inexistentes para shows do U2 no Estádio do Morumbi pela 'The Joshua Tree Tour 2017' poderão ter o prejuízo minimizado


O São Paulo Futebol Clube entregou no Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) o pedido de abertura de inquérito sobre suposto esquema de venda ilegal de ingressos para shows no Morumbi. As denúncias provocaram a demissão de Alan Cimerman do cargo de gerente de marketing do clube. O ex-funcionário nega as acusações e afirma, por meio de seu defensor, Daniel Bialski, ter documentos que comprovam a lisura de sua atuação.
Porém, de acordo com Roberto Podval, criminalista contratado pelo clube, o prejuízo das pessoas e empresas que compraram os ingressos inexistentes foi de R$ 2 milhões. "Esse número pode aumentar, conforme novas vítimas aparecerem", disse ele.
Ainda conforme o advogado, a denúncia entregue à polícia se refere aos shows do U2, que serão realizados em Outubro, e ao de Bruno Mars, marcado para Novembro. Só uma empresa que teria sido lesada alega prejuízo de quase R$ 1 milhão na compra de ingressos para o evento de Bruno Mars, pela versão de Podval.
Também segundo o criminalista, o clube informou à polícia os nomes de um casal que agiria em conjunto com o ex-gerente. As identidades não foram reveladas por ele à reportagem do UOL. Parte dos ingressos teria sido vendida para uma empresa dos dois a preços mais baixos do que os reais. Então, teriam sido repassados por valores mais caros aos compradores. O lucro teria sido dividido com Cimerman.
A acusação diz ainda que o ex-funcionário vendia camarotes que não estavam disponibilizados (ou seja, os ingressos não existiam) diretamente e pedia que os compradores depositassem o dinheiro em uma conta corrente de um parente dele. Cimerman também nega essa ação.
Também na denúncia entregue ao Deic, há relato, segundo Podval, de falsificação de um recibo em nome de empresa responsável pelo show da banda irlandesa, para ludibriar os compradores dos ingressos inexistentes. Seria a prova de que os bilhetes tinham sido adquiridos. Cópia de um cheque nunca depositado por Cimerman também teria sido mostrada para as supostas vítimas como comprovante de compra dos ingressos. Vale se lembrar de que o gerente também nega essas acusações.
"Temos certeza de que ele vendeu o que não tinha. Houve crime de estelionato, falsificação de documentos e apropriação indébita. A polícia pode chegar a outras conclusões, como lavagem de dinheiro", por exemplo.
Após ser informado pelo UOL Esporte das denúncias, o advogado de Cinerman, Daniel Bialski, voltou a rebater os argumentos da defesa do clube. "Como ele pode vender ingressos, se ele não era o responsável por custodiá-los? E ele me explicou que sequer estava definido quem venderia (o clube ou a empresa responsável) os ingressos para os cessionários dos camarotes. Ademais, ao que eu sei, o clube não teve qualquer prejuízo financeiro porque nenhum ingresso foi cedido ou fornecido e todos os espaços e ingressos ainda serão vendidos. Acrescento que ele não vai e nem pode ser responsabilizado pela incompetência ou arrependimento de e com terceiros".
O clube trabalha para tentar minimizar o prejuízo das pessoas afetadas pelo suposto esquema de corrupção em seu departamento de marketing.
"Legalmente, o clube não tem a obrigação de ressarcir ninguém porque não foi o clube que fez isso. Uma das possibilidades é, por exemplo, vender camarotes para quem foi prejudicado descontando o valor que já foi pago. A ação foi de alguém contratado pelo clube e que teve a confiança da diretoria. Essa confiança acabou sendo traída", disse Roberto Podval.

Vídeo: divertidos momentos com imprevistos ao vivo na turnê iNNOCENCE + eXPERIENCE 2015 do U2


Uma compilação de divertidos momentos com imprevistos ao vivo na turnê iNNOCENCE + eXPERIENCE 2015 do U2!
Bono se perdendo na letra de "Every Breaking Wave", não uma, mas duas vezes!
A banda se perde em "When Love Comes To Town", Larry Mullen pára a performance, mas Bono empolgado com a transmissão do Meerkat está de costas e continua cantando, e Larry acenando e rindo! Bono não quer parar!
"Volcano", e a baqueta voadora de Larry!
Bono afobado no show no Roxy, entrando antes com a letra de "Elevation"!
O piano de The Edge não funciona no palco b, então o guitarrista caminha para o palco principal para tocar um piano reserva, com Bono fazendo piadas para manter a atenção do público, e até chama um fã vestido de Elvis, para passar o tempo!
A baqueta desta vez não voa! Ela vai ao chão em "California (There Is No End To Love)"!
E por último, The Edge cai da passarela do palco em "I Still Haven't Found What I'm Looking For"!

Glen Campbell se foi, mas nos deixou uma gravação de "All I Want Is You" do U2


O cantor e guitarrista norte-americano de country Glen Campbell morreu no dia 8 de Agosto aos 81 anos. O cantor, famoso por sucessos como "Rhinestone Cowboy" e "Wichita Lineman", sofria de Alzheimer há diversos anos.
Seu assessor, Sanford Brokaw, disse que o músico morreu em um centro para pessoas portadoras de Alzheimer em Nashville, cercado por sua família.
"É com o mais pesado dos corações que anunciamos a morte de nosso querido marido, pai, avô e lendário cantor e guitarrista, Glen Travis Campbell, aos 81 anos, seguida de uma longa e corajosa batalha contra o mal de Alzheimer", disse sua família em nota publicada no site oficial do cantor.
Campbell anunciou em junho de 2011 que estava sofrendo de Alzheimer. O cantor de "Gentle On My Mind" então embarcou em uma turnê nacional de despedida que terminou em novembro de 2012.
Campbell começou sua carreira como guitarrista de sessões de gravações em Los Angeles antes de se tornar figura frequente nas paradas musicais, rádio e TV nas décadas de 1960 e 1970. Ele venceu seis prêmios Grammy e teve nove canções número 1 em uma carreira de mais de 50 anos.
O músico lançou um último álbum em junho de 2017, chamado "Adios", que foi gravado após o fim da turnê.
The Edge esteve entre outras muitas estrelas que apareceram em 'Glen Campbell I'll Be Me', um documentário que enfoca a turnê de despedida dele depois de ser diagnosticado com Alzheimer.
The Edge reflete sobre como Glen foi capaz de agir, apesar de sua doença, dizendo: "O público ainda está lá de alguma forma, e desencadeia a sua capacidade de acessar essa outra parte de seu cérebro, o que é incrível."

No ano de 2008, o astro country lançou um disco com covers de canções de rock, chamado 'Meet Glen Campbell'. Foi seu primeiro álbum pela Capitol Records desde 1993.
Dentre as canções, uma versão de "All I Want Is You" do U2!

O texto completo na misteriosa carta que oficialmente dá início à divulgação do lançamento de 'Songs Of Experience' do U2


Ontem, vários fãs do U2 na América Do Norte (membros do U2.COM) foram surpreendidos e relataram que receberam pelo correio uma misteriosa carta promovendo o novo single da banda, "Blackout", talvez o primeiro do novo disco 'Songs Of Experience' que será lançado no final do ano!
A carta de folha branca traz em seu envelope carimbos de Los Angeles e apresentam uma letra datilografada com um texto que se refere à 'Songs of Innocence and Experience' de William Blake, o livro que tem inspirado os dois discos do U2.

A carta começa: "Blake publicou Canções de Inocência e de Experiência: mostrando os dois Estados contrários da alma humana em 1794. Uma coleção de vinte e seis poemas que tem um... "e nesse ponto torna-se difícil a leitura do texto.
Por cima do texto há uma imagem da silhueta do filho de Bono, Elijah, segurando as mãos da filha de Edge, Sian, que vêm da imagem que muitas vezes foi mostrada no telão no final dos shows da 'The Joshua Tree Tour 2017' quando foram finalizados com a nova canção "The Little Things That Give You Away".

O texto completo usado na carta aparece em um site norueguês que oferece material didático baseado no currículo nacional das escolas norueguesas:

Blake published Songs of Innocence and of Experience: Shewing the Two Contrary States of the Human Soul in 1794, and this collection of forty-six poems has a unique position in English literature. Some of them—The Tyger, for example—are among the best-known poems in the English language.
The book combines two sets of poems: Songs of Innocence and Songs of Experience.
These two sets of poems have generated much critical discussion as to how Blake intended them to be understood. But there is general agreement that the two sets of poems are related by the principle of contrast; a contrast between the state of Innocence—to be understood as childhood, idealism, hope—and that of Experience—to be understood as adulthood, disillusionment, social criticism, and despair.
The poems were also meant to be interpreted on another level; that of the world before and after the Fall of Man, and of the struggle within the soul itself. Blake came to see these two states as “contraries in the human soul!”. At first, Innocence is the world of the Lamb, the world of the true God of Love and Understanding, or Jesus, while Experience is the work of the false God, or the great negative influence. But if we can see this, then Experience can also be a means of achieving true insight.
Blake does not tell the reader how these poems should be read, nor is he trying to say that one state is better than the other, but rather leaves it up to the readers to draw their own conclusions.

Blake publicou Canções de Inocência e de Experiência: mostrando os dois Estados contrários da alma humana em 1794, e esta coleção de 46 poemas tem uma posição única na literatura inglesa. Alguns deles — O Tigre, por exemplo — estão entre os poemas mais conhecidos do idioma inglês.
O livro combina dois conjuntos de poemas: Canções de Inocência e Canções de Experiência.
Estes dois conjuntos de poemas têm gerado uma discussão muito crítica sobre como Blake pretendia que eles fossem compreendidos. Mas há um consenso geral de que os dois conjuntos de poemas estão relacionados pelo princípio do contraste; um contraste entre o estado da inocência - para ser compreendido como a infância, o idealismo, a esperança - e a da experiência - para ser compreendido como a idade adulta, a desilusão, a crítica social, e o desespero.
Os poemas foram feitos igualmente para ser interpretados em um outro nível; a do mundo antes e depois da queda do homem, e da luta dentro da própria alma. Blake veio para ver esses dois Estados como "contrários na alma humana!". No início, a inocência é o mundo do cordeiro, o mundo do verdadeiro Deus do amor e da compreensão, ou Jesus, enquanto a experiência é o trabalho do falso Deus, ou a grande influência negativa. Mas se podemos ver isso, então a experiência também pode ser um meio de alcançar o verdadeiro discernimento.
Blake não diz ao leitor como esses poemas devem ser lidos, nem está tentando dizer que um estado é melhor do que o outro, mas sim os deixa para os leitores tirarem suas próprias conclusões.

Esta parte não está na carta, mas é interessante para o contexto:

Inocência
O que é inocência? É algo que só as crianças possuem, ou os adultos também podem ser inocentes? Você pode ser inocente mesmo que você tenha um grande conhecimento, ou mesmo que tenha feito coisas más para outras pessoas? As pessoas inocentes são felizes? Ou você pode ser inocente e infeliz?

Experiência
O que é experiência? Por que essa qualidade é associada apenas a adultos e não a crianças? Quantos anos você tem que ter para ter experiência? Você acha que Blake estava certo em acreditar que olhamos a vida de forma diferente à medida que crescemos para nos tornar adultos? Se sim, por quê? Ou nós sempre olhamos a vida da mesma maneira, não importa quantos anos temos? Nós nos tornamos automaticamente melhores pessoas quando ganhamos experiência do mundo que nos rodeia?

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Através de carta misteriosa aos fãs, U2 oficialmente dá início à divulgação do lançamento de 'Songs Of Experience'


Vários fãs do U2 na América Do Norte (membros do U2.COM) estão relatando que eles receberam hoje pelo correio uma misteriosa carta promovendo o novo single da banda, "Blackout", talvez o primeiro do novo disco 'Songs Of Experience' que será lançado no final do ano!
A carta de folha branca traz em seu envelope carimbos de Los Angeles e apresentam uma letra datilografada com um texto que se refere à 'Songs of Innocence and Experience' de William Blake, o livro que tem inspirado os dois discos do U2. Não há endereço de retorno.
A carta começa: "Blake publicou Canções de Inocência e de Experiência: mostrando os dois Estados contrários da alma humana em 1794. Uma coleção de vinte e seis poemas que tem um... "e nesse ponto torna-se difícil a leitura do texto.
Por cima do texto há uma imagem da silhueta do filho de Bono, Elijah, segurando as mãos da filha de Edge, Sian, que vêm da imagem que muitas vezes foi mostrada no telão no final dos shows da 'The Joshua Tree Tour 2017' quando foram finalizados com a nova canção "The Little Things That Give You Away".
A imagem da silhueta, porém, tem alguns espaços vazios para que uma mensagem seja mostrada:

Blackout
It’s
clear
who
you are
will
appear
U2.Com

“Blecaute… Está claro que quem você é vai aparecer… U2.COM”

O final da carta diz U2 will announce _____ on ______, com os detalhes apagados.

"U2 ira anunciar em...."

As cartas foram enviadas de Los Angeles na sexta-feira, 18 de agosto, como mostra o carimbo dos envelopes.
Os fãs que receberam estas cartas hoje não enviaram e-mail para o endereço do booklet que veio com o lançamento no Record Store Day. Aquele booklet continha um endereço na parte de trás. Estas cartas parecem não estar ligadas aos booklets do Record Store Day.

Agradecimento: U2Start - U2 Songs - Atu2.com

Sinead O'Connor e U2: sentimentos de raiva e declarações amargas


No começo de sua carreira, a cantora irlandesa Sinead O'Connor namorou e se uniu à um empresário experiente, Fachtna O'Ceallaigh, que era o ex-chefe da gravadora Mother Records (onde Sinead iniciou sua carreira), propriedade dos integrantes do U2. O selo foi criado para a descoberta de novas bandas e artistas na Irlanda.
No início de 1988, o U2 demitiu Fachtna O'Ceallaigh da Mother Records, citando "temperamentos incompatíveis". O'Ceallaigh uma vez disse a um repórter: "Eu literalmente desprezo a música que o U2 faz". Mais tarde, em uma entrevista com a i-D Magazine, Sinead fez algumas observações depreciativas sobre a música "bombástica" do U2 e se viu censurada pelos associados da banda. Em pouco tempo, sentimentos de raiva e declarações amargas haviam aumentado em ambos os lados. Em um ponto, Sinead foi citada ao dizer: "Eu não tenho respeito por Bono e nenhuma afiliação com sua música ou ideias.... Eu sei que ele está fingindo essa sinceridade". Outra vez, em um humor menos gracioso, ela disse para a Melody Maker: "O U2 leva eles mesmos à serio. Bono é apenas um estúpido de merda".
Na época, Sinead tentou corrigir o caso, mas um certo rancor ainda perdurava. "Eu me senti excluída e punida por tudo isso", disse ela. "Mas eu também me senti culpada, porque eu sabia que algumas das coisas que eu disse não foram ditas por mim. Eu expressei raiva pelo U2 porque tinham ferido Fachtna, que era um amigo meu. Eu errei ao fazer isso, porque, na verdade, Fachtna deveria lutar suas próprias brigas. Eu tinha sido odiosa contra alguém com o qual eu não tinha o direito de ser odiosa. O U2 não tinha realmente feito nada contra mim. Mas eu também soube que o U2 era um banda poderosa, e que a cobertura de música britânica e irlandesa não permitiria que você fizesse críticas contra eles".
Em 2014, quando 'Songs Of Innocence' foi lançado e disponibilizado de forma gratuita para todos os usuários do iTunes - fato que fez com que o álbum aparecesse nas listas de reprodução de aparelhos iPhone e iPOD, Sinead disse: "O que eles fizeram com o iTunes foi uma péssima jogada de marketing. Foi algo quase terrorista. Eu não sou muito fã de U2, mas não se invade a vida das pessoas desta maneira. Foi um tiro no pé. O que houve foi quase um atentado terrorista.”
Dias atrás, Sinead publicou um vídeo no Facebook em que fala abertamente sobre os seus transtornos mentais e se queixa, mais uma vez, do afastamento da família. Aos 50 anos, ela relata que está morando em um motel, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. "Eu estou sozinha e não há ninguém em minha vida além do meu psiquiatra", conta, emocionada. "O homem mais doce da Terra, que diz que eu sou heroína, e essa é a única coisa que me mantém viva no momento. E isso é meio patético."
A cantora afirma se sentir muito só. "Eu dei tanto amor na vida, e não posso entender como alguém pode ser deixada tão sozinha. Por que estamos sozinhos? Pessoas que sofrem de doenças mentais são as mais vulneráveis. Vocês precisam tomar conta de nós. Não somos iguais a todo mundo", suplica a cantora, mãe de quatro filhos, que alega sofrer de três transtornos – entre eles o bipolar, o qual revelou em 2012, quando cancelou uma série de shows por motivos de saúde. Sinead ainda disse, no vídeo, que "quer viver", o que soou para muitos seguidores como uma ameaça de suicídio.

Introduzindo a introdução "Fez" nos shows da turnê 360°


Do diário de Willie Williams:

África Do Sul - 2011

"Na sala de ensaios, Declan e eu tivemos um raro momento de silêncio para trabalhar. Temos um seguimento no show conhecido como 'Questions', que parece ser um trabalho sem fim, mas em um momento me veio uma luz e eu percebi o que precisamos fazer. Eu conversei com a banda esta semana sobre esse momento em particular no show e o que poderíamos fazer para completá-lo. Eles colocaram algumas idéias ao redor, incluindo reavivar uma pequena seção de "Your Blue Room". Eu achei que isto tinha potencial, como eu senti que a razão pela qual "Your Blue Room" não sobreviveu no show em 2009 não era porque não era boa, mas que era simplesmente muito longa para manter a atenção em um estádio. Um trecho de um minuto de comprimento pode funcionar, portanto, valer a pena olhar para isso. No entanto, em um sonho febril noites atrás eu percebi que a resposta não é "Your Blue Room", mas sim "Fez", de 'No Line On The Horizon'. Ironicamente, quando eu inicialmente havia previsto a abertura da tela gigante de vídeo da 360, a trilha sonora que eu tinha na minha cabeça era "Fez". Eu abandonei esta ideia quando se tornou evidente que "Fez" não ia fazer parte do show. Eu pensei então (dois anos atrás) que você não poderia ter um sem o outro, mas esta semana acordei e pensei: "bem, é claro que podemos."
O resultado é uma gloriosa mistura de "Fez", as perguntas do público para 'Questions', samplers de "Zooropa", pedaços de coisas de 'Achtung Baby' e Deus sabe o que mais tocado em cima. Bono e Edge se sentaram conosco para ajudar a fazer tudo funcionar e finalmente terminamos. Eu estou realmente encantado com isto. Eu coloquei o arquivo de som acabado em um Memory Stick para distribuir para aqueles que precisam ouvi-lo. Estes pequenos cartões de memória formam uma parte diária da cultura de transferência de informações nos departamentos de áudio e vídeo em turnê. Quando você conecta um no seu computador, aparece um pequeno ícone na tela mostrando seu título (geralmente o nome do proprietário). Esses cartões de memória passam de mão em mão e podem ficar por aí por vários dias até serem devolvidos ao proprietário."


A Entrevista: Larry Mullen na Modern Drummer em 1985 - Parte IV


Larry Mullen em 1985 em entrevista para a Modern Drummer:

"Muitas bandas fazem discos experimentais, e eles são colocados para ele. Você sabe, "isso é uma saída." Fizemos quatro discos de estúdio. O nosso último, 'The Unforgettable Fire', é o nosso mais experimental e também o nosso mais bem sucedido. Há poucas bandas que são sortudas o suficiente para ser capaz de fazer isso. Nós estabelecemos nossos próprios padrões, e podemos nos mover em qualquer direção que quisermos. Ninguém vai dizer, "isto é uma saída." Eles esperam algo novo. Isso mantém o fogo. Se ficarmos obsoletos, então não é bom. Não podemos sentar e dizer: 'temos que inventar algo novo'. Você não pode pensar. Você tem que ouvir música e ter fome disso. Você não pode criar o tempo todo. Você sempre tem que estar ouvindo e sempre olhando - não forçar, mas sempre aberto a aprender algo novo em cada situação.
Acho que seria muito arrogante da minha parte dizer: "Vamos mudar o mundo". Não estamos dizendo que temos as respostas por qualquer meio. Acho que o que fazemos é fazer as pessoas pensarem e deixá-las decidir.
A música diz mais e pode fazer mais em 90 minutos do que os políticos podem fazer em anos, em séculos. Pode unir as pessoas, e isso é algo que os políticos nunca serão capazes de fazer, porque a música pode ser pura. Pode ser absolutamente honesta e direta, e eu penso que muita música é. Sim, eu acho que a música tem um poder enorme, especialmente em influenciar as pessoas - não influenciar como em enganar as pessoas, mas influenciar as pessoas a ver a verdade. A música pode mudar a história. Os Beatles mudaram a história. Os Rolling Stones mudaram a história, de uma forma positiva ou negativa. Você tem que se decidir. Dylan parou a guerra do Vietnã, não importa o que digam. Eu realmente acredito nisso. Springsteen fez as pessoas cientes na América.
Muitas pessoas no ramo da música só querem que você fale, eles querem que você faça parte da cena, e o resto dos caras da banda são bons nisso. Eles são capazes de fazer isso e manter a sua dignidade, mas eu não posso ser uma parte disso. Não posso fingir para mim mesmo. Não gosto, não faço. Quando eu vou para o palco, esse é o meu tempo, e eu dou 100%. Se eu der menos, eu sei e todos os outros sabem, e eu não estou preparado para arriscar isso. Então, quando eu saio do palco, eu não quero gastar muito tempo filosofando sobre a música e seu significado, mas em última análise, é na música. Em última análise, está lá dentro. Você pode falar e falar e falar, mas as pessoas ouvem isso na música. Você não tem que saltar ao redor e acenar bandeiras e dizer: "Olha, aqui estamos nós. Somos a favor da paz!" As pessoas sabem. Em última análise, eles sabem.
Sem citar nomes ou algo assim, nós conhecemos Springsteen uma noite, e Bono e eu estávamos dizendo: "Todas essas bandas AOR 'adult oriented rock' (rock direcionado para adultos) são tão artificiais. Não há alma. Não há nada a fazer". Bruce virou-se e disse: "Você sabe, você provavelmente está certo, mas as pessoas vão para ouvir essa música, e isso os faz felizes". Então você não pode bater. Você pode necessariamente não gostar, mas pelo menos não é destrutivo. É positivo no que faz, porque une as pessoas, e é isso que a música deve fazer. É para quebrar as barreiras - quebrar todas as paredes."

domingo, 20 de agosto de 2017

U2 perseguido por William Burroughs e o cabo de sua bengala


Em 1997, aconteceu uma entrevista de rádio com o U2 nos EUA, que foi chamada de 'Pop Invasion'. Foi perguntado para Bono o que ele achou de gravar o videoclipe de "Last Night On Earth", e ele respondeu:

"Isso foi uma viagem. Eles fecharam a rodovia em Kansas City por um dia e isso foi divertido. O prefeito estava fora. Ele era um cara muito legal. Ele achou que era bom ter uma banda de rock and roll que provocasse um motim pela sua cidade. Fizemos um videoclipe bem legal. Tínhamos o Bill Burroughs, que deve ser o maior escritor americano, o maior escritor vivo. Ele está no nosso vídeo.
William Burroughs tem uma coisa com armas. Ele faz pinturas com armas e ele faz muitas coisas com armas, na verdade. Perguntamos ao Bill sobre suas armas naquele dia e ele disse: "bem, eu não tenho as armas comigo agora, mas eu tenho uma boa bengala. Olha a minha bengala."
Ele desparafusou o topo de sua bengala e ele puxou um cabo de dois metros que estava dentro e ele nos perseguiu na rua. Então nossas memórias de Kansas City são muito legais. E nós saímos em Kansas City e havia um monte de música boa nos clubes. Na verdade, a coisa toda foi muito extraordinária. Eu tive um grande momento."

sábado, 19 de agosto de 2017

A surpresa do U2 para o aniversário de seu gerente de turnê Dennis Sheehan


Dennis Sheehan faleceu de parada cardíaca em seu quarto no Hotel Sunset Marquis em Los Angeles, enquanto o U2 estava em turnê com a iNNOCENCE + eXPERIENCE. Ele trabalhava com o grupo desde 1982, como gerente de turnês.

Willie Williams, o diretor das turnês, conta sobre uma homenagem da banda em 2006 para o aniversário de Sheehan:

"Na sala de ensaios na Austrália, encontrei a banda inteira vestindo perucas bizarras e roupas vintage com um tom distintamente rock progressivo. Eles estavam vestidos de forma semi convincente como Led Zeppelin e estavam ensaiando "Stairway To Heaven", que veio como algo surpreendente para mim, que havia visto eles da última vez vestidos de U2 e ensaiando "Walk On". De queixo caído, eu fui informado de que a performance era especial para Dennis Sheehan, nosso gerente de turnê e antigo funcionário do Led Zeppelin, que estava comemorando o seu 60º aniversário.
Dennis foi devidamente chamado até a sala e então o Led Zeppelin renasceu, com um medley de "Stairway To Heaven", "Rock and Roll" e (curiosamente) "Lust For Life". Foi muito engraçado, com Bono vestindo uma peruca loira que ia até a cintura, parecido mais com Dee Snider do que com Robert Plant. A banda arrastou todos para uma sessão de madrugada em um parque de montanha-russa local."

'The Joshua Tree' tema da Coluna de Nelson Motta no Jornal da Globo


Em seus 30 anos, 'The Joshua Tree' do U2 é tema da Coluna de Nelson Motta no Jornal da Globo:

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Novos detalhes do esquema de corrupção na venda de ingressos para os shows do U2 no Estádio do Morumbi pela 'The Joshua Tree Tour 2017'


O São Paulo Futebol Clube deve levar o suposto caso de corrupção envolvendo o ex-gerente de marketing, Alan Cimerman, para a polícia nesta sexta-feira (18). Demitido por justa causa, o ex-funcionário do clube é acusado de interferência no processo de venda de ingressos de camarotes para os 4 shows do U2, pela 'The Joshua Tree Tour 2017'.
Cimerman, que nega ter cometido crimes ou irregularidades, foi desligado do clube na última semana. O criminalista Roberto Podval é o responsável jurídico por defender os interesses do clube no caso em que alega de ter sido vítima de um esquema de venda ilegal de ingressos e camarotes nas apresentações.
Em conversa com o UOL Esporte, Podval contou detalhes da denúncia que pretende entregar em uma delegacia de polícia ainda não definida. A agremiação se sente vítima de estelionato, apropriação indébita e falsificação de documentos.
"Temos provas de que ele (Cimerman) vendeu o que não tinha, recebeu quantias consideráveis pelo que não tinha e não entregou o que não tinha", disse Podval. Ele se refere a ingressos e camarotes para o show que na prática não estavam à venda.
De acordo com o advogado, Cimerman vendia camarotes que não estavam disponibilizados para comercialização para um "laranja" que pagava preços inferiores aos praticados. Depois, eles eram revendidos por quantias bem superiores. Ainda pela versão de Podval, os compradores eram orientados a depositar o dinheiro da compra em conta de pessoas físicas, sendo ao menos uma delas de parente do ex-gerente de marketing.
"Mas os ingressos não existiam. Algumas pessoas reclamaram que pagaram e não receberam nada. Então, ele falsificou o recibo de uma empresa que estava negociando para ter os direitos da venda e entregou isso para os compradores. Alguns procuraram a empresa e ouviram que o recibo era falso", disse Podval.
A versão é rechaçada por Daniel Bialski, advogado do ex-gerente de marketing. "Ilações foram e são feitas de forma múltipla. Porém, nada disso tem pertinência. E ele [Cimerman] tem documentos suficientes para mostrar a lisura da atuação dele", disse Bialski.
Por outro lado, o defensor do clube explica como Cimerman teria conseguido negociar ingressos inexistentes e ainda por um preço muito baixo. "É que ele vendia e fiscalizava ao mesmo tempo. Ele aprovava as vendas", afirmou Podval.
O advogado conta que as suspeitas começaram quando Márcio Aith, diretor executivo de comunicação e marketing do clube, estranhou uma venda de um grande número de camarotes por preço muito baixo. A partir daí, começou uma investigação.
O clube ainda não sabe quanto dinheiro teria sido movimentado pelo suposto esquema. Há também a suspeita de participação de outras pessoas. "Agora a polícia vai investigar. Vamos pedir a quebra de sigilos bancários para saber se alguém mais está envolvido. Quem recebeu esse dinheiro em sua conta vai ter que explicar o porquê recebeu", declarou Podval.
Para o Conselho de Administração do clube, o clube fez um mau negócio ao assinar contrato de aluguel para quatro shows por pouco mais da metade do valor habitual em troca de uma participação na venda de bebidas.
Normalmente, o clube cobra R$ 1,2 milhão por dia pelo aluguel de sua casa para eventos. Mas, no caso das apresentações do U2, o preço da diária foi de R$ 650 mil mais uma porcentagem na venda de bebidas.

Pete Maher conta como foi trabalhar com o U2 na masterização das canções de 'From The Ground Up – Edge Picks'


O inglês Pete Maher, engenheiro de masterização, foi o responsável pela masterização das canções dos álbuns ao vivo 'U22' e 'From The Ground Up – Edge Picks', que são gravações da turnê 360°.

Peter comentou no ano de 2012: "Lembro-me de alguns anos atrás, ouvir que o U2 procurava um novo engenheiro de masterização e pensei "uau, eu adoraria trabalhar com eles". Graças ao seu produtor Flood, aconteceu.
O álbum 'From The Ground Up – Edge Picks' foi a sequência do álbum 'U22'. Foi gravado ao vivo na 360° com cada música sendo escolhida a dedo e selecionadas por The Edge. Há algumas pérolas neste álbum e é o meu favorito entre os dois lançamentos. Os sons crossfades do público de Chicago foram novamente colocados juntos, assim como em 'U22', e minha abordagem foi de mantê-lo amarrado, caloroso e barulhento! A faixa abaixo realça isto.



Trabalhar com o U2 é semelhante ao trabalho com um selo independente. Eles são apaixonados e respeitosos e no controle de tudo o que fazem. Eles continuam a escavar novos terrenos com cada lançamento e por esta razão, eles são verdadeiramente únicos. Para completar, eles são a única banda na história a ainda estarem juntos depois de 35 anos com a mesma formação original e com o mesmo manager. Nem mesmo os Stones podem se gabar disso!
Eu trabalho principalmente com o produtor deles, Declan Gaffney, mas a banda dá a aprovação final. Edge odeia compressão, mas adora o volume, que é o que diz tudo, realmente!"

A batalha entre a ex-estilista e ex-assessora de imagem Lola Cashman e o U2


Na época da Vertigo Tour, Bono deu seu testemunho em tribunal como parte da briga judicial sobre algumas peças de memorabilia do U2. A ex-estilista e ex-assessora de imagem da banda, Lola Cashman, que trabalhou com o grupo em 1987 e 1988, apelou na justiça para manter os itens que ela afirmou ter ganho do grupo.

Assim que terminou a turnê de 'The Joshua Tree', ela mandou todos os itens para seu apartamento.
O relacionamento entre U2 e Lola só piorou desde que ela saiu da equipe em 1988, acusada de exigir pagamentos inadequados. Lola publicou, em abril de 2004, uma biografia não autorizada da banda, intitulada 'Inside the Zoo with U2', em que retrata um Bono complexado por seu peso e estatura.
Em uma sala da Corte de Dublin, cheia de fãs, jornalistas e advogados, Bono testemunhou que ele ficou "triste e enojado" quando Lola tentou leiloar os objetos.
Durante a audiência, Bono negou que a banda tenha movido a ação porque se sentiu incomodada com o livro de Cashman.
Ela foi obrigada pelo tribunal a devolver vários objetos, entre eles uma calça preta, um par de brincos e um chapéu Stetson, usado por Bono na turnê de 'The Joshua Tree' e que é visto na capa do disco 'Rattle And Hum'. Os itens foram reavidos por Cashman em 2005, mas Bono e a banda queriam que ela parasse de vender os itens, que eles afirmavam pertencer ao U2.
O tribunal de Dublin ordenou que Cashman devolvesse os itens no prazo de sete dias.
"O peso das evidências foi inteiramente contrário a Cashman no caso", disse ao tribunal o juiz Matthew Deery, depois de ouvir dois dias de depoimentos.
Segundo Deery, os documentos apresentados pelo U2 durante o julgamento demonstraram que a banda é "extremamente bem-sucedida" e que "seria estranho o grupo mover uma ação judicial desta natureza se o assunto não fosse de grande importância para eles".
Lola, que assegurou que as peças foram um presente da banda, apresentou um recurso contra a resolução judicial.
Bono negou a afirmação de Lola de que ele teria lhe dado o Stetson, insistindo que ele era como um símbolo do U2 no final dos anos 80 - e que se desfazer dele "seria como The Edge se desfazer de sua guitarra. Isso não aconteceria". Vários outros funcionários da equipe do U2 testemunharam que a banda nunca se desfazia de itens de seu guarda-roupa. "Nunca nem passou pela minha cabeça pedir qualquer coisa. Seria totalmente inapropriado", disse uma ex-assistente de vestuário, Judy Reith. Mas Lola, testemunhando depois que Bono saiu do tribunal, insistiu que ele havia lhe dado o chapéu e os brincos depois de um show no Arizona em dezembro de 1987. "Bono estava correndo nos bastidores com roupas íntimas e com o chapéu na cabeça", disse Lola, descrevendo o momento em que ele teria lhe dado o chapéu.
Bono assegurou em um tribunal de Dublin que a ideia de usar o chapéu foi sua e que surgiu antes da chegada da estilista, contratada em 1987 através de uma agência para cobrir a licença-maternidade da assessora de imagem da banda.
"A estética do chapéu queria representar a iconografia americana. A ideia era que me apresentar para o mundo de uma maneira irônica", declarou o vocalista em referência a essa imagem, uma das mais famosas da história do rock.
Bono também lembrou que naquela época, o U2 começava a conseguir reconhecimento internacional e que o "forte" da banda não era exatamente "o bom gosto estético".
Os objetos em disputa, entre os quais estavam também brincos metálicos e uma manta verde, que estavam avaliados em cerca de 5.000 euros, foram postos à venda, sem sucesso, pela assessora de imagem em um leilão da casa Christie's de Londres em 2002. Mas, naquela ocasião, os advogados do U2 impediram a venda ao indicar aos organizadores que os objetos não pertenciam a Lola.
"Não me lembro exatamente de quando (Cashman) começou a trabalhar. Tinha muito bom olho e muito mais experiência do que qualquer um de nós", acrescentou Bono, que agradeceu à estilista por sua contribuição à turnê 'The Joshua Tree'.
"No entanto - continuou o artista - ficou claro quase desde o princípio que não lidava bem as com as relações pessoais e chegou a incomodar muita gente".
O vocalista disse que ela se aproveitou de forma não-profissional do tempo que passou ao lado do grupo.
Como já havia feito no julgamento anterior, Bono insistiu na importância que o grupo dá a qualquer objeto de U2, que são guardados carinhosamente por motivos sentimentais ou para que sejam doados a algum museu.
O cantor compareceu ao tribunal de Dublin representando a firma comercial U2, juntamente com Paul McGuinness e Larry Mullen.
"Tentamos evitar essa situação bizarra por muito tempo. Ela gosta disso, a gente não. Do ponto de vista do U2, pode-se dizer que sequer existe um caso jurídico. Os itens são nossos e os queremos de volta. Queremos que ela pare de vendê-los. Este caso é fútil e constrangedor", declarou o vocalista.
Entre as peças em disputa também estavam 200 fotos Polaroid tiradas por Cashman, além de enfeites de Natal. A Justiça irlandesa também ordenou a devolução destas cerca de 200 fotografias feitas por Cashman durante aquela turnê com "rolos de filme comprados pela banda", quando a estilista tinha "acesso ilimitado a cenas íntimas".

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Colocando uma pipa como visual para "Kite" na 'Vertigo Tour' em 2006


Do Diário de Willie Williams:

Novembro de 2006

"Eu estava me torturando no café da manhã, me perguntando se o visual para a performance de "Kite" na 'Vertigo Tour' poderia ser uma ... pipa. Tendo discutido isso com a banda, há um movimento para ver se podemos fechar o show com "Kite", o que mudaria completamente a coisa toda.
Algumas partes do show precisam de um momento grandioso (como em "The Fly"), e algumas partes do show podem se beneficiar de um momento minimalista, mais pessoal.
Eu tinha essa imagem em minha mente da canção terminando com Bono no Palco B voando uma pipa, um momento que poderia ser evocativo. Como Bono disse mais tarde, se você é homem e voa uma pipa, você é um pai ou um filho. Achei que valia a pena tentar, imaginando que poderíamos garantir que a pipa pudesse voar se estivesse conectada a um balão de hélio. O balão de hélio poderia estar em uma linha bem lá no alto, portanto, não apareceria e talvez houvesse uma situação confiável.
Eu não comprava uma pipa desde 1968, então encontrei-me entrando num novo mundo. As pipas do século 21 parecem se dividir em duas categorias que podem ser descritas como 'pre-school cute' contra 'hi-tech ultra-macho death-machine'. Tendo pesquisado no Google todos modelos e preços, encontrei um lugar que parecia promissor, então peguei uma van e fui até o local. A loja - 'BrizKites' - tinha uma variedade incrível de modelos diferentes, incluindo algumas pipas em forma de pássaro e uma pipa em formato antigo que eu gostava, então peguei alguma diferentes e voltei para o estádio.
Choveu o dia todo. Mas em pausas do aguaceiro, a equipe se divertiu em me ver no palco com o nosso gerente de palco, colocando as pipas no ar. Parecia que poderia funcionar, então eu estava satisfeito."

Alerta: Bióloga perde mais de R$ 1 mil após comprar ingressos falsos para show do U2 em São Paulo pela 'The Joshua Tree Tour 2017'


Uma bióloga do Espírito Santo perdeu R$ 1,1 mil após comprar um par de ingressos falsos para o show do U2, que será realizado em outubro, em São Paulo, pela 'The Joshua Tree Tour 2017'. A vítima disse à polícia que comprou os ingressos de uma pessoa com quem teve contato por meio de uma rede social.
Como os ingressos para o espetáculo se esgotaram rapidamente, a bióloga decidiu adquirir as entradas por outros meios e resolveu confiar em um anúncio encontrado na rede social. Ela fechou negócio com o suposto vendedor e adquiriu dois ingresso, pelo valor de R$ 550 cada um.
A pessoa que anunciou a venda dos bilhetes disse à vítima que estava em São Paulo. A bióloga então decidiu pedir ajuda a um amigo que mora na capital paulista e mandou o dinheiro para ele, que foi pessoalmente fazer a compra.
Dias depois, o amigo viajou para Vitória e entregou o par de ingressos para a vítima. No entanto, a mulher descobriu ter sido vítima de um golpe após encontrar, na mesma página onde havia achado o anúncio, publicações de outras pessoas reclamando que haviam sido enganadas.
A bióloga procurou a Delegacia de Defraudações e Falsificações (Defa) e registrou um boletim de ocorrência. Segundo a polícia, o ingresso falso, muito parecido com o original, tem detalhes que denunciam.
O selo holográfico traz as palavras "original" e "genuine" de forma diferente do verdadeiro. Além disso, as palavras "Live Nation" são separadas no original e, ao fim do CNPJ da organizadora, não existe o sinal de barra. Por fim, no bilhete falso, o selo holográfico cobre parte do código de barras.
De acordo com a titular da Defa, delegada Rhaiana Bremenkamp, qualquer pessoa que comprou ingressos de terceiros pode verificar a validade deles.
"É sempre importante você tentar comprar com o organizador do evento, porque é o único modo que garante a idoneidade daquele ingresso. Se você resolver arriscar, você tem que primeiro descobrir de quem você está comprando, principalmente se for em rede social. Verifique se aquele perfil tem cara de falso, se é um perfil muito recente, se tem poucos amigos, poucas publicações. Descubra quem é a pessoa, peça o nome e o CPF, porque, com o CPF, você consegue entrar em contato com a organizadora e saber se essa pessoa realmente comprou esse ingresso", orientou Rhaiana Bremenkamp.
Ainda segundo a delegada, a denúncia da bióloga foi formalizada e será encaminhada para São Paulo. "A gente já ouviu a vítima, reunimos todas as informações que eram necessárias e estamos encaminhando para a polícia de lá, que está dando continuidade no procedimento", frisou.

Do site: Folha Vitoria

Shows do U2 no Estádio do Morumbi pela 'The Joshua Tree Tour 2017' ajudaram a descobrir grande esquema de corrupção


Era para ser motivo de celebração: depois de um ano sem shows, o Estádio do Morumbi fechou quatro datas em outubro para receber o U2 na 'The Joshua Tree Tour 2017'. Três dos shows já estão com ingressos esgotados. Tida como uma das áreas mais eficientes desde o início do ano passado, o marketing do São Paulo Futebol Clube voltou a sofrer um baque causado por acusações de corrupção, que rendeu uma demissão e virou alvo de investigação por parte do Conselho de Administração do clube, órgão que ajuda o presidente Leco nas grandes decisões.
Alan Cimerman foi demitido na última quinta-feira do cargo de gerente de marketing. O ex-gerente, por meio de seu advogado, nega as denúncias, mas o episódio foi levado até a polícia. Embora não exista uma justificativa oficial, se apurou que o executivo acabou desligado também por causa do valor fechado com os organizadores pelo aluguel do estádio para os shows: R$ 1,9 milhão. O clube tem evitado expor o caso, mas comemora que tenha conseguido identificar o problema.
O antigo gerente, que era alvo de críticas de conselheiros pelos processos carregados por sua ex-empresa por acusações de calotes na organização de eventos para a Copa do Mundo, preferiu não falar muito sobre o ocorrido.
O clube terá direito a R$ 650 mil na primeira noite de apresentação e mais R$ 650 mil na segunda. A partir da terceira, o aluguel cai para R$ 300 mil, mesmo valor da quarta e última noite. "Essa quantia é ridícula. Alguns anos atrás, o preço por dia era de R$ 1,5 milhão", afirma um dirigente influente.
As polêmicas ligadas aos shows do U2 no Estádio do Morumbi não terminam por aí. Nas últimas semanas, os conselheiros do clube requisitaram ingressos gratuitos, como ocorre em todos os shows – em geral, há uma carga de duas mil entradas para tais solicitações. Foi quando surgiu a notícia de que não haveria cortesias desta vez, causando a fúria dos cartolas.
Iniciou-se então um levantamento para entender o por quê. Então, a própria diretoria descobriu que gente do clube havia bloqueado mais de 15 camarotes. E agora existe uma investigação para confirmar se empresas e pessoas físicas estavam adquirindo espaços nos camarotes pagando por ingressos que não entravam nos cofres do clube.
Normalmente, os proprietários dos camarotes têm direito a ingressos de pista e cadeiras nas apresentações musicais realizadas no estádio. Desta vez, porém, apenas os bilhetes para pistas foram repassados e Cimerman, segundo as acusações, alegava que os demais estavam retidos a pedido da produção do show. O ex-gerente, ainda pelos depoimentos colhidos, repassava para uma empresa que vendia os ingressos e recebia dinheiro.
"A gente imagina que o clube poderia ser lesado em aproximadamente R$ 8 milhões", afirma um membro da diretoria do presidente. "Felizmente, descobrimos essa situação com alguma antecedência. Mas temos notícia de que alguns camarotes já haviam sido comercializados".
Esse foi o resultado das investigações iniciadas após o Conselho de Administração (CA) do clube levantar dúvidas sobre o modelo de negócio feito para os shows do U2. Os membros do órgão questionaram primeiro as razões para o aluguel do estádio ter sido menor do que costumava ser praticado e ouviram de Cimerman que a diferença seria recuperada com um lucro variável na venda de água durante as apresentações. A justificativa não convenceu o CA, que começou a ouvir relatos de pessoas comercialmente envolvidas com a organização do show.
"Fui chamado pela diretoria e pelo Conselho de Administração para falar. Sempre tive direito a 600 cadeiras em shows, mas no do U2, misteriosamente, fiquei apenas com a pista. Fui muito prejudicado. Tem ainda uma série de outras coisas, mas tudo está sendo muito bem investigado", disse Marcelo Izar Neves, dono do camarote Espaço Unyco, ao UOL Esporte.
Quando há shows no local, o São Paulo comercializa seus camarotes a interessados e cada um é vendido por aproximadamente R$ 200 mil. Alan Cimerman, segundo a investigação feita pelo clube, vendeu todos a uma mesma empresa que, por sua vez, começou a revender a terceiros. Nessa comercialização, o clube pode ter tido prejuízo de R$ 1,4 milhão.
"Não é verdade, são fatos e condutas que não ocorreram. Há contratos de cessão de espaços e, ainda, os ingressos também seriam todos comprados do clube. O Alan tem documentos, e-mails e gravações evidenciando que não houve qualquer fraude, sendo que toda negociação foi transparente e correta. As locações de espaço faziam parte das funções dele, assim como encaminhar a compra de ingressos. O clube assinou todos os contratos de cessão de espaço. Tudo era transparente e os contratos elaborados pelo departamento jurídico do São Paulo", disse o advogado de Cimerman.

Dos sites: Yahoo - UOL

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

A História Não Contada: produzindo discos do U2 no Brasil na década de 80


Produção Cultural no Brasil IV

Os depoimentos reunidos nestes livros são esclarecedores e tocantes. São testemunhos de como se realiza a arte e a cultura no Brasil, não apenas nos anos mais recentes, mas ao longo das últimas décadas. A escolha dos entrevistados reflete esse interesse comparativo e reflete a disposição de ouvir diferentes gerações, profissionais de múltiplas procedências, com variada formação, variadas trajetórias e experiências complementares.

Luiz Calanca - Proprietário da loja de discos Baratos Afins (Galeria Do Rock - São Paulo)

"O Arnaldo Baptista (dos Mutantes) é que acabou me infiltrando nessa coisa de produzir discos. Na época, tinha a censura federal, tinha que expor o disco ao departamento de censura, tinha que ter aquele cadastro de gravação. Era preciso ter uma empresa, não era qualquer um que ia lá e fazia o disco. Tinha que ter toda uma documentação para aquilo. A gente superou tudo isso para poder fazer o disco, aí não tinha mais sentido parar. Eu queria ser diferente das outras lojas, porque quando eu comecei na Galeria, logo veio a concorrência. E aí eu ficava incomodado com aquilo. Eu não queria ser mais um. Então pensei em fazer edições de coisas raras.
O Joy Division tinha uma música chamada "Love Will Tear Us Apart", que era a mais famosa, o hit. Todo mundo só queria aquela música, mas a gente queria lançar um álbum e não um single ou coisa assim. Então eu peguei o 'Closer', que na minha opinião é o disco mais legal deles, adicionei a "Love Will Tear Us Apart" e tirei trezentas cópias. Cheguei a vender bem, até. Então o pessoal do selo Stiletto pediu para que eu fizesse do Bauhaus também. Era assim: se desse certo, eles lançavam, se não desse, eles ignoravam, mas os caras eram meio picaretas, então me afastei. Eu me envolvi num outro caso assim com o U2. Fiz um disco pirata deles chamado 'Two Sides Live', mas nós tínhamos autorização do manager da banda. Na época, a polícia queria me extorquir e eu fiquei birrento, não queria dar dinheiro para a polícia. Eles diziam que nós éramos piratas, e eu dizia que não, que estávamos legais. Eu também era barômetro do Aluísio Motta, que era diretor da Warner. Barômetro não, quase um assessor. Eu ficava indicando que discos venderiam mais, se era legal lançar ou não. Indiquei 13 títulos e ele acabou estourando com um do U2 chamado 'The Unforgettable Fire'. Até aí eu já tinha ido umas dez vezes para o fórum, para aquelas audiências, aquelas diligências acompanhando os advogados. Todo dia eu ia com uma camisa do U2 nova e o juiz me discriminava. Eu queria mostrar que a banda estava lançando disco e ganhando dinheiro por causa da gente, do disco que a gente tinha lançado, mas ninguém queria saber disso. Até que o Aluísio me mandou uma carta agradecendo, dizendo que graças a mim tinha achado um novo nicho de mercado, tinha vendido oitenta mil cópias do 'The Unforgettable Fire'. Eu mostrei a carta ao meu advogado, que anexou nos autos do processo e fez o juiz encerrar o caso. Eu acabei virando amigo do Aluísio, até auxiliando em alguns títulos da Warner depois. Só que eu nunca ganhei nada com isso."

Então em março deste ano, foi postado no Facebook da loja de discos:

"O superintendente da Warner Music de Londres, Philip Burrows, em visita à Baratos Afins, estava acompanhado de ( da esquerda para a direita) Gian Ucello, da Warner Brasil, Oksi Odedina e Nau Gadhvi. Philip veio conhecer nossa loja e depois de saber toda história, comprou o álbum do U2, 'Two Sides Live', um bootleg da banda lançado no final dos anos 80 pelo nosso selo. A conversa foi sobre projetos da companhia, mas ainda é segredo."

Nas gravações do videoclipe de "City Of Blinding Lights"


Do diário de Willie Williams:

Vancouver - Abril de 2005

"Os diretores do vídeo são Alex e Martin, o duo francês que gravou o brilhante vídeo de "Vertigo" com a banda tocando nos anéis ondulantes. O vídeo teve uma pequena influência no palco da turnê.
Eles estão aqui para filmar um vídeo promocional para "City Of Blinding Lights" e a ideia geral era registrar vários takes da banda tocando a música em um ambiente pseudo-ao vivo. Nós conseguimos isso através de cerca de meia dúzia de tomadas em quatro ou cinco horas. Entre um e outro tinha que reconfigurar iluminação, cenário, etc. É um processo maçante, mas eu podia ver que o que estava entrando na lente da câmera, e o que eu estava vendo era muito bom de fato, por isso não havia do que me queixar.
Durante estes takes o local estava vazio, mas obviamente para alguns registros seria necessário, pelo menos, a aparição de um público, por isso foi convocada uma pequena multidão de pessoas locais para dar uma atmosfera. Um anúncio na Internet e na rádio local facilmente reuniu 4.000 pessoas que precisávamos e quando eles entraram para um take teve aquela energia de boas vindas. Eles podem ter sido "extras" nos olhos dos cineastas, mas na mente do público isto era claramente um show. Eles fizeram muito bem, conseguindo projetar uma emoção claramente genuína, mesmo quando eu assistia "City Of Blinding Lights" sendo tocada ali pela décima vez.
Por volta da meia-noite, Alex e Martin tinham tudo o que precisavam, então o U2 tocou outras quatro ou cinco canções como uma recompensa simbólica para a paciência do público. Foi caótico, mas acabou por ser divertido."

The Irish Sun crava a data de lançamento do single de "You’re The Best Thing About Me" e do álbum 'Songs Of Experience'


O The Irish Sun revela que 'Songs Of Experience', o próximo disco do U2, estará sendo lançado no Dia Mundial Da AIDS, 1° de Dezembro, em conjunto com o Projeto RED, uma iniciativa criada por Bono para angariar fundos para combater a doença.
Mas os fãs não terão que esperar tanto tempo para ouvir uma música nova, com o primeiro single "You’re The Best Thing About Me" estreando no rádio na sexta-feira, 8 de Setembro, dias após a banda retomar a 'The Joshua Tree Tour 2017' nos EUA.
O amigo de longa data da banda, o DJ da 2FM, Dave Fanning, apoia este lançamento no Natal. Ele ouviu o disco novo na casa de Bono em Killiney no início deste ano, e diz que a espera vale muito a pena. Dave disse ao The Irish Sun: "Novas coisas do U2 sempre me empolgam porque é ótimo ouvir coisas novas de uma banda que você ama. Será definitivamente lançado este ano. Eu ouvi o disco na casa de Bono e não é diferente de 'Songs Of Innocence' ou 'The Joshua Tree'. O que é ótimo é que novas músicas significam algo para o U2. Eles levam o seu novo material a sério, de uma forma que os Rolling Stones não."
E Dave diz que o novo álbum virá de um novo lugar na vida da banda. O último disco lidou com a criação de Bono na Cedarwood Road em Dublin, mas Dave diz que 'Songs Of Experience' foi escrito a partir de uma perspectiva de um Bono mais velho.
Ele disse: "As músicas que ouvi foram mais pessoais de Bono, cantando sobre anos depois que ele deixou a Cedarwood Road. Refletindo sobre a sua vida. Gosto da maneira como Bono coloca as coisas com clareza e com o coração. Isso é muito, muito pessoal."
Adam Clayton anteriormente descreveu 'Songs Of Experience' como mostrando o U2 "onde ele tinha estado e onde estão agora". Ele acrescentou: "O disco 'Songs Of Experience' vai pegar tudo o que aprendemos nos últimos 40 anos e consolidá-los em uma peça que dispensaremos em algum momento."
E Dave, que tradicionalmente recebe a primeira cópia do material do U2 para seu programa, tem apoiado ""You’re The Best Thing About Me" para ser o primeiro single.
Ele disse: "É uma grande melodia e muito mais leve do que qualquer coisa em 'Songs Of Innocence'. É o single perfeito."
O U2 gravou imagens para um videoclipe da música em um show em Amsterdã em julho passado. Um remix da faixa pelo norueguês DJ Kygo foi tocada no Festival Cloud Nine da Noruega no ano passado.
A banda deixou Steve Lillywhite encarregado de produzir o single que será lançado no mês que vem.
O U2 está tomando todo o cuidado para que o álbum não vaze antes de seu lançamento em dezembro. O pessoal da gravadora já foi avisado para se prepararem para um novo álbum do U2 que sai no quarto trimestre de 2017.
E o plano da banda é promover o lançamento do disco, tocando de quatro a oito músicas para jornalistas que cobrirão seus próximos show na 'The Joshua Tree Tour 2017'.

Um review das músicas ouvidas pela equipe do The Irish Sun:

"You’re The Best Thing About Me"

Soa como se The Edge tivesse sido substituído pelo gênio do Chic, Nile Rogers. Uma melodia pulsante para o final do verão.

"The Little Things That Give You Away"

Milhares de pessoas deixaram o Croke Park quando o U2 tocou esta faixa desconhecida no encore. Deveriam ter ficado para esta melodia conduzida pelo piano. A guitarra do Edge faz desta um clássico do U2.

"Much More Better"

Bono volta para sua bicicleta. Faixa acústica profundamente pessoal sobre a recuperação de Bono de seu acidente de bicicleta no Central Park em Nova York em 2014.

"The Showman"

Soa como os Beatles na fase de 'Rubber Soul' em uma canção em que Bono enfatiza sobre outros cantores. A letra: "The showman give you front row to his heart / The shaman prays that his heartache will chart / Making a spectacle of falling apart is the heart of the show."

"Summer Of Love"

O U2 sempre teve músicas de verdade. Bono descreveu isso como "dolorosamente bela e vazia". Verdade.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Quando os EUA usaram o rock 'n roll para 'torturar musicalmente' líder panamenho Noriega, havia uma canção do U2


No Natal de 1989, o general panamenho Manuel Noriega tornou-se um alvo famoso da técnica chamada "tortura musical" - técnica que, ainda que alguns de seus praticantes argumentem que não deva ser considerada tortura, costuma funcionar como tal.
O líder militar havia se escondido na embaixada do Vaticano na Cidade do Panamá depois de o presidente americano George Bush ter invadido o país centro-americano.
Noriega era acusado pelos EUA de tráfico de drogas e de manipulação das eleições de 1989. A embaixada estava cercada por tropas americanas, mas ele se recusava a se entregar.
O exército dos EUA decidiu então usar a guerra psicológica - erguendo uma parede de som e colocando-a para funcionar sem parar do lado de fora. Uma frota de Humvees (veículos militares) com alto-falantes começou a tocar rock.
A playlist das tropas foi escolhida pela Rede do Comando do Sul, a rádio militar dos EUA na América Central. Ela incluiu hits escolhidos a dedo por seu conteúdo irônico, incluindo "I Fought The Law", do The Clash, "Panama", do Van Halen, "All I Want Is You", do U2, e "If I Had A Rocket Launcher", de Bruce Cockburn.
Guns N' Roses e The Doors também estavam na lista. A lista completa foi guardada posteriormente no Arquivo de Segurança Nacional da Universidade George Washington, enquanto partes dela estão disponíveis no YouTube.
Talvez inevitavelmente, a Santa Sé fez na época uma queixa a Bush e a guerra musical foi interrompida após três dias.
Em 3 de janeiro de 1990, o general, que se diz amante de ópera, concordou em render-se.

Do site: BBC Brasil

"Estou chateado com a repercussão. Sou fã de carteirinha do U2 e a última coisa que queria fazer era magoá-los"


Janeiro de 1998, a primeira vez do U2 no Brasil. Paul McGuinness, o empresário, estava muito irritado com todos os problemas acontecendo em relação à apresentação no Rio de Janeiro. "É necessário ter um grande senso de humor frente a esses problemas", afirmou ele.
Uma das maiores irritações do empresário foi com a Skol, um dos cinco patrocinadores da turnê no país. Ele ficou irritado ao assistir ao comercial da empresa sobre os shows no Brasil.
Nele, um grupo formado por artistas parecidos com os integrantes do U2 tocam uma canção que lembra "With Or Without You". "Foi uma coisa muito cínica", acrescentou o empresário, que disse que não havia definido se iria processar a empresa.
"Certamente, eu preciso de todo meu senso de humor para assistir o anúncio da Skol na televisão. Espero que este anúncio seja visto pelos fãs como uma sátira. Foi uma atitude cínica desta cerveja e não fomos consultados".
Fábio Fernandes, presidente da F/Nazca, empresa que realizou o comercial, disse que a Skol naquele momento havia retirado a peça de veiculação.
"Estou chateado com a repercussão. Sou fã de carteirinha do U2 e a última coisa que queria fazer era magoá-los", disse Fernandes.
Ele afirmou que havia recebido autorização da TNA. "Resolvemos contratar os artistas depois de não termos recebido as imagens autorizadas para os anúncios."
Foi primeira vez que o U2 aceitou uma cerveja como patrocinador. Sem a Skol, seria impossível trazer a PopMart à América do Sul. "Acho que todos na banda estão sentindo um desconforto, mas foi a única maneira de vir aqui", disse McGuinness.

Larry Mullen tocou com o tornozelo quebrado na gravação da primeira demo do U2


Larry Mullen revelou em entrevista para a Modern Drummer na década de 80:

"Dois dias antes do nosso último show no colégio, tive uma briga com alguém. Ele me deu um chute no braço e quebrou minha mão, então eu toquei meu primeiro show com minha mão engessada. E antes da minha primeira gravação de uma demo, caí da moto e quebrei meu tornozelo, por isso não consegui abrir e fechar o meu Hi-Hat. Mas depois disso não quebrei mais nada.
Eu faço karatê. Ajuda a ganhar músculos, especialmente no estômago e nas costas. Eu gosto como um esporte, embora eu não seja interessado, obviamente, na violência dele. Eu não faço isso quando estamos em turnê. Preciso ter cuidado.
Eu tenho tendinite. Torci os ligamentos e tendões na área do polegar. Tom, meu técnico de bateria, acha que pode ser de algumas baquetas que eu tinha. A distribuição de peso não estava boa, e o choque nas batidas não era absorvido pelas baquetas. Eu uso algumas novas baquetas da pro-Mark, e elas são obras-primas.
Elas são projetadas especificamente para mim, não estão à venda. Eles são construídas com peso extra nas pontas. Quando eu bato com elas, elas absorvem o choque e permanecem solidamente em minhas mãos. No momento, eles são feitos de Hickory, mas a Pro-Mark está experimentando com diferentes tipos de madeira para nós, incluindo algumas madeiras japonesas.
Nosso setup da bateria é basicamente o mesmo no estúdio e na turnê, e nós não fazemos qualquer ajuste especial para a gravação do álbum.
Um tempo atrás, nós tocávamos com algumas bandas de grande nome, e eu via o baterista lá fora ajustando o seu som - você sabe, obtendo todas as "notas corretas". Eu me senti um pouco intimidado por isso, então eu tentei fazê-lo. Eu consegui este tipo de um torque e minha bateria soou tão ruim, então eu voltei a ajustar de ouvido. Não há mais ninguém que consiga o som como você. Tom é um roadie com muito conhecimento, e mesmo ele não pode fazer isto direito. Se fosse sintonizado com uma nota, haveria uma maneira, mas é para um som.
Eu não gosto muito de baterias eletrônicas, embora eu não queira me limitar e dizer que nunca as usarei. Para shows de arenas, começamos a usar um Simmons SDS7 ativado pela bateria acústica, apenas para o reforço do som."

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Compositor de "Everlasting Love" diz que passou a gostar da versão do U2 para a canção


Buzz Cason é um cantor americano, compositor e produtor. Ele foi o membro fundador da banda The Casuals. O seu grande hit como compositor, foi "Everlasting Love", escrita juntamente com Mac Gayden e gravada pela primeira vez em 1967 por Robert Knight.
Em 1989, o U2 lançou sua versão da música no lado b do single de "All I Want Is You", do disco 'Rattle And Hum'. Após isso, a canção ainda foi incluída na coletânea 'The Best Of U2 1980-1990/The B-Sides' e fez parte da trilha sonora do filme 'Forças Da Natureza', com Sandra Bullock.
Buzz disse que a versão do U2 não era boa, que ele não entendeu o motivo da banda ter gravado a canção. Questionado sobre isso em uma entrevista, Buzz disse:

"Bem, eles me perguntaram, quando eu estava em Birmingham no backstage de um show deles, o que eu achei da gravação e eu lhes disse a verdade. Mais tarde eu aprendi a gostar porque eles estavam apenas tentando fazer uma versão folk/rock. Bono também inventou suas próprias palavras para a letra.
O que aconteceu foi que ela passou a ser um hit (maior do que um A Side deles) em L.A. e Nova York, e a Island Records acabou tirando ela fora dos playlists. Então, quando eu estava nos bastidores eles disseram: "nós vamos compensar você." Eu pensei que eles estavam apenas tentando suavizar as coisas, mas eles realmente acabaram lançando ela em uma coletânea deles. Tudo bem, Bono, tudo bem, basta enviar os cheques!"

The Edge fala sobre ter assistido um show da banda que tem sua canção na abertura dos shows da 'The Joshua Tree Tour 2017'


A canção "The Whole Of The Moon", do The Waterboys, foi utilizada para abrir shows do U2 na 'The Joshua Tree Tour 2017'.
The Waterboys é uma banda do Reino Unido, fundada pelo vocalista e guitarrista escocês Mike Scott, que fez sucesso na década de 80.
A canção "The Whole Of The Moon" é de 1985, tirada do álbum 'This Is The Sea', e é um clássico do repertório do grupo.



The Edge em entrevista disse: "Eu já assisti bandas em locais pequenos e eles não podiam se comunicar e eu assisti shows em estádios onde todo mundo estava completamente juntos, por isso não é realmente sobre o tamanho do local. É em grande parte sobre as músicas.
Eu vi os Waterboys no Top Hat, em Dun Laoghaire, em torno da época de "The Whole Of The Moon", uma dessas noites incríveis - a intenção, a vontade, o desejo de se comunicar, para atravessar uma multidão. Mike Scott era um grande talento. Não se trata de performance interna, não se trata de tentar manter a calma. Tudo o que me deixou com um instinto sobre o que é exigido para fazer um grande show, onde nunca há um momento maçante na noite.
Muito disso é teatro puro. O Springsteen tem teatro. Jimi Hendrix tinha teatro. The Clash tinha teatro. Mas se isso é tudo o que é, então ele perde. Você tem que ter um aspecto de espontaneidade onde você realmente não sabe o que vai acontecer. Um perigo. Uma interação entre o artista e o público."

As canções que foram trabalhadas e que poderiam ter sido utilizadas na abertura de shows da turnê 360°


Do diário de Willie Williams:

2010 - Ensaios em Turim

Temos de atualizar o show. Certamente, precisamos de uma nova abertura.
Para o restante, eu tenho vontade de colocar "Mercy", para o valor da novidade de tocar algo inédito, ou então "Trying To Throw Your Arms Around The World" que será uma vitória se pudermos fazer os elementos de produção acontecerem. Talvez inspirado pela abertura desta nova fase da turnê na Itália, Bono sugeriu "Miss Sarajevo". Olhando através do setlist, então ele colocou o dedo em "Ultraviolet (Light My Way)" e perguntou se havia outra música que poderia colocar lá que ainda funcionaria com o microfone pendurado e a jaqueta laser. Depois de um minuto ou dois, ele sugeriu "Hold Me Thrill Me Kiss Me Kill Me", que não vê a luz do dia desde a Popmart. Em muitos aspectos, "Ultraviolet (Light My Way)" foi a grande surpresa da turnê no ano passado - uma faixa pouco conhecida no álbum, que voltou e roubou o show (como "Bad" nos dias de hoje). Para nos dar uma noção de como poderia ser, nós assistimos a performance de "Ultraviolet (Light My Way)" do DVD Rosebowl, enquanto escutamos também "Hold Me Thrill Me Kiss Me Kill Me". Foi muito mais promissor do que eu pensava. Eu amo essa música também - uma coisa grande, glam, bombástica. Costumava soar muito bem na turnê Popmart.
Passei a manhã trabalhando em sequências sonoras com o Declan. Nós ainda estamos trabalhando em seqüências de abertura e no passado descobrimos que é útil ter três ou quatro opções para olharmos. Houve uma sugestão na noite passada que "Hold Me Thrill Me Kiss Me Kill Me" pudesse ser uma concorrente para uma nova abertura radical para o show, então Declan pegou a gravação original multi-track da faixa. Há muitos sons loucos de violinos escondidos na gravação que me lembrou de uma composição de George Crumb chamada "Black Angels", escrito (eu acho) em resposta à guerra do Vietnã. Eu tenho uma gravação disto sendo tocada pelo Kronos Quartet, então peguei isso e entreguei pro Declan.



A combinação de ambas, destes instrumentos loucos de corda foi absolutamente surpreendente, particularmente quando tocado sobre o sistema de som gigante da 360° ​​e configurou uma atmosfera maravilhosamente desenfreada para "Hold Me Thrill Me Kiss Me Kill Me".
Isso nos deu nossa terceira opção, sendo as outras duas "Beautiful Day" vindo direto de "One Day Like This" do Elbow e uma abertura com "Moment Of Surrender" vindo através de "Soon", a faixa anteriormente conhecida como "Kingdom Of Your Love" que abriu os shows no primeiro ano da turnê.

sábado, 12 de agosto de 2017

A Entrevista: Larry Mullen na Modern Drummer em 1985 - Parte III


Larry Mullen em 1985 em entrevista para a Modern Drummer:

"Entrei no estúdio de gravação com toda a inocência. Você sabe: primeiro álbum, "eu posso fazer o que eu quero". À medida que você obtém um, você começa a relaxar. Você não quer ser muito experimental, você quer "manter o backbeat" ou seja o que for. No meio disso, adquiri um estilo. Eu gosto de 'October' e 'War', mas eu construí minhas próprias pequenas paredes nesses álbuns. Era uma coisa de segurança, porque não tinha certeza da minha posição de baterista. Mas agora estou saindo disso, e espero ficar com a coisa experimental. Sou livre, e a banda também é muito livre.
Windmill Lane não é como outros estúdios de gravação. Não há sinais de dólar por toda parte. Há apenas uma boa vibração no lugar. Há estúdios em Nova York ou Londres que são melhores do ponto de vista técnico, mas isso é secundário. E agora que vimos outros estúdios, levamos algumas ideias de volta ao Windmill Lane. Nós não temos medo de fazer algumas mudanças.
Haviam pessoas pagando dinheiro para entrar e ver uma banda, mas eles não estavam vendo uma banda. Eles estavam vendo três membros e um baterista nas sombras. Quando tocávamos em teatros, as luzes estavam colocadas muito baixas e me queimavam. Eu disse: "esqueça isso. Eu não preciso de holofotes apontados para mim".
O que temos é um ego de banda, não é uma coisa individual, e nunca foi. Se alguém em nossa banda recebe mais entrevistas e fotos no jornal, não é uma questão de seu ego ser maior. É que ele é o melhor nesse trabalho. Todos fazemos o que podemos. Eu sei que, em muitas bandas, há muitas reclamações acontecendo. Eu conversei com alguns músicos de rock e ouvi-los discutir com colegas da banda é algo triste. Nós somos realmente bons amigos. No que diz respeito a entrevistas, eu vou ficar no fundo, mas na medida em que a música for a causa, eu pretendo ter um maior interesse. É muito fácil se tornar apenas o baterista. Eu estava caindo naquela armadilha. O resto dos caras estavam se movendo, e eu estava meio que ficando para trás. Quero seguir em frente. Não é como se me pagassem um salário. Eu sou um membro da banda, eu tenho que carregar meu próprio peso. Se eu não fizer isso, o resto dos caras começam a gritar, e isso é justo o suficiente.
Eu quero ser uma força contínua no U2. Por isso, graças a Deus, finalmente tenho um lugar para mim, que nunca tive antes. Assim que esta turnê terminar, vou para casa onde terei tempo para mim. Eu vou conseguir um sistema de gravação de quatro faixas, trazer instrumentos, e tocar para o conteúdo do meu coração. Quero aprender a tocar guitarra. Eu quero fazer composições. Eu vou aprender coisas - aprender a tocar com outras pessoas - não necessariamente outras bandas, mas apenas pessoas que conhecem a música. Estou aberto a qualquer coisa. Eu realmente quero trabalhar com outros músicos, porque eu nunca fiz isso antes. Eu adoraria entrar em um estúdio, resolver as coisas de uma nova maneira, e ser um baterista de sessão. Eu acharia incrivelmente desafiador.
Eu prefiro ir como um convidado e trabalhar com as pessoas sobre a escrita das músicas. Eu não quero trabalhar com pessoas que chegam e dizem: "toque isso". Se eles só querem dizer o que fazer, eles podem muito bem usar uma bateria eletrônica. Outra coisa que eu gostaria de fazer um dia é construir o meu próprio estúdio para as minhas especificações. Eu teria uma sala grande. Tudo seria grande e ambiente - madeira e concreto. Embora eu não seja um grande fã do Led Zeppelin, sou um fã do John Bonham, e sei que todos os discos do Zeppelin foram feitos em salas grandes. Muitos dos primeiros discos Stones - sons excelentes, ótimos sons do ambiente."

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Bono aparece em vídeo para 'An Inconvenient Sequel: Truth To Power', próximo documentário de Al Gore


Paul McCartney, Bono, Pharrell Williams e muitos outros músicos falam sobre como é necessário que a sociedade preste atenção nos efeitos do aquecimento global em um vídeo lançado, intitulado 'Why Are You Inconvenient?' (Por Que Você É Inconveniente?) que antecipa o lançamento de 'An Inconvenient Sequel: Truth to Power', próximo filme de Al Gore. O documentário chega aos cinemas brasileiros em 9 de novembro.
"Eu sou inconveniente pelo futuro do planeta", diz McCartney. "Os mais pobres estão furiosos porque eles são os primeiros atingidos pelas mudanças climáticas", continua Bono. "Nós temos apenas um planeta para viver – ainda não chegamos em Marte", comenta Williams. "Até chegarmos lá, eu vou ser inconveniente."
Sentimentos similares são transmitidos na fala de Adam Levine, do Maroon 5, Camila Cabello, Jennifer Hudson, Steve Aoki, Randy Jackson e Ryan Tedder, do OneRepublic, que também estão no vídeo. Tedder coescreveu a música "Truth to Power", que aparece em An Inconvenient Sequel e nos segundos finais de 'Why Are You Inconvenient?'.
'An Inconvenient Sequel: Truth to Power' chega mais de dez anos após 'Uma Verdade Inconveniente' (2006), o primeiro documentário de Gore sobre os perigos do aquecimento global. O filme ganhou dois Oscars – por Melhor Documentário e por Melhor Música Original – e rendeu um Nobel da Paz ao diretor.



Do site: Rolling Stone

O que teria realmente causado a mudança de local do show do U2 no Rio de Janeiro em 1998 pela Popmart Tour?


Faltando 17 dias para a primeira apresentação do U2 no Brasil pela turnê Popmart em janeiro de 1998, os organizadores Franco Bruni e Fran Tomasi, anunciaram que o show do grupo no Rio, marcado para 27 de Janeiro, havia sido transferido do Estádio do Maracanã para o Autódromo Municipal Nelson Piquet, em Jacarepaguá.

Segundo Bruni, o motivo da mudança foi técnico: o túnel de acesso à pista do Maracanã não dava passagem ao guindaste utilizado na montagem do palco. Era impossível rebaixar um dos túneis.
A indefinição de local estava ameaçando a realização do show do U2 no Rio de Janeiro. O diretor de produção da turnê PopMart, Jake Kennedy, soltou comunicado dizendo que a banda tocaria no Estádio do Maracanã no dia 27, contrariando as declarações do empresário carioca Franco Bruni.
"Nenhum engenheiro assume o risco do rebaixamento do túnel comigo. Agora, a produção do U2 que trabalhe direito. Se eles têm uma solução, porque não tinham há cinco meses, quando já sabiam dos problemas?", disse.
No comunicado enviado diretamente à imprensa brasileira, o empresário da banda, Paul McGuinness, afirmou: "Todos os problemas logísticos foram resolvidos".
Bruni, por sua vez, disse que o comunicado o pegou de surpresa e que era praticamente impossível, por problemas técnicos, que o show se realizasse no estádio.
"O comunicado não é real. Se alguma coisa for imposta, aí realmente tem muita coisa que vai pegar... Isso é um capricho da banda", afirmou Bruni.
No entanto, a Suderj (Superintendência de Desportos do Rio de Janeiro) não havia sido comunicada oficialmente de nada.
Segundo informações da produção brasileira, para que o guindaste entrasse no estádio era preciso de uma escavação de 85 metros de comprimento por 1 metro de profundidade.
Um complicador foi que as plantas do Estádio do Maracanã foram perdidas e não se sabia se havia tubulações ou encanamentos no local. Além dos riscos, a obra foi orçada em cerca de R$ 500 mil.
"Quando o Tom Armstrong veio vistoriar o Maracanã, ele me disse 'sem guindaste, não há show'. Agora eles estão mandando a solução de reduzir a tonelagem dos guindastes. Querem que desmontemos as máquinas do lado de fora para remontar lá dentro, mas não cogitaram essa hipótese antes", afirmou Bruni.
A assessoria de imprensa do U2 em Londres apenas confirmava o teor do comunicado.
A Suderj, que era administradora do estádio, quando foi comunicada, apresentou outra versão. O presidente da Suderj, Raul Raposo, disse que recebeu fax de Bruni pedindo desconto de R$ 40 mil para alugar o estádio.
No fax, segundo Raposo, Bruni justificava o pedido afirmando que as vendas estavam ruins e só 7% dos 120 mil ingressos tinham sido vendidos.
Segundo os próprios produtores, até aquela data do anúncio da troca, haviam sido vendidos 20 mil ingressos.
Os produtores já haviam pago à Suderj R$ 125 mil pela reserva do estádio. Segundo Raposo, a quantia seria abatida do total do aluguel do estádio (aproximadamente R$ 280 mil, que seriam pagos naquele mês). Com a transferência do show, os R$ 125 mil não foram devolvidos aos organizadores.
Na entrevista realizada, os produtores negaram qualquer problema com o aluguel e atribuíram a mudança ao guindaste.
Mais uma coisa estranha: Franco Bruni disse ter sido informado pelo presidente da Suderj de que o Maracanã não estaria disponível no dia 27, data prevista para o show.
Bruni disse ter sido informado por Raposo de que, entre os dias 21 e 31 de janeiro, seriam realizados no estádio sete jogos do Torneio Rio-São Paulo de futebol.
Raposo não quis falar com os jornalistas, mas informou, por meio de sua assessoria de imprensa, ter decidido ceder o estádio para o torneio após ter recebido um fax dos produtores da turnê, no dia 7 de janeiro, informando que o show no Maracanã estava cancelado.
O show foi transferido, mas um fax enviado pelos produtores da banda insistia na apresentação no estádio. "Com o cancelamento, o Maracanã foi reservado para os jogos do torneio Rio-São Paulo. A insistência dos produtores mostra que Franco Bruni está desesperado e o quanto ele é antiprofissional", disse Raposo.
Raposo disse que o problema do guindaste poderia ter sido resolvido com a desmontagem da peça e que não havia recebido dos produtores a planta do palco, o laudo de segurança dos bombeiros e o alvará.
No meio disso tudo, o Corpo de Bombeiros informou que ainda não havia recebido o pedido de expedição de laudo técnico de segurança e cálculo de público para a realização do show do U2 no Rio.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o laudo deveria ser pedido num prazo entre 15 e 30 dias antes, para que houvesse tempo de avaliação.

Kendrick Lamar confirma que o sampler utilizado em seu disco é de uma canção inédita do U2


Kendrick Lamar colaborou com o U2 na faixa "XXX", presente em seu mais recente álbum 'Damn', em uma parceria que surpreendeu os fãs de ambos.
Lamar disse que "XXX" foi o resultado de uma ideia que ele tinha trabalhado antes com Bono e que não tinha sido terminada, e que foi então revisada para o seu álbum.
"Nós tínhamos gravações diferentes, que deveríamos estar fazendo juntos. Ele me enviou a parte que ele tinha, eu coloquei algumas ideias para ele, e nós não sabíamos onde estava indo", disse Lamar para a Rolling Stone.
"Eu tinha um álbum que seria lançado, então eu só perguntei a ele, tipo: 'Ei cara, você me faria essa honra de me deixar usar neste disco, usar essa ideia que eu quero juntar porque eu estou ouvindo um certo tipo de 808, uma certa bateria para ela'. E ele estava aberto à isso."
"Há um monte de grandes gravações e grandes parcerias que o mundo provavelmente nunca vai ouvir, porque simplesmente parece não soar legal, não importa o quão grande o nome que esteja envolvido", acrescentou.
Lamar elogiou Bono, dizendo que ele é inspirador "na música e na vida."
"Mas Bono tem tanta sabedoria e tanto conhecimento, na música e na vida. Sentado ao telefone com ele, eu poderia falar com ele por horas. As coisas que ele está fazendo em todo o mundo, de apenas ajudar as pessoas, é inspirador", disse ele.

As linhas que Bono cantou na canção "XXX" de Kendrick Lamar, que foi listada como sendo uma colaboração com o U2, na verdade foi um sampler usado por Lamar, porque as letras foram tiradas realmente de uma canção do U2, uma música que já foi ouvida em sessões de audições do próximo disco do U2, 'Songs Of Experience'. Relatos dizem que as letras estão um pouco mais lentas na versão de Kendrick Lamar do que na versão original do U2. Esta canção do U2 pode ter o título de "American Soul".

As duas versões da canção que Bono afirmou ter trabalhado com T-Bone Burnett


Bono trabalhou com T-Bone Burnett em duas canções, "Purple Heart" (do álbum 'The Talking Animals' de 1987) e "Having a Wonderful Time, Wish You Were Her" (do álbum 'Behind The Trap Door' de 1984). Os dois tinham sido apresentados em 1984, quando Ellen Darst estava trabalhando na gerência de T-Bone Burnett, e também na gerência em Nova York da Principle Management, que cuidava da carreira do U2.
No final da década em uma entrevista para a revista Propaganda, Bono revelou que ele e Burnett estavam trabalhando em uma terceira música juntos:

Propaganda: você escreveu uma música com T-Bone alguns anos atrás. "Having a Wonderful Time, Wish You Were Her"

Bono: Eu realmente gosto dessa música, mas eu não escrevi muito dela. T-Bone foi muito generoso me dando 50% da música. Eu escrevi outras com T-Bone como "Purple Heart" em seu último álbum, eu acho que nós começamos uma outra. Ele está trabalhando nela para seu próximo LP - é aquela para responder a todas as perguntas já feitas. Chama-se "I Can Explain Everything".

Essa entrevista para o Propaganda foi feita no final de 1988. O álbum 'The Criminal Under My Own Hat' de T-Bone Burnett foi lançado no verão de 1992. A canção "I Can Explain Everything" não aparece uma vez, mas sim duas vezes no álbum em duas versões muito diferentes.





O assunto é familiar para os fãs do U2. Políticos, pregadores. É uma ideia que se seguiu até a ZooTV com o personagem de Bono, Mirrorball Man.
O álbum não credita Bono nas letras. É possível que as contribuições de Bono sobre a música não tenha sido usada. Também vimos no passado que, por vezes, o U2 optou por não ser creditado em projetos paralelos, mesmo tendo contribuído. Mas a entrevista na revista Propaganda afirma claramente que Bono estava trabalhando na música com T-Bone Burnett.

Do site U2 Songs (antigo U2 Wanderer)

Blog U2 Sombras e Árvores Altas

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