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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Há 24 anos atrás, o U2 decidiu sonhar tudo novamente

Há 24 anos atrás, enquanto o U2 fazia o terceiro de quatro shows de fim de ano no Point Depot em Dublin, Bono fez o famoso discurso "Dream It All Up Again" no começo da performance de "Love Rescue Me": "Nos divertimos muito nos últimos meses, e acabamos chegando à conclusão que não sabíamos muito sobre algumas músicas que tocamos - e ainda não sabemos muito sobre elas, mas foi divertido! De qualquer maneira, obrigado por nos acompanhar. Não seria o mesmo sem vocês. Algumas pessoas vieram de lugares bem distantes para estar aqui hoje à noite. Isso..... eu estava explicando às pessoas outra noite, mas não me devo ter feito entender.....é apenas o fim de alguma coisa para o U2. E é por isso que estamos fazendo esse shows, e estamos tocando uma festa para nós mesmos e vocês. Não é grande coisa, é apenas, nós temos que ir e ... e sonhar tudo de novo".
Willie Williams, designer dos palcos dos shows do U2, explicou o que se passava na cabeça da banda naquela histórica noite: "Eu estava bem consciente de um desejo de mudança há um bom tempo antes do momento no Point Depot , embora na época eu não tinha certeza se eu realmente entendi por que o desejo estava lá.
Durante a turnê Joshua Tree, parecia que cada vez a banda alcançava um marco importante (primeiro Número 1 nos EUA, os primeiros shows em estádios, capa da revista Time, etc.)
Em meio à alegria, havia uma corrente de "Uau. Espere, espere...", os shows eram absolutamente estelares e ainda algumas noites após os shows, você poderia pensar que o cão de alguém tinha morrido. Para todos aqueles que não eram da banda, era algo confuso.
Lembro-me de Bono dizendo que ele não estava surpreso que, passados ​​10 anos de carreira, o U2 tinha se tornado uma força que conquistou o mundo na música rock. O que surpreendeu foi que os primeiros contemporâneos do U2 não estavam lá com eles. Muitas das bandas que também tocavam no circuito club, colégio e teatro dos anos 80 se separaram (Echo & The Bunnymen , The Smiths, The Clash) e as bandas que ainda estavam juntas fazendo o rock de arena estavam em perigo de tornar-se caricaturas de si mesmos (Simple Minds, The Alarm). Nunca me ocorreu que o U2 poderia estar em perigo ou destinado à uma destas coisas, mas, em retrospectiva, era um perigo muito claro e presente em seu radar.
A situação se agravou gigantemente pela reação mista da imprensa com o 'Rattle And Hum', e o formato de grande banda que tocava por noites e noites seguidas na LoveTown Tour, que acabou culminando no anúncio em cima do palco que aquele era um capítulo do U2 que tinha terminado."

"Pride (In The Name Of Love)" do U2 surgiu à partir de "I Will Follow"

A melodia e os acordes de "Pride (In The Name Of Love)" do U2 foram trabalhados em uma passagem de som da turnê War, em novembro de 1983 em Honolulu, Havaí, e concluída no Windmill Lane Studios durante as sessões de gravação do disco 'The Unforgettable Fire'.
Nesta passagem de som, que aconteceu em 16 de novembro de 1983, Edge estava brincando com o riff de "I Will Follow", utilizando um delay pesado de guitarra, e acrescentou alguns hammers ons ao riff.
Nestas mudanças de acordes, aconteceu um erro de ritmo. A banda toda gostou daquilo e repetiram. Joe O'Herlihy, o engenheiro de som, havia gravado tudo.
Foi onde surgiu o riff principal de "Pride", que é um dos preferidos de Edge em canções do U2.
Inicialmente, a canção tinha sido destinada à ser baseada no orgulho de Ronald Reagan no poder militar dos Estados Unidos , mas depois Bono foi influenciado pelo livro Let The Trumpet Sound: A Life of Martin Luther King Jr., de um professor chamado Stephen B. Oates; e também por uma biografia de Malcolm X.
Estes o levaram a refletir sobre os diferentes lados das campanhas pelos direitos civis: os violentos e os não violentos.
Em 4 de abril de 1968, Martin Luther King foi baleado enquanto estava em uma sacada do hotel em Memphis, Tennessee. Durante sua curta vida, Mr. King continuamente se esforçou para transmitir e inspirar orgulho em pessoas negras.
Embora este seja o significado óbvio da letra, as alusões à Jesus Cristo não podem ser ignoradas.
Cristo veio em nome do amor (One man come in the name of love), ele veio e se foi (One man come and go), ele veio para justificar (One man come, he to justify), ele veio para derrubar (One man to overthrow). Um homem lavado em uma praia vazia pode ser Cristo sendo batizado (One man washed on an empty beach). E, claro, Cristo foi traído com um beijo (One man betrayed with a kiss).

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Edge explica sobre a decisão do U2 em modificar canções para a compilação 'The Best Of 1990-2000'

Ao escolherem as canções que fariam parte da coletânea 'The Best Of 1990-2000', o U2 optou por trocar 4 singles em suas versões originais, por novas versões mixadas.
Três destas canções, são faixas do álbum 'POP', que o U2 sempre fala de descontentamento pela finalização às pressas das faixas. A outra faixa mexida foi a única canção da coletânea, que traz Edge no vocal principal.
E é ele próprio que comenta sobre estas escolhas do U2 em modificar as versões originais: "Nós cremos em atualizações e, principalmente, no caso de uma coletânea, onde diferentes músicas precisavam de uma nova roupagem, principalmente também no caso do disco 'POP'.
Não que fossem ruins os mixes originais. Aliás, muitos fãs certamente preferem a versão original, mas nós achávamos que havia algo a ser mudado, melhorado. Que elas precisavam de novos arranjos para realmente "estarem lá" e representar aquilo que imaginamos. Tanto que há novas gravações de baixo, bateria… Eu regravei alguns trechos de guitarra. Queríamos que soassem como realmente passamos a idealizá-las."

domingo, 29 de dezembro de 2013

U2 lança novo videoclipe de "Ordinary Love"

Há algumas semanas atrás, o U2 voltou ao estúdio de Mac Premo e Oliver Jeffers em Nova York, a dupla responsável pelo videoclipe com letra de "Ordinary Love".
Oliver e Mac fizeram um novo corte do vídeo, projetado para acompanhar a outra versão da música, que foi mixada e produzida por Paul Epworth.
O videoclipe foi reeditado, agora o U2 completo aparece, e foram utilizados take inéditos que haviam sido cortados da versão original.
Com o filme 'Mandela: Long Walk To Freedom' fazendo sua estreia no mundo todo, este parecia ser o momento perfeito para compartilhar o take visual mais recente de Oliver e Mac para "Ordinary Love".
O U2.COM disponibilizou o video:

Uma espécie de volta para casa: U2 lançará seu novo disco pela sua antiga gravadora, Island Records

O U2 está voltando ao seu "lar espiritual" ao lançar seu novo álbum pela Island Records, de acordo com o que está sendo divulgado na imprensa.
A gravadora assinou com a banda em 1980, e em 2006, o grupo deixou a gravadora, quando seu relacionamento azedou depois que o chefe do selo Jason Iley foi transferido para a Mercury Records, e o U2 ficou descontente com seu sucessor. Foi então que ele assinaram com a Mercury Records.
Como uma forma de despedida, a banda realizou o lançamento da coletânea U218 Singles, com as canções dos singles editados pela Island, mas já com o selo da Mercury Records.
No início deste ano, a Universal fechou a Mercury Records e moveu a maior parte de seus artistas para a nova empresa Virgin/EMI, e não foi anunciado qual selo abrigaria o U2.
Mas agora, uma fonte confirmou que a banda está retornando para Island Records, que teve uma mudança na gestão desde sua partida. A fonte disse que a banda "ia voltar para sua casa espiritual".
Na contracapa e no selo do mais recente single do U2, "Ordinary Love", já não se vê nenhuma menção à Mercury Records.

Há uma nuvem sobre a linha do céu de Nova York: U2 pós ataques de 11 de setembro de 2001

A coluna especial desta semana para o Fã Clube UltraViolet Brasil (www.ultraviolet-u2.com) está no ar, e já se encontra disponível para leitura!

O link se encontra abaixo:
A MATÉRIA COMPLETA NO SITE DA ULTRAVIOLET

Para o segundo Best Of do U2, que cobriu a década de 90 da carreira da banda, eles entraram em estúdio para mixar, remixar e aproveitaram para gravar duas novas canções em 2003: "The Hands That Built America" e "Electrical Storm".
Ambas foram escritas após o fatídico dia dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001.
O verso final de "The Hands Built America" faz uma referência ao acontecimento: "É o início do outono, há uma nuvem sobre a linha do céu de Nova York. Inocência, arrastada através de uma linha amarela."
The Edge disse que em primeiro lugar, a música foi composta como uma trilha sonora para o filme de Martin Scorsese, 'Gangues de Nova York', que lida com o nascimento da América.
O U2 começou a escrever essa canção antes de 11 de setembro, mas as últimas linhas foram realmente escritas depois do ataque.
Edge: "Tivemos um contato com Martin Scorsese para criar uma música para o seu filme. Ele já havia acabado de filmar o longa, estava começando a edição e o filme era sobre o inicio de Nova York, a imigração. A grande onda da imigração de pessoas fugindo da fome em seu país de origem, a dureza, as lutas, os diferentes tipos de imigrantes.
Era algo que mostrava todo sangue e suor gastos para construir uma cidade que hoje é repleta de butiques, galerias de arte. Olhando a cidade agora, é difícil imaginar como Nova York já foi um dia."
"There's a cloud on the New York skyline". Edge explica sobre esta linha: "Sim, como muitas outras pessoas que simpatizavam com as vítimas, especialmente com os bombeiros. Homens que simplesmente fizeram o seu trabalho, que foram para as torres em chamas para salvar a vida de outras pessoas e perderam a sua própria vida ao fazer isto. Esta solidariedade era apropriada. Aquelas eram apenas pessoas normais que não tinham nada a ver com os estrategistas de poder em Washington."
A letra de "Electrical Storm" descreve a tensão antes de uma próxima tempestade, e muitos entenderam como uma metáfora para a incerteza global.
É uma canção de amor, em primeiro lugar. É uma canção sobre o amor em um momento estranho e confuso. Representa uma sensação de proibição, perigo, algo que estava no ar.
Edge disse que o U2 queria captar a atmosfera pós 11 de setembro, o sentimento de "quem sabe o que vai acontecer? ".
Na época do lançamento, ele disse: "Ela reflete um estado de espírito que ainda hoje é presente. Mas não é nenhum comentário à situação política em geral."
O U2 havia agendado uma segunda perna da turnê Elevation de 2001, para o final do verão, começo de outubro, logo após um período de shows na Europa. E então aconteceu o 11 de setembro.
Edge: "Inicialmente pensamos que não seria legal voltar lá, mas percebemos que foi incrível, uma das melhores coisas que fizemos. Sentimos muita emoção e também a emoção por parte das pessoas, parecia algo catártico. Parecia algo bom para as pessoas enquanto apenas tocávamos nossas músicas."
No álbum que deu suporte à turnê, umas das canções era "New York", sobre alguém que atravessa uma crise de meia idade, à partir dos subúrbios, e que quer deixar a sua entediante vida suburbana para trás e se mudar para uma cidade, como Nova York, onde a vida é presumivelmente, muito emocionante.
Neste retorno à Nova York com a turnê, Bono mudou as letras nas performances ao vivo desta canção, como reação aos ataques terroristas: "Chega setembro, muitas coisas podem mudar. Amor de verão se transforma em inverno doloroso."

sábado, 28 de dezembro de 2013

Mini documentário sobre o encontro deste ano de Bono e amigos na véspera de Natal na Grafton Street

Assim como aconteceu no ano passado, com o encontro de Natal entre Bono e Glen Hansard, foi divulgado um mini-documentário em video mostrando imagens dos bastidores do encontro deste ano na véspera de Natal em Dublin.
Desta vez, o mini-documentário foi feito por Stephen Mogerley, músico e cineasta de Dublin.


Agradecimento: U2 NEWS

Faça amor, não faça guerra

Inquieto e desesperado. "Two Hearts Beat As One" foi escrita por Bono em sua lua de mel na Jamaica.
O U2 estava imensamente em dívida com a Island Records naquele momento, e a banda sentiu a pressão de fazer 'War' um sucesso. Esta preocupação empurrou Bono ao ponto que ele não pôde desfrutar de sua lua de mel em toda a extensão.
A letra "não consigo parar para dançar/querida, é a minha última chance" quase soa como uma desculpa para Ali por ele ter que trabalhar em uma ocasião íntima.
Enquanto o álbum foca no tema da guerra e seus efeitos, "Two Hearts Beat As One" é uma simples canção de amor.
Bono fala sobre ela: "realmente não escrevi muitas canções de amor no sentido direto, porque eu acho que o mundo realmente não precisa de outra canção de apoio ao amor. Mas esta é uma."
No videoclipe da canção, de 1983, o U2 toca seus instrumentos na parte superior de um edifício branco, que é a Basilique du Sacré Coeur de Montmartre, em Paris.
Foi editado com outras cenas gravadas nos arredores de Montmartre, que incluem Peter Rowen (o garoto da capa de 'Boy' e 'War'), um acrobata e um cuspidor de fogo.
A Basílica do Sagrado Coração (Basilique du Sacré-Cœur) é um templo da Igreja Católica Romana em Paris, sendo, também, o símbolo do bairro de Monte Martre. A basílica está localizada no topo do monte Martre, o ponto mais alto da cidade. A basílica do Sagrado Coração foi construída com mármore travertino extraído da região de Seine-et-Marne, o que lhe proporciona uma tonalidade branca.
Um dos monumentos mais visitados da França, a basílica tem o formato de cruz grega adornada por quatro cúpulas, incluindo a cúpula central de oitenta metros de altura. Na abside, uma torre serve de campanário a um sino de três metros de diâmetro e de mais de 26 toneladas.
A arquitetura da basílica é inspirada na arquitetura romana e bizantina e influenciou outros edifícios religiosos do século XX.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

A humanidade agressiva e sofredora na capa de 'War'

Para a capa do disco 'War', de 1983, o U2 retratou o mesmo garoto Peter Rowen da capa de 'Boy', mas 3 anos mais velho.
A ideia não era espelhar o garoto. A concepção original de Steve Averill para 'War' era mais universal, e para a capa ele queria fazer uso de imagens típicas de guerra, como as do Vietnã feitas pelo fotógrafo Don McCullin.
Na sessão de fotos para 'War', Peter foi fotografado usando capacetes e máscaras de gás, mas na imagem final faltam referências especificamente militares. Estas imagens não foram aproveitadas para o disco, mas foram utilizadas décadas depois em singles e artes do primeiro Best Of da banda.
Em 'War', o rosto e a pose comunicam uma sensação mais geral de humanidade agressiva e sofredora e, como em 'Boy', o olhar direto de Rowen desconecta a visão pessoal da épica.
O uso de grandes letras vermelhas contra a fotografia em preto e branco foi inspirada pelos títulos das capas de revistas ilustradas como Post e Life, mas assim como a fotografia evita ser específica, o tipo de letra utilizado sugere tratar-se de uma reportagem imprescindível, em vez de ser uma referência histórica direta.

Assim como a figura mais velha de Peter Rowen, o uso de vermelho, preto e branco e a extensão da imagem da capa até a margem da contracapa empresta à capa de 'War' uma urgência e imediatismo que parece brigar com a frágil capa de bordas prateadas de 'Boy'. A relação entre as duas capas estabeleceu uma narrativa visual e, da forma como 'War' evocou uma memória visual da capa anterior, ela deixou implícito um diálogo entre o designer, a banda e o ouvinte, ao criar um significado para o álbum.

Edge compôs parte do verso de "Last Night On Earth" em um violão na França

"Last Night On Earth" foi escrita durante as sessões de 'Zooropa', e documentada pelo DJ / jornalista BP Fallon, em seu livro U2 Faraway So Close. Mas ela acabou sendo encostada e voltou a ser retrabalhada entre 1995 e 1996, durante a concepção do álbum 'POP'.
The Edge afirmou que a parte do verso foi composta no violão, na França, antes mesmo do início das gravações de 'POP', mas o refrão só foi escrito no último dia das gravações em estúdio. A coisa toda aconteceu em um período de 4 horas.
Logo que o disco saiu, Edge manifestou o desejo de remixar "Last Night On Earth": "Ela foi mixada em meia hora mais ou menos, antes de nós termos que levar as fitas para finalização em Nova York. E nós ainda estávamos trabalhando na letra no último dia. Bono e eu estávamos cantando ela um para o outro às 4 da manhã e ela foi mixada às 6. E todos estavam completamente exaustos, então eu acho que provavelmente poderia haver uma mixagem melhor.
Nós temos este tipo de medo patológico de tomar decisões sobre canções muito cedo, então muitas vezes as duas últimas semanas de um álbum são muito frenéticas, porque todas as coisas se juntam.
Então, depois de pronto eu ouço o disco e penso: merda, eu queria que a guitarra estivesse mais alta ou não tão alta, ou os backing vocals não estão altos o suficiente, porque, literalmente, é uma coisa de real desempenho e acho que é por isso que ainda soa fresco, não soa sobrecarregado como um álbum, porque tudo realmente se uniu rapidamente."

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

"Boys Falls From The Sky" também faz referência à história de Ícaro, da Mitologia Grega

Uma linha da canção "Even Better Than The Real Thing" do U2, é baseada na história de Ícaro, da Mitologia Grega.
Você pode conferir isto CLICANDO AQUI

Na canção "Boys Falls From The Sky", escrita por Bono e Edge para a trilha sonora do musical 'Spider Man: Turn Off The Dark', novamente a mesma referência.
A linha "You fly too high and get too close to the sun. See how the boy falls from the sky" é uma referência à mesma história de Ícaro. E ainda reforça isso com o "garoto caindo do céu".

Segredos Revelados: Goldeneye

Em 1995, foi lançado mais um filme da bem sucedida franquia de 007. O personagem James Bond foi criado por Ian Fleming.
Foi oferecido aos Rolling Stones a composição e gravação da canção-título do filme, mas o convite foi recusado pela banda.
Devido à isso, o estúdio entrou em contato com Bono e Edge, já que o U2 estava no Top 20 naquele momento, com "Hold Me Thrill Me Kiss Me Kill Me", da trilha sonora do filme 'Batman Eternamente'.
Bono, ansioso para escrever uma canção para o longa, já havia passado sua lua de mel na casa jamaicana em Carrabbien, que tinha sido de Ian Fleming, chamada Goldeneye. Isso serviria de inspiração para a letra da canção-tema.
Chris Blackwell, o dono da Island Records, gravadora do U2, era o proprietário do lugar, e ofereceu para Bono em 1982 viajar com sua esposa para lá depois do casamento. Neste local, Bono começou a escrever as canções de 'War', do U2.
Bono, Edge e o estúdio já haviam descartado "Goldeneye" ser gravada pelo U2, e a canção foi escrita já com uma perspectiva feminina: "Ele fará o que eu quiser / Um beijo amargo irá trazê-lo de joelhos / Outras meninas, que se reúnem em torno dele / Se eu tivesse ele, gostaria de não deixá-lo escapar".
A idéia do estúdio era ter Tina Turner no vocal, e como Bono e Edge eram vizinhos de Tina no Sul da França, Edge foi até sua casa e tocou a canção no piano dela. Ela gostou.
Bono e Edge enviaram uma fita demo para Tina e Roger Davies, seu empresário. A fita continha a voz de Bono.

Assim, Tina Turner vocalizou a canção se baseando nesta demo.
Além de escreverem a canção, Bono e The Edge foram os produtores executivos da gravação, que ocorreu no Olympic Sound Studios, em Londres.
Por muitos anos houve rumores que Edge participou da gravação original da canção, apesar dele não ter sido creditado.
No ano de 2012, nas comemorações de 50 anos de James Bond, saiu uma coletânea com as faixas que fizeram parte da trilha sonora dos filmes de 007. E finalmente os boatos se confirmaram, e Edge foi devidamente creditado na canção.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Bono volta às ruas na noite de Natal

Pelo 5° ano consecutivo, Bono e seus amigos foram para a Grafton Street, centro comercial de Dublin, na véspera de Natal, para uma sessão busking de caridade pela falta de moradia em Dublin.
Bono cantou duas canções este ano junto de seus amigos: um cover de "Everybody Merry Xmas" do Slade, e o hino tradicional "Oh Come All Ye Faithful".

Glen Hansard, Damien Rice, Mundy, Liam O'Maonlai já estavam na rua realizando performances, quando Bono chegou para completar o time.

Agradecimento: @U2

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Histórias da gravação de Bono em "Do They Know It's Christmas?"

"Do They Know It's Christmas?" é uma canção gravada por vários artistas (incluindo Bono e Adam Clayton) para a campanha de Natal beneficente da África, lançado em 25 de novembro de 1984.
Bono canta um verso que diz: "bom, hoje à noite agradeça a Deus por ser com eles e não com você" ("Well tonight thank God it’s them instead of you") .
Bono inicialmente ficou descontente com a linha cantada por ele. Mais tarde, ele admitiu que é uma verdade dolorosa que, sentimos simpatia e culpa sobre o sofrimento dos outros, mas ainda não estamos preparados para tomar o seu lugar.
Na época o U2 era uma banda de sucesso mediano, certamente não superstars, mas Bono não estava com medo de consultar Bob Geldof.
Geldof explicou o contexto das letras para ele, que ele não estava dizendo que queria ver alguém sofrendo. Era sobre ser grato por seus próprios entes queridos não estarem nesta situação, ainda bem não ser você.
Bono se sentiu mais feliz e conformado.
Midge Ure tinha cantado o guia vocal na demo para que todos pudessem ouvir a melodia. Bono e os outros cantores ouviram o vocal guia, colocaram os fones de ouvido e cantaram em cima.
Ure havia cantado a linha de Bono em uma oitava abaixo, mas Bono decidiu mudá-la, saltou de uma oitava, e foi necessário apenas um take.
Midge comentou: "uma enorme voz irrompeu fora deste rapaz. Eu estava de pé ao lado dele e eu pulei. Senti-me como se eu estivesse de pé ao lado de um cantor de ópera. Foi isso, um take."
Na regravação da música em 2004, Bono regravou esta mesma linha, e Midge Ure comentou: "É por isso que ninguém mais poderia fazer essa linha de novo e ninguém iria querer. Como eles poderiam igualar o que ele fez?"
Apesar de sua admiração por Bono, Midge revelou que, se não fosse por Bob Geldof, ele nunca teria sido envolvido em um projeto tão grande como Band Aid e Live Aid.

O significado de Uber

Buscando inspiração na véspera da reunificação alemã, o U2 começou as sessões de gravação para 'Achtung Baby' em Berlim, no Hansa Studios.
O U2 chegou em Berlim na noite da reunião oficial da Alemanha, no dia 3 de outubro de 1990, num vôo da British Airways, o último vôo noturno que pousou na Alemanha do leste, na noite em que a mesma deixou de existir.
A palavra em alemão, achtung, no título do álbum, traduz em português como "atenção" ou "cuidado". O engenheiro Joe O'Herlihy, usou as palavras "Achtung Baby" durante a gravação, e que supostamente teria tirado a frase do filme de Mel Brooks, The Producers, de 1968.
Em 2011, para marcar o 20° aniversário de lançamento do disco, o U2 relançou o álbum em diversos formatos em edições de luxo, e um destes formatos foi o super box em edição limitada, numerada e com preço altíssimo, batizado de 'Über Deluxe Edition'.
Assim como 'Achtung', a palavra 'Uber' também vem do alemão, e sintetiza em uma só palavra tudo o que de melhor há em algo ou em alguém denotando superioridade. É uma gíria que significa super, mega, ultra, muito, melhor, cool.
Über (com trema) significa "sobre", "por cima de", "acima de" ou "acerca de". Em alemão, pronuncia-se "iuba".

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

I AM

O refrão da canção "All Because Of You' do U2, traz a linha: 'All because of You, I AM'.
No Antigo Testamento, Deus é chamado de o grande "I AM".
No livreto da versão Deluxe do álbum 'How To Dismantle An Atomic Bomb', há páginas com rabiscos de Bono, onde ele escreve versículos de Êxodo.
Êxodo 3:14: "Disse Deus a Moisés: "Eu Sou o que Sou. É isto que você dirá aos israelitas: Eu Sou me enviou a vocês".
Também o grande "I AM" é referenciado no Novo Testamento, onde Jesus referencia a si mesmo como "I AM".

Adam Clayton se sentiu desconfortável ao gravar 'The Unforgettable Fire'

Adam Clayton fala sobre as gravações do disco 'The Unforgettable Fire' do U2: "Eu me lembro de a gravação de 'The Unforgettable Fire' ser uma sessão bastante desconfortável.
'War' tinha sido ótimo, mas você sabia que era hora de seguir em frente. Nós sempre temos esta luta com Danny Lanois e Brian para tentar produzir as músicas de rock uptempo, que são as coisas mais difíceis de escrever, e elas são as únicas que Danny e Brian não estão particularmente interessados. Porque eles acham o lado inovador e de improvisação da banda, muito mais libertador.
Sei que as pessoas tendem a falar disso como um registro clássico, mas eu só acho que "Pride" foi a faixa de destaque. Ouvindo isso ainda hoje, soa tão rica e tão fresca."
Daniel Lanois sobre "Pride": "Eu masterizei a música em Londres, no porão do escritório de Chris Blackwell, e a próxima coisa que eu lembro é que eu estava dirigindo na ponte indo para New York City e ela estava tocando na rádio. E eu pensei: "Uau, isso parece ótimo!" Nas palavras de Jimmy Iovine, o baixo sempre soa melhor quando você está no Top 10! Eu pensei: "Wooh! O baixo soa agradável!" Eu sou um garoto canadense de uma pequena cidade e, em seguida, a próxima coisa que você sabe é que as coisas estão no rádio e vai tudo para as paradas. É incrível."

domingo, 22 de dezembro de 2013

Designer do U2 explica o por que da banda não ter um logotipo

Foi perguntado certa vez para o designer do U2, Steve Averill, o por que do U2 não ter um logotipo, um único ícone de identificação para associar a banda, como os Stones têm os lábios com a lingua de fora, e os Beatles, que têm um certo tipo de fonte que sempre foi usada como parte de sua imagem.
Averill deu sua explicação: "O logotipo de lábios do Rolling Stones é clássico e cada banda adoraria ter uma marca identificável, mas poucos funcionam tão bem como isso. Os Stones já eram uma grande banda quando o logo foi introduzido, por isso teve o efeito de enfatizar sua identidade.
No contexto do U2, criamos ícones reconhecidos como a fotografia de 'War' ou a silhueta de 'Joshua Tree', mas estamos sempre tentando seguir em frente e então nunca criamos deliberadamente algo como um ícone."

sábado, 21 de dezembro de 2013

Áudio: a versão "Movie Mix" de "Ordinary Love"

Quando ocorreu uma das primeiras exibições do filme 'Mandela: Long Walk To Freedom', um fã do U2 gravou em um celular e em som ambiente, a inédita canção do U2, "Ordinary Love", que toca nos créditos finais do longa, e disponibilizou em primeira mão no forum U2 Eastlink.
Dias depois, o site oficial do U2 lançou o videoclipe da canção, o que marcou oficialmente a estreia da nova música, e que já foi lançada também em single e na trilha sonora do filme.
A versão utilizada no filme, é diferente da versão utilizada no videoclipe e no single.
Na versão do videoclipe, a última linha cantada é "If we can’t deal with ordinary love", e depois vem um pedaço da parte instrumental, que vai sofrendo um fade out até a canção desaparecer completamente.
Já na versão do filme, há uma longa coda no final que vai repetindo a linha "are we tough enough for ordinary love", e o fade out não existe. A canção termina somente com a voz de Bono dizendo "love".
Esta versão traz uns gritos vocais de Bono que não existem na outra versão!
E esta versão "Movie Mix", foi agora disponibilizada em áudio pelo U2 Uruguay, e o U2 News colocou este áudio em um player em seu site.

CLIQUE AQUI PARA ACESSAR O PLAYER

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Letra de "Ordinary Love" traz referências à Robben Island

Em matéria recente do Los Angeles Times, foi dito que o produtor do filme 'Mandela: Long Walk To Freedom', que foi amigo de longa data de Mandela, chamado Anant Singh, enviou para Bono as cartas de amor que Nelson Mandela escreveu a sua esposa de sua cela de prisão na ilha Robben, e o U2 começou a transformar aquelas poesias na letra de "Ordinary Love".
Linhas da letra trazem referências à Robben Island.
A ilha Robben, onde Nelson Mandela e seus companheiros estiveram encarcerados durante mais de duas décadas, fica localizada à entrada da baía da Mesa, a 11 km da Cidade do Cabo.
Esta ilha, com 5,4 km de comprimento e 2,5 km de largura máxima, foi “descoberta” por Bartolomeu Dias em 1488 e, durante muitos anos, foi utilizada por navegadores portugueses, mais tarde por ingleses e holandeses como posto de reabastecimento. O seu nome atual significa “ilha das focas”, em neerlandês.
Na letra da canção do U2, o mar da ilha é citado na linha "The sea wants to kiss the golden shore".
A ilha Robben é um museu que retrata uma parte da história da África do Sul, principalmente no que refere à luta contra o apartheid.
Linhas da letra da canção dizem: "The sunlight warms your skin" e "The sea throws rocks together, but time, leave us polished stones".
Na prisão, havia um paredão de calcário, onde presos passaram anos quebrando pedras, sem qualquer proteção. A atividade prejudicou a visão de Mandela, devido aos raios de sol que refletiam nas pedras.
Apesar de exposta aos fortes ventos do sul (na letra da canção, "The same wind will take care of you and I, we'll build our house in the trees"), a ilha Robben é um santuário da natureza – e a parte norte da ilha é oficialmente um santuário para aves, com cerca de 132 espécies, algumas das quais em risco de extinção. Na letra da música, uma referência: "Birds fly high in the summer sky and rest on the breeze".

Steve Averill não faria a capa de 'The Unforgettable Fire' do U2

Steve Averill, designer das capas dos discos do U2, disse que para a capa de 'The Unforgettable Fire', havia um senso deliberado de irlandismo sobre a paisagem que era impressionante, e que aquela capa foi uma que a ideia original era que ele não estivesse envolvido: "Paul McGuinness me ligou e disse que a Island Records tinha uma ambição para fazer a capa e eles sentiram que deveriam deixar isto acontecer. Fui convidado para assistir a apresentação e logo se tornou evidente que as idéias não funcionariam para a banda. Paul me ligou da reunião e me perguntou em quanto tempo eu poderia ter uma idéia minha pronta.
Uma vez que o conceito estava no lugar, fomos visitar inúmeros castelos e apenas um pequeno número tinha o tipo de poder visual que estávamos procurando. Muitos deles foram apresentados em um livro sobre castelos irlandeses em ruínas, mas sentimos que, em vez de simplesmente usar uma imagem, queríamos a banda em algum lugar dentro da imagem. Fotografamos durante três dias no oeste da Irlanda. Foi uma experiência muito agradável, assim como na maioria das capas fotografadas. É o momento em que ocorre a mais intensa discussão sobre a opinião da capa."

Ozzy Osbourne canta sobre política, mas diz que se envolver nestas questões é coisa para o Bono

Nas letras do Black Sabbath, o vocalista Ozzy Osbourne sempre interpretou muito bem um sujeito muito crítico em relação à política.
Mas de acordo com o cantor, ele não acompanha muito a situação política, tanto de seu país Inglaterra, quanto do mundo como um todo. Em entrevista à NME, ele revelou que sequer se importa com política.
Para Osbourne, é hipocrisia utilizar a imagem de políticos, como aproveitar a recente morte de Nelson Mandela, para se autopromover. "É triste que Mandela tenha falecido, ele foi um bom homem para muitas pessoas. Mas virou até clichê ter uma foto com ele. Ele tinha 95 anos, aposto que estava cansado", disse.
O Madman aproveitou para citar Bono, que se envolve com questões políticas e filantrópicas publicamente. "Não quero saber de política, isso é coisa do Bono. Ele não deve estar contente, agora que seu melhor amigo Mandela faleceu. Não tenho motivação política. Canto músicas sobre o assunto, mas eles são todos mentirosos na minha opinião", afirmou.

Do site: www.revista.cifras.com.br

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

U2 escreveu "Ordinary Love" à partir das cartas de amor enviadas da prisão por Nelson Mandela à sua esposa

O U2 ainda trabalha nas gravações de seu novo álbum, e a banda recebeu no estúdio em Nova York, Steven Zeitchik do Los Angeles Times, para falarem sobre Nelson Mandela e a canção "Ordinary Love":

O U2 lançou recentemente sua primeira música inédita em três anos, "Ordinary Love", uma ode à Nelson e Winnie Mandela.
"É um apelo para a decência comum entre as pessoas que foram oprimidas", disse Bono no jantar no início da noite. "E é um apelo para a decência comum em um casamento, uma vez que começa a desmoronar."
O U2 esperava retratar a complexidade da relação de Mandela, e o longa foi chamado de "um filme que lida com o apartheid, mas é realmente sobre o amor."
O produtor do filme, amigo de longa data de Mandela, Anant Singh, enviou para Bono as cartas de amor que Nelson Mandela escreveu a sua esposa de sua cela de prisão na ilha Robben, e o U2 começou a transformar a poesia em letras.
"Achamos que deveria ser uma canção de amor, uma canção muito humana. Não épica, não séria em lidar com mudanças políticas mudando o mundo", Edge disse. "Mas pessoal de duas pessoas, tentando segurar uma à outra em face de maus-tratos terríveis e coração partido."
Mandela foi uma enorme influência para os membros do U2, que tocaram antigamente em concertos anti-apartheid. Bono e Edge disseram que, apesar de ter sido pela sua liderança política que o mundo conheceu Mandela, pessoalmente era o humor seco de Mandela que iria conquistá-lo.

"Invisible" é o título oficial de canção inédita do U2 que estará no próximo disco da banda

O U2 ainda trabalha nas gravações de seu novo álbum, e a banda recebeu no estúdio em Nova York (Electric Lady Studios), Steven Zeitchik do Los Angeles Times, para falarem sobre a colisão entre juventude e suada sabedoria do próximo disco da banda.

Bono dá uma olhada ao redor de um bagunçado estúdio, cheio de garrafas de Coca Cola, laptops e discos de vinil.
Bono aumenta o som de uma faixa do álbum que a banda ainda está trabalhando para finalizar e lançar em abril de 2014.
O número é um hino sobre deixar sua cidade natal, e é intitulada de "Invisible".
Enquanto a música toca, ele entra no espírito e toca air guitar, e também canta junto com os vocais originais já gravados, de modo que o efeito realiza um dueto com ele mesmo.
O U2 teve talvez o seu álbum comercialmente mais decepcionante em décadas, com 'No Line On The Horizon' em 2009.
Eles também trabalharam em alguns projetos abortados, que levou a banda à ter apenas um novo álbum de estúdio nos últimos nove anos. Então agora eles estão agitando as coisas.
A banda surgiu com o conceito de uma coleção de canções que relatam em parte, à partir da perspectiva de um inocente e, em parte, a partir de um veterano. E trouxeram através da música eletrônica, o produtor Danger Mouse, para ajudá-los a criar isto.
Ao comentar que alguns fãs ainda estavam tentando entender como essa colaboração irá funcionar, Edge riu: "Eu acho que nós mesmos ainda estamos tentando descobrir isso também", disse ele.
Nesta noite de dezembro, a banda se movimenta por duas salas no estúdio. Em uma, engenheiros de som tentam diferentes mixagens com Bono cantando junto e dando notas em iguais proporções. Em outra sala, Larry Mullen, Edge e vários outros testam com alguns ritmos. "Você está vendo um pouco de criatividade acontecendo", disse Mullen. "Como os pinguins na natureza."
Vestido com um boné militar verde, calça jeans preta e várias malhas para afastar o frio de Nova York, Bono estava em uma sala à prova de som cheia de engenheiros de som. De vez em quando alguém lhe entregava um microfone. Bono pega um microfone da mesma forma como um bebê pega um pirulito, e facilmente ele sabe exatamente o que fazer com ele. Mal parando sua conversa com o repórter, ele começa a cantar balançando lentamente para trás e para a frente como seus músculos faciais se espremendo. Então, como um músico, sem precisar olhar pro lado, ele devolve o microfone a um engenheiro, enquanto ele continua provocativo com o repórter.
"Não quero soar pretensioso, não que isso tenha sido um obstáculo antes", disse ele , ao descrever o novo trabalho do U2.
Sobre o disco, das poucas canções ouvidas naquela noite, ele tem traços do Clash, Sex Pistols e Kraftwerk. "coisas que realmente nós ouviamos quando éramos mais jovens", disse Bono. Mas ele também vem carregado de alma e R&B das antigas, gêneros que Bono disse que ele e os amigos ouviam na década de 1970, mas que apenas "uma vez que o punk surgiu, ninguém admitiu mais."
Também caminha na linha entre o político e o pessoal, com o título de uma nova canção conotando um período difícil, mas realmente se referindo à um trauma pessoal.
Tematicamente, o álbum será centrado na colisão entre suada sabedoria e fome juvenil.
Ainda há trabalho a ser feito, um álbum para ser deixado em sintonia, sessões noturnas que significam jantares acontecendo em cima de mesas de som.
Os engenheiros de som continuam trabalhando com um vocal em falsete de Bono, um som que já definiu Bono e U2 em 'War' e 'The Unforgettable Fire'.
Bono ri: "É algo como um cara que canta como uma garota". Em seguida, ele vira para o lado, pega um microfone e desencadeia mais daqueles vocais.
O U2 mais uma vez, está tentando fazer um retorno às suas raízes, bem próximo de completar seu 40° aniversário de carreira!

Dias Antigos do U2: o primeiro contrato de gravação e a pancadaria em show na Irlanda

Em 1979, após uma série de concertos na Inglaterra após lançarem o EP Three, o U2 voltou para a Irlanda e tocaram pela última vez no Dandelion Market, dois dias antes do Natal.
Em fevereiro de 1980, a banda toca na Queen's University, em Belfast, Irlanda do Norte. Annie Rosenberry da Island Records está presente. O U2 estava próximo de assinar seu primeiro contrato.
Dias depois, o grupo de apresenta no Country Club, em Cork. Antes do show, o U2 fez uma sessão de fotos no telhado do Country Club Hotel. Uma das fotos é esta:
Para o show no The Blue Lagoon, em Sligo, o U2 tocou com um cachê garantido de 100 libras. As entradas custaram 2 libras cada.
O U2 estava lançando seu segundo single pela CBS Records, "Another Day", e no dia do lançamento, 26 de fevereiro de 1980, a banda fez um show no National Stadium, em Dublin. Esta apresentação é histórica, porque a performance impressionou os executivos da gravadora, que oferecem um contrato de gravação à banda após o show, e o U2 prontamente aceitou e assinou com a Island Records!
Em março, show no Garden Of Eden Club, em Tullamore. São anunciados como "U.2" no material promocional e são disponibilizados 90 minutos para sua apresentação, seguidos depois pelo ato principal, Tony Stevens Band.
Voltam para a Inglaterra, e se apresentam no Acklam Hall, em Londres. A Hot Press relatou que havia um grande público interessado nas apresentações do U2 e do Virgin Prunes, mas que durante a apresentação da banda principal, Berlin, o público foi saindo para irem ao bar no lado de fora do local.
Em maio, show no Town Hall Theatre, em Ballina, na Irlanda. A cidade não fazia parte do circuito de turnês de rock, e a apresentação do U2 foi uma tentativa de mudar essa realidade.
Uma fina multidão de cerca de 60 pessoas compareceram, e o U2 fazia uma boa performance. No entanto, o show ficou marcado depois, quando uma briga começou e uma pessoa da equipe do U2 estava no meio. Os integrantes do U2 correram para fora do backstage para intervirem e se tornaram alvo de agressões. Bono foi atingido por trás com uma cadeira e os óculos de Adam foram quebrados. A briga foi contida pela polícia, felizmente sem feridos graves.
Novamente, fazem show no The Blue Lagoon, em Sligo. O contrato do U2 para este show lhes garantia 200 libras (ou 70% do valor arrecadado das entradas), o dobro do valor da primeira apresentação que aconteceu três meses antes. O valor da entrada continuou 2 libras. No final, eles levaram 291 libras com o show.

Larry Mullen se arrepende do filme 'Rattle And Hum'

O filme-concerto 'Rattle And Hum' foi recebido com críticas quando foi lançado, e o U2 foi acusado de estar sendo muito exagerado e presunçoso.
Larry Mullen elogia a ideia original do projeto, mas critica o que ele se tornou: "A idéia original de 'Rattle And Hum' foi uma grande ideia, que seria um road movie e seria lançado em torno de 100 salas de cinema ao redor da América.
Nós colocamos nosso dinheiro para isso. Então de repente a Paramount estava envolvida. E eles nos devolveram nosso dinheiro, e o filme agora era deles. E então o trem saiu dos trilhos.
Fomos à estreias no mundo inteiro e foi sendo anunciado como "o grande filme de Rock'n'Roll."
Foi o suficiente para fazer um monte de gente vomitar. E você sabe de uma coisa? Isso me fez vomitar também.
Eu realmente me arrependo dele. Eu acho que como um filme de estrada, se você gosta de U2 ou não, você teria ido e achado realmente especial. Mas foi apenas luzes, ação, Hollywood. Nós fodemos a coisa."

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Eu sonhei que vi Dali com um carrinho de supermercado, passando um carro conversível através de um buraco de agulha

O Blog U2 Sombras e Árvores Altas agora está também no site do Fã Clube UltraViolet Brasil (www.ultraviolet-u2.com)!
A coluna especial desta semana está no ar, e já se encontra disponível para leitura!
O link se encontra abaixo:

MATÉRIA COMPLETA DO SITE ULTRAVIOLET

A letra de "Tryin' To Throw Your Arms Around The World" descreve um personagem ambicioso, que está tropeçando em casa de madrugada por estar embriagado depois de uma noitada na cidade.
Bono e Edge tiveram a ideia para letra ao relembrarem acontecimentos de quando estiveram em Los Angeles em meados da década de 80.

Nas performances ao vivo da canção na turnê ZOOTV em 1992/1993, Bono pegava uma garrafa de champanhe e pulverizava a platéia.
No edição do concerto em video 'Zoo TV: Live From Sydney' de 1993, a performance da música (que havia sido transmitida na TV pelo sistema Pay Per View) foi cortada, e dizem que foi justamente por causa de Bono compartilhar uma taça da bebida alcoólica, com uma garota que supostamente era menor de idade.
Mas o produtor do video afirmou que não foi por este motivo. Que foi "apenas" por limite de tempo no VHS, e ela foi a escolhida para ficar de fora na edição.


Quando o show ganhou um lançamento em DVD no ano de 2006, a performance novamente ficou de fora da edição, e nos extras do Disco Bônus, foi incluida uma performance da música, mas do especial da ZOOTV no Yankee Stadium, em Nova Iorque.

A "embriaguez" leva à um verso meio absurdo na letra da música, onde o personagem diz ter visto Dali em um sonho, com um carrinho de supermercado, e que ele passou um carro conversível através do buraco de uma agulha!

Yeah I dreamed that I saw Dali with a supermarket trolley
He was tryin' to throw his arms around a girl
He took an open top Beetle* through the eye of a needle
He was tryin' to throw his arms around the world

Eu sonhei que vi Dali com um carrinho de supermercado
Ele estava tentando jogar seus braços em volta de uma garota
Ele passou um Beetle* conversível através do buraco de uma agulha
Ele estava tentando atirar seus braços ao redor do mundo

Dali na letra é o pintor e escultor Salvador Dali, um dos mais importantes artistas plásticos surrealistas da Espanha.
Raramente, um sonho é claro ou linear. O sonho com Dali na letra mostra uma cena bem surreal, fazendo a ligação com Dali e seu surrealismo. Um surrealista retrata as idéias como elas são nos sonhos.
A citação ao carrinho de supermercado foi o flerte do U2 com o tema consumismo, que serviria depois como alerta à sociedade de consumo, na turnê Popmart, de 1997/1998.

A ideia para a linha sobre o carro no buraco da agulha, foi baseada na Bíblia, onde Jesus faz uma referência à um camelo passar pelo buraco de uma agulha antes que um rico entre no reino dos Céus.
A interpretação mais utilizada para isto nos últimos séculos, encontrada em livros que explicam textos polêmicos da Bíblia, é a de que no Oriente Antigo, as caravanas com seus camelos viajavam por dias, e muitas vezes chegavam de noite com suas cargas. Eram proibidos de entrar nas cidades, que eram muradas, mas tinham passagens estreitas por onde os camelos poderiam passar, mas por serem tão estreitas, não permitiam que os camelos entrassem com suas cargas. Isso existiria para aqueles que eles pudessem beber água, pois muitas vezes andavam dias e dias pelos desertos sem verem uma gota de água,e até os camelos sentiam sede.
Então seus donos retiravam as cargas de suas costas para que eles pudessem passar de joelhos pelo "buraco da agulha", uma passagem própria para camelos, nas muradas das cidades.
O comércio precisava ser á luz do dia, pois a fiscalização teria que verificar a natureza da mercadoria e arrecadar os impostos, sendo proibida assim, a venda durante a noite.
Em analogia a isso, a pessoa poderia ter os bens que fosse, que para entrar no céu, teria que se despir de toda a sua riqueza.

Uma linha da letra ainda diz: “a woman needs a man like a fish needs a bicycle” (uma mulher precisa de um homem assim como um peixe precisa de uma bicicleta), que é um famoso bordão cunhado pela feminista australiana Irina Dunn, mas popularizado pela jornalista feminista Gloria Steinem. Mas já foi equivocadamente muito atribuido à Bono, por causa da canção!

*O Beetle foi o primeiro modelo de automóvel fabricado pela companhia alemã Volkswagen na década de 30. No Brasil, foi chamado de Fusca.

"Mothers Of The Disappeared" pode ter sido inspirada também nas pessoas desaparecidas na Irlanda durante o The Troubles

Bono já disse que a canção do U2 "Mothers Of The Disappeared", foi primeiramente dedicada às mães de El Salvador, pois foi escrita quando ele fez uma viagem à Nicaragua e El Salvador no meio da guerra civil nos anos 80.
Em São Salvador, ele se reuniu com as Comadres, que eram um grupo de mulheres também conhecidas como as "Mães dos Desaparecidos". Estas mulheres tinham perdido seus filhos, que foram levados durante a noite por esquadrões da morte, deixando a mãe sem a certeza se seus filhos estavam vivos ou mortos.
Mas sua inspiração original para a letra veio quando ele conheceu a história das Madres de Plaza de Mayo, um grupo de mulheres cujos filhos tinham "desaparecido" pelas ditaduras chilena e argentina.
Bono se simpatizou com as Madres e Comadres e quis prestar esta homenagem à suas causas.
Mas Bono para esta letra pode ter se inspirado em mais um acontecimento, ocorrido na Irlanda do Norte na década de 70, e que ficou conhecido como "The Disappeared".
Na Irlanda do Norte, cerca de 15 pessoas foram sequestradas e assassinadas pelo grupo terrorista IRA, e seus corpos nunca haviam sido encontrados, pois foram enterrados em sepulturas secretas. Ficou conhecido como "The Disappeared".
O termo "The Disappeared" é uma referência muito específica, e que o U2 dificilmente teria usado por coincidência, levantando assim a hipótese de ser mais uma canção que fala do "The Troubles", conflitos étnicos e políticos na Irlanda do Norte. E também, dada as referências à Irlanda do Norte em outras canções como "Please", "Sunday Bloody Sunday" e "Peace On Earth".

Técnico de bateria de Larry Mullen precisou ajudar o U2 no palco na estréia da turnê Popmart

O U2 estreou a Popmart World Tour em abril de 1997, com uma apresentação de ingressos esgotados no Sam Boyd Stadium, em Las Vegas, EUA.
A banda não teve muito tempo de ensaiar as novas canções, e não esperavam que aquelas canções gravadas em estúdio para o disco 'POP', se tornariam uma dor de cabeça ao serem executadas ao vivo, pela complexidade dos arranjos feitos em estúdio.
O U2 entrou no palco do estádio Sam Boyd, ainda sem saber como tocar as novas músicas, e o nervosismo era aparente.
Até o técnico de bateria do Larry, Sam O'Sullivan, esteve no palco para dar uma força ao U2 naquela noite de 25 de abril.
Preste atenção na dificuldade do U2 no video, para a primeira performance ao vivo de "Last Night On Earth" em Las Vegas.
A banda por 30 segundos tenta, mas não conseguem fazer a introdução da música. É um U2 totalmente desentrosado.
Sam O'Sullivan está à esquerda de Larry (à direita no video, ao fundo das caixas de som) e ele é quem ajuda o baterista na contagem e na entrada da bateria no tempo certo com os outros instrumentos.
Sam fica o tempo todo da performance, orientando Larry.
Bono não utiliza seus monitores de ouvido.
Aos 3 minutos e 20 segundos, Adam Clayton olha para o lado irritado, grita alguma instrução e faz um gesto para algo ser abaixado ou parado:

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Por dentro da letra de "Silver And Gold"

"Silver And Gold" foi escrita e gravada por Bono em apoio ao projeto Artists United Against Apartheid, que protestou contra o Apartheid na África do Sul.
A música foi regravada pelo U2, para o lado b do single de "Where The Streets Have No Name".
Na letra, a frase "Praying hands hold me down" (As mãos que rezam me detêm) é uma referência ao fato dos Africânderes terem utilizado Deus e a Bíblia para legitimar as leis de Apartheid e segregação.
Ao escrever "Tin can town" (Cidade de lata), Bono se referiu às townships (termo utilizado na África do Sul), áreas urbanas subdesenvolvidas habitadas onde os negros nativos viviam ilegalmente, e assim, muitas vezes eram retirados à força dessas áreas, quando os subúrbios brancos começaram a se aproximar.
O governo invadiu as townships e colocou todas as pessoas (seres humanos, que são geralmente os caçadores) em custódia. Por isso Bono escreveu "Only the hunter was hunted" (Somente o caçador foi caçado).
"Captains and kings" (Capitães e reis) refere-se ao fato de que os líderes respeitados de tribos foram levados da África como escravos, e colocados na prisão (Nelson Mandela foi um chefe tribal).
"Navy blue uniforms" (Uniformes azuis das forças armadas) e "bright shiny things" (Coisas brilhantes e reluzentes) são referências à polícia e militares do governo Sul-Africano.
"Temperature is rising, fever white hot" (A temperatura está subindo, queimando de febre) refere-se aos tumultos e protestos dos nativos durante a década de 80 e o fato de que o governo Sul-Africano estava ficando "doente" porque estavam perdendo o controle.

"Ordinary Love" do U2 é indicada à mais um prêmio em 2014

Foram anunciadas ontem as indicações ao 19th Annual Critics Choice Awards, prêmio outorgado pela Broadcast Film Critics Association (BFCA).
Os destaques da lista foram os filmes “American Hustle”, de David O. Russell, e “12 Years A Slave”, de Steve McQueen, ambos com 13 indicações cada.
E o U2 concorre na categoria de "Melhor Canção", com a canção "Ordinary Love"!
Os vencedores do Critics Choice Awards 2014 serão anunciados no dia 16 de janeiro, em uma premiação apresentada pela atriz Aisha Tyler.

BEST SONG
Atlas – Coldplay – The Hunger Games: Catching Fire
Happy – Pharrell Williams – Despicable Me 2
Let It Go – Robert Lopez and Kristen Anderson-Lopez – Frozen
Ordinary Love – U2 – Mandela: Long Walk To Freedom
Please Mr. Kennedy – Justin Timberlake/Oscar Isaac/Adam Driver – Inside Llewyn Davis
Young and Beautiful – Lana Del Rey – The Great Gatsby

Daniel Lanois tirou o medo de Larry Mullen nas gravações de 'The Unforgettable Fire'

Em 1983, com 'War', o U2 alcançou um sucesso comercial: seu primeiro álbum número 1 no Reino Unido, que gerou o seu primeiro single Top 10 ("New Year's Day), levando a turnê além do coração da América.
Em vez de se contentarem com mais da mesma fórmula à prova de falhas, eles pediram ao guru da música ambiente, Brian Eno, para produzir o próximo disco.
Larry Mullen comentou sobre a repercussão desta escolha: "Havia pessoas na gravadora arrancando os cabelos, perguntando: "Por que vocês estão fazendo isso?" Todo mundo queria mais 'War'! Nós somos muito gananciosos, queríamos experimentar coisas novas. E Eno era o candidato perfeito para isso. Fiquei surpreso que ele concordou em fazê-lo. Éramos apenas quatro rapazes irlandeses, nós éramos razoavelmente bem sucedidos na Grã-Bretanha, se tornando muito bem sucedidos também nos Estados Unidos, mas não éramos atuais. Eno foi extremamente atual. E o que ele e Danny Lanois fizeram para o U2 - basta olhar para 'The Unforgettable Fire'. É um disco impressionante. Danny passou muito tempo me incentivando a fazer coisas que eu teria medo de fazer antes."
The Edge comentou sobre trabalhar com Brian Eno: "Nos primeiros dias foi um pouco, "uau". Eu era um grande fã do trabalho solo de Brian, e ele fez alguns grandes discos realmente respeitados - Talking Heads , o material com Bowie, Roxy Music. Mas ele é um cara muito pés no chão, em muitos aspectos. Ele não é pretensioso. Estávamos um pouco nervosos, mas Brian adorou o fato de termos metade do álbum escrito naquele momento, ele desempenhou sua abordagem muito bem. "Bad" surgiu em uma sessão de improvisação com Brian. Foi emocionante. Eu gostei muito de fazer esse álbum."

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Escondendo o nome da banda no cabelo do garoto

Steve Averill, o designer das capas dos discos do U2, certa vez foi questionado sobre a capa do primeiro disco do grupo, pois a sabedoria convencional é apresentar uma nova banda, colocando seus rostos na capa do primeiro álbum.
Ao ser perguntado o por que ele não fez isso com o U2, e se considerou um risco naquele momento, Steve respondeu: "É a sabedoria aceitável nestes dias de marketing, mas naquele tempo nós queríamos a melhor capa que podíamos fazer, uma com um forte impacto visual, e tem que ser dito que foi uma atitude muito corajosa para esconder o nome da banda no cabelo do garoto."
Steve também foi perguntado se estava ciente, e se teve alguma reação à decisão para nos EUA ser alterada a imagem da capa do álbum, tirando o garoto e inserindo uma foto esticada da banda: "Eu não sabia na época, foi tudo feito na Island Records. Eu tinha criado uma idéia muito semelhante anteriormente para um poster da banda."

Blog U2 Sombras e Árvores Altas

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