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segunda-feira, 31 de julho de 2017

Morre Sam Shepard, aclamado diretor, dramaturgo e ator norte-americano que foi uma das inspirações para 'The Joshua Tree' do U2


O diretor, dramaturgo e ator Sam Shepard morreu aos 73 anos. De acordo com informações da BroadwayWorld, o artista tinha esclerose lateral amiotrófica. A morte aconteceu no último domingo, 30, na casa dele, no estado norte-americano de Kentucky.

Ele foi indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante pelo papel em Os Eleitos - Onde o Futuro Começa (1983), além de ter escrito 44 peças de teatro e diversos livros. Em 1979, Shepard recebeu o prêmio Pulitzer de Teatro pela peça Buried Child.
O artista passou a integrar a Academia de Artes e Letras Norte-Americana em 1986. Ele já era um nome reconhecido no teatro quando começou a aparecer em filmes e ganhou o primeiro papel de destaque em Cinzas no Paraíso (1978), de Terrence Malick. Ainda que nunca tenha deixado de lado o amor pelos palcos, Shepard construiu uma carreira cinematográfica consistente ao atuar em longas como Ressurreição (1980), Presente de Grego (1987) e Flores de Aço (1989).
Nos últimos anos, ele fez uma série de participações em filmes e séries.
Shepard foi uma das inspirações de Bono para o disco 'The Joshua Tree' do U2: "Eu estava ouvindo blues e mergulhado nos escritores americanos, dos escritores nativos americanos aos escritores negros como James Baldwin, Ralph Ellison, e poetas e dramaturgos como Tennessee Williams, Langston Hughes, Allen Ginsberg e Charles Bulowski. Eu adorava as peças de Sam Shepard, seu livro de pequenas histórias Motel Chronicles (Crônicas de Motéis), e não pude tirar da cabeça algumas daquelas imagens de 'Paris,Texas'."
Sempre houve algumas teorias sobre o título de "Hawkmoon 269" do U2, de 'Rattle And Hum'. Uma delas de que "Hawkmoon 269" seria uma referência à um dos autores preferidos de Bono, Sam Shepard. Dois livros escritos por ele: um de prosa, poesia e monólogos chamado 'Hawk Moon'. Outro, seu livro 'Crônicas de Motel' que foi escrito após Hawk Moon, é provavelmente responsável para o "269" (número do quarto de motel), parte do título da canção.
Em 2004, Bono e The Edge compuseram uma canção para o longa “Don’t Come Knocking”, do cineasta alemão Wim Wenders. O filme traz no elenco Sam Shepard e Jéssica Lange.
Shepard trabalhou também em 'Brothers', filme que traz duas canções do U2 em sua trilha sonora.

The Edge fala sobre o J 33-3 na capa de 'All That You Can't Leave Behind'


A foto da capa de 'All That You Can't Leave Behind' de 2000, foi tirada no Aeroporto Charles de Gaulle na França, e a banda pediu para o designer oficial da banda alterar o que estava escrito originalmente no painel eletrônico do saguão. E então o letreiro foi modificado para J 33-3->

The Edge falou sobre em entrevista: "É uma referência obscura ao evangelho de João. E não somos pessoas muito religiosas, mas somos crentes. E nós acreditamos em Deus, mas achamos muito desconfortável ver no que a religião transformou Deus em. E essa referência é para o evangelho de João. John era um sonhador. E eu não estou falando de John Lennon, mas o cara que escreveu o evangelho de João e que escreveu Apocalipse, uma espécie de poeta louco. Nós citamos isso a partir dele, porque isso é mais a forma como vemos o mundo e você é tipo um fundamentalista - aquele tipo de pessoas que pedem através de adesivos em seu carro, paz e boa vontade para toda a humanidade, enquanto eles carregam uma espingarda de cano duplo na parte de trás do carro para quem discorda deles."

Só que, Edge..... não existe 33:3 no evangelho de João!

O significado real: Jeremias versículo 3 do capítulo 33 da Bíblia: "Invoca-me, e Eu te responderei e te revelarei coisas grandes e misteriosas, que não conheces".

Bono demonstra sincera gratidão ao seu irmão Norman em show do U2 na Holanda pela 'The Joshua Tree Tour 2017'


O U2 realizou dois shows em Amsterdã, Holanda, pela 'The Joshua Tree Tour 2017'. Na primeira noite, antes da performance de "Bad", Bono demonstrou uma sincera gratidão ao seu irmão, com as palavras:

"Meu irmão Norman está aqui esta noite. Ele não só me deu a minha primeira aula de guitarra, como ele me apresentou à 'Hunky Dory' de David Bowie, que eu pensei que era uma dupla! Nenhum de nós na banda são homens feitos por si mesmos. Devemos nossas vidas um ao outro, aos membros da família... aos membros da família que colocam as mãos nos bolsos, amigos que nos mantiveram fora de problemas, parceiros que nos salvaram de nós mesmos. E, claro, nós devemos essa vida a vocês."

'Hunky Dory' é o quarto álbum de estúdio de David Bowie, gravado no verão de 1971 e lançado em dezembro do mesmo ano. 'Hunky Dory' foi descrito por Stephen Thomas Erlewine, da Allmusic, como tendo "um arranjo caleidoscópico de estilos pop, unidos somente pelo senso de visão de Bowie: uma vasta mistura cinemática de artes altas e baixas, sexualidade ambígua, cafonice e classe".
Foi a primeira produção com a participação de todos os membros da banda que se tornaria conhecida no ano seguinte como Ziggy Stardust's Spiders From Mars.

Juliana Sarda fala sobre estar no palco com o U2 em show em Paris pela 'The Joshua Tree Tour 2017'


Paris, 26 de Julho de 2017, foi o dia em que Bono assistiu ao show da pernambucana Juliana Sarda no palco do U2 em show da 'The Joshua Tree Tour 2017'. Talvez um dia ele esqueça esse momento, mas ela e milhares de fãs do U2 pelo mundo jamais esquecerão.
Já é de praxe em um momento do show onde Bono puxa alguma fã da platéia e dança com ela, mas não é nada comum que a tal fã roube a cena, no melhor dos sentidos, ficando tão à vontade entre seus ídolos, confiante diante de milhares de pessoas desejosas de estarem no lugar dela, dançando com Bono como se fosse rotina, sendo elegante, sensual e incrivelmente natural.

Ju Sarda não vai ficar na memória deste dia somente por ser linda, mas por ter sido a garotinha de 10 anos que em 1991 gravou em fitas k-7 o que tocava nas rádio para seu irmão em coma devido a um atropelamento. Sem saber, as maiorias das músicas eram de 'Achtung Baby' do U2 e, a partir do que ouvia, o U2 passou a ser uma grande paixão pra ela. Daí em diante o consumo de U2 se dava de todas as maneiras. A menina foi crescendo, trabalhando e o dinheiro era investido em shows, CD´s, DVD´s e tudo o mais que se referisse ao U2, inclusive tatuagens.

São 8 ao todo, 4 referentes a banda, sendo uma delas desenhada por ninguém mais ninguém menos que seu "parceiro de palco". Dos 3 encontros de Ju com Bono, um rendeu uma camisa autografada e outro, mais recente (maio de 2017), a tal tatuagem "feita" por Bono, onde ele escreveu o nome e desenhou um trevo, símbolo da Irlanda. Diante disso tudo só faltava uma coisa: subir ao palco. E ela subiu majestosa. Mas humilde que é, tem certeza que pra Bono não foi nada especial, já que é muito comum pra banda esse momento com fãs, mas com certeza ele captou a confiança e a alegria dela por estar ali.
Quanto a ela, bem, saibam com suas próprias palavras: "A ficha ainda não caiu. Lembro que acordei no dia e disse a mim mesma – hoje eu vou subir. Parecia que alguém estava falando isso o tempo todo na minha cabeça, nunca tinha tido tanta certeza. Quando vi que o Bono me olhou algumas vezes do palco, o coração bateu forte e essa certeza só aumentava. A música começou e vi que ele apontou pra mim, mas não me chamou... Parecia que dizia – se prepara que é você. Depois ele veio de novo me olhou nos olhos e me chamou. Quando coloquei os pés no palco eu só ouvia – seu sonho está se realizando, divirta-se – E foi isso que eu fiz."
E fez bem feito, fez bonito levando muita gente a se emocionar e se motivar a ter confiança e persistência para realizar seus próprios sonhos.



Do blog da Revista MENSCH

domingo, 30 de julho de 2017

U2 está gravando um videoclipe para a nova canção "You're The Best Thing About Me" em shows em Amsterdã pela 'The Joshua Tree Tour 2017'


Já se sabe que no nighclub Westerunie que está no coração da Westergasfabriek em Amsterdã, Holanda, o U2 gravou dias atrás um videoclipe em frente de uma pequena platéia de convidados (entre 150 e 300 pessoas), de uma nova canção chamada "The Blackout", possivelmente escrita "The Black Out".
Após a gravação do vídeo para o novo single do álbum 'Songs Of Experience' que será lançado no final do ano, Bono disse: "Vamos ter que convencer a Island Records a deixar vocês ouvirem uma das novas músicas do álbum". Após essa permissão ter sido dada, uma segunda canção inédita foi tocada no sistema de som do local, a gravação original que têm o título de "Lights To Home" ou "The Lights Of Home". Um outro título para ela seria "The Lights Go Out".
Era esperado que esta gravação Westerunie fosse para a canção "You're The Best Thing About Me", mas ela não foi tocada.

No show na Amsterdam Arena pela 'The Joshua Tree Tour 2017', os fãs foram informados ao chegarem no local, que a banda estará gravando imagens para o videoclipe de "Best Thing", o título encurtado de "You're The Best Thing About Me"! As informações são do twitter do site atu2!
A equipe de filmagem da banda colocou esta placa do lado de fora:


A foto abaixo mostra uma garota na fila, vestida com uma jaqueta bege, trazendo uma frase nas costas referente a letra da música, e dá pra ver no lado esquerdo uma câmera acompanhando ela.

Essa mesma garota foi chamada por Bono no palco durante a performance de "Mysterious Ways" no show de ontem! Ela deve ser então a protagonista do videoclipe. Vale lembrar que a canção é sempre reservada para a segunda noite dos shows em pares na mesma cidade, mas neste show ela foi tocada já no primeiro.
Bono ficou de joelhos no palco, filmando a garota enquanto ela dançava.



Assim, "Mysterious Ways" deve ser tocada novamente hoje, com a garota novamente no palco, para imagens serem registradas para "You're The Best Thing About Me"!



O site U2 Songs mostra uma foto tirada no show de sábado, fora do estádio, onde pequenos stencils pintados começaram a aparecer em torno do local, escrito "The Best Things Are Easy to Destroy" com um coração partido acima das palavras. O mesmo que foi visto na jaqueta da garota.

Há relatos de que algumas filmagens ocorreram quando o público começou a chegar para o show no sábado à noite nos mesmos locais desses stencils pintados. Foram feitas filmagens da garota na fila para entrar no estádio.
Houve relatos de filmagens adicionais ocorrendo durante o show, como alguns feitos nas arquibancadas na seção 119 do estádio. A garota nessa filmagem era diferente da menina que mais tarde apareceu no palco e seu letreiro dizia: "I can see what you can’t see".
A garota que subiu ao palco era contratada da banda, foi tirada da multidão e carregada para o palco "estilo noiva" e tudo foi arranjado. Ao final da performance, ela não voltou para o meio do público. Foi escoltada para fora do local.

sábado, 29 de julho de 2017

"Cigarro, e eu perdi a capacidade de voar como cantor"


Bono, em entrevista para a Hot Press:

"É burrice fumar, o cigarro realmente mudou a minha voz, e eu perdi aquela voz mais potente, e eu perdi a capacidade de voar como cantor. Eu tive um monte de complicações com a minha voz. O médico me disse que eu não podia fumar.
Depois de parar de fumar, em uma noite longa, eu encontrei minha mão vagando na bolsa de alguém enquanto eu estava conversando. Eu não tinha ideia de que minha mão estava indo para a bolsa de outra pessoa. E, com alguma destreza, eu peguei um cigarro.
Fiquei espantado, porque acendi o cigarro, antes que eu percebesse."

U2 grava o primeiro videoclipe para o álbum 'Songs Of Experience'


Dias atrás, fãs foram convidados através do U2.COM à participarem de uma gravação de um material do U2 em Amsterdã. A banda fará dois shows pela 'The Joshua Tree Tour 2017' na Amsterdam Arena.
Ontem, no rústico nighclub Westerunie que está no coração da Westergasfabriek, a banda gravou um videoclipe em frente de uma pequena platéia de convidados (entre 150 e 300 pessoas), incluindo Gavin Friday e alguns fãs sortudos que responderam ao pedido do U2.COM e também à anúncios de meios de comunicação da Holanda.
Os participantes se reuniram inicialmente em outro edifício no mesmo complexo, o Gashouder, onde foram informados sobre o propósito da noite. Eles foram então levados para o prédio menor, Westerunie.
O videoclipe é para o próximo single do U2, o primeiro para o álbum 'Songs Of Experience'. Vários participantes anônimos confirmaram que a canção é intitulada "The Blackout", possivelmente escrita "The Black Out", que traz em sua letra a linha "when the lights go out". O U2 tocou ela junto ao público por 5 vezes, também com alguns vocais pré-gravados. Ela deve ser lançada como single no início de setembro, em tempo da terceira perna da 'The Joshua Tree Tour 2017'.
O público decorou o refrão cativante rapidamente, e no quarto take, Bono perguntou brincando se já tinha vazado na "interwebs". Ele deixou a platéia cantar no quinto take. Ela traz uma introdução com distorções, nos moldes de "Zoo Station" ou "Magnificent". Traz também um interlúdio lento que, em seguida, irrompe de volta para o refrão, como acontece em "Elevation" na parte "love, lift me up out of these blues".
Edge teve que afinar sua guitarra para o terceiro take da canção, e para passar o tempo, Bono contou algumas piadas.
Após o novo single, que foi o planejado para a noite, Bono disse: "Vamos ter que convencer a Island Records a deixar vocês ouvirem uma das novas músicas do álbum". Após essa permissão ter sido dada, uma segunda canção inédita foi tocada no sistema de som do local, a gravação original que têm o título de "Lights To Home" ou "The Lights Of Home". Um outro título para ela seria "The Lights Go Out", com letras como "when the lights went down" e "the lights go out".
Era esperado que a gravação seria para a canção "You're The Best Thing About Me", mas ela não foi tocada.

Informações: U2 Gigs - Atu2.com

sexta-feira, 28 de julho de 2017

"Nós no palco aos 60 anos de idade. Vire-se e lá está Larry Mullen, aparentando ainda 14 anos de idade"


Há uma década atrás, na Hot Press, foi perguntado para Bono se em sua mente, ele via o U2 com os mesmos quatro caras, no palco, aos 60 anos de idade. Ele respondeu:

"Oh meu Deus. Um pensamento aterrorizante. Lá em pé, com traços profundos. Vire-se e lá está Larry Mullen, ainda aparentando 14 anos de idade. Muito do que está acontecendo, é que as pessoas estão olhando para um conjunto de relacionamentos que têm durado mais do que a maioria dos casamentos, e a maioria das relações comerciais. E a amizade é, depois de vários anos, uma coisa desafiadora. Cada dia que é adicionada a um relacionamento, se torna mais forte e mais corajosa. Há um ensaio de Jean Cocteau sobre a amizade onde ele sugere que a amizade é maior do que o amor, embora menos apaixonado, e certamente menos romântico, mas tem em sua própria ordem uma força que as relações mais apaixonadas não têm. É uma coisa muito poderosa. Ambos sabemos que, se há um dos U2 na sala, ou dois de nós na sala, ou três, temos o nosso peso individual. Mas quando há quatro de nós na sala, muda as moléculas um pouco. Essa é a gangue."

Na mesma entrevista, foi perguntado para Bono como a banda se sentiu quando "Beautiful Day" foi utilizada para divulgação da Premiership, e ele revelou:

"Eu apenas pensei: essa foi a negociação mais fácil que alguém já teve que fazer com Larry! Larry Polices, essa é a palavra operativa, o uso de nossas músicas em filmes e televisão, é o departamento dele."

U2 cantando ACDC na Austrália


Uma sugestão de postagem do fã e colaborador Bernardo Cardoso! U2 cantando ACDC? É isso que aconteceu por três vezes, quando a banda tocou na Austrália por duas vezes em 2006 pela Vertigo Tour, e uma em 2010 pela 360°.
A homenagem ao ACDC, formada na Austrália em 1973, veio através de Bono cantando um trecho de "Highway To Hell", com direito à falsete, em homenagem à Bon Scott e Brian Johnson!

Confira uma destas performances abaixo, com o snippet em "Vertigo"! A gravação é pro-shot:

quinta-feira, 27 de julho de 2017

"Ele é quem começou a banda, e ele é quem inicia os shows agora"


O Instagram do U2 disponibiliza um pequeno vídeo em reconhecimento à Larry Mullen Jnr, que foi quem juntou o U2, e agora é quem dá os primeiros passos pelo palco da 'The Joshua Tree Tour 2017' para iniciar os shows!

"He started the band and he starts the show"

Uma publicação compartilhada por U2 Official (@u2) em




Quando Bono teve que enfrentar momentos em que ele se sentiu perto de sucumbir emocionalmente


No ano de 2001, durante a turnê 'Elevation' do U2, Bono teve que enfrentar momentos em que ele se sentiu perto de sucumbir emocionalmente. Ele mesmo conta:

"Nós estávamos em turnê no Reino Unido e eu estava pegando um pequeno avião após cada show - saia do palco, direto para Dublin, até a cabeceira da cama do meu pai no hospital, e para um completo silêncio, com a multidão do show ainda zumbindo nos meus ouvidos.
Estes foram períodos muito difíceis para ele e eu queria estar lá. O meu irmão Norman me dava um apoio incrível, e eu me lembrei que ele era mesmo o meu irmão mais velho. Ele estava no controle, sabia o que fazer, e eu era seu passageiro. Mas eu fiz os turnos da noite. E também alguns dos irmãos do meu pai e esta família chamada Lloyds, com os quais ele morava. Foi muito bizarro.
Eu estava desapontado pela maneira que eu não poderia ter as conversas com ele que eu gostaria de ter. Ele estava muito doente. Ele tinha a doença de Parkinson, então ele estava sussurrando a maior parte do tempo. Ocasionalmente, tão claro como um sino, ele saia disto. Eu me lembro das enfermeiras dizendo: "Grande, Bob. Visitas, Bob. Ele dizia: "Sim, ótimo, ótimo quando eles vão embora". Toda a sua energia foi direcionada para o humor. Foi assim que ele manteve a sua dignidade. Minha única oração era que ele mantivesse sua dignidade. Ele era um homem muito digno, um homem encantador. Mas eu não recebi essa oração. Porque o câncer é um processo cruel e lento que, finalmente, apenas tira toda a dignidade, nos últimos estágios, apesar dos avanços na medicina, e da enfermagem paliativa. Foi uma pequena epifania. Você sabe que o nascimento é um negócio bagunçado também, para mãe e filho, e eu comecei a me perguntar se talvez dignidade não fosse tão importante, no final das contas. Talvez seja uma construção humana - as pessoas colocam ao lado de coisas como justiça e coragem, mas eu não acho que seja. Eu acho que a humildade pode ser muito mais importante para enfrentar o seu criador, e dignidade pode ser um vizinho da porta ao lado do orgulho, ou pior, a vaidade.
Ele ficou irritado em um determinado ponto. Suas últimas palavras foram: "Você está tudo louco?", o que é pesado. Ele me acordou no meio da noite. Eu fui até ele e ele estava sussurrando. Chamei a enfermeira. Nós dois levamos nossos ouvidos até sua boca. E então tão claro quanto um sino ele disse: "Você está louco?". Eu saltei. Estive à procura de um sorriso, mas ele não sorriu. Ele disse: "Olha, aqui é uma prisão, eu quero ir para casa". E ele foi.....
Eu o desenhei. Tenho muitos desenhos, dos quais eu estou feliz. Eu fiz todo o tipo de coisa que ele não me deixaria fazer quando as suas defesas estavam erguidas. Eu li Shakespeare para ele, Shelley, esta nova tradução que eu tenho da Bíblia, Eugene Peterson. Ele o expulsaria da sala por isso. Ele mesmo era um autodidata e, em uma idade mais avançada, em seus vinte anos, ele lia todos os clássicos e era um grande tenor, um grande músico e a ópera encheu nossa casa. Na Irlanda, os jornais escreveram essa coisa que eu estava muito bravo com ele, por ele não ter me encorajado a fazer as coisas que ele lamentava profundamente que ele não tivesse feito a si mesmo. A raiva a que me referi naquele artigo foi a fúria que senti como músico, no comprometimento com as melodias com as quais acordei. Com estruturas de acordes que eu acho que poderiam ser muito melhores, eu tinha uma educação em música. Eu tenho uma certa frustração em mim, e há raiva em mim, mas não é com ele, é comigo, e que não consegui superar isso.
Eu tinha um verso de uma letra, "Kite", sobre levar as crianças em Killiney Hill para empinar uma pipa. Então eu lembrei, retornou à minha mente, e eu me lembrei de estar em Rush ou Skerries, um incidente onde exatamente a mesma coisa aconteceu. Nós costumávamos ter uma Caravan, e senti que o adeus da música não era de mim para ele, mas dele para mim. Essa é a questão da composição de músicas - você é o último a saber sobre o que você está fazendo."

Bono puxa fã brasileira para o palco em show do U2 em Paris pela 'The Joshua Tree Tour 2017'


O U2 realizou o segundo show no Stade De France em Paris, França, pela 'The Joshua Tree Tour 2017'.
A surpresa da noite: uma fã brasileira no palco dançando com Bono!

Confira as fotos do site U2 Gigs e do fã brasileiro Jorge Felipe Takeda:






Juliana Sarda, que faz parte do Ultraviolet U2 Fan Club Brazil, primeiro apareceu na foto oficial do U2.COM no primeiro show em Paris! Ela aparece também no vídeo do Instagram do U2 em que Larry caminha para a abertura do show!

Na segunda noite, roubou a cena! Subiu ao palco para dançar, rebolar, brilhar ao som de "Mysterious Ways"!

quarta-feira, 26 de julho de 2017

"O U2 é uma bandeira, que dá confiança aos irlandeses"


Em 1997, quando o U2 estava em turnê do disco 'POP', o VJ da MTV e jornalista Fábio Massari, conversou com Gavin Friday, na primeira entrevista dele para o Brasil.
Massari perguntou para Gavin: " Qual a avaliação que você faz da importância do U2 para o rock, para a música da Irlanda?"
Gavin respondeu: "Os irlandeses estavam acostumados a ser controlados, o U2 foi a primeira banda irlandesa a controlar o mundo. O U2 apareceu num momento muito diferente culturalmente. A Irlanda perdeu os anos 50 e 60, não houve revolução cultural como em Londres e Paris. Aqui a revolução aconteceu nos 70: punk. Os jovens Jim Sheridan, os jovens escritores, as bandas começaram a dizer "Foda-se a igreja", "Foda-se isso". E o U2 disse "Foda-se, nós vamos para a América, não precisamos ir para a Inglaterra". O U2 é uma bandeira, que dá confiança aos irlandeses."
Massari continuou: "É muito difícil ser amigo de alguém tão famoso como Bono? Ele sempre faz questão de dizer que você é uma influência".
Gavind Friday respondeu: "Há sempre muita pressão. Ele é uma das pessoas mais conhecidas do mundo. Conheço ele desde que eu tinha uns 10 anos de idade. Morávamos na mesma rua, formamos bandas na mesma época. É um dos meus melhores amigos."

"Toda vez que tivermos uma desculpa, viremos ao Brasil, uma forma de agradecer os momentos maravilhosos que passamos em 1998"


Em novembro de 2000, o U2 voltou ao Brasil, mais precisamente ao Rio de Janeiro, como parte da turnê promocional de lançamento do CD 'All That You Can't Leave Behind'. A banda concedeu uma entrevista coletiva para jornalistas de vários países da América Latina, no hotel Copacabana Palace.
"Toda vez que tivermos uma desculpa, viremos ao Brasil, uma forma de agradecer os momentos maravilhosos que passamos em 98", afirmou The Edge, guitarrista da banda.
Bono acrescentou que optou pelo Brasil também como forma de se desculpar pelo caos que o show de 1998 pela turnê Popmart, no Autódromo de Jacarepaguá, provocou no trânsito do Rio.
"Vamos fazer o show para a televisão brasileira pensando naquelas pessoas que ficaram ouvindo o show da banda na estrada, com o ingresso na mão, sem poder chegar", disse.
Na coletiva, Larry Mullen adiantou para a Folha De São Paulo que as canções para a TV seriam "Beautiful Day", "Stuck In A Moment You Can't Get Out of" e "Elevation".
Em entrevista também à Folha, Bono afirmou que o U2 tinha outros planos para um videoclipe de "Walk On", mas, assim que chegou ao Rio, o grupo decidiu gravá-lo na cidade.
"Não tenho ideia de como e onde vai ser. Só sei que "Walk On" terá imagens do Rio", disse Bono.
A banda fez ainda gravações para o clipe no Copacabana Palace, e também cenas no MAM e na praia de Ipanema.
Bono na época chegou a manifestar o desejo de ir embora do Brasil como proprietário de uma casa no Rio, provavelmente em Angra dos Reis.
A intenção de Bono era a de ter um local no Brasil para passar férias com a família. Ele disse que possuia uma casa de veraneio no Caribe, mas queria uma aqui por estar cada vez mais encantado com o país e porque o fuso horário, em relação à Irlanda, é menor.

terça-feira, 25 de julho de 2017

U2 toca uma versão de "Mothers Of The Disappeared" com Patti Smith em show em Paris pela 'The Joshua Tree Tour 2017'

Foto de Jorge Felipe Takeda - Ultraviolet U2 Fan Club Brazil

O U2 fez hoje um show no Stade de France em Paris, França, pela 'The Joshua Tree Tour 2017'.
A grande surpresa da noite veio na canção "Mothers Of The Disappeared", que ganhou uma nova introdução estendida especialmente para a participação no palco de Patti Smith, que cantou com a banda!
Foi ouvido um canto feminino (estilo celta) muito parecido com aquele "We Love You" que foi usado na introdução de "Beautiful Day" em alguns shows na parte européia da turnê 360°.

Uma publicação compartilhada por U2 Official (@u2) em

Patti Smith declamou na introdução, e também durante a performance, com trechos de sua "People Have The Power"! Abaixo, o vídeo na íntegra!

Ouça trechos de todas as canções que Larry Mullen participa em 'Paranormal', o novo disco de Alice Cooper


O novo álbum de Alice Cooper, o 27° de estúdio, intitulado 'Paranormal', será lançado neste mês, e Larry Mullen toca em 9 das 10 faixas no disco.

Ouça trechos de todas as canções do disco!

0:00 Paranormal
1:02 Dead Flies
1:55 Fireball
2:47 Paranoic Personality
3:35 Fallen In Love
4:34 Dynamite Road
5:32 Private Public Breakdown
6:31 Holy Water
7:30 Rats (esta faixa não traz Larry Mullen)
8:28 The Sound Of A

9:35 Genuine American Girl
10:38 You And All Of Your Friends

Bono se encontra com o presidente francês Emmanuel Macron


Bono, conhecido por seu ativismo político, esteve em Paris nesta segunda-feira para um encontro com o presidente francês Emmanuel Macron.
Bono é co-fundador da ONE, que luta contra a pobreza extrema.
"O presidente Macron está aberto a novos caminhos para solucionar os problemas que afetam o mundo dos mais pobres. Conversamos sobre a crise dos refugiados e sobre como a maioria dos europeus já sabe que a situação na África afeta a vida deles também", disse Bono.
Macron afirmou que a França aumentará a ajuda a 0,55% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2022. O presidente havia prometido durante a campanha eleitoral um aumento a 0,7% até 2030, contra 0,38% em 2016.
Porém os cortes no orçamento deste ano resultaram em críticas de ONGs, incluindo a ONE.
Bono ainda contou que falou com a primeira-dama Brigitte, que é professora, sobre como lidar com milhões de meninas que não vão à escola em todo o mundo.

Bono e The Edge foram os responsáveis pelo videoclipe de "In A Lifetime"


Fevereiro de 1986

No final de 1985, Bill Graham da Hot Press foi levado para as colinas de Donegal, onde Bono co-dirigiu o videoclipe de uma colaboração sua: "In A Lifetime", com o Clannad.
O vídeo foi filmado em Gweedore, lar do Clannad, e Bill escreveu: "Gweedore tem sua própria lei, sabedoria e lógica muito especial... seu povo tem uma auto-suficiência, uma individualidade, tanto um senso de comunidade e uma curiosidade extrovertida e uma falta de gíria que os torna entre os mais fascinantes na ilha."
No pub da família Brennan, Bill observou um desenvolvimento nos hábitos de bebedeira de Bono. "No ano passado, ele permitiu que sua convivência superasse qualquer traço puritano remanescente, preferindo esfregar lentamente o copo, ao invés de pints de Guinness."
A colaboração com Clannad foi parte do desejo de Bono para se educar mais musicalmente, Bono disse para Bill.
Depois de discutir a possibilidade de combinar música irlandesa e eletrônica com Conny Plank, o produtor do Kraftwerk, Bono disse para Bill que quando ele ouviu a canção "Harry’s Game" do Clannad, "eu quase bati meu carro".
"Com o Clannad eu estava começando a ver o futuro de algo que poderia evitar as armadilhas do rock n'roll, lugares como o Marquee ou o Ritz em Nova York e ir direto ao Carnegie Hall", disse ele.
Bono e The Edge surgiram com o cenário básico para o videoclipe de "In A Lifetime". "Nós não acreditamos em vídeos com enredos", Bono disse para Bill. "Nós somos imaginários. Não acho que você deva explicar uma música. Você deve adicionar outras imagens que você não sabia que estavam lá na música."
Gweedore e a extensa família Clannad foram mencionados por Bono. "Você pode ver o amor que eles têm um para o outro. Eles são muito físicos em suas afeições. E o pai deles, um tee-totaller, dirige o pub mais ruim em Ulster."

U2 presta homenagem à piloto falecida Dara Fitzpatrick em show em Dublin pela 'The Joshua Tree Tour 2017'


A irmã da heroína Dara Fitzpatrick agradeceu ao U2 pelo tributo que a banda fez para a piloto falecida. A foto da Capitão Fitzpatrick foi exibida no telão durante o show no Croke Park pela 'The Joshua Tree Tour 2017'.
Ela estava entre as mulheres inspiradoras que o U2 presta homenagem durante a canção "Ultraviolet (Light My Way)".

Niamh Fitzpatrick disse ao Herald que a família é uma grande fã de música e que tinha estado em shows da U2 no passado com sua irmã, acrescentando: "Nós estivemos antes no Croke Park, cantando essas músicas. Foi lindo e um tributo realmente emocionante. Em outra época, Dara teria estado no show".

Niamh Fitzpatrick não pôde ir no show deste sábado, mas amigos a contataram para avisá-la o que estava acontecendo. Ela teve uma reação mista quando viu pela primeira vez imagens de sua irmã no telão. "Com certeza houve uma enorme pungência e tristeza, mas também houve enorme orgulho", disse ela.
Niamh agradece à pessoa que surgiu com a ideia, por honrar todas as mulheres corajosas naquele telão, especialmente porque não passou muito tempo da morte de sua irmã. "Eles podem ter pensado que era muito cedo, mas eles tiveram uma chance. O fato de que Dara estava lá com essas mulheres, isso é lindo", disse ela.

A Capitão Dara Fitzpatrick, piloto da Guarda Costeira Irlandesa (IRCG – Irish Coast Guard), foi encontrada viva em águas ao largo da costa do condado de Mayo após seu helicóptero 116 Sikorsky S-92 cair no Oceano Atlântico em uma missão de resgate. Ela morreu horas depois de ter sido resgatada. Morreram também seus colegas Mark Duffy, Paul Ormsby e Ciaran Smith.
A tripulação de Dublin tinha decolado para fornecer cobertura a outro helicóptero da IRCG que realizava uma evacuação médica de um barco de pesca, a 150 milhas da costa de Mayo. Sabe-se que um homem a bordo sofreu um ataque cardíaco.
Uma pequena quantidade de detritos, incluindo o que se acredita ser um tanque de combustível do helicóptero, foi localizado na costa perto de Blacksod em Mayo, onde a tripulação tinha desembarcado para reabastecer depois de chegar de Dublin.
Dara foi condecorada por sua coragem em missões de resgate e participou de uma série de televisão da RTE sobre os serviços de emergência da Irlanda. Fitzpatrick, de Dublin, esteve envolvida em missões de busca e salvamento por mais de 20 anos.


segunda-feira, 24 de julho de 2017

U2 anuncia inédita quarta e última data de shows no Brasil pela 'The Joshua Tree Tour 2017'


É oficial! Primeiramente, através de seu Instagram, o U2 anunciou um inédito quarto show no Brasil pela 'The Joshua Tree Tour 2017', para fechar a turnê!

"Nós anunciamos que faremos um 4° show em São Paulo. Será uma grande festa para os fãs do Brasil, para celebrar o final desta turnê tão especial. Até breve, nos encontramos lá!" - Adam

Em seguida. o site oficial anunciou:



"Após a esmagadora demanda de fãs no Brasil - e com três shows no país já confirmados - um quarto show foi adicionado!
Este show final no Brasil acontecerá em 25 de Outubro no Estádio do Morumbi em São Paulo.
Os ingressos estarão à venda para o público na quinta-feira, 27 de Julho, e os fãs são lembrados de que a melhor maneira de comprar é através da Internet a partir da 00:01 do dia 27 de Julho através do site www.ticketsforfun.com.br.
A partir de 10:00, um número limitado de ingressos estará disponível na bilheteria oficial e em postos autorizados oficiais. Respeitando os procedimentos padrão, os fãs irão receber um número de acordo com sua ordem de chegada na fila. Haverá um limite de 6 ingressos por pessoa para todas as transações."

Não haverá pré venda, seja para U2.COM ou clientes Banco do Brasil. Será uma venda única, geral! Os ingressos para este quarto e último show estarão todos disponíveis a todos os fãs brasileiros!

The Edge lembrou sua primeira experiência com cogumelos mágicos


O U2 juntou-se a Zane Lowe no Beats 1 para discutir seu álbum 'The Joshua Tree', do qual eles estão comemorando o 30º aniversário.
Enquanto Bono estava relembrando o passado, ele os descreveu como "grandes tempos". "Não havia drogas", ele deixou bem claro, mas seus companheiros de banda o corrigiram, mencionando cogumelos mágicos.
Perguntado por Lowe se qualquer uma das músicas do álbum foram inspiradas por estarem nos cogumelos, The Edge respondeu: "Bem, isso aconteceu um pouco mais tarde, mas eu tive um momento engraçado com os cogumelos. Foi uma experiência metafísica, entende? Foi muito espiritual."
Ele continuou explicando que tinha sido oferecido alguns cogumelos em uma festa na casa de Adam Clayton e ele tinha tomado porque ele nunca tinha feito isto antes. "Eu peguei alguns, esperei 40 minutos, nada aconteceu", disse ele. "Então eu me curvei e me abaixei. É ainda pior porque eu realmente fui para a cama. Então eu estou no meio de um quarto escuro assistindo exibições de fogo de artifício que estão acontecendo na minha imaginação. Comecei a entender os segredos do universo. Eu tive esse momento de percepção e eu estava pensando para mim mesmo: 'Jamais vou me lembrar disso amanhã, tenho que registrar essas idéias'. Então me arrastei pelo chão, o que me levou cerca de 25 minutos e cheguei ao meu walkman de gravação, voltei para a minha cama, liguei e então a luz vermelha acendeu, então eu passei mais 25 minutos olhando a luz vermelha".
Edge disse que gravou ambos os lados de uma fita C90 com "todos os segredos importantes do universo" e se esqueceu disso até a noite seguinte. "Eu finalmente percebi: 'Oh meu Deus, eu fiz uma gravação dos segredos do universo. É melhor eu ir ouvir o que era'. Então eu subi e ainda estava gravado e as pilhas estavam fracas. Então coloquei novas pilhas e liguei a fita e dei play. Tudo que eu podia ouvir estava perdido, era uma voz longe abafada, porque eu estava falando através do compartimento da pilha, e não no microfone. Nem uma única palavra audível. Eu tinha achado que os segredos do universo estavam tão próximos."

Do site: NME

Bono diz que sente que as letras de "Where The Streets Have No Name" são inacabadas


Em entrevista ao Beats 1 com Zane Lowe, Bono falou sobre a composição de "Where The Streets Have No Name" e como ele vê as letras como inacabadas.
Ele disse: "Musicalmente é ótima e a banda merece crédito por isso, mas liricamente é apenas um esboço, eu estava tentando escrevê-la. Metade é uma invocação, onde você diz para uma multidão de pessoas 'você quer ir para aquele lugar? Aquele lugar de imaginação, aquele lugar de alma? Você quer ir lá, porque agora nós podemos ir lá?' Até hoje, quando canto essas palavras, você fica com os cabelos na parte de trás do pescoço arrepiados, porque vai para aquele lugar."
Bono ainda revelou que o produtor Brian Eno lhe disse para ficar tranquilo sobre a letra. "Brian disse: 'pensamentos incompletos são generosos porque permitem ao ouvinte terminá-los' Como compositor eu tenho que perceber que o maior convite é uma invocação."
Ele acrescentou: ""Where The Streets Have No Name" não é uma ótima letra. Eu não teria rimado 'hide' com 'inside'. Eu sabia que poderia ter escrito melhor isso."
The Edge discorda da avaliação de Bono sobre a canção, dizendo que seu colega de banda é muito severo sobre si mesmo. Ele disse no Beats 1: "Eu amo a canção. Não concordo com o Bono. Ele é muito duro consigo mesmo."

sábado, 22 de julho de 2017

A história de Sister Anne, de "Crumbs From Your Table", que será convidada do U2 no show no Croke Park pela 'The Joshua Tree Tour 2017'


Uma Médica Missionária de Mary, Sister Anne Carr, nascida em Dublin e criada em Cork, passou 32 anos no Malawi cuidando dos muitos doentes. Ela foi citada na letra de "Crumbs From Your Table" de 'How To Dismantle An Atomic Bomb' do U2, e está ansiosa para assistir ao concerto da banda Croke Park na noite deste sábado como convidada de Bono.

"Da estrela mais brilhante
Vem o buraco mais negro
Você tinha tanto a oferecer
Por que você ofereceu a sua alma?"

Ela já voltou para a Irlanda, onde seu novo papel envolve promover a "consciência da missão" do que sua congregação e outros fazem na África, América Central e do Sul e em outros lugares.
Foi a mãe de Sister Anne que a fez pensar nos Médicos Missionários de Mary, que ela sempre dava apoio. Depois da escola, ela ingressou na congregação em 1968, treinando para ser enfermeira em Drogheda e mais tarde como parteira na Escócia.
Em 1979 ela foi enviada para Mzuzu no norte do Malawi na Unidade de Maternidade no Hospital St John's. Mais tarde, ela trabalhou em uma clínica móvel que visitou aldeias vizinhas. Ela "amou", especialmente as pessoas, ela disse.
Dez anos depois, ela voltou para a Irlanda para treinar como capelão do hospital. Voltando ao Malawi, ela montou uma escola interdenominacional na capital de Lilongwe para treinar capelães hospitalares.
Foi quando ela estava em Lilongwe que Bono apareceu em 2002. Ela o levou a um passeio pelo hospital local de 1.000 camas, que estava funcionando a 300 por cento da capacidade. Muitos pacientes tinham HIV.
Bono ficou "maravilhado", ela disse. Ela também fez uma coisa muito irlandesa. "Eu disse que ele era meu sobrinho porque estranhos não eram permitidos no hospital." Ela era a própria tia de Bono, Anne. Bono foi muito gentil com os pacientes e apertou a mão de todos.

"Onde você vive não deve decidir
Se você vive ou se você morre
Três para uma cama
Irmã Anne, ela disse:
A dignidade passa."

Depois disso, Bono fez doações generosas para o hospital.
Em 2004, o U2 lançou seu álbum 'How To Dismantle An Atomic Bomb'. O CD foi enviado a ela em Lilongwe com uma nota dizendo que Bono queria que ela o tivesse, e ela achou "muito bom" e "foi colocado no meu quarto".
Ela deixou ele lá, até que outra irlandesa em Lilongwe, Anne Conway, perguntou-lhe se ela tinha escutado a faixa "Crumbs From Your Table". "É sobre você", disse ela. Sister Anne ouviu, então, com uma mistura de constrangimento e gratidão.
Ao longo dos anos ela e Bono "mantiveram contato pessoal". Ele "continuou me convidando para as coisas", mas, geralmente, ela se sentia "muito tímida" para aceitar. Uma exceção foi Spider-Man: Turn Off the Dark, o musical de 2010 com músicas de Bono e The Edge, que ela foi conferir em Nova York.
Este ano, ela decidiu que gostaria de estar no show do U2 no Croke Park, mas os ingressos se esgotaram. Bono interveio diretamente e convidou ela e amigos como seus convidados pessoais.
Ela será acompanhada esta noite por um velho amigo de escola de Cork, seu (real) sobrinho e sua namorada.

Do site: Irish Times

U2 pagará para recuperar gramado após show em Berlim da 'The Joshua Tree Tour 2017'


O U2 terá de pagar R$ 327 mil para a recuperação do gramado do Estádio Olímpico de Berlim, ‘Olympiastadion’, depois dos danos causados no show da banda pela 'The Joshua Tree Tour 2017'. Mesmo com o piso montado em cima do gramado, houve problemas.
As obras no estádio, que ficarão em torno de 130 mil euros no total, permitirão ao Hertha ter o mesmo pronto quando receber em 29 de julho o Liverpool.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

"Desire" e toda sua magnificência suja


O primeiro single de 'Rattle And Hum', "Desire", confundiu as expectativas. Se alguma coisa em 'The Joshua Tree' meio que apontava nessa direção, era "Trip Through Your Wires" - mas aquela era despida e indulgente.
"Nós conversamos sobre como conseguir algumas músicas com linhas de bateria interessantes", explicou Larry a Steve Turner, no livro 'Rattle And Hum'. "Então, em vez de passar o tempo fazendo jams como estávamos acostumados, todos nós fomos e pesquisamos e voltamos. Isto é o que nós conseguimos."
The Edge afirmou que a parte da guitarra foi composta sob a influência de "1969" dos Stooges, mas o ritmo foi gerado por um Sr. Bo Diddley. No seu lançamento, "Desire" foi direto para o No. 1 no Reino Unido, e o U2 ficou compreensivelmente satisfeito. Eles originalmente gravaram no STS Studios em Dublin como uma demo. Eles voltaram a gravá-la no A & M Studios em Los Angeles, e ficou muito mais justa e mais precisa. "Mas faltava algo", diz The Edge. Então eles voltaram para a original, 2 minutos e 58 segundos, com toda sua magnificência suja.
"Nós voltamos ao rhythm and blues como parte de nossa vontade de entender a América", explica Bono. "Nós estávamos lendo os Beats e vários escritores de viagens. Então começamos a entrar na música. Viajando pela América, você está ouvindo diferentes estações de rádio, rhythm and blues, country, soul, jazz e percebe que o ritmo é o sexo da música. Então eu acho que nós conseguimos lidar com esses assuntos, incluindo o desejo, quando nós fazíamos esse salto musical".
Para Bono, no entanto, foi também uma reflexão sobre a condição de ser uma estrela do rock. "Eu queria admitir a religiosidade dos shows de rock ' n' roll e o fato de você ser pago por eles. Em um nível, estou começando a criticar esses pregadores lunáticos, "roubando corações em um show itinerante" - mas também estou começando a perceber que existe um paralelo real entre o que estou fazendo e o que eles são".

Imagine The Edge em sua casa em Monkstown.....


Antes de gravar 'The Joshua Tree', o U2 decidiu ensaiar em Danesmote, uma casa antiga em Rathfarnham, nos arredores de Dublin. O quarto que ocuparam era bonito, com janelas no alto e a luz natural inundando dentro. Os ensaios foram tão bons que eles decidiram fazer o álbum lá...
"Nós tínhamos experimentado muito nas gravações de 'The Unforgettable Fire'", The Edge recorda. "Nós tínhamos feito coisas bastante revolucionárias como "Elvis Presley and America" e "4th of July". Então, nós sentimos, entrando em 'The Joshua Tree', que talvez as opções não eram uma coisa boa, que as limitações poderiam ser positivas. E assim decidimos trabalhar dentro das limitações da música como ponto de partida. Nós pensamos: vamos realmente escrever músicas. Queríamos que o registro fosse menos vago, aberto, atmosférico e impressionista. Para torná-lo mais simples, focado e conciso.
Imagine The Edge em sua casa em Monkstown tocando e gravando com um Tascam Home Recording Studio de quatro pistas. Abaixando o teclado. Ouvindo novamente. Depois a guitarra. O ritmo é bom. Tentando algumas variações no acorde. Imagine um baixo. A bateria entra. O começo de uma canção...
"A forma como escrevemos, às vezes sentimos que a canção está escrita", The Edge disse para John Waters. "A canção já está lá, se você pudesse apenas colocá-la em palavras, colocá-la em notas. Nós temos isso, mas ainda não realizamos. Se você nos visse trabalhando no estúdio às vezes, você estaria coçando a cabeça tentando descobrir o que estávamos fazendo. Principalmente, se tivermos a sensação de que estamos em algo bom, nós eventualmente chegaremos lá. E "Where The Streets Have No Name" é um grande exemplo, porque isso levou semanas de trabalho para acontecer."
Ela quase levou Brian Eno à loucura no processo. Em um estágio, ele ficou tão frustrado com a quantidade de tempo sendo dedicada a "Where The Streets Have No Name" que ele queria apagar o multi-track. "Isso mesmo", The Edge recorda. "Nós não estávamos no estúdio na época e ele pediu ao engenheiro assistente para sair da sala. Ele realmente decidiu fazer aquilo. Mas o engenheiro assistente não quis sair. Ele ficou na frente da máquina de fita, dizendo: 'Brian, você não pode fazer isso'. E assim ele não fez. Mas foi quase.
O título, sem dúvida, é com base no período em que Bono e sua esposa Ali estiveram na Etiópia em 1985, trabalhando com agências de ajuda no terreno, distribuindo alimentos e auxiliando em saúde e iniciativas educacionais. Bono voltou para casa para a Irlanda, para o mundo ocidental, com um profundo sentido de vazio no coração da vida contemporânea. "O espírito das pessoas que conheci na Etiópia era muito forte", diz Bono. "Não há dúvida de que, mesmo na pobreza, eles tinham algo que nós não tínhamos. Quando voltei, percebi a medida em que as pessoas no Ocidente eram como crianças mimadas."
"Eu posso ver isso agora", acrescenta Bono "e reconhecer que "Where The Streets Have No Name" tem um dos dísticos mais banais na história da música pop. Mas também contém algumas das maiores ideias. De uma maneira curiosa, isso parece funcionar. Se você conseguir alguma coisa pesada sobre essas coisas, você não se comunica. Mas se você der as costas ou descartar isso, então você faz. Esse é um dos paradoxos com os quais eu tive que concordar."

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Noel Gallagher fala da felicidade em estar em turnê com o U2


Noel Gallagher's High Flying Birds estão abrindo os shows do U2 pela Europa na 'The Joshua Tree Tour 2017', e ao passar por Barcelona, o vocalista concedeu uma entrevista exclusiva para o site do FCB. Ele declarou:

"Estive em turnê de um jeito ou de outro por mais de 25 anos e essa é a mais divertida que já fiz na vida. Fico no palco por uma hora. Saio do palco umas 8, 8:30. Como alguma coisa, bebo alguma coisa, assisto ao show do U2 e tenho dois dias de folga. Estamos tocando em todas as cidades legais da Europa. Minha família e amigos estão na estrada comigo. Tem sido maravilhoso. Eles (o U2) são brilhantes toda noite. Eles são uma das minhas bandas favoritas de todos os tempos."

Oito aulas de piano, oito músicas escritas, e "Windows In The Skies"


As músicas chega para você nos lugares mais estranhos. Você está olhando através de um livro de fotos antigas em preto e branco e por razões que você não compreende no momento, há uma que o assombra. Mas isso continua presente e então você volta para uma outra olhada e você percebe que é um outdoor que você capturou. Veja qual é a publicidade: Burma Shave. E antes que você perceba, há uma metáfora que brinca com uma história e uma melodia começa a tomar forma no subconsciente para combinar tudo.
Ou seus filhos estão tendo aulas de piano. Você decide passar pelo processo com eles. Você sempre teve uma decepção com você mesmo por não ter conseguido aprender corretamente. E além disso, você gosta de revisitar a sensação de ser uma criança.
"Eu tive aulas de piano com os meus filhos", Bono contou, "e cada vez que eu tirava uma lição, eu escrevia uma canção. Eu tive oito aulas e eu tive oito músicas escritas."
Uma delas era "Windows In The Skies". Com o piano como sua plataforma, e as cordas adicionando uma dimensão épica, a melodia é notavelmente diferente do som rock de estádio do U2. As letras desenham pesadamente os eventos do Domingo de Páscoa, e o conceito cristão da redenção: "A regra foi desmentida / A pedra foi movida / A sepultura agora é um entalhe / Todas dívidas foram removidas". Há uma referência no meio para a campanha Drop The Debt, mas em última análise, é uma canção de amor com um poderoso hino.
"Eu acho que essa será a nossa maior música em muito tempo", disse Bono. "É uma música pop psicodélica com tempo 6/8, você nunca ouve isso. É muito, muito raro."

Uma canção para Iris, uma canção para Bob


Iris Hewson morreu no dia de 10 de setembro de 1974, após uma hemorragia cerebral. Foi um terrível toque do destino, acontecendo logo após o funeral de seu próprio pai no cemitério militar na Blackhorse Avenue, Dublin. Bono tinha 14 anos na época, e a experiência o devastou. Mesmo agora, mais de 40 anos depois, ele admite que ele acha difícil se lembrar como sua mãe parecia. É impossível imaginar o que ele poderia ter se tornado se ela tivesse sobrevivido.
Os amigos dele na Cedarwood Road se lembram de Bono como uma espécie de vadio depois da morte da mãe. Ele apareceria na casa de Gavin Friday uma noite, e na casa de Derek Rowen na outra noite, a tempo para o chá. "Ele estava ao redor sempre para poder estar com minha mãe, tanto quanto para estar comigo, eu não tenho nenhuma dúvida sobre isso", recorda Gavin.
"Acho que vem de um lugar muito sombrio", diz Bono sobre o primeiro grande single do U2. " A música pop no seu melhor parece ter uma dualidade. Sempre que é uma coisa ou outra é plana, mas se tem duas idéias opostas, puxando direções diferentes, consegue um tipo diferente de poder. "I Will Follow" tem raiva, raiva de verdade, e uma enorme sensação de anseio."
A performance da banda foi apropriadamente urgente. Em particular, The Edge aborda um tipo de som que se tornou sua marca registrada. É, como resultado, concentrado e extremamente poderoso. "A maioria dos ensaios iniciais eram apenas falatórios", recorda Bono. "Era apenas uma longa discussão. Lembro-me de pegar a guitarra de Edge e tocar o acorde de duas cordas para "I Will Follow", para mostrar aos outros a agressão que eu queria. Era o seu riff, mas eu queria que tivesse um sentido para isso."

Durante as gravações de 'All That You Can’t Leave Behind', Bono sabia que seu pai estava morrendo de câncer. E então ele escreveu uma canção para Bob chamada "Tough", porque isso era o que seu pai sempre lhe pareceu. "um velho cara durão", nas próprias palavras de Bono, "irlandês, do lado norte de Dublin, muito cínico sobre o mundo e as pessoas nele, mas muito charmoso e engraçado com isto." Bob morreu na semana do primeiro show da banda no Slane Castle em 2001. Bono pegou a canção que estava guardada e a cantou no funeral, um retrato do artista em sua velhice - de classe operária que amava ópera, e que tinha deixado como legado algo muito bonito para seu filho, sua voz de tenor... "minha voz neste disco é a melhor que já esteve em uma gravação", disse Bono na época do álbum 'How To Dismantle An Atomic Bomb'. "E eu acredito que é o presente do meu pai para mim. Ele era um grande tenor e quando ele morreu, ele passou isso para mim."
"Ele nunca falou sobre nenhuma música", Bono lembrou de seu pai, conversando com Stuart Clark da Hot Press. "Eu me lembro que ele gostava de The Unforgettable Fire. Não o álbum, mas a canção. Ele pensou que estávamos ficando muito bons na época de 'Rattle And Hum'. Uma das suas favoritas era "When Love Comes To Town". Mas ele não sabia para onde íamos nos anos 90!"
Eles voltaram para aquela canção em 'How To Dismantle An Atomic Bomb' e achavam que ela estava boa, mas quando Steve Lilywhite chegou, ele deu uma avaliação crítica que era bem crítica.
"Minha contribuição para essa canção é que eu estava ouvindo-a com Edge, e Bono estava lá também, e eu disse: 'Edge, esta canção não tem um refrão'. E eles disseram: 'O que você quer dizer?' E eu disse, bem, ela só termina o verso e, em seguida entra "sometimes you can’t make it on your own". E Bono imediatamente pediu uma guitarra. Então, ele pegou uma guitarra e cantou "and it’s you du du du du du du du/ sometimes you can’t make it on your own". E de repente a música estava terminada. Essa canção tinha estado por aí há cinco anos e ninguém nunca tinha dito a eles que não tinha um refrão."

'O U2 Que Eu Conheço' - Por Steve Lillywhite # 2° Parte


Hot Press - No. 33: 'The U2 I Know - By Steve Lillywhite' - Junho de 2005

Steve Lillywhite, que produziu os três primeiros discos do U2 - e apareceu na equipe de produção de quase todos os outros álbuns - olha para trás sobre a carreira da banda e recorda os altos... e os baixos

'October' foi difícil. Eu já disse isso antes, mas eu tinha uma regra naquele momento de que eu nunca faria mais de um álbum com um artista, porque eu sentia que era bom para eles trabalharem com pessoas diferentes. Mas eles disseram: "Não Steve, nós gostamos do que você fez, queremos que você volte neste". E então, é claro, 'October' foi um pouco mais difícil, porque havia esboços e ideias, mas eles não tinham tocado nenhuma dessas músicas ao vivo e gravaram, então simplesmente não aconteceu do jeito que deveria acontecer. E havia coisas no estúdio que em retrospecto eu não acho que funcionou. Eu mudei o som da bateria. No primeiro álbum eu gravei a bateria no lado de fora, no corredor do Windmill Lane Studios original, para obter um grande som ambiente. No segundo álbum eu os trouxe para o estúdio. Então essa foi uma das coisas que não funcionou tão bem.
Então, depois de 'October' ter naufragado e não ter sido considerado tão bem sucedido como o primeiro disco, eu disse: 'Olha, vocês realmente precisam de um produtor diferente agora' e eles saíram e tentaram coisas com várias outras pessoas. Mas então eu recebi um telefonema dizendo: 'Steve, você gostaria de fazer este próximo?' e eu disse que sim. Em cada um dos álbuns, eu lhes dei a oportunidade de saírem e trabalharem com outra pessoa.
Fazer o álbum 'War' foi um tipo de experiência muito diferente. Eu me lembro de Bono estar no estúdio e apenas gritando com Edge: 'Não seja The Edge. Seja Mick Jones!' Tentando obter elementos que o The Clash tinha. Mas você sabe - era o que os americanos queriam. Não foi feito para a América especificamente, mas realmente funcionou lá. "New Year's Day" foi uma música que todos eles queriam tocar. Quando você fazia um disco naqueles dias, nós achávamos muito difícil saber o que seria ou não uma música para tocar na rádio. Eu não poderia dizer a diferença entre "New Year's Day" e "Surrender". Mas agora "Surrender" não está nem perto de entrar em um setlist, foi esquecida. Passamos dias naquela parte do slide... Edge não era tão bom no slide naqueles dias! Nós usamos Kid Creole & the Coconuts naquele álbum, eles estavam na cidade naquele dia e nós os chamamos para fazer backing vocal.
Então, isso foi ótimo, mas eles realmente precisavam mudar depois disso. Lembro-me de estar em Dublin antes das sessões de 'The Unforgettable Fire'. Eu fui para o Slane Castle onde eles estavam ensaiando e disse: 'O que vocês têm?' E eles disseram: 'Bem, nós só temos uma canção.' Eu disse: 'Vamos ouvir ela então' e eles tocaram "Pride (In The Name Of Love)". Realmente, eles tinham uma música entrando para esse álbum. Todo o resto estava meio confuso enquanto eles estavam fazendo isso. Mas que grande disco. E "Pride (In The Name Of Love)" é uma música espetacular.
Para os próximos três álbuns que eu estive envolvido, 'The Joshua Tree', 'Achtung Baby' e 'All That You Can’t Leave Behind', o meu papel em todos os três álbuns foi de consertar. Eles basicamente aumentaram a equipe de produção, por isso começa com, digamos, Danny (Lanois) e Brian (Eno) e então eu entro e eu tenho a minha própria sala. Que é um grande trabalho - eu amo - porque eu não tenho que ficar 18 meses inteiros nisso, embora também possa ser divertido.
Eles queimam pessoas? Eu acho que sim. Eles certamente queimaram Flood no 'POP'. Quero dizer, ele vai admitir que, ele está de volta à forma agora, ele é fantástico, mas acho que ao final de 'POP' todos foram queimados.
Mas 'How To Dismantle An Atomic Bomb' foi um pouco diferente, porque, nos termos do futebol, eles sentiram que precisavam mudar as coisas para o segundo tempo. Eu entrei e ouvi um monte de músicas e eu disse: 'Seria ótimo se vocês pudessem nos dar mais algumas opções. Por que não escrevem mais algumas músicas?' Que, para ser honesto, dizer isso ao U2, é uma coisa séria, porque eles tinham suas canções para o álbum. Mas eu não sei, eu senti apenas que algumas delas não eram para o disco... tudo soava muito bom e digno, e para qualquer outra pessoa teria sido um bom disco, mas para o U2, eles têm que ter uma magia, e não parecia tão mágico aquele material. Mas depois que surgiu "Miracle Drug", "A Man And A Woman", "Vertigo", parte de "All Because Of You", bem como "Original Of The Species", que era muito do que viria a ser, mas essa música estava incubando há muito tempo - já estava ao redor desde o álbum anterior. Na verdade, "Love And Peace (Or Else)" mesmo, acho que Flood originalmente trabalhou nela no álbum 'POP'. Essa música ao vivo se transformou em um monstro. Ela costumava rasgar-me em pedaços, certamente depois de 'October', foi como: 'Oh, Deus, por que vocês não tocam primeiro uma ou duas dessas músicas ao vivo? E então, quando nós as gravarmos, nós saberemos como elas funcionarão!' Desde o primeiro álbum, eles nunca tocaram nada ao vivo antes de gravar. O que pode tornar as coisas extremamente difíceis.
Eu acho que eles queriam 'How To Dismantle An Atomic Bomb' para ser um álbum de músicas, em vez de paisagens sonoras. Eles nunca souberam escrever canções nos primeiros dias, eles meio que tropeçaram nelas. Então eles decidiram: "Ei, nós somos muito bons nisso!" Levou tempo, mas eles acreditam em sua composição agora. Acho que depois de 'POP' eles pensaram: 'quais são os nossos pontos fortes? Somos uma banda de quatro peças, vamos ver até onde podemos levar isso.' Bem, eles parecem estar indo muito bem.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

'O U2 Que Eu Conheço' - Por Steve Lillywhite # 1° Parte


Hot Press - No. 33: 'The U2 I Know - By Steve Lillywhite' - Junho de 2005

Steve Lillywhite, que produziu os três primeiros discos do U2 - e apareceu na equipe de produção de quase todos os outros álbuns - olha para trás sobre a carreira da banda e recorda os altos... e os baixos

Minha primeira experiência com o U2 foi ouvir 'U2 Three', o lançamento da CBS na Irlanda. Alguém na Island Records me enviou para ver se eu poderia estar interessado em produzir o seu primeiro álbum.
Na época eu suponho que eu era um dos brilhantes jovens produtores, eu tinha trabalhado com várias bandas pós-punk e assim eu era um candidato óbvio - embora eu ouvi dizer que a razão pela qual eu tenha sido escolhido para o trabalho foi basicamente porque Martin Hannett, que tinha produzido "11 O Clock Tick Tock", decidiu não continuar com eles, porque Ian Curtis cometeu suicídio. É assim que os livros de história contarão, embora eu tenha lido que Ian Curtis cometeu suicídio em 1980, e eu tenho certeza que eu gravei 'Boy' no final de 1979, então há algo um pouco estranho aí! Mas o Sr. Hannett não era um bom homem. Todos nós tivemos nossos momentos, mas ele era bem conhecido como um cara muito louco, como um monte de produtores são porque muitas vezes é assim que eles conseguem toda a sua grandeza.
Mas eu me lembro de pensar: "Isso é bom, eu deveria ir vê-los ao vivo". Eu voei até Cork e me disseram que eu seria recebido por um tal de Sr. McGuinness. Eu pensei que com o nome McGuinness seria alguém com um chapéu de palha e me pegaria em um trator. Quero dizer, sem ofensa, mas a Irlanda no final dos anos 70 era um lugar muito diferente para a Irlanda de agora. Então, foi um choque quando esse cara disse: 'Olá Steve. Eu sou Paul McGuinness'. E ele depois me levou por cerca de uma hora, do aeroporto para o show, o tempo todo tocando uma fita com músicas do U2, dizendo: "Não é bom?" E era bastante óbvio que era bom, mas não grandioso. Eram gravações demos muito cruas, para falar a verdade. E então foi um daqueles shows onde todos os meninos estavam em um lado e todas as meninas estavam do outro lado. Mas foi um grande show. E eu me lembro que saímos para um drink depois e eles estavam bebendo Shandy com limonada vermelha (o Shandy é uma bebida muito popular no Reino Unido, onde também é conhecida como Shandygaff. Trata-se de um cocktail delicioso que mistura em partes iguais a cerveja com o ginger ale, cerveja de gengibre ou limonada). Agora eles bebem o melhor champanhe e outras coisas!
Então decidimos gravar um single. Nós fizemos "A Day Without Me", que eu comprei digitalmente só agora, porque eu estive assistindo alguns de seus shows recentemente na Vertigo Tour e eles estão tocando músicas do primeiro álbum, e eu não tenho uma cópia do single, então eu comprei no i-Tunes. Nesta turnê eles estão tocando "An Cat Dubh" e "Into The Heart" e elas soam mais atuais agora do que eles fizeram há dez anos de uma maneira estranha.
Eu me sentei e ouvi 'Boy' ontem pela primeira vez em 25 anos, de maneira completamente aleatória, antes que eu soubesse que eu estaria realizando um olhar ao passado para a Hot Press. Algumas deles, eu penso, são muito boas. Algumas delas são um pouco questionáveis, mas no geral, não foi um álbum de estréia ruim. Você pode dizer ao Bono que é um pouco auto-consciente.
Enfim, todo mundo parecia gostar de "A Day Without Me" - não foi um hit, mas nós decidimos seguir e fazer o álbum. E naqueles dias, você fazia um álbum bem rápido. Foi cerca de um mês, se não menos. Eu estaria no estúdio e todas essas pessoas estranhas viriam, Gavin e Guggi, e porque Bono naquele momento não fazia aquela coisa social, ninguém foi apresentado a ninguém, então havia todos esses personagens obscuros ao redor. Curiosamente, apenas nos últimos dois meses, quando eu estava ajudando-os com a preparação para a turnê Vertigo que, pela primeira vez eu não senti medo de Gavin Friday! Quero dizer, ele é um amor de pessoal, mas se você não o conhece... por 25 anos, eu me senti intimidado por ele de uma maneira estranha. Foi só quando estávamos trabalhando juntos, ajudando a banda a organizar a turnê e a montar o setlist, que eu percebi que ele é um homem adorável.

Blog U2 Sombras e Árvores Altas

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