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segunda-feira, 30 de junho de 2014

Áudio: Versão ao vivo de "Tomorrow" com participação de Steven Wickham tocando violino

O U2 fez um show pela turnê War no dia 22 de março de 1983 no Hammersmith Palais, em Londres, Inglaterra.
Durante a performance da canção "Tomorrow", Steven Wickham se juntou à banda para tocar violino.
Originalmente, Steven Wickham participou da gravação de estúdio de "Sunday Bloody Sunday" e "Drowning Man" do disco 'War'.

Nesta performance ao vivo de "Tomorrow", Wickham toca violino na introdução e em outras partes da canção, onde em sua versão original de estúdio no disco 'October', foi utilizado o instrumento Uilleann Pipes (gaita irlandesa) nestas partes, tocada por Vinnie Kilduff.

Por trás do videoclipe de "Magnificent"

Em março de 2009, Alex Courtes utilizou a bela cidade de Fez, no Marrocos, como pano de fundo na gravação do videoclipe de "Magnificent" do U2.
O vídeo consiste em grande parte em um desempenho brilhante do U2, dentro do jardim de um riad local. Mas a ação alterna entre o desempenho do U2, imagens em close-up de pessoas correndo através da cidade e tomadas amplas da cidade, com seus edifícios envolto em lençóis brancos, que escorregam para fora dos topos das mesquitas palacianas e pelos telhados de azulejos da cidade do norte de África. Há muita luz do sol.
Há uma qualidade espiritual real para o vídeo e, obviamente, para a música.
Branco, nos países ocidentais, é a cor para as noivas. No leste, para a manhã e funerais. O branco é associado com hospitais, vistos como realeza em algumas culturas. Os anjos geralmente são vestidos de branco. Santos são vestidos de branco. Branco é usado como um pano de fundo neutro, que transmite a limpeza, pureza, suavidade.
Os lençóis brancos cobrem os edifícios, tampando as "cicatrizes" de guerra em Marrocos.
Os dançarinos também são eficazes em enfatizar a sensação de serem conquistados pelo espírito. E seus movimentos de braço junto com os ângulos de câmera e o uso da luz solar comunicam calor e positividade e o poder de um espírito puro, movendo-se livremente e de forma expressiva.
O vídeo também apresenta cortes com filmagens da vida dentro da cidade medieval, de seus antigos edifícios, seus mercados movimentados, seus habitantes labutando e sua juventude jogando futebol.
A canção, talvez a mais cristã do U2, foi originalmente intitulada de "French Disco" e gira em torno de um casal de amantes "agarrando-se um ao outro e tentando transformar suas vidas em adoração", disse o produtor Daniel Lanois em uma entrevista. "Nós queríamos ter algo eufórico e Bono veio com aquela melodia. E ele amava essa melodia e se prendeu à ela. Quase como uma fanfarra. E então eu estava envolvido no processo lírico, porque queríamos falar sobre o sacrifício que se faz por uma arte."

domingo, 29 de junho de 2014

The Empire Lights e sua versão para "Invisible" do U2

A banda inglesa The Empire Lights, que assumidamente é influenciada pelo U2, gravou uma versão só com vocais para "Invisible"!
A australiana vocalista Sarah Starr comentou sobre esta versão:

"U2 é uma das nossas bandas favoritas e nós ficamos muito animados quando eles lançaram seu novo single "Invisible"!
A parte de guitarra nessa música é muito cativante e melódica, então eu decidi cantar as partes e harmonizar o resto da música com várias camadas vocais. Espero que vocês gostem!"

Comercial de 30 segundos para o lançamento do disco 'Achtung Baby' do U2

Esse comercial de 30 segundos foi veiculado em 1991 no lançamento do disco 'Achtung Baby' do U2, e foi sonorizado com o remix "Mysterious Ways (Solar Plexus Extended Club Mix)". Ele mostra imagens da banda em Marrocos, do videoclipe de "Mysterious Ways".
Há uma rápida cena em preto e branco com Bono, que não aparece no videoclipe:

A introdução ao vivo da canção "With Or Without You"

A canção "With Or Without You" foi gravada em Danesmoate, Dublin, Irlanda, em 1986. Um recurso que marcou muito esta gravação foi a utilização do efeito Infinite Guitar.
Mas antes da guitarra aparecer na canção, há uma introdução facilmente reconhecida, com uma bateria eletrônica, e um som criado no sintetizador de Brian Eno.
A banda recriou esta introdução, para as apresentações ao vivo da canção.

O músico e colaborador do blog, Márcio Fernando, da página U2 SONGS do Facebook, comenta sobre esta introdução, e também disponibiliza um áudio em loop com essa recriação:

"A introdução original de "With Or Without You" criada por Brian Eno e Daniel Lanois em 1986, sendo um loop simples, grudento e de muito bom gosto.
Foi feito com uma bateria eletrônica e um som de piano bem escondidinho ao fundo, suave e com pouco brilho, para não chamar muito a atenção nessa bela canção.
Esse loop é usado do início ao fim da música, e foi recriado ao vivo (não é o mesmo loop usado na versão de estúdio) .
No palco, é Edge quem aciona o loop por meio de pedais.
Talvez, inicialmente, na versão estúdio ou ao vivo não se note ele do início ao fim, mas ele está lá sim, é só prestar bastante atenção.
Esse loop somado à um metrônomo, é enviado para o Larry, para que ele se mantenha sempre no ritmo do loop."

sábado, 28 de junho de 2014

Os segredos por trás do palco dos shows outdoor do U2 na turnê The Joshua Tree

Nos shows outdoor (ao ar livre) da turnê The Joshua Tree em 1987, o palco do U2 era monstruoso.
Os limites do palco eram 200' por 80' e poderiam ser descritos como um retângulo com uma projeção no meio da multidão em ambos os lados.
John McHugh da Upfront Staging bem como Pat Murphy da European Grid Systems foram os engenheiros do palco.
Foi erguido por um número de pessoas permanentes da equipe do U2, bem como uma equipe local em cada cidade que a banda visitava. Naquele tempo, a maioria das turnês com shows outdoor eram baseadas firmemente em andaimes para fins de construção. Com o U2 não foi diferente.
Incorporou um número enorme de pessoas para construir a plataforma do palco e ainda mais para erguer as duas torres de som em cada lado do palco. Essas torres eram basicamente caixas de andaime que sustentavam o grande número de monitores de som dentro da armação. Na frente das caixas de andaime eram dois conjuntos de scrims (um tipo de tecido, cortinas perfuradas esticadas, utilizado em cenários e palcos) usados para esconder todos os andaimes. Este foi o primeiro grande passo do U2 em termos de cenografia.
Foi The Edge que criou os esboços destes scrims em um camarim em Pontiac, Michigan, enquanto eles foram mais tarde finalizados por Jeremy Thom.
Kimpton Walker em Londres fabricou os dois designs para os scrims. Enquanto as bandas de abertura estavam no palco aquecendo a multidão para o U2, os scrims eram brancos com um U vermelho no palco do lado direito, e um 2 vermelho no lado esquerdo do palco. O U e 2 estavam em um ponto de vista inclinado no centro, para serem vistos apenas parcialmente. O scrim na parte de trás da parte central do palco era branco. Quando o U2 entrava no palco, esses scrims brancos caiam sobre os cabos para revelar a Joshua Tree. Os scrims tinham uma cor de areia e a árvore era negra. O gráfico da árvore foi dividido em três peças com o centro da árvore no telão central e os ramos nos scrims laterais.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

U2 em L/R: "Bad"

O músico Márcio Fernando (da página U2 SONGS do Facebook), é colaborador e seguidor aqui do blog!

Hoje ele disponibiliza os áudios dos canais separados da faixa "Bad", do disco 'The Unforgettable Fire'!

Note o som do prato da bateria de Larry Mullen nesse canal L. Ele é um som sem aquele "prolongamento" da batida no prato.
Dá pra perceber algumas diferenças ao decorrer do som, a falta de alguns  instrumentos, dando um destaque maior para os efeitos ao fundo. Este L soa como se fosse uma versão mais crua da canção.
Com isso, dá pra perceber mais os detalhes, e uma voz curiosa ao fundo, quando Bono canta os "ooo ooo, ooo ooo".
É um áudio muito interessante de se ouvir com bastante atenção!

Bad L


No canal R, o som do prato também é levemente diferente, mas já há aquele som que ecoa, que estamos acostumados à ouvir na versão normal da canção.
O R já é mais preenchido com os sons de baixo, guitarra, teclado, bateria, e os efeitos ficam mais escondidos devido à isso. E ouvimos partes de guitarra que não estão presentes no L.

Bad R

O encontro intencional entre Bono e Mario Merola no Festival de San Remo em 2000

O seguidor do blog e fã do U2, Guilherme Silva, sugeriu na página do Facebook do blog, uma matéria sobre o encontro entre Bono e Mario Merola em 2000!
Então, mãos à obra!

Bono e The Edge participaram do Festival de San Remo em 26 de fevereiro de 2000 para agradecer ao Papa e ao primeiro-ministro italiano Massimo D'Alema pelo apoio à campanha para o perdão da dívida do Terceiro Mundo.
Bono e The Edge tocaram em forma acústica, duas canções em frente a platéia da versão italiana do 'Eurovision Song Contest'. O festival foi transmitido pela TV Raiuno para mais de 17 milhões de italianos.
A performance dos dois integrantes do U2 aconteceu no Resort italiano Riviera, de San Remo.
Durante a performance de "The Ground Beneath Her Feet", Bono desceu até a platéia e intencionalmente se deparou com o rei da canção napolitana, Mario Merola, que estava de pé no corredor à procura de um assento.
Bono foi até Mario e, como forma de respeito, se curva diante do cantor italiano, que encara e aplaude o vocalista do U2, arrancando assim aplausos da platéia em geral.


Nascido em Nápoles em 6 de abril de 1934, Mario Merola sempre foi orgulhoso de suas origens humildes. Trabalhou como auxiliar de cozinha e estivador. No porto, foi aconselhado por seus colegas a se dedicar à música. Como todos os cantores de Nápoles, sua formação ocorreu com um repertório dos clássicos napolitanos.
No início dos anos 60, atingiu tanto sucesso que aos 31 anos se tornou protagonista absoluto da música napolitana, papel normalmente destinado aos cantores mais maduros.
Em 1976, levou a música popular napolitana pela primeira vez a Milão. Depois, seguiu para o Canadá e para os Estados Unidos, onde foi recebido na Casa Branca pelo então presidente Gerald Ford (1975-1977).
Os títulos das suas canções marcaram a história da música popular napolitana. Entre seus sucessos, estão "Lacrime Napulitane" e "I Figli so Piezz è Core".
O título de "rei da canção popular napolitana" foi dado ao cantor porque ele deu caráter de espetáculo regional, popularidade, dimensão nacional e sucesso nunca visto antes para a chamada "sceneggiata" (canção popular napolitana).

Os segredos da gravação da segunda versão do videoclipe de "Stuck In A Moment You Can't Get Out Of" - Parte 02

Em 2001, Chris Watts, supervisor de efeitos visuais, foi convidado pelo diretor Joseph Kahn para trabalhar nos videoclipes de "Elevation" e "Stuck In A Moment You Can't Get Out Of" do U2, este último em sua segunda versão feita para o mercado norte americano.
A segunda parte da entrevista, em que ele deu detalhes muito interessantes sobre a gravação do video de "Stuck In A Moment You Can't Get Out Of" :

"O videoclipe foi filmado na Alemanha, porque o U2 não tinha disponibilidade para ir até o Texas fazer a gravação. Eles estavam em turnê e tinham uma data na Alemanha, e eles tiveram um dia extra em sua programação, onde pudemos aproveitar este tempo.
Nós filmamos tudo na Alemanha em um dia apenas, que durou quase 24 horas. Então, nós filmamos todas as outras coisas no Texas em um dia também, que durou quase o mesmo tempo.
A tomada de Edge caindo nas escadas, originalmente aconteceu para ser uma tomada de controle de movimento bastante complicada. Infelizmente, o nível de habilidade dos operadores de controle de movimento do local não é o que era usado nos Estados Unidos. Nós estávamos indo para filmar isso com um Milo, que é um equipamento fabuloso. Há alguns operadores Milo espetaculares nos Estados Unidos e eu tive várias conversas com eles sobre este movimento antes que se precisasse para a Alemanha. Infelizmente não conseguimos que o Milo alemão reproduzisse o movimento que Joseph queria, então nós abandonamos esse conceito e foi feito com um equipamento de remoção bastante simples. Filmamos em alta velocidade para dar-lhe um olhar flutuante. Edge foi gravado no quarto degrau do Velomax e por várias razões, tivemos que filmar em uma velocidade muito baixa nas escadas. Apenas três ou quatro dos degraus atrás da Edge são reais e o resto são todos adicionados como uma chapa composta que foi filmada de cima com uma câmera fotográfica. Então, caminhando na parte inferior da tomada, lá é um campo de futebol que é uma tela verde com alguns pequenos elementos animados de líderes de torcida agitando pom-pom e árbitros, etc. Se você olhar de perto você pode ver que todos estão funcionando com a mesma sincronia.
Para fazer aquela "onda" na platéia, Joseph correu para cima e para baixo a extensão do Velomax e treinou os extras para isso. Isso foi uma tomada difícil, porque o que tínhamos de fazer era integrar imagens do Velomax e o Astrodome. Porque tivemos que antecipar uma sessão noturna de gravação para o resto da tomada, a torcida alemã foi iluminada para uma cena noturna. Este fator foi o maior desafio da tomada. O fundo inteiro é baseado em uma foto que tirei no local apropriado no Astrodome, mas claro, sem as pessoas. Na Alemanha, eu era capaz de obter algumas chapas em ângulos adequados de outras multidões, mas, devido à forma do estádio na Alemanha, não foi capaz de obter qualquer tipo de ângulos altos sobre as multidões. Então eventualmente o que fizemos foi usar as multidões fotografadas, e aplicando e pintando ou modelando multidões em outro lugar. A equipe de Derry fez um monte de braços 3D que aparecem no vídeo. Existem outros truques que usamos, incluindo 3D reais de pessoas pulando e elementos de deslocamento. Diferentes métodos funcionaram melhor em diversos momentos durante a tomada.
Na cena em que os treinadores estão parados e a água está se movendo, aquilo tudo foi alta velocidade, gravado no Texas, com uma câmera photosonics. A água, tudo é real. Nos certificamos de que não houvesse nenhuma adição de multidão para ser feita nesta tomada, porque uma maquete com multidões atrás da água teria sido algo difícil.
A panorâmica em 360 graus ao redor dos jogadores foi muito difícil. Não havia nenhuma pessoa em todo o estádio quando filmamos, então tivemos muito trabalho para preencher o estádio. Também é problemático para filmar qualquer tipo de tomada, quando você precisa gravar em torno de uma pessoa mais de uma vez, porque você tem que registrar isso com uma câmera num carrinho e há iluminação que precisa estar lá, então a chave é anexar a iluminação no trilho da dolly (mecanismo utilizado para deslizar uma câmera). Claro, a iluminação tem cabos para fonte de energia e você tem que manter todos esses cabos fora do caminho. Foi um esforço hercúleo de muitos da equipe para fazer aquela dolly dar voltas e voltas ao redor. Isso foi filmado em 40 frames por segundo, então tivemos que ir ainda mais rápido do que normalmente seria. Tinha que ser mantido muito suave porque sabíamos que tínhamos de controlar as coisas para ele.
Os 40 frames por segundo foi porque Joseph frequentemente escolhe taxas de quadros fora do padrão para alcançar o estado de espírito dele após uma tomada.
No video, a multidão soletra "you suck". Esse efeito foi concebido e executado inteiramente no Post. Derry Frost da Amalgamated Pixels estava encarregado disso. Era um monte de pequenos elementos de computação gráfica para as pessoas e Derry fez os cartazes reais usando um plug-in para o After Effects que permite que você vire uma imagem um pouco de cada vez de uma forma semi-aleatória. Tudo isso estava em cima de uma das grandes tomadas "pull out", em que passamos de uma tomada apertada de Bono no Velomax, para uma tomada ampla do Astrodome, em Houston.
Toda vez que você vê uma bola voando no vídeo, é uma bola de computação gráfica. Todo o conceito do vídeo é ele continuando chutando a bola de futebol e continuando errando. Todas as bolas de futebol saltando as traves eram bolas CG, todos elas feitas pela Amalgamated. Eles pregaram as bolas de futebol na primeira tentativa... elas foram feitas e nós apenas nos esquecemos dela. Pareciam tão perfeitas."

quinta-feira, 26 de junho de 2014

As edições diferentes em video de "One" e "Wake Up Dead Man" em show no México na turnê Popmart do U2

Em uma postagem do blog com o título "As edições sofridas no show 'Popmart: Live From Mexico City'", o seguidor Thiago Avila Borges comentou que percebeu também que no áudio original, ao final do show, quando é tocada "Wake Up Dead Man", a fala de despedida do Bono é mais longa que na versão do VHS/DVD.
No VHS/DVD, o áudio foi encurtado para "Thank you, good night, God bless you, buenas noches, Mexico". Já no áudio original, a despedida de Bono é mais longa.
Na verdade, as duas últimas canções do show possuem edições diferentes de transmissão de TV e lançamento em VHS/DVD.

Confira as duas versões:

Aqui a performance com a transmissão original da televisão (SKY), das duas últimas canções do show, sem edição, e com cortes de câmeras diferentes e tomadas alternativas, em relação à edição em VHS/DVD. 
Os créditos são totalmente diferentes.
Os agradecimentos de Bono realmente são mais longos ao final de "Wake Up Dead Man", e a câmera mostra ele falando, diferente da versão editada em que só ouvimos sua voz:


Aqui a performance das duas últimas canções, já editadas na versão do VHS/DVD:

Bono teve sérios problemas em show do U2 em Portugal pela turnê 360°

03 de Outubro de 2010, show do U2 pela turnê 360° no Estádio Cidade de Coimbra, em Coimbra, Portugal.
Desde o final de "Get On Your Boots", Bono vinha sentindo algum desconforto, levando a mão na altura do estômago.
Bono teve grandes dificuldades na performance da canção "Magnificent", aparentemente com sua voz. Logo na introdução, ele não usou as palavras que sempre usava para apresentar a canção: "What time is it in the world? Where we going?", e ele já não conseguiu cantar o primeiro verso, e se virou de costas aparentando algum mal estar, enquanto o público cantava pra ele.
Bono voltou ao microfone e só conseguiu cantar um verso, e sua voz apresentou problemas, e ele acena com a mão para o público e a banda continuarem a canção, enquanto ele vai até a frente do kit de bateria de Larry pegar uma garrafa de água.
Muito profissional, e sem perder a pose, ele rapidamente inicia uma contagem, se vira e volta para o microfone para cantar o refrão da canção. Mas apenas algumas linhas saem, e ele novamente se sente indisposto. E volta a virar a água na boca.
É quando Phil da equipe técnica entra no palco para saber o que está havendo. Rapidamente, Bono informa o que está havendo, Phil sai do palco e ele volta para o microfone, para continuar a execução da música, com muita dificuldade.
Durante o solo de guitarra de Edge, Bono continua tomando água, e muito nervoso, tira os óculos e enxuga seu rosto, novamente com Phil lhe dando assistência.
Com muito esforço, ele consegue terminar a canção:

Os segredos da gravação da segunda versão do videoclipe de "Stuck In A Moment You Can't Get Out Of" - Parte 01

Em 2001, Chris Watts, supervisor de efeitos visuais, foi convidado pelo diretor Joseph Kahn para trabalhar nos videoclipes de "Elevation" e "Stuck In A Moment You Can't Get Out Of" do U2, este último em sua segunda versão feita para o mercado norte americano.
Em entrevista, ele deu detalhes muito interessantes sobre a gravação do video de "Stuck In A Moment You Can't Get Out Of" :

"Eu já tinha trabalhado em "Elevation", e estava dando um tempo na Ásia e no Japão, quando eu recebi um enigmático e-mail me pedindo para voltar para gravar um novo vídeo para o U2. Então eu voltei para novamente trabalhar com Joseph.
Fizemos o primeiro vídeo, "Elevation", e todo mundo estava muito feliz com os resultados. Até o U2 estava ansioso para fazer um outro vídeo com Joseph.
Os gráficos do futebol americano foi feito por Bruce Branit da Strange Engine, que você pode reconhecer como parte da equipe que fez 405: The Movie.
A introdução de John Madden provavelmente não é realmente um efeito visual, mas depois de colocarem isto juntos, eu tenho um novo respeito para os artistas que trabalham com canais de esportes e juntam todas estas coisas. Depois que você define todos os bits e peças, é muito simples, mas se você tem que fazer isso partir do zero e não ser acusado de ter cortado alguém fora, bem, ele se transforma em um grande trabalho. Demorou quase quatro dias o Henry só para tratar disso. Eu ainda queria trabalhar nele mesmo quando o agendamento ditou que tínhamos que concluir aquilo.
Soma-se à isso, o fato de que Bruce e Mark Robben, o artista 3D, e o artista Henry são grandes fãs de futebol americano.
Sobre toda aquela multidão: um monte de pessoas reais foram filmadas em Berlim em um estádio chamado Velomax. Todo o restante foram tomadas no Houston Astrodome. O Astrodome tinha 67.000 assentos nele e tivemos 150 figurantes, sem controle de movimento ou qualquer outra forma de aparelhos de câmera de repetição. Mas também tivemos 700 pessoas de papelão. Pessoas de papelão são ótimas. Eles custam três ou quatro dólares cada para alugar para o dia, que é muito mais barato do que um extra. Então, em uma determinada linha de cadeiras, teríamos três pessoas de papelão e um humano, e a verdadeira pessoa iria estar acenando uma bandeira para dar um pequeno movimento à cena. Foi principalmente gravado em 2D. Havia um pouco de 3D em algumas das cenas onde não temos chapas de pessoas na perspectiva certa. Essencialmente, foram animadas pinturas foscas e peças retiradas de uma parte do estádio e colocadas em outra parte do estádio.
Amalgamated Pixels fizeram todo o trabalho de efeitos relacionados com a multidão, e todas as tomadas que precisavam de computação gráfica do jogo de futebol. Mecanismo estranho, fiz pouco de 3D no início. Em seguida, a montagem da sequência de vídeo da introdução do clipe, foi feita por Wayne Shepherd e Mark Robben do At the Post, que é a empresa de Wayne, em Santa Monica.
Além de filmar todas as cenas de ação no estádio, eu andava com uma câmera Canon de 35mm e registrava em chapas tudo no estádio, de todos os ângulos. Eu tirei uma centena de fotos para tornar cômodo qualquer tipo de capricho que Joseph pudesse ter. Joseph me disse que estava indo fazer zooms em outras partes do estádio, e ele também estava falando das coisas sobre a visão do futebol.
Descobriu-se que o seu conceito inicial era muito mais complicado do que o vídeo final acabou por ser. Então, a gente tinha todas essas chapas, e nós fizemos o elemento da multidão em uma resolução muito alta para que pudéssemos aumentar o zoom sobre eles. Em seguida, usamos stills aninhados das mesmas peças do estádio e ampliamos até conseguirmos a proporção adequada para começar a usar as chapas do U2 registradas na Alemanha.
Um dos problemas que tivemos foi quando filmamos as multidões na Alemanha, e não sabíamos onde íriamos registrar o resto das filmagens de estádio. Joseph é do Texas e ele realmente queria gravar no Astrodome, mas havia questões logísticas. Originalmente, a ideia era de uma filmagem noturna, mas como o Astrodome tem janelas no teto, então pareceu muito mais interessante gravar durante o dia. Essencialmente, nós tivemos que remodelar digitalmente dentro do Astrodome para melhor coincidir com o padrão de cadeiras e assentos do Velomax."

quarta-feira, 25 de junho de 2014

A ideia inicial descartada para o videoclipe de "Sweetest Thing"

Ned O'Hanlon, da Dreamchaser Productions, explica como o U2 abandonou a ideia inicial para o videoclipe de "Sweetest Thing": "o video que filmamos na Fitzwilliam Street em 20 de setembro de 1998, é completamente diferente da ideia inicial para o video, que discutimos por nove dias.
O plano original era fazer uma simples gravação de estúdio apenas com os quatro membros da banda, e um set de duas paredes. Mas na maneira típica do U2, a ideia foi derrubada com um comentário de Edge: "Nós poderíamos ter Bono e Ali passeando nos arredores da Stephens Green em uma carruagem puxada por cavalos."
Como pedido de desculpas, haveria três banners pendurados na rua: "I'm sorry", "I'm really sorry" e "I'm really, really sorry".
Eu e Kevin Godley, o diretor, sempre estamos prontos para utilizar estas ideias criativas, mas um dos caras que estava com ele ficou horrorizado quando alguém disse: "Sim, e depois disso podemos ter uma manada de elefantes em debandada!""
A disponibilidade dos elefantes, sendo como são, teve o rebanho encolhido para apenas um animal mais rock'n'roll, chamado Rani, que aparentemente começou a ficar "entediado" nas gravações.
"Em oposição a banda que estiveram em seus 'eus' normais impecavelmente comportados", retoma O'Hanlon. "Considerando o que poderia ter dado errado, foi tudo muito bem. Tivemos um ritmo de filmagem que, mesmo tendo em conta as birras do elefante, significava que fomos capazes de conseguir coisas pelo tempo que o sol se pôs."

Uma edição diferente em vídeo da performance de "Miss Sarajevo" em Modena no ano de 1995

Dirigido por Maurice Linnane, o videoclipe de "Miss Sarajevo" lançado em 1995 foi filmado no Parco Novi Sad, Modena, Itália, e em Sarajevo, na Bósnia.
O vídeo é uma montagem de três eventos diferentes: o concurso de beleza descrito na canção, que aconteceu em Sarajevo em plena guerra (Guerra da Bósnia), o desempenho original da canção no concerto 'Pavarotti and Friends' em 1995, e um passeio através das ruas de Sarajevo, devastada pela guerra, sob fogo das tropas nas proximidades.
Este video abaixo de 5 minutos de duração, retirado de um documentário, mostra uma edição diferente do desempenho do Passengers no concerto 'Pavarotti and Friends' de 1995.
Se inicia com um depoimento de Bono gravado no dia da performance da canção, e a canção se inicia já no segundo verso.
No meio, ele teve inserções de imagens do documentário de Bill Carter, 'Miss Sarajevo', e imagens do concurso de beleza.

Por trás de "One Minute Warning"

O livro "How Buildings Learn: What Happens After They're Built", de Stewart Brand, foi uma das fontes de inspiração para Brian Eno na canção "One Minute Warning", do álbum 'Original Soundtracks 1' do Passengers.
Originalmente, ela foi escrita enquanto a banda assistia à um filme de animação chamado 'Alphaville'.
Em seguida, eles entraram com um pedido para fornecer peça de música para 'Ghost In The Shell', um outro filme de animação dirigido por Mamoru Oshia. O filme foi adaptado de uma graphic novel de mesmo nome, escrito por Masamune Shirow. As improvisações que tinham sido inspiradas por 'Alphaville' pareciam se encaixar. A faixa foi transformada, no entanto, quando Howie B começou a trabalhar nisso.
"Uma das contribuições que ele fez", Eno explicou, "foi a criação do espaço na música. Quando você está no estúdio, a tendência é de acrescentar coisas. Automaticamente é o que você está inclinado a fazer. Você tende a preencher todas as lacunas".
"Isso muitas vezes não é uma boa idéia - parte da atração dessas coisas, em primeiro lugar, era que você podia ouvir à todos. Eles eram simples e claros de uma certa maneira. Quando Howie entrou, deixou fora grandes elementos que pensávamos que eram muito importantes. Só deixou de fora. De repente é muito refrescante."
Você ouve isso muito bem em "One Minute Warning". O mix de Eno é denso e preenchido, e que foi cortado por Howie em um mix alternativo, que cria o que Eno descreve como um espaço elétrico carregado, com muito pouco a acontecer, mas com muita tensão.
"Se você olhar para o registro como um todo", acrescenta Eno, "seus mixes são muito importantes para a sensação do registro, porque eles têm este formigamento vazio para eles que eu agradeço muito."
"Quando estamos trabalhando, pegamos de todos os tipos de fontes diferentes", acrescenta The Edge. "Todo mundo está aberto a sugestões. Eno vai pegar o microfone e tentar algo. Eu vou tocar bateria e Larry vai tocar guitarra. Não há nenhuma demarcação."
Quando chegou a hora, não havia nenhum cara melhor do que o Howie B para comandar a mesa.

terça-feira, 24 de junho de 2014

O que o U2 e o Velvet Revolver possuem em comum? Um riff de guitarra!

Ouça o riff de guitarra na introdução de "She Builds Quick Machine" do Velvet Revolver, de 2007:


Agora ouça o riff de guitarra de "Vertigo" do U2, de 2004:


Não são semelhantes? A bateria de ambas as canções são parecidas também!

Há quem diga que outra canção do VR, "Slither", traz um riff também semelhante com o de "Vertigo". Ao ouvir com atenção, o som e os acordes realmente são parecidos:

Bono teria recusado o papel principal no videoclipe de "Electrical Storm"

Quando o videoclipe de "Electrical Storm" do U2 foi lançado, alguns fãs da banda ficaram surpresos ao verem Larry Mullen como protagonista, e em cenas ousadas com a atriz Samantha Morton. Era estranho, se comparando ao velho padrão U2 de videoclipes. Algumas fãs, obviamente, se deliciaram.
As pessoas estavam acostumadas naquelas duas últimas décadas, à aquele Larry Mullen sendo a figura mais silenciosa no grupo, fazendo apenas breves aparições nos videoclipes do U2.
Mas parece que ele conseguiu recuperar o tempo perdido em sua aparição mais "escandalosa" já vista, onde ele ainda consegue fazer o sempre protagonista Bono, olhar manso e se tornar secundário.
"Este é a primeira grande ousadia do U2" disse uma fonte próxima ao grupo na época. "Eles nunca fizeram nada assim antes. Eles basicamente contrataram uma das mulheres mais sexy do mundo, e deixaram Larry agir como quisesse, nas cenas de amor com ela."
"Mesmo ele sendo muito tímido na frente das câmeras, ele se sentiu muito à vontade quando eles começaram a filmar. Nenhuma cena preocupou Larry. Nem do beijo e das carícias entre os dois, e nem eles tomando banho juntos."
Em um estágio, a modelo arranca a camisa de Larry e lambe seu peito nu. Devido à estas cenas, Bono teria recusado o papel de protagonista, segundo esta mesma fonte próxima da banda: "Inicialmente, foi oferecido para o Bono o papel principal no vídeo, mas as cenas eram muito íntimas para ele."
"Ele é muito bem casado, com filhos, então a última coisa que sua esposa Ali gostaria de ver seria ele em cima de uma jovem sexy."


A animação em video para a performance de "Yahweh" na turnê Vertigo do U2

No concerto U23D, quando começam os créditos finais, uma performance ao vivo de "Yahweh" é ouvida, mostrando junto as animações que foram utilizadas no display de LED do palco da banda na turnê durante a execução da canção. E o U2 reaparece no palco em uma cena pós-créditos, tocando o final da canção.

A responsável por estas animações foi Catherine Owens, diretora visual das turnês do U2.
Ela trabalhou nas pinturas em Nova York, antes do início da turnê, em 2005, que viriam a ser animadas em video, para a banda utilizar durante a performance de "Yahweh".
Em sua mesa, eram vistas espalhadas aquarelas A4 enormes, que eram na verdade minúsculas perto do tamanho de seu trabalho sendo mostrado nos imensos telão do U2.
Catherine ouviu "Yahweh" diversas vezes: "não para interpretá-la, mas para pegar o emocional alto e baixo da viagem da música."
Então ela olhou livros, fez esboços e criou as pinturas para os segmentos da animação, que segundo ela, "vai estar em um loop, como uma série de parágrafos".
Ela faz três ou quatro versões da animação: "uma peça completa, uma versão abstrata e uma versão mais curta".

Esse video mais curto da animação original acabou sendo disponibilizado:

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Bono participa de palestra e é homenageado no Cannes Lions 2014

A última palestra do Cannes Lions 2014 teve como principal atração o cantor Bono. O artista foi homenageado este ano com o troféu Cannes LionHeart por seu esforços na luta contra a AIDS. Além de Bono, Jonathan Ive, vice-presidente sênior de design da Apple também participou do bate papo mediado por Shane Smith, CEO e fundador da VICE Media.
Bono afirmou que estava ali para aproveitar a criatividade local. "Esta é a mais importante sala para a (RED) estar", disse em referência à iniciativa criada em 2006 e que tem parceria com as marcas mais icônicas do mundo, que contribuem com até 50% dos lucros através de bens e serviços com a marca (RED) para o Fundo Global de Combate à AIDS, Tuberculose e Malária e para a prevenção do HIV/AIDS e serviços de tratamento.
O vocalista do U2 explicou como os esforços da (RED) para levar um remédio essencial para pessoas HIV positivo se conflitavam quando comparados ao mundo das marcas. "Você pode ter uma Coca-Cola em qualquer lugar do mundo, mas não os remédios", explica para depois revelar que pediu para a marca utilizar seus próprios caminhões de entrega para levar a medicação a lugares remotos.
Jonny Ive, cuja empresa Apple é parceira da iniciativa desde o começo, explicou que a parceria tem sido muito especial para a marca. Já Bono revelou que Steve Jobs concordou em ajudar a (RED), mas que odiava os parênteses. O saudoso cofundador da Apple dizia que nada poderia interferir no logo.
Shane Smith aproveitou o momento para oferecer a Bono e à (RED) os serviços da VICE Media para promover a iniciativa. "Nós temos uma responsabilidade, nós temos de mudar as coisas", disse Smith falando diretamente para a comunidade publicitária. Neste momento, uma equipe da (RED) passou pela plateia recolhendo cartões de visita que eram colocados em potes, numa cena que lembrou muito o momento das doações que acontece nas igrejas, mas no lugar de dinheiro Bono, queria ideias e aumentar sua network de contatos criativos.
"Se você tem algum produto e pode fazer um rebranding para a (RED) ano que vem, isso seria demais. Se tiver qualquer ideias no geral, podem falar", disse o cantor.
O moderador Shane Smith, então, decidiu ouvir as ideias da plateia para ajudar na missão de Bono cujo objetivo final é uma geração livre de AIDS a partir de 2015.
Bono saiu de Cannes feliz já que, entre as sugestões, um dos presentes ofereceu o domínio red.hiv para o cantor e sua iniciativa de graça.

Do site: AD News

Áudio: a única performance ao vivo de "Spanish Eyes" na turnê ZOOTV

Em 14 de Maio de 1992, o U2 fez um show pela 2° perna da turnê ZOOTV, no Velodrome Anoeta, em San Sebastian, Espanha.
Como era de se esperar, a banda tocou ao vivo uma versão acústica do b side "Spanish Eyes", que não entrava em um setlist de shows do U2 desde 1987.
Bono no final resolveu "gritar" no refrão, como na versão original da canção.
Foi a única performance da canção em toda a turnê de 1992/1993:

East 17 na letra de "Miss Sarajevo" pode ter sido inspirado por gosto musical de Alma Catal

Alma Catal foi a estrela do documentário 'Miss Sarajevo' de Bill Carter, quando tinha apenas 12 anos.
Bono escreveu a canção "Miss Sarajevo" inspirado nas imagens do documentário e no concurso de beleza ocorrido na época dos bombardeios.
Alma vivia do outro lado da rua das torres Unis, onde Bill viveu durante sua estadia em Sarajevo.
Ele costumava gravar depoimentos de Alma e seus amigos de infância, com sua câmera portátil.
Alma contou em uma entrevista, que Bill deu pra ela na época uma fita de vídeo com o documentário 'Miss Sarajevo', e que algum tempo se passou antes que ela assistisse pela primeira vez, por causa da falta de eletricidade que durava meses, devido aos ataques.
Bill explicou para ela tudo sobre o filme, sobre o envolvimento do U2, sobre os links via satélite nos shows. Bill deu para ela o CD 'Zooropa', e Alma era uma das pouquíssimas pessoas na cidade que tinham o álbum, mesmo não podendo ouvi-lo. Ela se recorda que pessoas que ela nunca havia visto batiam em sua porta para perguntar se ela poderia emprestar o CD. Todos gostavam do U2 na cidade, não só por causa da sua música, mas porque eles se importaram com tudo o que estava acontecendo ali.

Agora uma coisa muito curiosa: na época, Alma gostava de música rap e da boy band inglesa East 17, e isso aparece no documentário, com ela ouvindo algumas canções dentro de um carro abandonado.
Na letra de "Miss Sarajevo", há um trecho que fala: "Is there a time for first communion. A time for East 17" (Existe um tempo para a primeira comunhão. Um tempo para o East 17).
Então, muito provavelmente, Bono citou o East 17 na letra, como referência ao que Alma gostava de ouvir!
A primeira comunhão, pode também ter sido em cima dos depoimentos de Alma, assim como outras linhas da letra.

U2 Massive Heads: A História

Durante a turnê do álbum do álbum 'Zooropa' do U2, 4 pessoas com cabeças gigantes caracterizando cada integrante do U2, saiam de uma caixa no palco B da banda, lembram?
Eles eram apresentados ao som de Also Sprach Zarathustra, um poema sinfônico composto por Richard Strauss em 1896 baseado no livro Also sprach Zarathustra de Friedrich Nietzsche.
Também tocava o hit "Step On" do Happy Mondays.
Aqueles 4 dançarinos com enormes cabeças de fibra de vidro modelados sobre os membros do U2, ficaram conhecidos por U2 Massive Heads!

Eles foram criados pela companhia de teatro Galway Macnas (especificamente Mac Teo, uma empresa comercial que cresceu fora da Macnas) e em seguida foram recrutados pelo U2 para executar a etapa Europeia da turnê ZooTV durante o verão de 93.
Eles eram usados em 43 shows para incentivar a participação da audiência, antes da banda aparecer no palco. Eles aparentemente causaram uma confusão enorme mesmo entre o público e a mídia, especulado que era a banda real dentro das cabeças de caricatura.
Cada um tinha sua própria marca registrada: Larry tinha um par de baquetas gigantes, Edge uma guitarra, Adam de óculos e um grande cigarro pendurado em seus lábios, e Bono com seus óculos de The Fly.
A turnê levou o Massive Heads (também conhecidos como Massive Heeds) para 17 países, com um público total de 3 milhões de pessoas em quatro meses. À partir daí, eles atuaram em todo o Reino Unido e Irlanda e em São Francisco.
Foram também destaque na abertura da sequência de créditos do Eurovision Song Contest 1994 no The Point em Dublin (muitas vezes esquecidos, porque eles foram ofuscados pela primeira aparição do Riverdance como o ato de intervalo), onde eles foram vistos por 300 milhões de telespectadores ao redor do mundo. Eles também constam na abertura do MTV European Music Awards, em Paris, em novembro de 1995, que foi visto por uma audiência mundial estimada de 600 milhões.
Os fãs do U2 mais atentos lembram deles também no videoclipe de "Sweetest Thing" de 1998.

Chris Evans do TFI Friday do canal 4 assistiu ao videoclipe e solicitou a sua utilização para um episódio do programa. Eles provaram ser tão populares, que ficaram para o resto da série!

domingo, 22 de junho de 2014

Vídeo: os timbres e efeitos de guitarra em "Lemon"

No mais novo vídeo de 12 minutos de duração, do músico e colaborador do blog, Márcio Fernando, que ele disponibilizou em sua página U2 SONGS no Facebook, em parceria com o Sombras e Árvores Altas; ele fala sobre os timbres e efeitos utilizados na canção "Lemon" do U2.
Márcio explica sobre o efeito correto de guitarra utilizado (confirmado por Dallas Schoo em uma entrevista), que faz aquele som "fatiado" que ouvimos na música.
Além disso, o guitarrista mostra seu set de pedais e ensina as configurações corretas para a execução da canção!
No final, Márcio mostra na prática o resultado final!

Confira:

The Edge lamenta sobre a gravação de "Love Rescue Me". Bono discorda

Cheia de desespero e arrependimento, a letra de "Love Rescue Me" é poderosa, poética e atormentada.
Bono estava tendo uma noite agitada de sono, e teve um sonho bizarro sobre Bob Dylan. Ele acordou e, sob a nuvem de uma enorme ressaca, começou a escrever a letra da canção de seu pensamento, lembrando de Dylan cantando em seu sonho, sobre um homem que as pessoas rodeavam como um salvador, mas cuja própria vida estava cada vez mais destruída, e que poderia fazer disso um tiro de salvação à si mesmo.
The Edge falou sobre ter perdido a oportunidade de trabalhar mais na canção: "Eu realmente gosto da música, mas lamento que não conseguimos fazer mais coisas com ela sonoramente. Na época, estávamos explorando o folk e o blues e estas diferentes tradições musicais, e nós não queríamos nos ocupar com isso."
Então Bono respondeu ao comentário de The Edge: "Eu discordo. Eu acho que a faixa é muito sobressalente musicalmente.
Eu estava em Los Angeles e eu acordei com uma ressaca horrível, e as palavras e a melodia surgiram na minha cabeça. Perguntei para Edge se ele já tinha ouvido isso, se seria alguma velha canção. Na verdade, eu pensei que poderia ser uma canção de Bob Dylan. Eu estava saindo para encontrá-lo naquele dia e perguntei-lhe se era dele, e ele disse que não. Mas nós nos sentamos e terminamos a letra juntos."

sábado, 21 de junho de 2014

23 anos depois, o Negativland volta a provocar o U2

Em setembro de 1991, uma banda chamada Negativland lançou um EP pelo selo SST com os caracteres U2 e o nome da banda, parodiando a canção “I Still Haven’t Found What I’m Looking For”, que além do sampler da original do U2, incluia kazoos e um discurso retórico no ar de Casey Kasem, personalidade do rádio, em que ele falava: "esses caras são da Inglaterra, e fazem esta merda?"
A foto da capa trazia o avião-espião Lockheed U-2.
Em menos de dez dias, Paul McGuinness, Island e a Polygram, irritados com toda essa piada, exigiram a retirada deste produto das lojas, por violação de direitos autorais, pois muitos fãs do grupo haviam comprado o disco pensando que fosse o novo álbum do U2, que não havia sido lançado ainda (Achtung Baby).
Como a SST havia se esquecido de licenciar os direitos sobre o disco, eles sofreram um imenso processo. O pequeno selo era especializado em punk e hardcore e havia sido a casa do Hüsker Dü e ficou furioso com o processo e lançou uma campanha "Kill Bono" Porém, quando viram que a coisa havia ficado séria e que perderiam a causa, culparam o grupo, exigindo que a banda ficasse responsável por 50% do prejuízo. Quando um acordo judicial foi tentado, a SST recuou, dizendo que eles estavam fazendo uso da liberdade de expressão e acusando o U2 de serem fascistas.
Chris Blackwell, presidente da Island, ligou para o Negativland dizendo que o U2 retiraria a queixa, mas que ele e a SST teriam que arcar com as custas de todo o processo. Desesperados, um dos integrantes da banda ligou para The Edge pedindo dinheiro emprestado. SST concordou em parar toda a produção relacionada ao single e recolher todas as cópias existentes (estimado em 13.000 cópias) e encaminhá-las à Island Records. SST também concordou em pagar imediatamente à Island/Warner-Chappell U$ 29.292,25 por danos, e adiantamento de futuros pagamentos de aproximadamente U$ 15.000. O acordo também transferiu a propriedade de direitos autorais do single da SST Records para a Island.
O caso acabou custando a carreira da jovem banda. Eles escreveram sobre a experiência em um zine chamado 'The Letter U and the Numeral 2', que Kasem escolheu para pronunciar o nome do U2 sem sofrer processos.
o EP foi retirado e apagado, sendo substituído por outro EP, intitulado Guns (1992).
O EP seria legalmente lançado uma década mais tarde, com material bônus sob o nome de 'These Guys Are from England and Who Gives a Shit' (2001), com o mesmo comentário de Kasem.
Casey Kasem morreu aos 82 anos em 15 de junho, e membros do Negativland, para comemorar o seu legado, anunciaram que irão novamente voltar a mexer no maxi-single com a faixa do U2. Mas em vez de reeditarem o polêmico EP, estão oferecendo para consumo público (e agora, segundo eles, para "reutilização criativa"), o download digital do multi track não mixado do tape master original de estúdio, que ficou arquivado durante 23 anos.
A banda espera que "se consiga novas versões criadas e divulgadas do trabalho", e os fãs são encorajados a postar seus trabalhos no site oficial do Negativland, como um tributo à Kasem. O projeto se chama YOU, TOO - MAKE YOUR OWN.

Em show da turnê Elevation em 2001, o U2 tocou pela última vez um trecho de "Hawkmoon 269"

Em 12 de julho de 2001, o U2 fez um show em Colônia, na Alemanha, pela turnê Elevation.
Durante a performance de "Desire", a banda tocou trechos de duas canções que não estavam sendo tocadas ao vivo pela banda já há tempos: "Running To Stand Still" (que havia sido tocada ao vivo na íntegra pela última vez em 1993 na turnê ZOOTV) e "Hawkmoon 269" (que havia sido tocada na íntegra pela última vez em 1989 na turnê Lovetown).
Esse pequeno snippet de "Hawkmoon 269" na Elevation Tour, foi a última vez que a canção foi lembrada em um show da banda:


Colaboração: Bernardo Cardoso - U2 Frases

Durante a gravação do solo de "Love Is Blindness", Edge pediu para ficar sozinho no estúdio

Bono e Edge em entrevista no ano de 1993, comentaram sobre a canção "Love Is Blindness" do U2, presente no disco 'Achtung Baby', de 1991:
Edge: "Havia esta idéia rondando durante a sessão de gravação, de que a distração de músicos enquanto tocam algo, pode às vezes, especialmente em solos, levar o músico para fora de um caminho previsível, então eles estavam tentando me derrubar e eu não estava gostando deste conceito geral.
Então fiz uma pausa, e mais ou menos, disse-lhes para me deixarem sozinho. Então eu coloquei o solo que acabamos usando, e é um dos meus favoritos."
Bono: "Ela foi escrita para Nina Simone e começamos a tocar uma noite com a banda e gostei, então decidimos colocá-la no álbum. Mas a melhor coisa sobre a gravação é Edge tocando guitarra. Para mim, é como uma oração."

sexta-feira, 20 de junho de 2014

A arte da capa do single de "Stranded (Haiti Mon Amour)"

"Stranded (Haiti Mon Amour)" é uma canção de Jay-Z, Bono, The Edge e Rihanna. É um single de caridade para a campanha 'Hope For Haiti Now' e foi lançado em 23 de janeiro de 2010, após o terremoto que devastou o Haiti.
O emblema e a capa foram criação da AMP VISUAL, a agência que cuida das artes das capas do U2. Eles foram convidados para criarem um emblema para o álbum digital do iTunes 'Hope For Haiti Now'.
Eles começaram com alguns esboços muito rápidos, tentando representar a noção de esperança e ajuda sem se sentirem hipócritas.
A inspiração veio de imagens transmitidas na TV das tristes histórias após o terremoto no Haiti, mas também histórias de alegria, como uma pessoa que saiu de pé, dos escombros de um edifício. Assim, a esperança era um tema recorrente. Isto foi reforçado pela linha da canção "Stranded (Haiti Mon Amour)" - 'Não vamos deixá-lo encalhado' - assim, não vamos esquecê-lo, vamos apoiá-lo.
Os primeiros esboços foram tipográficos e ilustrativos. A imagem de uma mão aberta servindo de apoio debaixo de um coração, foi uma das que surgiram.
Se fossem utilizar a mão debaixo de um coração, o coração tinha facilmente de representar o Haiti.
O Haiti é conhecido pela sua arte, é abundantemente colorido, principalmente figurativo e belamente decorativo, e então a noção do coração multicolorido entrou em jogo.
Eles também queriam ter certeza de que a mão por baixo era algo com empatia. Assim, a mão não poderia ser agressiva, necessário para demonstrar simpatia e compreensão. E assim os dedos são longos e afilados, eles têm uma sensação de movimento suave. A forma curva da mão entre o dedo indicador e o polegar espelha exatamente a forma do coração acima dele.
Os retoques finais para o emblema foram a introdução da dispersão de tinta em toda a superfície, adicionando uma sensação de textura.
E assim, tiveram o ok através de pessoas de Jay-Z e Bono. Emblema aprovado!

Blog U2 Sombras e Árvores Altas

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