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domingo, 31 de agosto de 2014

U2 em L/R: "No Line On The Horizon"

O músico Márcio Fernando (da página U2 SONGS do Facebook), é colaborador e seguidor aqui do blog!

Hoje ele disponibiliza os áudios dos canais separados da faixa-título do disco 'No Line On The Horizon'!

O canal L é mais preenchido, e mais próximo ao que estamos acostumados à ouvir na canção.
A bateria de Larry está ausente em alguns trechos. O teclado neste canal é ouvido durante a faixa toda.
Alguns backing vocais de Edge são melhores ouvidos. Há um revezamento de instrumentos entre o L e o R.

Horizon L


O canal R é muito interessante! Já nos primeiros segundos, nota-se a introdução diferente, e um rápido efeito, além de um som de guitarra ou violão.
A canção segue despida de instrumentos, os sons atmosféricos são bem audíveis. Os teclados estão ausentes. A bateria de Larry soa mais crua e mais destacada, e algumas partes se ouve algo parecido de uma baqueta-escova, mantendo o ritmo.
Parece outra faixa!

Horizon R


Márcio Fernando explica: "Larry faz 2 baterias diferentes. Uma que a gente ouve bem num canal e outra totalmente diferente no outro, Larry ao vivo mistura as 2.
Ao vivo, Larry começa com a bateria do canal L e depois muda pro R.
O som que foi descrito como uma baqueta-escova, nada mais é do que o metrônomo aparecendo, já que eles usam metrônomo com o som de um instrumento de percussão.
Antigamente, os metrônomos tinham um som de COW BELL, era ruim , pois o som era forte e repetitivamente exaustivo, doía o ouvido.
Hoje o U2 usa como metrônomo em estúdio e até ao vivo, como se pode escutar nos IEM's, um 'EGG', ou um SHAKE, e mais uns instrumentos de percussão, tendo como base que eles são como um recipiente de diversas formas, com areia dentro."

sábado, 30 de agosto de 2014

Bono fala sobre a linha de abertura da canção "Stuck In A Moment You Can't Get Out Of"

O título do álbum do U2, 'All That You Can't Leave Behind', sugere uma preocupação em se fazer um balanço das coisas que são mais preciosas na vida. O tema da mortalidade é executada por meio de diversas músicas do disco.
Bono explica: "Mortalidade. Em cada canção. Deveríamos ter chamado o álbum 'Immortal Combat'. Em seus vinte anos, você acha que é imortal. Eu certamente pensei que eu era. Você salta de janelas e você dirige muito rápido, você assume todos os riscos e termina sob seus pés. Mas, certamente, nos seus trinta, eu acho que você acaba tomando consciência da mortalidade. Quando você tem um filho. Eu acho que provavelmente é isso. Há uma sensação de que agora que você está de saída, esta é a entrada".
Há uma qualidade da aceitação filosófica da mortalidade, apesar de tudo. Não há medo da morte nas letras.
Bono: "Não sinto medo no álbum. A linha de abertura de "Stuck In A Moment You Can't Get Out Of" é : 'Eu não tenho medo de nada neste mundo'. Uma canção pop começa com isso, você tem que apoiá-la. Isso foi escrito para um amigo meu que se suicidou, e é uma conversa com ele. Mas é o tipo de declaração de sua própria posição.
Eu me perguntava por que o primeiro verso foi escrito na primeira pessoa? Por que era sobre mim, quando eu estava escrevendo uma canção sobre um companheiro? E eu percebi que era uma defesa, porque me senti tão culpado. A linha de abertura original era 'I'm not afraid of anything in this world/But when I see what it's done to you, then I'm scared.' (Não tenho medo de nada neste mundo/mas quando eu vejo o que ele fez com você, então eu sinto medo).

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

The Black Rider: a peça que inspirou o personagem Mr. Macphisto

No final de janeiro de 1993, Bono e Edge foram à Hamburgo participar de um festival teatral contra o racismo no Teatro Thalia, um período extremamente difícil para os alemães, já que a reunificação tinha acontecido pouco tempo antes e a tensão era evidente.
Após assistirem The Black Rider, em que um personagem chamado Pegleg faz acordo com o Diabo, os dois tiveram a idéia de extrapolar isso.


The Edge, no livro U2 BY U2: Nós assistimos a apresentação do The Black Rider, que era um musical composto pelo Robert Wilson, William Burroughs e Tom Waits. Era baseado em uma história folclórica alemã sobre fazer acordos com o diabo, que era um personagem mefistoleano chamado Pegleg. Então quando Bono começou a pensar no novo personagem, nós pensamos no diabo. Nós imaginamos como ele deveria ser, como ele deveria agir. O Bono fez um discurso durante a coletiva que dizia, ‘Ridicularize o diabo e ele irá fugir de ti. Temer o diabo leva a uma devoção a ele’. Outra inspiração foi um personagem que vimos em Madrid. Madrid é um dos poucos lugares onde você se sente normal mesmo estando na estrada, porque a maioria das pessoas ficam na rua até mais tarde e festejam ainda mais do que você. Nós acabamos uma noite em uma barulhenta boate, já durante as primeiras horas do dia, vendo esse cara passar. Ele provavelmente já tava na casa dos sessenta e vestido de forma impecável, um agradável cavalheiro espanhol, vagabundando em uma boate, ignorando todo mundo, mas meio que acenando para uma platéia imaginária. Isso foi muito extraordinário. Eu não sei até que ponto ele estava sob a ação de drogas psicodélicas ou ele era apenas um artista excêntrico e um farsante, mas nós o observamos por uns bons vinte minutos e nos deu muitas idéias.



Bill Flanagan, em seu livro 'U2 At The End Of The World', também mencionou The Black Rider:

"O diretor Robert Wilson estava em Hamburgo para as filmagens da nova versão de The Black Ride, com o roteiro de William Burroughs e música de Tom Waits.
Bono foi ver o The Black River, no Teatro Thalia, e com todos os esforços para seguir a tradução em alemão dos escritores americanos, o terror da lenda alemã ressurgiu. Na história, um jovem homem deve ser aprovado em um teste de tiro ao alvo para poder se casar com a filha do capitão. O diabo se oferece para ajudar o garoto, lhe dando balas mágicas que ele garantia que iriam atingir qualquer coisa que ele mirasse - exceto por uma bala, que irá atingir o alvo secreto do diabo. O jovem rapaz fez o acordo, e a bala do diabo matou a sua noiva (que negro coração decidiu que o Burroughs deveria adaptar essa história?). O ator Dominique Horwitz interpretou o diabo - chamado Pegleg - como um sorridente, mais parecido com uma performista de um cabaré alemão do que um Mefístoles tradicional. O show acaba com o Pegleg sozinho no palco, com um casaco de linho branco, cantando, como um animador de clube noturno, a sentimental “The Last Rose of Summer”, do Wait.

The Edge fala do surgimento de "Numb" e "Lemon"

O prazo apertado para a gravação do disco 'Zooropa', foi um incentivo para o U2 agir mais por impulso no estúdio.
Um bom exemplo é a contribuição de Edge para o vocal principal de "Numb": "Não sei se em outra sessão de gravação eu teria feito aquele vocal", admite o guitarrista. "Eu poderia ter deixado para Bono isso, e tentar conseguir algo juntamente. A música começou como uma peça de música que não tinha qualquer ideia lírica ou vocal de qualquer tipo. Eu só estava brincando... e tive a idéia deste rap monótono. Foi só uma experiência que funcionou."
Edge explica que a mesma abordagem foi aplicada à "Lemon", que combina duas faixas em uma: "Ela tomou vida como um improvisação durante a parte européia da turnê ZOOTV, e usamos isso como uma rough demo. Não sabíamos para que lado iria, porque tivemos duas abordagens diferentes de vocais em direção à ela, e não sabíamos qual deles seguir. Foi Brian Eno que disse: "por que não tentamos as duas? São ambas boas idéias e não vejo por que você não poder ter o melhor dos dois mundos." Estávamos ainda em fase experimental, então Brian e eu um dia viemos com algumas palavras que nós batemos em alguma forma e fizemos uma espécie de bloco vocal. Eu ainda acho que é uma coisa muito estranha, mas de alguma forma funcionou; os dois tipos conectados, e foi outro daqueles momentos onde você tenta algo e acerta."

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

The Edge está em novo documentário sobre a última turnê de Glen Campbell

The Edge, Paul McCartney e Bruce Springsteen estão entre outras muitas estrelas que aparecem em 'Glen Campbell I'll Be Me', um novo documentário que enfoca a turnê de despedida da lenda da música pop-country depois de ser diagnosticado com Alzheimer avançado em 2011. O filme, que teve sua estréia nos Estados Unidos em abril, no Festival de Cinema de Nashville, está programado para estrear em cinemas na América do Norte em 24 de outubro.
Um novo trailer para o filme mostra Campbell lutando com sua memória e uma visita a um médico que discute o diagnóstico da doença de Alzheimer.
A “Goodbye Tour” de Campbell teve 151 concertos entre 2011 e 2012.
The Edge reflete sobre como Glen foi capaz de agir, apesar de sua doença, dizendo: "O público ainda está lá de alguma forma, e desencadeia a sua capacidade de acessar essa outra parte de seu cérebro, o que é incrível."


Agradecimento: U2 NEWS

Bono descreve rapidamente as faixas de 'POP'

Um dia após o U2 finalizar às pressas o disco 'POP', Bono descreveu rapidamente para a imprensa, o álbum, faixa-a-faixa: "O registro começa como uma festa e depois passa a falar sobre você.
A introdução de "Discotheque" está além, é muito vertiginosa. Então "Do You Feel Loved", que é um pouco grosseira - e "Mofo". Então "If God Will Send His Angels". Essa é um sci-fi evangelho, é o ar, e que leva diretamente para "Staring At The Sun."
"Last Night On Earth" não sabemos o que é. Com "Gone" o registro chega perto do topo. "Miami" é seguida por " The Playboy Mansion", que é um hino para o lixo.
"If You Wear That Velvet Dress", eu não quero falar muito sobre essa música, mas vamos apenas dizer que é assombrada.
Finalmente "Please" e "Wake Up Dead Man". Nós realmente não queríamos chegar ao fim com isso, mas é algo que não há ajuda. É a canção final."

Macphisto é o vocalista das versões demos da canção "Goldeneye"?

A canção tema do filme 'GoldenEye' de 1995, da série de James Bond, foi cantada por Tina Turner e escrita para ela por Bono e The Edge.
As duas versões demo originais cantadas por Bono em fita, foram vazadas na internet. E fãs do U2 comentam sobre a semelhança desta versão, com o jeito de cantar e falar do alter ego de Bono, Mr. Macphisto.

Ele oferece as linhas da letra, com um sotaque falso-inglês deliciosamente assustador, alternando entre melancólico e sinistro, com abundância de falsete para ser desfrutado. É de se apreciar também os tons homoeróticos como ele canta letras escritas a partir de um ponto de vista feminino.

Embora MacPhisto nunca tenha sido formalmente vinculado ao projeto, uma série de fãs têm comentado sobre a semelhança do vocal, a ponto de ter sido amplamente atribuída à ele esta versão não oficial. É certamente uma das faixas mais apreciadas pelos fãs do personagem.

www.canadanne.co.uk/macphisto/offstage.html#goldeneye

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Na turnê ZOOTV, U2 poderia ter utilizado vídeo com Adam Clayton sem roupa durante a canção "With Or Without You"

Na turnê de 'Zooropa', o U2 queria que os shows em estádios europeus, fossem diferentes do que eles tinham feito na América.
Bono tinha a certeza que eles poderiam empurrar os limites da experimentação ainda mais além na Europa, do que nos Estados Unidos. Eles se reuniram em uma sala para assistir um vídeo com cenas que seriam passadas nos enormes telões da ZOOTV durante os shows. Os homens responsáveis por reunirem essas imagens foram Ned O´Hanlon e Maurice Linnane.
Um dos videos que seriam projetados nas telas enquanto o U2 tocasse "With Or Without You”, tinha uma longa e lenta viagem pelas montanhas e vales do corpo pelado de Adam Clayton. “Oh, talvez eu devesse assistir esse vídeo sozinho primeiro”, disse Adam.
“Isso será visto por centenas, Adam.” Bono ri. “Não é hora para modéstia.”
O filme continua. Na tela, um Adam pelado, chamando a atenção, coberto em profundas sombras e luzes vermelhas enquanto a câmera lentamente o filma por completo. A cinematografia é artística, o foco é confuso. É uma tentação ao erro. “Não existe narcisismo nisso”, Bono explica enquanto assiste ao vídeo. “A idéia é erotizar o corpo masculino ao invés do feminino. Você não tem certeza de que corpo é, quando você assiste isso pela primeira vez.”
O filme era uma reação à objeção levantada por Catherine Owens, uma artista amiga da banda, pintora do Trabant, e membro da equipe da turnê, que insistia que a turnê precisava de algum eros masculino para balancear a dançarina do ventre e a garota-escolhida-da-audiência-para-dançar-com-o-Bono. E como sempre, Adam “Corpo Duplo” Clayton foi escolhido para as tomadas.
Quando a banda acaba de assistir o vídeo, Bono comenta que não há nenhum nú frontal.
“Nós podemos arranjar uma aparição particular”, Adam oferece.

Do livro 'U2 At The End Of The World', de Bill Flanagan

Agradecimento pela tradução: Fórum UV Brasil (Ultraviolet Fã Clube)

Steve Lillywhite revela detalhes das gravações de 'October' e fala sobre a dificuldade de Bono em escrever letras no início do U2

Em 1985, Steve Lillywhite em entrevista falou sobre as primeiras gravações que ele fez com o U2, e revela curiosidades sobre a gravação do segundo disco da banda, 'October': "Com a turnê de 'Boy', eles foram crescendo como pessoas, mentalmente eles estavam se tornando conscientes. A cena de Londres é uma próspera cena musical. Tudo estava acontecendo em comparação a Dublin naqueles dias. Então para eles tudo era novo e foi como nascer de muitas maneiras, recebendo lotes de novas idéias juntos. Então era hora de fazer o segundo álbum.
Ninguém estava realmente pensando: "espera, temos que escrever canções". Eles tinham cerca de três semanas para ensaiarem, e eles tinham cerca de dez idéias para faixas. Não tinham nenhuma canção concluída, eram pedaços de música. Então fomos para o estúdio e gravamos estes pedaços musicais, e então Bono estava no microfone cantando com o coração sem qualquer letra, e tudo veio. Ele faria, digamos, cinco fitas vocais e eu me sentava para ouví-las, e todas estavam completamente diferentes. Eu iria passar por cada uma das fitas vocais e fazer uma fita composta, que tinha uma idéia aproximada do que eu pensava que seria uma boa melodia, passando rapidamente entre os faders. Bono iria tirar isso e continuar a escrever as palavras, uma versão melhor do que ele estava cantando. Então ele ia e cantá-la novamente. Bono tem dificuldade em se sentar e realmente escrever palavras. Ele canta tudo o que sai. É um processo muito doloroso para ele. Tenho certeza que ele iria admitir isso. Ele se coloca em muitas dificuldades para sair com o que ele sente ser suas melhores letras.
As gravações de 'October' duraram seis ou sete semanas. Provavelmente uma semana à mais do que levou as gravações de 'Boy'.
A gravadora estava muito mais satisfeita com o segundo disco, e eles pensaram: "sim! É isto!" Confesso que de todos os três álbuns que fiz com eles no começo, este foi provavelmente o menos concentrado. Ele tinha coisas boas, e posteriormente um monte de gente disse, e eu acho que é verdade, que os registros não soam tão bem quanto ao vivo. Quando o U2 faz ao vivo com todos os motores funcionando, não me parece o mesmo som.
Uma das razões para não soar o mesmo, é porque colocamos a carroça antes do cavalo. Eles entrariam em estúdio e nós faríamos o registro, mas ninguém sabia da parte deles, em relação à como seriam os vocais. Todo mundo se saiu muito bem trabalhando no escuro.
Mas o álbum teve apenas um meio-sucesso: a canção "Fire"."

terça-feira, 26 de agosto de 2014

O especial de TV 'U2 On Naked City'

Em edições de aniversário de 20 anos do álbum 'Achtung Baby' do U2, dvd's trouxeram algumas novidades e materiais jamais lançados anteriormente pela banda.
Dentre as novidades, especiais de TV e documentários sobre o álbum e a turnê ZOOTV.
Um destes documentários é 'U2 On Naked City', que foi ao ar em uma TV da Inglaterra em 6 de Agosto de 1993.
Originalmente, com 17 minutos de duração, o especial é sobre a turnê ZOOTV e a relação da banda com a mídia britânica.
Inclui uma mensagem de vídeo exclusiva de Macphisto parafraseando O Livro de Judas de Brendan Kennelly, trechos da performance do U2 no Estadio Vicente Calderon em Madrid com "Until The End Of The World", o video EBN de "Numb", raras imagens em vídeo de Macphisto visitando o Vaticano e fazendo poses no espelho do Hotel Majestic, trechos de shows da turnê, imagens das sessões de foto com Bono e Edge para a Vogue, o telefonema de Macphisto para Alessandra Mussolini em Bolonha, trechos de "Ultraviolet (Light My Way)" provavelmente no show de Turim e Macphisto citando Louis XV e cantando junto com Dubinushka.


Já na versão em DVD, o documentário foi editado, e passou a ter pouco mais de 11 minutos de duração.

Referência ao U2 e ao musical com trilha sonora de Bono e Edge, em episódio de Os Simpsons

"Coming to Homerica" é o 21°, e último episódio da 20ª Temporada de Os Simpsons. Ele foi exibido originalmente no dia 17 de Maio de 2009.
No episódio, a billboard gag (uma piada visual adicionada na sequência de abertura), traz uma brincadeira com referência ao musical 'Spider-Man: Turn Off The Dark', com trilha sonora de Bono e Edge.
Vemos um outdoor, com os dizeres: "Spider-Pig- The Musical - Music by U2 and Alf Clausen", e a imagem do Porco-Aranha com os óculos alaranjados iguais os de Bono!
Alf Clausen é compositor de cinema e televisão. É conhecido por seu trabalho em Os Simpsons, onde ele trabalha como compositor desde 1992.

The Edge fala sobre canção jamais lançada, da trilha de 'A Clockwork Orange'

Após o final da turnê Lovetown do U2, Bono e Edge se lançaram imediatamente em outra tarefa, compondo música score para a adaptação para o teatro de 'A Clockwork Orange', representada pela Royal Shakespeare Company RSC, em Londres. Eles já tinham recebido o convite na primavera de 1989.
A dupla utilizou nas faixas, samplers de Liturgia, Beethoven, Carmina Burana e coisas de coral.
Esta trilha sonora jamais foi lançada comercialmente, e única canção trabalhada para a peça que foi lançada oficialmente foi "Alex Descends Into Hell For A Bottle Of Milk/Korova 1", que foi mixada por Ingmar Kiang. É o Lado B do single do U2 "The Fly".
The Edge relembra uma das canções da trilha: "Nós sampleamos a mesma gravação do Public Enemy, que a Madonna utilizou e teve problemas na canção "Justify My Love". Eu e Bono usamos o mesmo loop, mas a nossa canção nunca foi lançada. Foi muito engraçado, porque estávamos em um táxi em Nova York, começou a tocar "Justify My Love" e nós dois olhamos um para o outro, e dissemos: 'Porra! Alguém conseguiu a fita de 'A Clockwork Orange' e estão tocando na rádio!'
E então ouvimos a voz de Madonna..."

Conheça agora mais sobre este sampler utilizado por Bono e The Edge, e também pela Madonna. E toda a polêmica que se seguiu com "Justify My Love":

"Justify My Love" foi escrita por Lenny Kravitz e co-escrita por Ingrid Chavez e Madonna, e lançada como single em 6 de novembro de 1990. A canção causou polêmica internacional, devido ao vídeo da música, que é sexualmente explícito e até mesmo foi proibido pela MTV na época.
O clipe foi rodado em preto e branco e mostra Madonna caminhando pelos corredores de um hotel carregando uma mala, e em dado momento ela é seduzida e levada a uma jornada de prazer. Cada quarto parece esconder uma tara, um fetiche diferente e Madonna espertamente participa de todas essas fantasias. Há referências a sexo lésbico, bissexualidade, dominação, homossexualidade e sadomasoquismo, mas é tudo mais sugerido do que mostrado.


A canção provocou polêmicas a todos os níveis desde seu lançamento. Em termos de autoria, Lenny acabou sendo processado por uma mulher chamada Ingrid Chavez que afirmava ser co-autora da música. Num acordo, Lenny concordou em dar a ela 25% dos seus direitos autorais desde que Chavez concordasse que ele ficasse como único autor da música. Pouco depois foi a vez do Public Enemy vir a público afirmar que a canção tinha samplers não autorizados de uma música deles. Na época, Madonna deu uma declaração em tom irônico para a MTV dizendo que achava engraçado eles reclamarem de serem sampleados, já que todas as suas músicas eram feitas em cima de samples tirados de músicas do James Brown também sem autorização.

O sampler de Public Enemy, que também foi utilizado por Bono e The Edge na canção não lançada do score de 'A Clockwork Orange', é da instrumental "Security Of The First World":

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

A fita K7 com versões alternativas das gravações do U2 de "Dancing Barefoot" e "Fortunate Son"

Existe uma fita cassete demo do U2, com as sessões de gravações em que os lados b "Dancing Barefoot" (lançada no single de "When Love Comes To Town" em 1989) e "Fortunate Son" (lançada somente em 1992 no single de "Who's Gonna Ride Your Wild Horses") foram registrados, na fase de 'Rattle And Hum'.
Esta raríssima fita possui 10 versões alternativas destas duas músicas utilizadas como b-sides.
O cassete é de referência do departamento de áudio do A&M Studios, para a 'pós-produção' das faixas. Esta fita traz versões exclusivas alternativas das músicas, com instrumentos e elementos de ambas as faixas, aumentadas para revisão executiva, e ela vem com uma capa do estúdio, personalizada.
Este é um verdadeiro e autêntico item colecionável, e um dos ​​mais raros do U2, pois traz as versões das músicas que não foram lançadas comercialmente.
O A&M Studios fica em Los Angeles, e o U2 trabalhou lá no período do disco 'Rattle And Hum'. Foi lá que a banda cortou a canção "Desire".

U2 Dancing Barefoot/Fortunate Son (Alternate Versions) - USA Promo Cassette Album

1. Dancing Barefoot - Mix 5 - Guide Vox Mix
2. Dancing Barefoot - Intro To Mix 6 - Dub Vox Mix
3. Dancing Barefoot - Mix 6 - Overdub Vocal Mix
4. Fortunate Son - Mix 6 - Mix W/Louder Lead Vox & Harmonica
5. Fortunate Son - Edit Piece For End With Later Harmonica Entry
6. Fortunate Son - Edit Piece For Mid 8 With Bono's Guitar In
7. Fortunate Son - Mix 5 - Mix With Lower Lead Vox With Harmonica
8. Dancing Barefoot - Edited Composite Of Mixes
9. 5 & 6 & End Edit Section 2#
10. Fortunate Son - Mix 6 - With Middle 8 Edit & Edge End Guitar Edit

Steve Lillywhite acha "A Day Without Me" do U2 bastante infantil e revela que a gravadora não achava 'Boy' um disco bom

Em 1985, Steve Lillywhite em entrevista falou sobre as primeiras gravações que ele fez com o U2, e revela curiosidades sobre o primeiro disco da banda: "Quando fomos para o estúdio, a primeira coisa que fizemos foi "A Day Without Me", que pensamos que era muito boa então. Mas quando você escuta ela, é provavelmente bastante infantil, mas todos pareciam gostar, então me pediram para fazer o primeiro álbum deles.
Na época, o Windmill Lane não era o estúdio de classe mundial que é hoje. Era o melhor na Irlanda, mas para ser honesto, isso não dizia muito. Assim, para os tipos de coisas técnicas que tivemos, eu acho que ficou muito bom. O álbum foi chamado 'Boy' e o humor de todo mundo sobre ele era infantil. Todos os ruídos bobos em "I Will Follow" na seção do meio, foram feitos por Bono e eu. Eu vou sempre me lembrar disso. Bono estava quebrando garrafas no fundo, e eu tinha um aro de bicicleta de cabeça para baixo, girando as rodas e colocando uma faca entre os raios. Todas as coisas tolas como essa...
Foi uma vibe ótima. Mesmo naquela época, Bono não tinha todas as letras escritas, mesmo para o primeiro álbum.
O primeiro álbum foi o mais fácil para eles tocarem o material ao vivo. Foi o mais ensaiado de todos os álbuns que fiz com eles. Mesmo assim, não foi tão ensaiado como o primeiro álbum de praticamente todos os outros. Lembro-me de que a gravadora não estava achando 'Boy' um disco muito bom, e não estava indo muito bem na Irlanda, mas nos Estados Unidos, onde a banda estava fazendo algumas turnês - "I Will Follow" começou a tocar em algumas rádios, e de repente parecia uma base saudável para iniciar a carreira da banda.

domingo, 24 de agosto de 2014

A Miss Sarajevo fala sobre "Miss Sarajevo"

Quando Inela Nogic tinha 17 anos, ganhou o título de Miss Sarajevo de 1993. No concurso, imagens dela com uma faixa implorando por ajuda ganharam as manchetes. A moça também se transformou em inspiração para a música “Miss Sarajevo”:

“Nunca achei que o U2 fosse cantar uma música sobre mim. Quando assisti ao videoclipe de "Miss Sarajevo" pela primeira vez, tudo retornou — o cerco, o concurso de beleza. Foi a minha mãe quem me inscreveu. Eu tinha 17 anos e era uma menina meio moleque, nunca teria ido por conta própria. A luta naquela época estava acontecendo fazia um ano. Assim como a maior parte da garotada, eu fiquei feliz quando a guerra começou, porque fecharam a escola. Mas achávamos que voltaríamos logo. Em vez disso, os bombardeios só pioraram.
Na noite do concurso, estávamos todos muito animados. Tentávamos fingir que a vida era normal. Isso era muito importante. Durante uma situação assim, você anseia pela normalidade. Não me lembro de quem foi a ideia de levar a faixa, mas tínhamos visto os fotógrafos na plateia e queríamos enviar uma mensagem ao mundo. Nunca imaginamos que ficaria tão famosa. Quando anunciaram que eu tinha vencido, não acreditei. Subi ao palco e havia flores voando pelo ar.
Saí de Sarajevo pouco depois. Casei com um jornalista holandês e fomos para Paris. Teria sido romântico — só que a minha mãe, o meu pai e as minhas irmãs continuavam em Sarajevo. Felizmente, todos sobreviveram.
A primeira vez que Brian Eno me ligou foi em 1996. Não fazia ideia de quem era, mas ele disse que havia escrito uma música sobre mim. Até hoje me emociono quando a escuto. De vez em quando, meus filhos fazem perguntas sobre aquela época, mas estão mais interessados no U2 do que na guerra. Para ser sincera, nunca senti necessidade de falar do assunto com eles.”

Descaracterizando a forma gospel da primeira versão de "The First Time"

"The First Time" é uma canção gospel que o U2 fez rapidamente e a colocou de lado como inapropriada. Brian Eno os surpreendeu dizendo: "eu amei esta canção; ela deve entrar no álbum".
Bono acha que a canção - sobre um filho pródigo que vagueia por uma vida de pecados e então retorna para o perdão de seu pai - parece algo mais para 'Rattle And Hum' do que para este projeto (Zooropa). Mas a banda acredita no instinto de Eno, então eles tentam tocá-la de uma forma dissociada que descaracteriza a forma gospel da outra versão. Bono canta sobre uma amante que o ensina a cantar, um irmão com o qual sempre pode contar e então sobre um pai que "me deu as chaves de seu reino, me deu uma taça de ouro. Ele disse que eu tenho muitas mansões, e há muitas salas para se ver..."
Repentinamente Bono não consegue, ele mesmo, cantar as linhas que ele escreveu sobre retornar à casa de seu pai. Ao invés, ele termina o verso "Eu sai pela porta dos fundos e joguei a chave fora".

Do livro 'U2 At The End Of The World', de Bill Flanagan

Agradecimento pela tradução: Fórum UV Brasil (Ultraviolet Fã Clube)

sábado, 23 de agosto de 2014

A salvação de "Numb"

"Numb", uma faixa com estilo Kraftwerk que o Edge tinha mantido viva desde as sessões de 'Achtung Baby' em Berlim. Bono tinha tentado dar um jeito em "Numb" cantando com uma voz alta de Eartha Kitt, que ele estava acostumado fazer nos backing vocais de "The Fly", mas isso não o levou à lugar algum, ninguém conseguia surgir com uma nova melodia forte o suficiente para carregar a música, e "Numb" quase foi posta de lado novamente.
Então Edge sugeriu que talvez ela não precisasse de uma melodia o tanto quanto ela precisava de um ritmo. Talvez as palavras da música pudessem ser usadas como percussão, como uma conga. Desta forma ele veio com uma lista de ordens ("Não agarre. Não trave. Não tenha esperança em excesso. Não respire. Não alcance. Não tenha pena sem abandonar") e emitia-as em um mono-tom, enquanto Bono com voz de uma senhora gorda e negra pontuava ao fundo e com estas duas abordagens contrárias, juntas, criaram alguma coisa estranha e interessante. Larry veio com uma melodia para uma frase de amarração ("I feel numb") e cantou-a como uma marcação. "Numb" é a primeira gravação do U2 com três diferentes membros da banda cantando diferentes partes. Avaliação de Bono: "Eu não acredito que isto tenha funcionado".

Do livro 'U2 At The End Of The World', de Bill Flanagan

Agradecimento pela tradução: Fórum UV Brasil (Ultraviolet Fã Clube)

The Docker`s Pub

 
Dockers Pub é um antigo pub frequentado pelo U2 em Dublin. Foi fechado em 2004 para reformas.
Havia souvenirs e fotos da banda nas paredes, e era parada obrigatória para os fãs da banda.

Em 1989, Bono foi fotografado por uma fã no local. Ele estava tocando violão com algumas pessoas.

Agradecimento: www.u2tour.de

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Uns e Outros toca canção do U2 em comemoração de 25 anos de carreira da banda

A banda carioca Uns e Outros está completando 25 anos de carreira, e vem apresentando em seus shows um setlist com os clássicos do grupo como "Carta aos Missionários", "Dias Vermelhos", "Dois Gumes" e "Pra Nunca Mais Partir".

No novo disco, retratado em um show, Uns e Outros volta a sua formação original com o retorno do baterista Ronaldo Pereira. Além das músicas do repertório próprio, o conjunto apresenta clássicos do pop-rock nacional e internacional dos anos 80. Entre eles "With Or Without You" do U2, "The One I Love" do REM e "Boys Don’t Cry" do The Cure.
Na apresentação, os cariocas trazem ainda a música autoral inédita "Pra Esquecer de Você", unindo o espírito dos anos 80 sem deixar de lado o bom e velho rock and roll.

A performance de "One" gravada nos ensaios para o início da turnê ZOOTV

A turnê Zoo TV do U2 teve início em Lakeland, Florida, no ano de 1992.
Antes da estréia, a banda fez alguns ensaios gerais e passagens de som privadas.
Em uma destas, a banda gravou uma performance de "One", que foi exibida em uma edição do Top Of The Pops em fevereiro daquele ano.
Repare que eles estão com roupas normais, sem aquele figurino que seria apresentado durante a turnê. Em pequenas telas, a sequência de vídeo com elementos que apareceram no videoclipe da canção, e que foram utilizados na turnê:

Segredos Revelados: a série de canções covers gravadas e lançadas pelo U2 na fase de 'Rattle And Hum' e 'Achtung Baby'

Em janeiro de 1989, o U2 entrou no STS Studios, em Dublin, para gravar uma série de canções covers para utilizar como lados b nos futuros singles programados para aquele ano do álbum 'Rattle And Hum'.
As canções gravadas foram "Dancing Barefoot", "Unchained Melody", "Everlasting Love", "Fortunate Son" e "Paint It Black". Todas foram registradas com o produtor Paul Barret e o assistente Ian Bryan.
Naquela fase, o U2 decidiu começar a incluir diversas gravações de covers em seus singles, pois assim eles não se sentiriam pressionados à lançar diversas faixas originais da banda, que não estivessem finalizadas como queriam.
Com a banda em turnê, eles não tinham tempo para entrar em estúdio e gravar ou terminar qualquer outro material, então quando registraram todas estas covers, se tornou uma solução rápida para o U2.
Três destas covers gravadas, "Dancing Barefoot", "Unchained Melody" e "Everlasting Love"; foram lançadas como os últimos lados b dos singles de 'Rattle And Hum' em 1989. Neste singles, não houve nenhum b side inédito escrito e gravado pelo U2.
Assim, sobraram duas covers registradas ainda nesta fase 'Rattle And Hum', e como não houve espaço ou um novo single para lançar estas canções, a banda arquivou as gravações.
Aí vieram as gravações do novo disco, 'Achtung Baby'. E com as novas canções, surgiram também as sobras de estúdio, as canções não aproveitadas para o disco, e muitos remixes, e assim a banda tinha material inédito para colocar como lado b nos singles.
Depois que 'Achtung Baby' foi lançado, então o U2 voltou ao STS Studios com o produtor Paul Barret, para continuarem trabalhando nas canções que fariam parte dos singles do álbum. Finalizaram b sides inéditos como "Salome", "Where Did It All Go Wrong?" e "Lady With The Spinning Head", mexeram em faixas que não agradavam a banda, como "Who's Gonna Ride Your Wild Horses", e então mais uma nova cover foi gravada: "Satellite Of Love", que foi incluída no lado b do single de "One". Para os backing vocais da canção, convidaram Gavin Friday.
Além destas gravações, a banda utilizou no lado b de "The Fly", uma canção inédita que foi um projeto paralelo de Bono e The Edge para a adaptação teatral de 'Laranja Mecânica': a instrumental e experimental "Alex Descends Into Hell For A Bottle of Milk / Korova 1".
O U2 já havia planejado 4 singles para o disco 'Achtung Baby': "The Fly", "Mysterious Ways", "One" e "Until The End Of The World".
Mas uma reviravolta aconteceu, e "Until The End Of The World" acabou nunca sendo lançada neste formato. O 4° single acabou sendo "Even Better Than The Real Thing".
Mas um 5° e último single para divulgação do álbum foi decidido pela banda para ser lançado, e a canção "Who's Gonna Ride Your Wild Horses" foi o single não planejado.
Nos 4 singles anteriores, o U2 praticamente esgotou seu arsenal de material extra. O que colocar no lado b, além de remixes? Com a banda excursionando com a turnê ZOOTV, não tinham tempo para entrar em estúdio e finalizar novas gravações.
Foi então que novamente utilizaram a rápida solução das covers, e duas sobras da fase 'Rattle And Hum', que tinham sido gravadas em 1989, entraram como b sides de "Who's Gonna Ride Your Wild Horses": as faixas "Fortunate Son" e "Paint It Black"!

NOTA: além de todas as covers citadas na matéria, mais uma canção foi registrada em 1989 no STS, mas só lançada mais de duas décadas depois, na edição de aniversário de 'Achtung Baby': a faixa "Everybody Loves a Winner", com participação de Maria McKee (que também fez vocais em "Fortunate Son").

O trailer oficial da Paramount Pictures, com cenas inéditas de 'Rattle And Hum' do U2

No canal oficial da Paramount Pictures no You Tube, há um trailer oficial longo de 'Rattle And Hum' do U2 (diferente do teaser trailer incluido nas edições em DVD e Blu Ray do filme).

Com 2 minutos e 23 segundos de duração, o trailer longo traz algumas cenas que acabaram sendo cortadas da versão final do filme.
Ele inicia com Bono anunciando em um show do U2, que eles estão gravando um filme-concerto de rock, e a imagem está em preto e branco. A performance que se iniciará é de "I Still Haven't Found What I'm Looking For", que aparece a cores também ao longo do trailer. Esta performance não está no filme, já que a versão que foi inserida é a da igreja no Harlem com o coral.
A cena seguinte com Bono cumprimentando uma pessoa que passa pela rua no Harlem, também não entrou na versão final do filme.
Algumas cenas que se seguem, de Graceland e do U2 gravando "Love Rescue Me" no Sun Studios, também ficaram fora do corte final, mas aparecem no trailer.
Confira:

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Filme Online: U2BROTHR

Mark Baker é um verdadeiro fã de U2. Ele até construiu um 'santuário' para a banda em seu porão.
Depois de ganhar um carro em um concurso realizado na estação de rádio 102.1, a namorada de Mark comprou-lhe uma placa personalizada para o automóvel, que se lê U2BROTHR.
Mark vai aos shows com um capacete espelhado, e a placa pendurada no pescoço.
A paixão de Mark pela banda, e seu sonho de ser puxado para cima no palco durante um concerto do U2, foi o alicerce para o documentário de Michael Corbière, U2 Brothr. Michael é um grande amigo de Mark.
U2BROTHR é imperdível para qualquer fã de U2 e para amigos e familiares de fãs do U2, para que eles "possam entender o nosso amor (e loucura) pelo U2".
Com U2BROTHR, Michael Corbiere capta com precisão exatamente como os fãs do U2 são: a tomada de decisões se deve ou não ir para o próximo show, como se organizar, pensar no que dizer para Bono (ou Larry) quando e se encontrá-los, decidir o local onde assistir uma vez dentro do lugar, e como somos retratados pelos não fãs do U2 (a nossa família e amigos).
É um documentário como nunca antes visto, que retrata experiência de um fã do U2 em concerto da banda, assim como exatamente é. U2BROTHR é um trabalho incrível de Michael Corbière e Mark Baker.
Muitas pessoas próximas da banda, são grandes fãs do filme e apoiaram o projeto, como a equipe da Principle Management de Dublin.
Foi selecionado oficialmente para a edição 2014 do American Online Film Awards Festival.
O cineasta lançou este documentário na íntegra exclusivamente no YouTube.

Um homem. Um capacete. Um sonho.

Este filme é para os amantes de documentários, grandes personagens, histórias inspiradoras e aventuras cheias de esperança.

U2 Brothr é um conto de sonhos, sonhadores e a maior banda do mundo.

Em seu núcleo, U2 Brothr é uma batalha entre os cínicos e os mais velhos entre nós, que farão tudo para tornar seus sonhos realidade.

O Blog U2 Sombras e Árvores Altas traz o documentário na íntegra. Não contém legendas em português:

U2 fez referência ao cineasta John Boorman na canção "Lemon"

Em 1993, Bono escrevia canções para o novo disco do U2, 'Zooropa'. Ele tinha sido incapaz de terminar a letra para uma música chamada "Lemon".
Encarando um grande bloqueio, The Edge e Brian Eno trouxeram à tona uma nova melodia e uma nova letra para a canção, e esta segunda letra falava sobre cineastas.
E nela, havia uma citação ao cineasta inglês radicado na Irlanda, John Boorman, mais precisamente na linha "A man captures colour, a man likes to stare. He turns his money into light to look for her" (Um homem captura cores, um homem gosta de observar. Ele transforma seu dinheiro em luz para procurar por ela).
Boorman uma vez deu emprego como diretor de produção, ao jovem Paul McGuinness (empresário do U2). Boorman costumava falar que ele fez a sua vida "transformando dinheiro em luz".
O filme que McGuinness trabalhou com Boorman foi 'Zardoz', de 1973, com Sean Connery.
Embora seus pais não fossem católicos, John Boorman foi educado pelos salesianos. Seu primeiro emprego foi como tintureiro, e no final da década de 1950 já era jornalista. Depois, começou a cinegrafar documentários para televisão, até ser contratado pela BBC como gerente da unidade de documentários de Bristol.
No início da década de 1970, Boorman chegou a esboçar um projeto para O Senhor dos Anéis, e levou suas idéias ao autor da saga, J. R. R. Tolkien. Os custos da produção, porém, revelaram-se muito altos, e o que pôde ser adquirido foi usado em Excalibur, um antigo sonho de Boorman, lembrado como uma obra mítica, além de uma das mais sinceras versões da lenda do Rei Artur.
Atualmente, Boorman vive em Annamoe, na República da Irlanda, com sua mulher, Christel Kruse.

Bono fala sobre sua inspiração para 'The Joshua Tree'

Assim como sentimentos positivos, parece haver um monte de escuridão em 'The Joshua Tree' do U2.
Bono comentou sobre isso na época de lançamento do disco, e também revelou suas influências para a gravação: "Bem, 1986 foi um verdadeiro paradoxo de um ano. Em 1985, nós tínhamos conseguido algum tipo de pico em nossa vida de música. 'The Unforgettable Fire', que era um tipo de um LP radical, tinha feito muito bem para nós. Nossa turnê pelo mundo estava quase toda esgotada, e ficamos bobos em ver a enorme procura por ingressos.
Então havia coisas como Live Aid. Havia uma razão para eu me sentir muito bem, não só sobre o U2, mas sobre a música rock and roll em geral. Voltar para casa para Dublin em 1986, com tudo aquilo acontecendo à nossa volta, não provou ser tão fácil como eu pensava que poderia ser.
O ano foi difícil por outras razões, com algumas tragédias pessoais, então eu senti que 1986 teve algo de um deserto para mim.
A minha principal inspiração para o registro foi a América, o continente em oposição ao país. Teve um grande efeito em mim e na minha própria vida.
Adoro estar lá, eu amo a América, eu adoro a sensação dos espaços abertos, eu amo os desertos, adoro as serras, eu amo as cidades. Por ter caído no amor com a América nos anos em que lá estivemos em turnê, então tive que lidar com a América e a forma como me afetou, porque a América está a ter esse efeito sobre o mundo no momento. Neste disco, tive que lidar com isso, a nível político, pela primeira vez, no caso, de uma maneira sutil.
Acho que não é minha posição usar o palco como um palanque, então eu tentei este registro para atravessar alguns dos nossos sentimentos, espero que em uma forma mais sutil e inteligente, usando símbolos."
E também, você vê, eu tinha descoberto o blues ao mesmo tempo que descobri a música americana. Ao fazer a sessão de "Silver And Gold" com Keith Richards, ele foi tocar blues para mim, mas não só a música blues. Ele tocou a música country, música pop americana dos anos 50, todas essas influências. Depois foi a minha própria experiência com Patti Smith e Bob Dylan. Quer dizer, sempre houve essa coisa americana. Tão musicalmente bem, tudo o que estava passando."

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Bono fez referência à canção de Patti Smith durante um interlúdio na performance de "Bullet The Blue Sky" na turnê Elevation

Na Elevation Tour do U2 em 2001, Bono em alguns shows incluiu na letra de "Bullet The Blue Sky" um discurso sobre os tiros que o assassino Mark Chapman acertou em John Lennon.
Com essa inserção sobre o assassinato de Lennon, Bono tornou a canção mais poderosa ainda. Ele cantava com ódio, num palco escuro, apenas com à luz de seu farolete apontando para o público.
Uma das linhas cantada por Bono é: "Pull the trigger, the rock 'n' roll nigger. Bigger than Jesus on a bumper sticker."
A palavra "trigger" e a frase "rock'n'roll nigger" Bono utilizou da canção "Rock N Roll Nigger" de Patti Smith.
Na letra ela alerta que "se você quiser viver fora da sociedade, então vai ter que encarar todas as responsabilidades" inerentes ao ato.
Um remix desta canção feito por Flood, foi utilizado na trilha sonora do filme 'Assassinos Por Natureza' de 1994, que conta a história de um casal apaixonado pela violência, que enxergam em assassinatos e grandes repercussões, um prazer incrível.

Em entrevista na década de 80, Bono declarou que seria o fim do U2 como artistas, se fizessem uma turnê que durasse 3 anos

Na turnê do U2 pelos Estados Unidos no ano de 1981, pela primeira vez as pessoas puxaram os integrantes da banda pelos braços para pedir autógrafos, e foi quando Bono declarou que se sentia como uma mercadoria e ficou deprimido com a coisa toda, do que chamou de "gladiadores". Mais tarde, quando a banda tocava ainda em locais fechados e pequenos, Bono disse: "Eu acredito em um show do U2 com público de até 20.000 pessoas."
Na turnê de 'The Joshua Tree' isto começou a mudar, e a banda passou a tocar para um público de 40.000, 50.000 pessoas.
Foi quando Bono deu uma declaração muito curiosa, se analisarmos o U2 nos dias de hoje: "Para fazermos uma turnê que tem duração de três anos, seria o fim de nós como artistas. E para fazer uma pequena turnê, tocando apenas em arenas fechadas, onde nós simplesmente iríamos ignorar as pessoas e fazê-las pagar ingressos de cambistas, eu não gosto disso. Eu mesmo disse do palco: "Não paguem os preços." Mas eles fazem. Eles pagam US $ 100 para ver o U2, e não vale a pena pagar isso pra ver a banda. Então, nessa turnê, nós tentamos encontrar um equilíbrio de tocar em lugares fechados e ao ar livre, por isso os que realmente querem nos ver em lugares fechados tem a chance, e podemos tocar também com outras pessoas. Eu acho que o U2 pode realmente fazer isso. As pessoas inventaram a ideia de "shows de estádio" - e você só pensa nesses grandes dinossauros. Mas Stevie Wonder é um ato de estádio, os Beatles foram, Bob Marley foi."

terça-feira, 19 de agosto de 2014

No telão da turnê Popmart do U2, entre as pinturas de celebridades que tiveram finais trágicos, aparecia Michael Jackson na década de 70

Quando o U2 tocava a canção "Hold Me Thrill Me Kiss Me Kill Me" na Popmart Tour nos anos de 1997 e 1998, quase no final da performance o telão mostrava uma montagem rápida com closes dos rostos de celebridades famosas em pinturas de Andy Warhol.

Eram celebridades que tiveram um fim trágico: Marilyn Monroe, Sid Vicious, Patsy Cline, Dusty Springfield, Judy Garland, Marc Bolan, James Dean, Jimi Hendrix, Phil Lynott, Tupac Shakur, Ian Curtis, Elvis Presley, Janis Joplin, Buddy Holly, Charlie Parker, Lenny Bruce, Bob Marley, John Lennon, Kurt Cobain, Jim Morrison Marvin Gaye e até o personagem fictício Ziggy Stardust, criado por David Bowie.
Agora uma curiosidade: aparecia no telão também entre estas celebridades que tiveram finais trágicos, um Michael Jackson jovem, da década de 70. E naquela época, o cantor ainda estava vivo (Michael morreu aos 50 anos de idade, em 2009).
O U2 provavelmente colocou Michael Jackson entre estas celebridades, e com sua silhueta da década de 70, devido à série de polêmicas e reviravoltas na carreira dele após aquela década.
As mudanças físicas de Michael Jackson entraram em evidência, e ganharam uma dimensão tão grande quanto o sucesso adquirido por ele, especialmente durante os anos 80, que alterou suas feições, através de cirurgias plásticas, além de modificar radicalmente a cor da pele.
No final dos anos 90, graças à globalização das mídias, um escândalo repercutiu no mundo: Michael Jackson estava sendo acusado, pela imprensa falada e escrita, de abuso sexual de crianças.
Entre o final dos anos 1990 e início dos 2000, Jackson tornou-se cada vez mais recluso e distante da rotina de shows e gravações, sendo retratado pela mídia como um astro pop excêntrico, que saía para fazer compras disfarçado ou que obrigava os filhos a andarem nas ruas mascarados.

Ideia do U2 era exibir uma única vez, a versão do videoclipe de "One" com a banda vestida de drags

1992: Paul McGuinness produz a primeira cópia VHS de reformulação do novo single do U2, "One".
O primeiro videoclipe de "One" tinha os membros do U2 vestidos de drags. Esta primeira versão foi feita pelo fotógrafo Anton Corbijn em Berlin.
"A banda estava vestida de drags e ninguém gostou quando foi terminado", explicou McGuinness. "Mas isso não será descartado totalmente, ou ter um destino Neil Jordan", ele brincou, referindo-se ao videoclipe enterrado de Jordan para "Red Hill Mining Town" de 'The Joshua Tree', que foi descartado depois de gravado, e que só foi lançado 20 anos depois.
"Este de "One" será mostrado. Nós vamos exibi-lo uma única vez e vamos dar muitos avisos para que as pessoas possam gravá-lo, mas não será distribuído para rotação."
A segunda versão (de Mark Pellington) usou imagens do artista de Nova York, David Wojnarowicz, de búfalos americanos que atravessam a tela em câmera lenta, eventualmente congelando em uma imagem deles caindo de um penhasco, uma imagem que "se conecta com a sua percepção de crise da AIDS".
Novamente, esta segunda versão não rendeu um bom material promocional. Foi então que um terceiro videoclipe foi produzido, com o objetivo de agradar à audiência. Deu certo!

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

A versão remix de "Children Of The Revolution" com Bono, que aparece no filme 'Moulin Rouge'

No ano de 2001, Bono gravou um cover da banda T-Rex para a trilha sonora do filme do diretor Baz Luhrman, chamado 'Moulin Rouge'.
Após o convite de Luhrmann, o vocalista do U2 se juntou com dois de seus conterrâneos, Gavin Friday e Maurice Seezer; para fazer uma versão de "Children Of The Revolution". Além dos vocais, Bono produziu, fez os arranjos e tocou guitarra na canção.
A versão da música que toca no filme é um remix, diferente da versão original da trilha sonora. Esse remix nunca foi lançado oficialmente.
Gavin Friday em entrevista disse que uma das mixagens da canção é conhecida como "Bohemian", e a outra de "Hermaphrodite".
A versão remix inédita, que aparece rapidamente em uma cena, é a melodia tema do 'Bohemians' no filme.

O Blog U2 Sombras e Árvores Altas disponibiliza o trecho do filme com o remix ao fundo:

Detalhes que comprovam o playback de "Invisible" na apresentação no Tonight Show

O músico Márcio Fernando (da página U2 SONGS do Facebook), é colaborador e seguidor aqui do blog!

Em fevereiro deste ano, Jimmy Fallon estreou como novo apresentador do Tonight Show na NBC, e o U2 foi a primeira atração musical da nova fase do programa.
Assim, o U2 na torre de observação no topo do edifício NBC 30 Rock, realizou uma performance ao vivo da nova canção "Invisible", que contou com uma percussão extra da banda marcial da Universidade de Rutgers.
A performance de "Invisible" no Top Of The Rock foi exibida logo na abertura do Tonight Show.

Prestando muita atenção, se chega à conclusão que o vocal de Bono foi feito ao vivo. O restante é playback, e Márcio Fernando observou alguns detalhes na performance, que comprovam isso:

"Tonight Show, com Jimmy Fallon, NY. U2 apresenta sua nova música, "Invisible", numa versão ao vivo. Ao vivo? Não totalmente! Foi um playback!
Madonna costuma tocar suas músicas com o famoso playback, e agora o empresário do U2 e o da Madonna é a mesma pessoa (sim, sarcástico!). Alguma relação ou razão para o U2 fazer isso?
Bom, ao vivo ali só tem a voz do Bono.
O Edge faz uns riffs de guitarra na versão original, como se fosse um dedilhado. Tiraram esse riff e os xilofones que fizeram essa parte na gravação.
A bandinha marcial foi só visual, tem microfones ligados ali, mas não se ouve nada de diferente no playback da música."

Algumas provas deste playback:

0:37 – Larry erra a batida e não sai o som que ele toca, mas sim o que está gravado.

3:03 – Na hora do solo, Edge erra o solo, avança uma casa a mais, mas o erro não aparece. Somente ouvimos o solo normal, como se nada tivesse acontecido.

3:13 – Larry faz a paradinha da música e não toca no prato, mas o som sai mesmo assim.

domingo, 17 de agosto de 2014

Os segredos da regravação de "Children Of Revolution" com Bono

No ano de 2001, Bono gravou um cover da banda T-Rex para a trilha sonora do filme do diretor Baz Luhrman, chamado 'Moulin Rouge'.
Após o convite de Luhrmann, o vocalista do U2 se juntou com dois de seus conterrâneos, Gavin Friday e Maurice Seezer; para fazer uma versão de "Children Of The Revolution". Além dos vocais, Bono produziu, fez os arranjos e tocou guitarra na canção.
Gravin Friday comentou sobre a gravação: "Nós somos um, mas não somos o mesmo. Então Bono assumiu o papel de Bolan e eu assumi o papel de Flo & Eddie (backing vocais na original), a pedido do diretor. As gravações aconteceram de forma muito livre. Nós divertimos, foi um caos, houve jams loucas, e muita sinceridade."
A versão da música que toca no filme é um remix, diferente da versão original da trilha sonora. Esse remix nunca foi lançado oficialmente. Essas duas versões da faixa foram mixadas por 'Biffco' (que trabalhou também com o U2 neste mesmo ano). Gavin completou: "Elas foram gravadas em nosso próprio estúdio, e 'Biffco' fez a mixagem no Windmill Lane."
Sobre estas duas versões, Gavin disse: "existem duas mixagens: a "Boêmia" (é a melodia tema do 'Bohemians' no filme) e a "Hermafrodita", que é uma bolsa gay feita por uma banda de heavy metal. Existem alguns vocais histericamente altos que vão chatear os cães da vizinhança e algumas outras surpresas que vou deixar que vocês descubram por si mesmos."
A gravação aconteceu um pouco antes do U2 voar para Miami para dar início à turnê Elevation.

sábado, 16 de agosto de 2014

A história por trás de "Mysterious Ways"

Há uma sensação em todo o 'Achtung Baby', de que há um sentimento que todo o homem é apenas um observador horrorizado no banquete do amor. Que a mulher é o ser superior. Que tudo que ela tem que fazer é estalar os dedos – ou bater o chicote – e ele obedecerá.
Imagens de dominação e submissão são abundantes. Elas estão em "Zoo Station", "One", "Who’s Gonna Ride Your Wild Horses", "So Cruel" e "The Fly", com o narrador humilhando-se diante da mulher por quem ele está obcecado, rastejando sobre suas mãos e joelhos, obedecendo até suas mais caprichosas injunções e caindo aos pés dela em uma mostra abjeta de adoração.
"Mysterious Ways" continua na mesma veia, com o celebrado verso “If you want to kiss the sky/better learn how to kneel...(on your knees boy!)”
“É uma música sobre um homem vivendo com pouco ou nenhum romance”, Bono diz. “É uma canção sobre mulheres – ou sobre uma mulher – mas está endereçada a ele”- Bono fala um pouco sobre a teologia e sobre El Shadi – “o terceiro e menos usado nome de Deus na Bíblia, que se traduz como “De peito“, eu sempre achei que o espírito é uma coisa feminina”, ele diz.
"Mysterious Ways" não é sobre uma mulher particular. É sobre mulheres em geral, e a maneira como elas chegam - e muitas vezes dominam o homem. “Ali sempre diz: ‘Pelo amor de Deus, você vai me deixar de fora desse pedestal?”, Bono ri. “Às vezes eu tendo a idealizar as mulheres. É tão fácil cair na armadilha de separá-las em anjos e demônios por causa do drama. Mas não há de nenhuma maneira, qualquer coisa anti-mulheres envolvida. Nossas músicas não são politicamente corretas. Elas são escritas do ponto de vista de um homem. Ele está lutando com coisas diferentes, há um clarão de raiva e mágoa, aqui e ali. Mas eu não acho que as mulheres se saem mal”.
"Mysterious Ways" é uma das mais alto-astral e otimistas faixa do álbum. Começava com um riff de baixo. Adam dando o pontapé inicial e Larry que estabelece uma dança devidamente funky, com ritmo .... então eles batem na parede. “Um monte de ideais diferentes foram tentadas”, diz Flood. Eles acidentalmente se desviaram de "One" e então voltaram para "Mysterious Ways".
Daniel Lanois foi para o estúdio em Berlin numa manhã cedo para testar algumas idéias antes de a banda terminar. Ele não gostou do que estava ouvindo e estava ficando cada vez mais frustrado; então quando Bono chegou e começou a cantar, ele parecia estar empurrando a música na direção totalmente oposta. Em um escuro e tenso período para a banda, esse era o ponto mais baixo. Lanois e Bono argumentaram solidamente por umas duas horas – um amargo, intenso argumento.
“Essa é a razão pela qual eu amo tanto Danny”, Bono ri agora. “Ele cuida da gravação que ele está fazendo tanto ou mais que qualquer banda ou artista com o qual está trabalhando”.
Mas não foi engraçado na época. Joe O’ Herlihy relembra como um confronto brutal e hematomas.
“Eu realmente achava que eles estavam partindo pra briga”, Flood adiciona. “Mas eu acho que era apenas o resultado do fato de que essa foi uma gravação muito difícil de se fazer. Entrando nisso que todos sabiam que não queríamos. Era como, você sabe o que quer pôr pra fora - mas você não tem certeza do lugar onde quer ir.
“É preciso uma série de erros, aprendizagem, dois passos à frente, três passos de lado para realmente chegar lá”, ele conclui.

AGRADECIMENTO: ROSA - U2 MOFO

Em carta, Bono elogia premier da Itália

Bono escreveu uma carta agradecendo o primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, pelo trabalho feito no país.
Na mensagem, o músico afirmou estar feliz que o premier tenha investido na “grande criatividade dos italianos” e o parabenizou pela sua “visão de futuro que inclui a todos”.
Bono concluiu o recado demonstrando orgulho por ver que sua “nação preferida” finalmente tem a “liderança que merece”.
Matteo Renzi assumiu o governo da Itália em fevereiro de 2014 e, desde então, vem tentando implantar uma ambiciosa agenda de reformas, conquistando grande aprovação popular.

(ANSA - Agência Italiana de Notícias)

Blog U2 Sombras e Árvores Altas

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