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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Q Magazine - U2: Their Future Starts Here











Agradecimento pelos scans: U2 Ultraviolet Brasil

Antologia do U2 - lista de outtakes, demos e canções inéditas (1978 - 2010) - Atualização

Listagem de gravações não finalizadas, composições, demos, outtakes e canções finalizadas do U2 não lançadas nos álbuns. Algumas das canções citadas são conhecidas pelo fãs, por já terem sido lançada em gravações piratas ou aparecido em áudio na internet. Outras foram lançadas oficialmente pelo U2 em edições especiais de álbuns, lançamentos exclusivos para sites de vendas online de músicas, singles. E outras apenas tiveram as versões iniciais regravadas e finalizadas com outro título para integrar os álbuns de estúdio da banda. O restante são canções que permanecem inéditas e desconhecidas.

PRÉ-BOY:
Walk Away (provavelmente uma versão antiga de "I Will Follow")

BOY ERA:
Jam Session (12 de fevereiro de 1981): no Van Paard Troje, na Holanda, o U2 fez uma passagem de som antes da apresentação da noite. Esta Jam em especial tem algumas melodias únicas e inéditas, que eram versões de trabalho de músicas que estariam no próximo álbum da banda, October.

PRÉ-OCTOBER:
When I Fall Down: Título inicial de trabalho da canção 'I Fall Down'. Foi tocada ao vivo na turnê do álbum Boy, antes de ser registrada em estúdio. Esta versão antiga traz letra e música alternativas. Não tem The Edge no piano e foi tocada de forma mais rápida.

October: Também foi tocada ao vivo na turnê Boy, antes de sua gravação oficial em estúdio. Trouxe uma letra diferente e uma duração maior.
Quando Bono perdeu a pasta com as letras, ambas as canções tiveram que ser reescritas.

Baterista e fundador do U2 completa 50 anos de idade

Lawrence Joseph Mullen Jr. (nascido em Dublin, em 31 de outubro de 1961) completa hoje 50 anos de idade.
Baterista, fundador e integrante do U2, foi Larry que colocou, em 1976, o aviso na Mount Temple High School buscando pessoas para formar uma banda, o Feedback, que acabou tornando-se o U2.

Mora com Ann Achenson desde os tempos de colégio (nunca se casou), com quem tem três filhos, Aaron Elvis, Ava Elizabeth e Ezra.
Mullen, a criança do meio e único filho de Larry and Maureen Mullen, nasceu em 31 de outubro de 1961, e foi criado em Artane, lado norte de Dublin, Irlanda. Mullen começou a tocar bateria em 1970, com idade de 9 anos, sob a instrução de um baterista irlândes chamado Joe Bonnie e depois, sua filha, Monica. A irmã mais nova de Mullen, Mary, morreu em 1973, e sua mãe morreu num acidente de carro em 1976, o mesmo ano em que o U2 foi fundado.

Antes de fundar o U2, Mullen estava envolvido numa banda que tocava músicas militares, chamada "The Artane Boys Band", contribuindo para as "batidas militares" comuns no trabalho do baterista como na canção "Sunday Bloody Sunday". Mullen fundou o U2 no final de 1976 quando colocou um aviso na "Mount Temple Comprehensive High School", sua escola, dizendo algo como "baterista procura músicos para formar banda". A banda, primeiramente era formada por Mullen, Paul "Bono" Hewson, David "The Edge" Evans, e seu irmão Dik Evans, Adam Clayton, e amigos de Mullen, Ivan McCormick e Peter Martin, primeiramente conhecida como "The Larry's Mullen Band", mas o nome rapidamente foi mudado para "Feedback", como aquele que sabe de termos musicais, que entende e consequentemente "The Hype". Logo depois da banda formada, McCormick e Martin deixaram a banda.

Eles participaram de um concurso de talentos em Limerick, Irlanda, com o nome de "The Hype". Eles venceram e gravaram sua primeira demo, mas Steve Averill, um crítico conhecido da época, disse que o nome da banda não prestava, o que fez alterarem o nome da banda para "U2" por causa do "Lockheed U-2", um caça-espião usado pelos EUA durante a Guerra Fria, abatido pela URSS dias antes do nascimento de Bono.

Com o U2 mais popular, Mullen adicionou o "Junior" para seu nome para parar a confusão com seu pai (também Larry Mullen), que recebeu muitas contas que seriam para seu filho. Mullen não é casado, mas viveu com sua namorada, Ann Acheson, por mais de 20 anos. Ele é conhecido por ser "o freio da banda", e prefere deixar para os outros membros os holofotes das entrevistas.

Mullen trabalhou em muitos projetos solo, em sua carreira, incluindo colaborações com Maria McKee, Nancy Griffith, e o produtor do U2, Daniel Lanois. Mullen tocou bateria em muitas das canções do álbum de 1995 de Emmylou Harrism, chamado Wrecking Ball. Mullen, junto com seu colega de banda Adam Clayton, regravou a faixa para o remake de 1996 de Missão Impossível, incluindo o tema principal o qual o tempo foi mudado do original para um mais fácil e mais "dançante". O Tema de "Missão Impossível" alcançou número #8 Billboard dos Estados Unidos, e foi indicado para um prêmio de Grammy na categoria "Melhor Performance Instrumental Pop".

Mullen trabalhou com o produtor Daniel Lanois em seu álbum Acadie. Mullen e Adam também colaboraram com Mike Mills e Michael Stipe, mebros da banda R.E.M., para formar a performance de um grupo chamada Automatic Baby. O nome do grupo refere-se ao título dos álbuns de ambas bandas, Achtung Baby de 1991, de U2, e Automatic for the People, de 1992, do R.E.M.

domingo, 30 de outubro de 2011

Adam e Larry odiaram morar com Bono em Los Angeles na década de 80

Os membros do U2 disseram ter sido muito difícil dividir uma casa com Bono, no final da década de 1980, segundo o site Contacmusic.
Larry Mullen Jr. e Adam Clayton dividiram uma casa com Bono em Los Angeles no ano de 1987 e, apesar de terem se divertido nos Estados Unidos, disseram que a convivência foi tensa, na maior parte do tempo.
"Era uma casa de loucos. E acho que foi Bono quem nos deixou malucos. Foi muito difícil morar com ele. Era uma casa que seria demolida. Cada um de nós tinha um quarto e nos reuníamos na sala. Era praticamente uma república. Bono encontrava coisas para fazer tarde da noite. E não saía das festas."
O guitarrista da banda, The Edge, optou por não viver com os colegas de banda e ficou aliviado por ter se refugiado longe do grupo onde pudesse trabalhar.
"Foi uma época estranha para mim, as coisas não estavam bem em casa. E no fim da rua, os outros... Eles estavam realmente se divertindo por estar em uma banda de rock que, além de tudo, fazia muito sucesso. Era como se estivessem em uma loja de doces. Muitas festas, um momento de entrega aos prazeres. Mas para mim foi mais um refúgio. Eu me joguei no trabalho."

Two Shots Of Happy, One Shot Of Sad

'Two Shots Of Happy, One Shot Of Sad' foi escrita por Bono e Edge no ano de 1992, para Frank Sinatra. A música tem estilo de jazz, ao gênero de Sinatra.
Lançada somente em 1997 no Lado B do single de "If God Will Send His Angels", a performance foi gravada ao vivo em Londres por Bono e The Edge em um estúdio, para o aniversário de 80 anos de Sinatra.

Foi mostrada para Sinatra nos Estados Unidos via satélite, em uma homenagem de aniversário em 19 de novembro de 1995. Foi um vídeo gravado alguns dias antes. Possui arranjos de cordas pelo compositor Craig Armstrong.

Apesar de Frank Sinatra nunca ter tido a chance dele mesmo gravar, sua filha, Nancy Sinatra, possui uma versão da canção no seu álbum de 2004. Os membros da banda, Adam Clayton e Larry Mullen Jr., baixo e bateria respectivamente, que não tocaram na versão original presente no single do U2, desta vez tocaram na versão de Nancy.
Nancy Sinatra muda o pronome na letra de uma pessoa para uma perspectiva de terceira pessoa, provavelmente para se referir ao seu pai.

sábado, 29 de outubro de 2011

A canção que causou constrangimento em Bono

"Slow Dancing" é uma canção country escrita por Bono e The Edge em 1989.
Aparecendo num programa de rádio em Sydney neste ano de 89, Bono cantou o primeiro verso de “Slow Dancing”, e o vocalista revelou que à escreveu para Willie Nelson.

Bono então em uma entrevista, revelou que a canção foi um erro seu, por ter equivocadamente escrito para Nelson sem sequer ter comunicado à ele. Isso causou um grande constrangimento ao vocalista do U2. A canção foi arquivada.
Em 1993, depois de 4 anos de seu surgimento, a canção foi trabalhada e teve seu primeiro lançamento oficial no single "Stay (Faraway, So Close!)" do U2, mas a gravação acústica trazia apenas Bono no vocal e The Edge no violão e vocal de apoio.

Somente mais 4 anos depois, no ano de 1997, o U2 (com Adam no baixo e Larry na bateria) finalmente teve a oportunidade de gravá-la com quem inspirou a letra, o cantor Willie Nelson. A gravação além do U2 completo e Willie, traz na gaita Mickey Raphael. Bono e Brian Eno fazem os backing vocais. Um peso foi tirado das costas de Bono!
Veja um vídeo raríssimo sobre a gravação da versão final da canção, de 1997. Traz o U2 e Willie gravando em estúdio um dos takes da faixa. Uma preciosidade para os fãs da banda:

Próxima parada: Estação ZOO (20 anos de Achtung Baby)

"Zoo Station" é a faixa de abertura do álbum 'Achtung Baby' do U2, de 1991, no qual o grupo reinventou-se musicalmente, incorporando influências de rock alternativo, industrial e música eletrônica.
"Zoo Station" introduz o novo som da banda, uma entrega de percussão com influência industrial e várias camadas de guitarras e vocais distorcidos. Da mesma forma, as letras sugerem novas intenções e antecipações do grupo. A introdução, com uma "explosão" de percussão e um processado e barulhento som de guitarra, era para fazer o ouvinte pensar que o álbum não era um equívoco, um último disco do U2, ou que seus tocadores de música não estavam quebrados.
Durante a turnê Zoo TV, "Zoo Station" abriu todos os shows, exceto por uma apresentação (em Hershey, Pennsylvania, quando "Sunday Bloody Sunday" abriu o show).
"Zoo Station" recebeu críticas positivas dos críticos, muitos dos quais analisaram ​​a canção como uma representação da reinvenção da banda.
Após sessões difíceis de gravação no Hansa Studios em Berlim no final de 1990, o U2 iniciou a segunda fase das sessões de gravação para Achtung Baby em Dublin. Eles lutavam com a canção "Lady With the Spinning Head" (mais tarde lançada como um Lado-B), mas três faixas separadas, "Zoo Station", "Ultraviolet (Light My Way)" e "The Fly", foram obtidas a partir dela.
A banda finalmente decidiu levar "Zoo Station" em uma direção mais industrial de "Lady With the Spinning Head".
"Zoo Station" tomou forma perto do final das sessões de gravação, quando Flood, o engenheiro de áudio, estava mixando a música e distorcendo a introdução para a bateria. A direção da música foi muito influenciada pela equipe de produção de Daniel Lanois, Brian Eno e Flood.
O vocalista Bono tinha ficado desapontado com a sua voz nas antigas sessões de gravação para o álbum e disse à equipe de produção, "Vamos tentar algo que vai me colocar em um lugar completamente diferente".
Depois de terem distorcido a sua voz e fazê-la soar como se fosse proveniente de um megafone, Bono se inspirou para cantar em uma persona, e o efeito deu à sua voz um "sentindo emocional" diferente.
Flood mixou a faixa final com a ajuda de Shannon Strong. Juntamente com Robbie Adams, Strong também ajudou Flood com a engenharia. Lanois tocou guitarra adicional durante a gravação.
Com Achtung Baby, o grupo procurou recuperar alguns dos personagens Dadaístas e sua fase de palhaçadas em que já tinham se envolvido no final da década de 70, quando adolescentes. O U2 tinha abandonado essas idéias para temas mais literais na década de 80.
Assim, a letra de "Zoo Station" foi inspirada por uma história surrealista sobre Berlim da Segunda Guerra Mundial que o vocalista Bono ouviu, quando bombardeios durante a noite danificaram o zoológico e permitiu que animais como rinocerontes, pelicanos e flamingos escapassem e vagassem na manhã seguinte, enquanto as pessoas estavam vasculhando os escombros da cidade.
Bono também foi inspirado na cidade de Berlim, na estação ferroviária Zoologischer Garten (ou Zoo Station).
A estação, que está na linha U2 - U-Bahn, era notória como um covil de traficantes de drogas, prostitutas, cafetões e transientes.
Bono comparou a música com a estação atual, dizendo que "foi escrita como uma faixa de abertura. Os animais saindo de suas gaiolas". Ele estava interessado em usar o zoológico como uma metáfora e teve mais inspiração na estação de metrô que representa a Europa numa encruzilhada.
Durante a gravação, Eno criou vários protótipos de mixagem da canção. The Edge recordou como esses diferentes mixes acompanhados de perto pela banda criaram a versão final da faixa. Uma dessas primeiras versões foi lançada mais tarde sob o título "Bottoms (Watashitachi No Ookina Yume)", como faixa bônus no Reino Unido e Japão em edições promocionais do álbum experimental de 1995, 'Original Soundtracks 1' do 'Passengers', bem como um Lado B em algumas versões do single de "Miss Sarajevo".
"Bottoms (Watashitachi No Ookina Yume)" é uma faixa instrumental e foi descrita por The Edge como um "mix louco". E acrescentou: "'Bottoms' foi feita no Japão, e nós apenas construímos aquele mix. Às vezes você pode acabar com algo completamente distinto."
O guitarrista The Edge explicou que alguns dos sons na introdução de 'Zoo Station', que se assemelham à teclados, foram realmente criados por ele na guitarra.
Adam Clayton disse: "Quando as pessoas colocam esta gravação, nós queríamos que a sua primeira reação fosse 'este gravação está com defeito, ou 'isso não pode ser uma canção do U2, houve um erro'.
A letra, que usa a estação de metrô de mesmo nome como uma metáfora para o tempo, também traz Bono em extase pelo nascimento de seu primeiro filho em 1989. Foi uma grande influência sobre 'Achtung Baby', assim como foi a segunda gravidez de sua esposa durante a gravação do álbum em 1991. Bono diz que os bebês influenciaram as linhas o álbum já no primeiro verso de 'Zoo Station', além do título do álbum e outras canções, que trazem a palavra bebê por mais de 20 vezes!

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

A canção "Tonight", gravada em 1978 pelo U2 no Eamon Andrews Studios

Após vencerem o concurso Harp Lager Talent Contest em março de 1978 e receberem uma chance de gravar uma demo financiada pela CBS, o U2 entrou em abril de 1978 no pequeno Eamon Andrews Studios de 4 canais, na Irlanda; e fizeram algumas gravações oficiais.
Dizem que a banda gravou um total de 8 canções. Mas apenas 4 destas músicas apareceram em bootlegs piratas e são oficialmente conhecidas pelos fãs.
Uma destas faixas chama-se 'Tonight', e é intitulada também em alguns bootlegs por "Live My Life Tonight".
O áudio da canção que circula há tempos, tem 1 minuto e 30 segundos de duração.



Heyo, I lost something
My mind is telling me I can't go wrong
I lost it, a single mission
I want to worry, but it's never the one

Wish you'd come and work it right
And make the rounds with me
You can tell me time and when I'm going south
Everyone is with me

Busy to live my life
I've gotta live my life tonight

Schooldays, I really run to
I gotta move it, gotta move in my mind
Loving, a single mission
No one told me where to live in my head

I get things mixed up and nothing's right
And some days I go working
One thing I consider to be right is to
Just go around and choose it

I've gotta live my life tonight
I've gotta live my life tonight
You...

A contra-capa de 'Ahk-toong Bay-bi Covered'

A contra-capa de 'Ahk-toong Bay-bi Covered' segue os moldes da contra-capa do original 'Achtung Baby'.
Traz as mesmas fontes e modo de escrita, a mesma montagem 4X4 das fotos, além da faixa vertical na lateral direita trazendo dados sobre os direitos autorais.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A única vez que o U2 tocou ao vivo a canção "When I Look At The World"

Em 27 de novembro de 2001, pela Elevation Tour, o U2 tocou em Kansas City, Missouri, Estados Unidos, na Kemper Arena.
Durante a performance de Bad, a banda tocou ao vivo pela primeira e única vez até hoje, a canção "When I Look At The World", do álbum 'All That You Can't Leave Behind'.
A noite entrou para a história, pois Bono não cantou apenas uma linha ou duas da canção, e sim 2 minutos da música:
"When you look at the world
What is it that you see?
People find all kinds of things
That bring them to their knees
I see an expression
So clear and so true
That it changes the atmosphere
When you walk into the room
So I try to be like you
Try to feel it like you do
But without you it's no use
I can't see what you see
When I look at the world
When the night is someone elses
And you're trying to get some sleep
When your thoughts are too expensive
To ever want to keep
When there's all kinds of chaos
And everyone is walking lame
You don't even blink now, do you
Or even look away
So I try to be like you
Try to feel it like you do
But without you it's no use
I can't see what you see
When I look at the world
When I look at the world
When I look at the world"

HIGHWAY 61 REVISITED 1965 - Por Bono

Aquele ar de zombaria – é algo de se admirar. Elvis tinha isso, claro. E os Rolling Stones tinham um ar de zombaria que, se você prestar atenção no título da música, não passou despercebido por Bob. Mas o ar de Bob Dylan em “Like a Rolling Stone” é capaz de transformar vinho em vinagre. O pugilismo verbal escancara o ato de compor para uma geração toda e deixa o ouvinte na lona. “Like a Rolling Stone” marca o nascimento de um iconoclasta que dará à era do rock sua maior voz e seu maior vândalo. Este é Bob Dylan como um Jeremias de versos amorosos e românticos, despejando uma tempestade flamejante de palavras imperdoáveis. Tendo criticado duramente a hipocrisia do corpo político, ele agora começa a cutucar inimigos que são um pouco mais familiares: a “cena”, a alta sociedade, a “gente bonita” que pensa que “está por cima”. Aqui, ele ainda não entrou em suas próprias hipocrisias – isso viria mais tarde. Mas a diferença entre “nós” e “eles” não é tão clara quanto em seus primeiros álbuns. Aqui, ele mostra seus dentes afiados para os descolados, a vaidade da época, a ideia de que alguém tinha mais valor se estivesse usando o par de botas certo. Para alguns, os anos 60 foram uma revolução. Mas havia outros que estavam erguendo uma guilhotina em Greenwich Village, não para seus inimigos políticos, mas para os que consideravam “quadrados”. Bob já começava a adotar essa ideia, mesmo considerando que ele já era a melhor encarnação dela, o cara de cabelo encaracolado que Jimi Hendrix mais tarde admitiria ter imitado. O empilhamento de palavras, imagens, ira e melancolia em “Rolling Stone” daria o formato para formas musicais que só viriam a surgir dez ou 20 anos no futuro, como o punk, o grunge ou o hip-hop. Observando a personagem nos versos, você se pergunta: “O quão rápido ela deve ter ido de socialite a alguém que implora pela próxima refeição?” Talvez seja um vislumbre do futuro; talvez seja só ficção, um roteiro de cinema destilado em forma de canção. Deve ter sido difícil ser Dylan ou conviver com ele na época; seu olhar sempre alerta estava focado em tudo e em todos. Mas, apesar do discurso raivoso, a verdadeira peça pregada está em seu humor agudo. “Se você não tem nada, não tem nada a perder” é o slogan de camiseta. Mas a frase de que gosto mais é: “Você nunca olhou em volta e notou os cenhos franzidos dos malabaristas e dos palhaços/ Quando todos eles fizeram truques para você/ Você nunca entendeu que isso não é legal/ Você não devia deixar que as outras pessoas se divirtam por você”. A execução da faixa – destacando o guitarrista Mike Bloomfeld e o tecladista Al Kooper – é tão vívida e imediata que é como ver a tinta espirrando na tela. Como é costume de Bob no estúdio, os músicos não conhecem a música totalmente. Eles ainda a estão conhecendo, e você consegue sentir o prazer da descoberta ao mesmo tempo em que eles a experimentam.
A canção tem uma grande urgência de se comunicar; mesmo assim, não faz concessões ou se compromete. Dylan conseguiu em “Like a Rolling Stone” um perfeito equilíbrio entre mundos bastatante distintos. Não me importo particularmente em saber para quem a música é – embora eu tenha conhecido algumas pessoas que alegam ser sobre elas. O gozado é que algumas não haviam nem nascido em 1965. O que me fascina de verdade é que uma música radical assim foi sucesso nas rádios. O mundo foi transformado por uma voz excêntrica, um espírito romântico, alguém que se importou o bastante com um amor não correspondido a ponto de compor algo tão devastadoramente cáustico. Amo ouvir músicas que mudaram tudo, como “Heroes”, de David Bowie, “Rebellion (Lies)”, do Arcade Fire, “Love Will Tear Us Apart”, do Joy Division, “Sexual Healing”, do Marvin Gaye, “Smells Like Teen Spirit”, do Nirvana, e “Fight the Power”, do Public Enemy. Mas, no topo da árvore genealógica dessa família disfuncional, repousa o próprio rei cuspidor de fogo, o malabarista da beleza e da verdade, nosso Shakespeare de camisa de bolinhas. É o motivo pelo qual cada compositor a surgir depois de Dylan traz consigo sua bagagem e a razão pela qual este humilde bardo irlandês aqui carregaria suas malas com orgulho. Sempre que precisar.

Você continua lendo esta matéria na edição 61 da Rolling Stone Brasil, outubro/2011!

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

U2 e Megan Fox - SNL Promo Commercial 2009

Em setembro de 2009, o U2 e a atriz Megan Fox foram os escolhidos para abrirem a temporada do programa Saturday Night Live.

A estreia da 9° temporada foi apresentada e estrelada por Megan Fox, e o convidado musical do programa foi o U2.

Um comercial promocional com a banda e a atriz, foi veiculado:

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Megan Denise Fox é o nome da atriz americana conhecida em todo mundo, devido ao filme Transformers.
A bela atriz Megan Fox nasceu na cidade de Rockwood, no dia 16 de maio de 1986.

Ela Começou sua carreira cedo, com 13 anos de idade.

Megan Fox estreiou nos cinemas no ano de 2001, atuando no filme ‘Holiday in the Sun’, no qual contracenava com a atriz Ashley Olsen.

Realizou diversas participações em seriados americanos como Two and a Half Men e The Help.

Em 2004, Megan Fox estava de volta às telonas, como o filme Confissões de uma Adolescente em Crise, atuando ao lado de Lindsay Lohan.

Porém como dito anteriormente, ela ganhou fama somente em 2007, após fazer o papel de Mikaela Banes, no filme Transformers, ao lado do ator Shia LaBeouf.

Megan realizou diversos ensaios para grande publicações americanas, sendo destaque na FHM, como a Mulher Mais Sexy do Mundo, e realizou um ensaio sensual para revista Esquire.

Matéria da revista Rolling Stone com Bono e The Edge traz alguns detalhes sobre o relançamento e material inédito de 'Achtung Baby'

Bono e The Edge conversaram com Brian Hiatt, da revista americana Rolling Stone, sobre o atual estágio da banda, o período em que fizeram o Achtung Baby e o que pode acontecer no futuro.
O site www.u2br.com disponibilizou em seu site uma tradução da matéria.
Bono admitiu que revisitar o álbum no qual o U2 ficou contra a parede - após o filme/álbum 'Rattle And Hum' (1988) ter ajudado a convencer alguns fãs de música de que eles eram desesperadamente solenes e pomposos - sugeriu um caminho a seguir. "Ironicamente, sendo forçado a olhar pra trás neste período me lembrou de como nós podemos reemergir para uma próxima fase," disse Bono. "E isso não significa que você tem que usar óculos malucos ou vestir roupas de mulher. Reinvenção é muito mais profundo que isso."
Seguir adiante nunca foi fácil para o U2, como é narrado nas fitas de estúdio, lados B e versões primárias das músicas do Achtung Baby contidas no novo box - e consolidados com todos os detalhes em 'From The Sky Down', um documentário sobre a criação do Achtung Baby dirigido por Davis Guggenheim (A Todo Volume). O filme, que abriu o Festival Internacional de Cinema de Toronto, deixa claro que tentar encontrar um novo som leva ao que The Edge chama de "uma série de dificuldades potencialmente finalizadora de carreira". Ao retratar a criação de "One", o filme também revela que letras tais como "Somos um, mas não somos o mesmo" estão mais para a fraternidade plena da banda do que qualquer outra coisa. "Eu acahava que [Achtung Baby] era um momento realmente super legal em uma vida nem sempre super legal", disse Bono rindo - "e [Guggenheim] foi lá e fez um filme nada legal sobre a gente!"
'Rattle And Hum', e a turnê Lovetown com o B.B. King que a seguiu, foram momentos cruciais para o U2. Mas, para uma banda cujas reais raízes estiveram no pós-punk do final dos anos setenta, os chapéus de cowboy e jeans estavam começando a desgastar. The Edge estava ouvindo Bloody Valentine, Nine Inch Nails e Einstürzende Neubauten e, ao mesmo tempo, observando a fusão de rock e dança que vinha de Manchester, com grupos tipo Stone Roses. "Eu sempre lembro do constrangimento intenso quando aconteceu de eu estar em um clube e um generoso DJ iria colocar uma de nossas músicas, do álbum War", disse The Edge. "Era tão evidente que nunca tinha pensado em como soava mal em clubes. Então só procuramos nos apegar em rítmo, backbeat e groove".
A banda gravou o conteúdo do álbum no Estúdio Hansa, em Berlim, bem no momento de reunificação da Alemanha - e como o co-produtor Brian Eno cita, diretrizes estéticas logo surgiram: "Palavras sussuradas nesta gravação eram inúteis, descartáveis​​, escuras, sexys e industrial". "Descobrimos que era mais interessante começar a partir de um lugar extremo", diz The Edge.
Daí, as guitarras ruidosas da música de abertura, "Zoo Station," seguidas por uma batida da bateria de Larry Mullen Jr., distorcida e quase irreconhecível. "Alguns dos sons extremos não foram alcançados com sofisticados equipamentos e cuidado no manuseio," disse The Edge. Em vez disso, eles simplesmente sobrecarregaram seus equipamentos de gravação antigos. "Foi literalmente, 'o que acontece se você mudar para 11?'" - disse o guitarrista.
Para a banda, redescobrir letras e arranjos muito diferentes das versões "jardim de infância" das canções foi revelador - "Tryin' to Throw Your Arms Around the World," por um momento, soava como uma música popular irlandesa. "A primeira vez que a pintura vai para a tela é um momento muito, muito empolgante", disse Bono. Ele estava intrigado por uma frase da versão inicial de "Who's Gonna Ride Your Wild Horses", que reformula a sua história como um caso de amor "parasita" ("Your innocence I've experienced"), enquanto The Edge está convencido de que a melodia vocal mais contida nessa versão é superior à faixa lançada.
Um dos mais intrigantes "outtakes", "Down All the Days", tem a mesma base de "Numb", do álbum seguinte do U2, Zooropa (1993), com Bono cantando uma música completamente diferente. "É uma faixa eletronicamente desregulada com letra e melodia muito tradicionais", disse The Edge. "Quase funcionou".
Enquanto isso, os planos futuros do U2 não estão definidos. "É bem provável que você possa ouvir algo nossa no próximo ano, mas é igualmente possível que você não ouça", diz The Edge.

Larry Mullen brinca em premiação, dizendo que vocalista do Coldplay é gay

Após receber o prêmio de melhor artista do mundo pela Q Awards, na última segunda-feira, (24), Chris Martin, vocalista do Coldplay, revelou que algumas bandas que ouvia na adolescência, como Take That e U2, o fizeram questionar sua masculinidade. As informações são do site Gigwise.
Ao receber o prêmio, Chris revelou, "não tenho medo de assumir isso, essas bandas realmente me fizeram pensar que eu era gay". Ao que Larry Mullen, baterista do U2, que também participou da premiação, respondeu: "Eu tenho essa resposta. Chris, você é gay".
O Coldplay foi vencedor da categoria "melhor grupo no mundo hoje", mas Chris Martin discordou da premiação. "O U2 é a melhor banda do mundo no momento. Nós somos a sétima".

Do site: Terra

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Áudio na íntegra do álbum 'Ahk-toong Bay-bi Covered'

Ahk-toong Bay-bi Covered é o título do álbum que a revista britânica Q lançará encartado em sua edição de amanhã.
O disco tributo em homenagem ao álbum Achtung Baby, lançado pelo U2 em 1991, trará 11 artistas e bandas que regravaram as faixas originais do álbum.
Ouça as faixas que foram disponibilizadas na rede:

Nine Inch Nails - Zoo Station

U2 (Jacques Lu Cont Mix) - Even Better Than The Real Thing

Damien Rice - One

Patti Smith - Until The End Of The World

Garbage - Who's Gonna Ride Your Wild Horses

Depeche Mode - So Cruel

Snow Patrol - Mysterious Ways

The Fray - Trying To Throw Your Arms Around The World

Gavin Friday - The Fly

The Killers - Ultraviolet (Light My Way)

Glasvegas - Acrobat

Jack White - Love Is Blindness

A lista de canções que podem ser votadas para integrarem o álbum duplo 'U22' - The Ultimate U2360°'

Conheça as 46 músicas pré-selecionadas para votação, onde 22 serão escolhidas e então será feito o tracklist final para o álbum 'U22' - The Ultimate U2360°':

40
All I Want Is You/Love Rescue Me
Angel Of Harlem
Bad
Beautiful Day
Breathe
City Of Blinding Lights
Desire
Electrical Storm
Elevation
Even Better Than The Real Thing
Get On Your Boots
Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me
I'll Go Crazy If I Don't Go Crazy Tonight (Remix)
In A Little While
I Still Haven’t Found What I’m looking For
I Will Follow
Magnificent
Miss Sarajevo
Moment of Surrender
Mothers Of The Disappeared
Mysterious Ways
New Year’s Day
No Line On the Horizon
One
One Tree Hill
Out Of Control
Party Girl
Pride (In the Name of Love)
Return Of The Stingray Guitar
Scarlet
Spanish Eyes
Stay (Faraway, So Close!)
Stuck In A Moment You Can't Get Out Of
Sunday Bloody Sunday
The Fly
The Unforgettable Fire
Ultra Violet (Light My Way)
Unknown Caller
Until The End Of The World
Vertigo
Walk On
Where The Streets Have No Name
With Or Without You
Your Blue Room
Zooropa

Membros do U2 se irritam com Bono por questionamentos feitos sobre a relevância da banda

No momento em que o U2 se prepara para relançar as edições de luxo de Achtung Baby de 1991, o vocalista Bono diz que pensa cada vez mais sobre a banda e sua relevância para os dias de hoje.
Para a edição americana da Rolling Stone ele disse não saber exatamente se ainda há futuro para o grupo e caso haja como ele será. O vocalista também diz que os questionamentos dessa natureza andam irritando um bocado os outros membros da banda. Bem humorado Bono diz que sempre que toca no asunto com eles escuta algo como "Dá pra você calar a boca sobre essa coisa de irrelevância?".
Ainda que o U2 tenha gravado muito material nos últimos dois anos, o vocalista já assume a possibilidade de que 'No Line On The Horizon' de 2009 possa ser o trabalho final da banda. Mas calma, ele mesmo diz achar tal cenário extremamente improvável. E nem poderia deixar de ser diferente. Afinal os irlandeses acabaram de bater o recorde mundial de arrecadamento em uma turnê.
Curiosamente o que pode estar salvando o U2 seja exatamente esse período em que eles trabalharam no relançamento do disco feito há 20 anos.
Bono se lembra que no final dos anos 80 a banda também estava precisando de uma recauchutada e ela veio na forma de Achtung Baby o álbum que trouxe conceitos novos para o universo do U2 como o da ironia. "Ao termos sido forçados a revisitar esse período me lembra de como nós poderemos reemergir para a próxima fase", diz ele.
Estaria o U2 preparando a sua despedida?
Já o guitarrista The Edge assumiu que a possibilidade de banda regressar já em 2012 é tão provável quanto o contrário. "Temos tantas canções, algumas das melhores", anunciou.
"Mas no momento quero apenas ter tempo livre para me deixar levar pela música. Quero levar a minha mulher e os meus filhos, o meu iPod Nano e um violão", assumiu.

VAGALUME

U2 premiado pelo melhor show dos últimos 25 anos, em cerimônia da Q Magazine

A Q Magazine comemorou 25 anos.
Na premiação anual da revista que aconteceu em Londres, o U2 faturou o prêmio pelo 'melhor show dos últimos 25 anos', na escolha dos leitores da revista.
Chris Martin, do Coldplay, disse que o U2 é a melhor banda do mundo no momento.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

'U22' - The Ultimate U2360° Setlist

U2360 °. 110 shows. 30 países. 7.000.000 de fãs.
Foi a turnê que quebrou todos os recordes e agora no site oficial do U2, no local para assinantes, está aberta uma votação para selecionar as faixas que serão lançadas em "U22", um CD duplo ao vivo trazendo o melhor setlist da U2360°.
Em mais de 26 meses, a banda tocou músicas de seu álbum mais recente No Line On The Horizon, fazendo todo o caminho de volta até Boy, o álbum de estréia, tocando pelo menos 22 canções por noite.
Então, quais foram as músicas top? As faixas que definiram essa turnê? Existe uma música que nunca poderia ficar de fora de um concerto do U2? O que te surpreendeu na turnê U2360° e que jamais sairá de sua mente?
Torne-se um assinante do U2.com e vote! Quando o período de votação terminar, das 46 músicas pré-selecionadas, 22 serão escolhidas e então será revelado o tracklist final e os assinantes receberão a sua própria cópia de "U22", com a embalagem nos mesmos moldes de 'U2 DUALS'.
"U22" é um lançamento em edição limitada para os assinantes do U2.com.

Baixista do Coldplay diz que U2 é uma inspiração para todos

O novo trabalho do Coldplay, Mylo Xyloto, deveria ser basicamente um disco acústico, porém, algo acabou o transformando nessa verdadeira amálgama de ideias, já que o disco não foge muito da proposta dos últimos álbuns da banda, que reconhece sem pudor: "Somos apaixonados por tocar grandes canções em grandes palcos".
"Embora seja inconsciente, sempre pensamos na turnê. Se fizéssemos um disco acústico, estaríamos limitando os espaços onde poderíamos nos apresentar", afirmou Guy Berryman, baixista da banda britânica, que na próxima quarta-feira se apresenta na Praça de Touros de Las Ventas, em Madri. O show acontece um dia após o lançamento do quinto disco de estúdio.
Com produção de Markus Dravs, Daniel Green e Rik Simpson, o disco novo, assim como o anterior, também conta com uma enoxificação. Ou seja, o álbum também se destaca pela participação do reconhecido produtor Brian Eno, responsável por trabalhos antológicos, como The Joshua Tree (1987) e Achtung Baby (1991), ambos do U2.
Com produções cada vez mais épicas, participações de Brian Eno e uma preocupação com diversas causas sociais, o Coldplay acabou recebendo algumas críticas pela proximidade como os irlandeses do U2.
"O U2 é uma inspiração para todos. É difícil ignorar sua influência na música e em outras causas", frisou Berryman.

Do site: Terra

Não realizado: "Let's Go Native" (Rodger Vuijkers, África do Sul)

Um passeio lúdico de Rodger Vuijkers no deserto de Kalahari, "Let's Go Native" de 1983 (que acabou não sendo lançado), se tornou um dos últimos filmes a colidir com as leis do Apartheid na África do Sul.
Centra-se em torno de um grupo de turistas brancos cujo jeep quebra no deserto e que, com a ajuda de alguns nômades bosquímanos, gradualmente encontram-se "sendo nativos".
O trabalho inovador de câmera de Chris Maconoll revela a beleza gritante do Kalahari.
"Theme From Let's Go Native" é ouvida na cena tocante romântica entre o adolescente (Barry Boedders) e a menina bosquímana (Clicky!Kang).

Real ou Imaginário?
É um filme imaginário.
Barry Boedders é um anagrama para Des Broadbery (que fez parte da "equipe do estúdio" no álbum Original Soundtrack One, também creditado pelos sequenciadores em 'Always Forever Now').

"Nós precisamos sonhar tudo novamente, de novo"

Bono diz que o U2 sofre mais pressão agora para fazer um grande álbum do que quando estavam gravando Achtung Baby, há 20 anos.
Ecoando a frase "Precisamos sonhar novamente", que disse no histórico show no Point Theatre, em Dublin, na véspera do Ano Novo, em 1989, Bono disse ao The Irish Times:
"Na verdade, é pior agora do que quando fomos a Berlim. Nós podemos tocar grandes canções em grandes lugares. Mas se podemos tocar canções menores, em estruturas menores de pequenas rádios ou clubes, onde as pessoas vivem, ainda estamos para ver. Eu acho que teremos que voltar àquele lugar se quisermos sobreviver.
Há tantos álbuns do U2 por aí. Nós precisamos de uma razão para criar outro. A questão de estar no U2 é que nós não estamos aqui para ser uma banda "da casa". Nosso trabalho, como nós o vemos, é trazer a banda da casa para o cenário mundial; nosso trabalho é cutucar o cenário mundial".
Bono diz que ele vê o futuro da indústria da música com novas tecnologias e novos formatos.
"Nosso último álbum foi o primeiro a ser disponibilizado como um aplicativo para celulares da Blackberry, mas não funcionou: a funcionalidade não foi como deveria ser.
Novos formatos estão para acontecer. Eu estou sempre batendo nessa tecla. O formato de aplicativos traz de volta o mundo dos encartes, de poder ler as letras - e de tocar o álbum em casa, na sua TV de plasma".
Bono também defendeu as vendas do álbum de 2009, 'No Line On The Horizon':
"Nós chegamos próximos a 5 milhões de vendas e, nos dias de hoje, isso é equivalente a vender 12 milhões de álbuns. Você pode fazer as contas. Então, quando você olha dessa forma, é a mesma quantidade de vendas do 'All That You Can't Leave Behind'.
E isso apesar de No Line não ter uma Beautiful Day e uma Stuck In A Moment. Não há música pop em No Line, e mesmo assim vendeu essa quantidade. É um sucesso extraordinário para um álbum que é uma peça de um trabalho complexo e não tem um único single pop.
As pessoas dizem que Get On Your Boots foi o single errado, mas ela é incrível ao vivo. Infelizmente, nas últimas semanas da finalização do álbum, nós não tínhamos a objetividade. Nós a descobrimos mais tarde, já na estrada, e ela se tornou uma música muito melhor. Eu considero Unknown Caller um clássico, assim como Moment Of Surrender".

Do site: www.rte.ie
Tradução pelo site: www.u2br.com

domingo, 23 de outubro de 2011

Oy Vey, Baby: o álbum com o título parodiado de 'Achtung Baby'

"Tin Machine Live: Oy Vey, Baby" é um álbum ao vivo do Tin Machine (banda de David Bowie), originalmente lançado pela London Records em 1992. Era para ser último lançamento do grupo, e foi gravado na It's My Life Tour. O título, sugerido por Hunt Sales, é um 'take-off' em iídiche, uma brincadeira ao título alemão escolhido pelo U2 para o álbum "Achtung Baby".

Blog U2 Sombras e Árvores Altas

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