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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Novos detalhes do esquema de corrupção na venda de ingressos para os shows do U2 no Estádio do Morumbi pela 'The Joshua Tree Tour 2017'


O São Paulo Futebol Clube deve levar o suposto caso de corrupção envolvendo o ex-gerente de marketing, Alan Cimerman, para a polícia nesta sexta-feira (18). Demitido por justa causa, o ex-funcionário do clube é acusado de interferência no processo de venda de ingressos de camarotes para os 4 shows do U2, pela 'The Joshua Tree Tour 2017'.
Cimerman, que nega ter cometido crimes ou irregularidades, foi desligado do clube na última semana. O criminalista Roberto Podval é o responsável jurídico por defender os interesses do clube no caso em que alega de ter sido vítima de um esquema de venda ilegal de ingressos e camarotes nas apresentações.
Em conversa com o UOL Esporte, Podval contou detalhes da denúncia que pretende entregar em uma delegacia de polícia ainda não definida. A agremiação se sente vítima de estelionato, apropriação indébita e falsificação de documentos.
"Temos provas de que ele (Cimerman) vendeu o que não tinha, recebeu quantias consideráveis pelo que não tinha e não entregou o que não tinha", disse Podval. Ele se refere a ingressos e camarotes para o show que na prática não estavam à venda.
De acordo com o advogado, Cimerman vendia camarotes que não estavam disponibilizados para comercialização para um "laranja" que pagava preços inferiores aos praticados. Depois, eles eram revendidos por quantias bem superiores. Ainda pela versão de Podval, os compradores eram orientados a depositar o dinheiro da compra em conta de pessoas físicas, sendo ao menos uma delas de parente do ex-gerente de marketing.
"Mas os ingressos não existiam. Algumas pessoas reclamaram que pagaram e não receberam nada. Então, ele falsificou o recibo de uma empresa que estava negociando para ter os direitos da venda e entregou isso para os compradores. Alguns procuraram a empresa e ouviram que o recibo era falso", disse Podval.
A versão é rechaçada por Daniel Bialski, advogado do ex-gerente de marketing. "Ilações foram e são feitas de forma múltipla. Porém, nada disso tem pertinência. E ele [Cimerman] tem documentos suficientes para mostrar a lisura da atuação dele", disse Bialski.
Por outro lado, o defensor do clube explica como Cimerman teria conseguido negociar ingressos inexistentes e ainda por um preço muito baixo. "É que ele vendia e fiscalizava ao mesmo tempo. Ele aprovava as vendas", afirmou Podval.
O advogado conta que as suspeitas começaram quando Márcio Aith, diretor executivo de comunicação e marketing do clube, estranhou uma venda de um grande número de camarotes por preço muito baixo. A partir daí, começou uma investigação.
O clube ainda não sabe quanto dinheiro teria sido movimentado pelo suposto esquema. Há também a suspeita de participação de outras pessoas. "Agora a polícia vai investigar. Vamos pedir a quebra de sigilos bancários para saber se alguém mais está envolvido. Quem recebeu esse dinheiro em sua conta vai ter que explicar o porquê recebeu", declarou Podval.
Para o Conselho de Administração do clube, o clube fez um mau negócio ao assinar contrato de aluguel para quatro shows por pouco mais da metade do valor habitual em troca de uma participação na venda de bebidas.
Normalmente, o clube cobra R$ 1,2 milhão por dia pelo aluguel de sua casa para eventos. Mas, no caso das apresentações do U2, o preço da diária foi de R$ 650 mil mais uma porcentagem na venda de bebidas.
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